Segunda-feira, 4 de Outubro de 2010
por João Rodrigues


Façamos um exercício: fingir que o bloco central defende os interesses do povo português, em vez de ser uma marioneta manobrada, à vez, por Merkel, por Bruxelas e pelos grandes grupos económicos, à mistura com credores e especuladores tão gananciosos como descontrolados. Levemos a sério, por um minuto, os argumentos dos economistas que maximizam sinecuras e que inspiraram a loucura do PEC III: equilíbrio das contas públicas, credibilidade internacional, financiamento da economia portuguesa, sustentabilidade das políticas sociais. Estas são as palavras oficiais do regime.

O resto da crónica pode ser lido no i.

por João Rodrigues
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19 comentários:
"Façamos um exercício: fingir que o bloco central defende os interesses do povo português, em vez de ser uma marioneta manobrada, à vez, por Merkel, por Bruxelas e pelos grandes grupos económicos, à mistura com credores e especuladores tão gananciosos como descontrolados"

Mas valerá mesmo a pena, por um segundo que seja, fazer esse exercício se já nem os próprios se dão ao trabalho de disfarçar?

http://lishbuna.blogspot.com/2010/10/europa-e-democracia-em-toda-sua-imensa.html

deixado a 4/10/10 às 16:06
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Rita
Isto a única coisa que interssa!

Explico o problema de Sócrates usando Almeida Santos como espoleta, recorrendo a uma metáfora avacalhada.

Sócrates é ignorante, Almeida Santos é mau homem. Sócrates não sabe a diferença entre Povo e País ou entre Estado e Nação, Almeida Santos sabe isso tudo, tim-tim por tim-tim mas a sua velhacaria e ganância levam-no a usar a ignorância do PM em seu benefício, como outros andam a fazer há muito, e nem é preciso explicar quem.

mas eu explico aqui a Sócrates recorrendo a uma metáfora avacalhada:

Povo é a carne e o sangue do animal, país é a sua pele transformada em malas de senhora por uma casa afamada e "fashion", Estado é o uso que se dá à mala de senhora, Nação é a forma como se alimenta a vaca ou, no limite, a dignidade com que se sangra a vaca.

E se um dia Sócrates tiver oportunidade de perceber isto sozinho, porque aquela impetuosidade bem dirigida pode frutificar, atalhará caminho, caso contrário, não será mais que o bueiro por onde escorre o sangue do animal açougado por tipos como Almeida Santos.

Andou Sócrates a ler Gore Vidal, não é que lhe possa fazer mal, embora mal lido possa ser catastrófico, mas a solução é o senhor marcar férias para ler Agostinho da Silva e Vieira de forma competente. Creio que essa a melhor forma de a metáfora avacalhada ser entendida.

Porque o problema de Portugal, outra entidade que o PM não entendeu ainda, embora essa creio que jamais poderá perceber, não está na bandalheira da economia, está na distinção dos elementos que compôem a metáfora avacalhada: Povo-País-Nação-Estado.

Temo o pior.

Rita

deixado a 4/10/10 às 11:41
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João
Não deixa de ser estranho que as críticas de Fernando Nobre ao PEC III tenham sido caladas:
“Temos de repensar o país. Travar de uma vez por todas as grandes obras públicas, reestruturar o aparelho de estado, ponderar o fim de muitos institutos, direcções-gerais e fundações. Questionar o investimento que continuamos a fazer com a Defesa, reequacionar o número de Câmaras Municipais, as parcerias público-privadas e a política fiscal em relação aos Bancos que continuam a apresentar impensáveis lucros.
Estou contra o congelamento do salário mínimo, o congelamento das pensões, o fim ou a diminuição do abono de família, a redução de salários e a diminuição dos subsídios e apoios sociais.

deixado a 4/10/10 às 12:06
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João
Mas de onde vem a teoria de que a Marina apoia Serra?
"Ela considera uma plenária dentro de seu partido para decidir como a legenda – e ela – se colocará em relação a Dilma Rousseff (PT) e ao tucano José Serra (PSDB) nesta segunda etapa da eleição."

deixado a 4/10/10 às 13:14
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Façamos outro exercício: imaginemos um Portugal que não desespera por dinheiro de terceiros; um Portugal que não necessita de pedir dinheiro, e aprovação, a Merkel; e um Portugal que não necessita de palavras de apoio de Bruxelas.

deixado a 4/10/10 às 13:50
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JORGE SILVA
O "bloco central" faz já lembrar, curiosamente no centenário da Republica, o esclerosado rotativismo da regeneração do final da monarquia! As diferenças não são nenhumas, entre politicas identicas e distribuição de tachos. Mesmo nas pseudo -divergencias ou nos pseudo-conflitos as semelhanças são atrozes!


Não modifiquem esta "democracia" que não é preciso... deixem-se andar a ver "fantasmas de Salazar" em tudo o que for crítica das evidencias e depois queixem-se!

deixado a 4/10/10 às 14:07
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Excelente texto, Rita.

deixado a 4/10/10 às 14:34
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Não é estranho, caro João, porque aqui e por mais que se escreva, a corrente é a mesma de todos os outros ribeiros partidários, corre de acordo com a chamada "voz do dono".

deixado a 4/10/10 às 14:37
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Marques Vieira
Caro Economista Rodrigues,

Se insiste em continuar a defender essas posições, temo que se arrisca a ficar a falar sozinho. Não há complo algum contra si e os seus colegas ninguém vos quer tirar tempo de antena, a verdade é que o diagnóstico está feito há bastante tempo e é bastante consensual e simples até, só não vê quem não quiser.

deixado a 4/10/10 às 14:40
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E diz [sobre o fundo de pensões da PT] Sócrates com a cara mais deslavada, e o ar paternalista de quem fala a mentecaptos, à "aristocrata" Constança Cunha e Sá: "Há pessoas que fazem estes cálculos!"

Numa eterna pose esfíngica, Constança deixou que lhe fosse passado o atestado de menoridade mental sem sequer pestanejar.

Portugal tem vindo de crise em crise até à falência técnica que se vive hoje (termo que se evita como o diabo evita a cruz), pelo que se poderia responder a Sócrates com nova questão: há décadas que há quem faça estes cálculos com o resultado a que chegámos, não será correcto concluir que ou os cálculos são propositadamente falsos, ou quem os faz nada percebe disto?

deixado a 4/10/10 às 14:45
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