Domingo, 14 de Novembro de 2010
por João Rodrigues


Dizem-nos, com a desfaçatez própria de quem nunca encontrou vergonha que pudesse vir a perder, que vivemos acima das nossas possibilidades. E, entre a multidão de comentadores e analistas que se acotovelam para nos fazer engolir isso, é quase impossível descortinar quem se lembre de apresentar uma versão diferente, que avente a hipótese, por exemplo, de se dever a situação em que nos encontramos à burguesia portuguesa e aos seus homens de mão no aparelho de Estado. Evidentemente que seria preciso não conhecer a oligarquia indígena para esperar dela tão perigosa sinceridade, pelo que os culpados devem forçosamente ser encontrados entre os suspeitos do costume: o povo, a arraia miúda, os trabalhadores («por conta de outrém») (…) Há efectivamente um problema de competitividade e de défice que deve preocupar os trabalhadores em Portugal. Eles são muito pouco competitivos no que toca à sua capacidade de mobilização colectiva e dá-se o caso de existir aqui um gigantesco défice de conflitos sociais.



Excertos de um post de Ricardo Noronha. Podem lê-lo na íntegra no Vias de Facto.

por João Rodrigues
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19 comentários:
barlavento
Agora, nos nossos dias em Dublin pelas calçadas de Merrion, as crianças irlandesas pedem pão.

Há pouco, mais ao norte, o Ira fazia guerra, matava e era morto; agora não há razão para lutar, porquê? Emigram os valentes!

deixado a 14/11/10 às 20:48
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Bolchevike
Há muita coisa para descobrir entre estes dois poltrões da república...

deixado a 14/11/10 às 20:49
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por exemplo, de se dever a situação em que nos encontramos à burguesia portuguesa (ou seja todos os 300 mil funcionários que ganham mais de 1200 patacos
ou aos 250 mil que ganham mais de 1500?
ou os 150mil que ganham mais de 2000patarruchas/mês?

a definição do burgesso é relativa



e aos seus homens de mão no aparelho de Estado
isto é uma referência aos autarcas ou aos juízes?
ou aos directores gerais e parciais

ou só aos conselhos de desadministração?
é que não ficou nada claro

deixado a 14/11/10 às 21:27
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bar la vento

Agora, nos nossos (e dos outros) dias em Dublin
no leste está pior ...it's a long way to tipperary
e está cheio de casas para pagar
e agora só valem metade ou menos dos preços de 2006


pelas calçadas de Merrion (metem sempre isto devem ficar no Merrion Hotel, há quartos a 20 euros mais abaixo, até a 10 mas acho que nesses voismecês nã entravam)
as crianças irlandesas pedem pão.....
isto é mesmo século XIX...

pedem dinheiro, como pediam há 19 anos
agora têm é concorrência dos romenos
também têm sardas

Há pouco, mais ao norte, o Ira fazia guerra, matava e era morto....era mais pancadaria e petrol jar bombs nos últimos anos

e um carro bomba com 2 horas de aviso
os atiradores acabaram nos anos 90
bons tempos....

deixado a 14/11/10 às 21:36
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já hagora faltam 10 dias e 2 horas e 21 minutos

bai começar às 23 horas de dia 23.....

a greve de 24 ou é uma greve à la portuga

ou o horologium anda em greve

deixado a 14/11/10 às 21:39
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Conceição
Excelente texto, como muitos que tenho lido.
Um bom exercício de memória...
Todos à greve geral.

deixado a 14/11/10 às 22:07
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[...] de dívida e pagar o resto da dívida com o dinheiro. Assim ficamos com toda dívida na mão de quem acha que gastar dinheiro estupidamente não tem problema [...]

deixado a 14/11/10 às 22:50
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Rui F
Venha de lá esse abraço companheiro!
(vê lá o que andas a fazer ás nossas economias!)

deixado a 14/11/10 às 23:53
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barlavento
.

" Os economistas devem educar a opinião pública para evitar que os políticos caiam no erro ou na demagogia"

E quando, como é o caso e na maioria das vezes, os economistas são políticos?

Palavras para quê, uma imagem mesmo agoirenta, vale por mil palavras!


" Edward Prescott. PNbEconomia 2004

deixado a 15/11/10 às 00:48
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Nunca vi um incitamento à desordem como os posts deste sr que se diz economista.

claro, isto é um blog de extrema-esquerda.

deixado a 15/11/10 às 11:04
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