Segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
por Arrastão


© rabiscos vieira


por Arrastão
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45 comentários:
ó és tão linda!
Estes dois do boneco não precisaram de se casar.Não compliquem.Sejam práticos.

deixado a 9/11/09 às 00:53
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Leo
A vitória da contra-revolução no leste europeu traduziu-se numa enorme tragédia para os povos da região. O capitalismo triunfante impôs tremendas “terapias de choque” cujo efeito económico e social foi devastador.

Em poucos meses, milhões de pessoas foram lançadas no desemprego; sectores inteiros da economia foram abatidos ou abochanhados pelo grande capital estrangeiro e por novas classes dirigentes locais; destruíram-se sistemas públicos de saúde, ensino e segurança social.

O PIB dos países ex-socialistas caiu vertiginosamente, nalguns casos para menos de metade dos níveis de 1989.

A riqueza existente passou a ser distribuída de forma drasticamente desigual.

A queda dramática dos níveis de vida de vastas camadas da população reflectiu-se no aumento em flecha da pobreza e mesmo miséria extrema, da emigração em massa, da prostituição, toxicodependência e outros flagelos – que, por sua vez, são fonte de lucros chorudos que alimentam o sistema financeiro internacional.

A dimensão da catástrofe social que acompanhou a restauração do capitalismo reflectiu-se num facto inédito em tempos de paz: a quebra na população e na esperança de vida, nalguns desses países.

É esta a realidade que o Arrastão agora comemora de forma tão efusiva, juntamente com o grande capital internacional – o principal obreiro e beneficiário da tragédia humana que acompanhou os 20 anos de restauração do capitalismo a leste.

deixado a 9/11/09 às 08:38
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Leo
Estes acontecimentos de há 20 anos que são, mais uma vez, utilizados para difundir as teorias do “fim do comunismo” e do “triunfo do capitalismo” são inseparáveis do enorme ataque aos direito e às condições de vida dos trabalhadores e dos povos, em curso a nível global.

Na nova correlação de forças mundial criada após 1989, as “terapias de choque” do neoliberalismo foram generalizadas a todo o planeta.

A globalização imperialista provocou um dramático retrocesso nas condições de vida de muitos milhões de seres humanos.

Numa corrida para o abismo, a destruição das condições de vida impostas a uns é utilizada como chantagem para justificar a destruição das condições de vida de outros.

Em nome da “competitividade” agravaram-se drasticamente as desigualdades entre pobres e ricos, a exploração e a opressão de grandes massas de trabalhadores.

Países e regiões inteiras são submetidos a uma autêntica pilhagem.

O desemprego – gigantesco flagelo social e ataque frontal à liberdade e à vida de milhões de homens e mulheres em todo o mundo – é a marca indelével de um sistema injusto que estas “comemorações” tentam mitigar, integrando-se assim na campanha mundial de reabilitação do capitalismo face à crise em que está mergulhado e de reescrita revanchista da História do Século XX e do papel libertador que nela tiveram os comunistas.

deixado a 9/11/09 às 08:50
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José Peralta
Leo-(2)

Sendo a RDA um "paraíso", porque se assistiu, ao longo de 28 anos, às dramáticas fugas sobre o muro, que "normalmente", terminavam em assassínios pela Stasi,(a Gestapo... "democrática"!!!!!!), e ao êxodo de milhões de alemães orientais (antes da construção do "muro da vergonha" foram "só" três milhões e meio !).

E depois, quando Shabovsky, cometeu aquela "argolada" de dizer que a liberdade de saír, era "imediata", porque testemunhámos aquela avalanche irreprimível e eufórica ?

Estariam os alemães orientais, assim tão cansados do caquético Honecker, da sua "amada" Stasi, cansados enfim, de tanta "felicidade" ?

E, já agora, sr. Leo, que fala na "enorme tragédia dos Povos da região", e na "dimensão da catástrofe social", poderá também dissertar, por favôr, sobre Estaline e os "seus" milhares (ou milhões ?) de operários e camponeses assasinados, dos Gulags, do Pacto de não agressão Germano-Soviético em 1939, que o "Kamerade" Hitler, violou em 1941, das selváticas invasões da Hungria em 1956 (cerca de 20.000 húngaros mortos), e da
Checoeslováquia em 1968 ?

Foi esse o "papel libertador dos comunistas soviéticos" ?

Ou estes FACTOS, são para varrêr para o "caixote do lixo" da História ?

Todo o discurso que produz, não passa de velhas e gastas frases feitas, da velha e gasta cassete, que já todos ouvimos até à exaustão !

deixado a 9/11/09 às 14:01
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Mario Sousa
Desconfio sempre, quando os meus adversários politicos comemoram estas efemérides, faz-me lembrar uma vez que entrei numa igreja e reparei que o Santana lopes também lá estava, e disse para mim, um dos dois está aqui a mais.

deixado a 9/11/09 às 10:45
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A queda do muro de Berlim simbolizou por um lado a reaproximação de povos irmãos, cuja separação não fazia sentido, além disso, terminou com regimes autoritários em que a liberdade era algo de proibido. No entanto, o capitalismo que se seguiu, traduzido em neoliberalismo acabou por lançar milhões de seres humanos no desemprego, na miséria, em nome do enriquecimento de algumas pessoas- meia dúzia - e de grupos económicos. Não existem sistemas perfeitos, mas um dia poderá surgir um sistema mais perfeito do que os que vigoraram no passado ou do que o capitalismo neoliberal actual e esse sistema sairá ou terá por base o socialismo e nunca o capitalismo que ignora o ser humano, reduzindo-o a números e exalta apenas o dinheiro e o poder.
O capitalismo pode mesmo conduzir-nos à destruição do planeta e da humanidade, dado que apenas o dinheiro interessa, as pessoas têm de se limitar a servir o dinheiro e a natureza apenas serve para aumentar o capital de meia-dúzia.

deixado a 9/11/09 às 11:51
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Leo
A vitória da contra-revolução a Leste é também inseparável da outra face da moeda da globalização imperialista - a guerra e o militarismo.

A palavra paz será mil vezes repetida nos discursos destas "comemorações", mas nada será dito sobre os processos que estão em curno na NATO para aprofundar o seu carácter agressivo nem sobre a acelerada militarização na União Europeia.

O imperialismo aproveitou-se da nova correlação de forças mundial criada com o desaparecimento da URSS e outros países socialistas para lançar uma ofensiva violenta visando impor a sua hegemonia planetária.

Centenas de milhar de mortos e milhões de feridos, desalojados e refugiados - do Iraque ao Líbano e aos Balcâs, do Afeganistão à Palestina - são o saldo da cruzada de guerra que ilustra bem a natureza agressiva e assassina do imperialismo.

A guerra é acompanhada pelas limitações da liberdade, pela tortura, pelos campos de concentração e prisões secretas à margem de qualquer legalidade, pelos assassinatos selectivos ou indiscriminados.

Esta é a verdadeira face do capitalismo, que as classes dominantes e o Arrastão celebram hoje com entusiasmo.

deixado a 9/11/09 às 14:25
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Cecília
Leo,
Olhe, eu vejo a questão duma maneira diferente, ao contrário até. Pessoalmente acho que foi o falhanço da URSS que nos lixou a todos e que é responsável pela corja de neoliberais/neoconservadores que nos caiu em cima. Não foi a vitória da contra-revolução mas a auto-destruição e implosão da sociedade e economia comunistas, porque implementaram um "socialismo" "À MANEIRA CZARISTA". A brutalidade da opressão era a mesma, a falta de liberdade a mesma, a depressão colectiva a mesma, só que os mujiques passaram a ter comida, abrigo, escolas e hospitais, outros senhores e outra doutrina; os novos czares continuaram a competir com os primos do Oeste, só que em vez de arte, ostentação e ovinhos Fabergé esbanjaram em programas espaciais e armamento.
Uma sociedade forte, com valores socialistas fortes, criadora de uma economia assente na produção de bens de qualidade para benefício de todos nunca teria caído tão facilmente, tão depressa e de uma forma tão caótica. Aquela sociedade de várias gerações nascidas e “educadas” depois da revolução de 17 - foram 70 anos, caramba, é muito tempo! – provou quão ocos foram aqueles “valores socialistas” e aquela economia que nunca produziu nada de qualidade. Só aparato e verborreia. Propaganda.

deixado a 9/11/09 às 14:34
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Estes comunas não tem mesmo emenda.

Como eles só os gajos da IURD. Mesmo com todas as provas de que aquilo é um embuste continuam a doar do dizimo.

O ser humano é tão estupidozinho. !!!

deixado a 9/11/09 às 15:22
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Leo
A "queda do muro" foi acompanhada pela queda das amarras que condicionavam o funcionamento do sistema capitalista.

Mas 20 anos de "liberdade" para o grande capital trouxeram ao planeta a maior crise económica dos últimos 80 anos, com o seu cortejo de sofrimento e miséria.

Uma crise que é enfrentada com uma clara marca de classe: milhares de milhões de subvenções estatais para os banqueiros e capitalistas responsáveis pela crise; desemprego e miséria para quem vive do seu trabalho.

Uma crise da qual o grande capital vai procurar sair através de um novo e brutal agravamento das condições de vida da grande maioria da população e, com grande probabilidade, através de novas e maiores guerras.

A angústia, incerteza e medo que a esmagadora maioria da população sente hoje em relação ao seu futuro não pode ser separada dos acontecimentos de há 20 anos que hoje são comemorados por governos e por parlamentos e convenientemente ampliados pelos media dominantes.

Mas as "comemorações de regime" q que hoje assistimos dizem mais sobre o presente do que sobre o passado.

A campanha mundial que a propósito da abertura do muro de Berlim se desenvolve essencialmente contra uma ideologia, contra os Partidos Comunistas e contra a luta dos trabalhadores e dos povos pela sua real emancipação e pela sua real liberdade, revela, por si, as contradições, limites e profundas dificuldades do sistema que as "comemorações" procuram apresentar, mais uma vez, como o final da história da humanidade.

Se hoje, 20 anos depois, recrudesce com tanta violência o anti-comunismo, a revisão e falsificação históricas, a intimidação e as perseguições e restrições à liberdade, os ataques à democracia, a promoção de velhos e novos fascismos, é porque o grande capital não se sente seguro.

É porque o grande capital teme a resistência, luta e revolta dos povos.

É porque, longe do triunfalismo e euforia de há 20 anos, percebeu já que se torna mais clara para grandes massas a natureza agressiva e exploradora do seu sistema sócio-económico que, na corrida desenfreada pelo lucro, não só é incapaz de resolver os grandes problemas da humanidade e do planeta, como é o principal factor do seu agravamento.

É porque sabe que cresce a resistência e luta dos povos e trabalhadores. da América Latina ao Médio Oriente, na Ásia e na Europa.

É porque sabe que os comunistas são os principais organizadores da resistência e luta e são os portadores da alternativa de sistema ao capitalismo.

P capitalismo quer intimidar e reprimir, para continuar a explorar e dominar.

Mas, como a realidade demonstra hoje com particular evidência, o futuro da humanidade não está nas contra-revoluções que há 20 anos varreram o Leste europeu.

O futuro pertence ao sistema que irá derrotar e substituir o capitalismo: o socialismo, cujas portas foram abertas pela Revolução de Outubro, faz agora 93 anos.

deixado a 9/11/09 às 15:23
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