Terça-feira, 17 de Agosto de 2010
por João Rodrigues


Os milionários norte-americanos andam numa azáfama filantrópica de milhares de milhões de dólares. O sucesso dos seus negócios convence-os de que podem aplicar as fórmulas empresariais para resolver a questão social. Bill Gates e outros exibem a típica arrogância que o dinheiro concentrado e a adulação geram.

E, no entanto, parece evidente que, a existirem capitalistas milionários, é melhor tê-los filantropos. Acontece que escolher entre duas alternativas dadas não implica consentir com a estrutura que gerou escolhas tão limitadas.

O resto da crónica no i pode ser lido aqui.

por João Rodrigues
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43 comentários:
Leonel Nogueira
quando todos em todo o mundo perguntam qual é solução para a crise parece que quando ouvem uma proposta séria (de quem até sabe o que é dinheiro) não a querem ouvir. estes srs de que se fala já mostraram que sabem ver na terra dos cegos.

porque 2010 é o ano Europeu de combate à Pobreza e exclusão social e embora possa parecer descontextualizado, permitam-me:

a minha leitura disto é muito simples: partindo do pressuposto que 20% da população resolveria o problema da pobreza com apenas 0,2% da sua riqueza (http://www.youtube.com/watch?v=pYgfD8t9Y4I&feature=player_embedded#!) e que os mais ricos, 2%(?) da população mundial (http://resistir.info/varios/distr_riqueza_p.html) conseguiriam contribuir com 1/2 da sua riqueza, o que estes srs estão a dizer é que o 'pecado' das políticas económicas (e sociais) está na na ausência de escalas logarítmicas.

deixado a 18/8/10 às 15:55
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Pode ser uma formula

para fuga aos impostos

deixado a 17/8/10 às 00:44
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Dazulpintado
" por exemplo, em 20 anos, os EUA passaram do 11.º para o 42.º lugar no ranking da esperança de vida."

E qual era a esperança média de vida antes e qual é agora, passados 20 anos?

deixado a 17/8/10 às 01:02
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Dazulpintado
"Um estado pobre, mas com alguns indicadores de desenvolvimento humano que rivalizam com muitos países ricos."

Quais indicadores?

deixado a 17/8/10 às 01:05
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Nuno
Já o filantropo Daniel Oliveira foi de férias, mas não disse para onde. Não vá alguém chamar-lhe milionário.

deixado a 17/8/10 às 01:20
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Daniel
O Daniel Oliveira esta subsidiado para a escrita, assim como tantos outros o estão noutros ramos...

deixado a 17/8/10 às 03:25
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fidel
eu gosto é dos meus camaradas milionários donos das republicas populares, são uns verdadeiros e mãos largas.

deixado a 17/8/10 às 09:56
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Nuno
Bom post num blog onde se critica a falta de mecenato dos endinheirados portugueses...

deixado a 17/8/10 às 10:03
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sm
Pois é mas particularizando no caso de Kerala, porque é que esse exemplo não contagia e espalha-se para as regiões limitrofes? Porque é que em Porto Alegre (BR) uma governação aponta como exemplar passa do PT para outros?

Parece que são momentos proporcionados por contextos muito específicos e que globalmente ainda não conseguimos desatar o nó gordio da questão.

deixado a 17/8/10 às 11:05
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Chico da Tasca
"Bill Gates e outros exibem a típica arrogância que o dinheiro concentrado e a adulação geram."

Pois, mas em matéria de arrogância, ninguém bate os líderes "progressistas". É ouvir o Louçã, e ver o que se passa na Venezuela, com uma diferença em relação ao Bill Gates: é que este deu um contributo decisivo para o mundo, mesmo ganhando uma fortuna no processo, e continua a dar; quanto aos "progressistas" não conheço nada que tenham feito pelas pessoas, para além de debitarem verborreia.

É certo que eles não suportam que alguns capitalistas de topo tenham preocupações sociais, em primeiro lugar porque são porcos capitalistas, e em segundo lugar, porque as preocupações sociais é uma quinta privada restrito dos ditos "progressistas", com acesso muito restrito.

Que eu saiba, o Bill Gates não roubou nada a ninguém, não pisou ninguém para alcançar o lugar que alcançou, e constitui um exemplo para que muitos tentem fazer o mesmo, até porque se em vez de haver um Bill Gates, houvesse uns milhares, bem distribuidos pelo planeta, seria bom para muita gente.

deixado a 17/8/10 às 11:13
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