Domingo, 12 de Outubro de 2008
por Pedro Vieira


© rabiscos vieira



Gordon Brown last night branded Iceland's failure to guarantee British savings in its failed banks as "totally unacceptable and illegal", amid warnings that more than 100 local councils, police authorities and fire services have up to £1bn lost in its bankrupted system.
Charities, including children's hospices, warned they were at risk of losing £25m.
In unusually aggressive terms, the prime minister said he was willing to use anti-terrorism legislation to freeze the assets of other Icelandic companies operating in Britain in an effort to recoup the lost money.

por Pedro Vieira
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2 comentários:
cobardolas
Esta merda está bonita está... eu só consigo pensar nos 600 mil que o meu avô tem no BES... o velhote é maluco e eu estou farto de o avisar!

Ouvi dizer (fontes internas) que o BCP e o BES estão quase com a cabeça no cepo... será boato ou mais alguém sabe de alguma coisa?

deixado a 13/10/08 às 01:20
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A SOCIAL-DEMOCRACIA DE OUTONO (2)

[Rogério Barroso - segunda-feira, 13 de Outubro de 2008]

O Conselho de Ministros, em reunião extraordinária, para além da continuação dos trabalhos preparatórios da Proposta de Lei que aprova o Orçamento do Estado para 2009, aprovou o seguinte diploma: «Proposta de Lei que estabelece a possibilidade de concessão extraordinária de garantias pessoais pelo Estado, no âmbito do sistema financeiro».
Com esta Proposta de Lei, a submeter à aprovação da Assembleia da República, o Governo, face à conjuntura financeira internacional, visa instituir um regime extraordinário de concessão de garantias do Estado de modo a reforçar a estabilidade e a liquidez no sistema financeiro nacional, em condições que permitam assegurar o regular financiamento da actividade económica. As garantias a conceder ao abrigo desta Proposta de Lei podem atingir um montante até 20 mil milhões de euros [leia-se o comunicado do Conselho de Ministros].
Analisemos:
1. Pelo texto espalhado pelo governo, tratar-se-á aqui de o «Estado» prestar garantias a entidades do «sistema financeiro».
2. Parece também tratar-se de garantias de natureza pessoal, ficando a dúvida se tal natureza se refere ao prestador das garantias – e nesse caso seriam as pessoas do Estado que o Estado possa obrigar a fazê-lo (primeiro ministro, ministros, restantes elementos do governo, presidente da república, juízes, procuradores da república e seus delegados, deputados, presidente da Assembleia da República e provedor de justiça), porque o Estado não pode, ele mesmo, prestar garantias pessoais –, ou se tal natureza se refere aos beneficiários dessas garantias, que, então, seriam pessoas do sistema financeiro, não pessoas colectivas (porque a definição legal de garantias pessoais não as abrange no respectivo enquadramento), mas apenas pessoas físicas, por exclusão de partes (por exemplo o Jardim Gonçalves, o Belmiro de Azevedo, o Salgado ou o João Salgueiro).
3. Paira igualmente a dúvida de se saber quem são as pessoas do «sistema financeiro» (colectivas ou físicas, empresas ou figurões), e até a dúvida (esta fundamental) de saber, em concreto, o que é o dito sistema financeiro.
4. Por outro lado, pelo enunciado e pelo texto do governo, devidamente entrosados, parece que o governo pretende que a Assembleia da República aprove um financiamento de até 20.000.000.000,00 €, quantia que virá a ser entregue às tais – ainda nebulosas – «pessoas» do «sistema financeiro», o que é diferente de o Estado prestar garantias (pessoais ou não) a essas mesmas nebulosas pessoas.
5. Também deve ser tomado em consideração que a anunciada operação se destina a «assegurar o regular financiamento da actividade económica», parecendo que «actividade económica» comporte os chamados agentes económicos, individuais ou colectivos, empresas individuais ou sociedades.
6. Não estão, portanto e como afirmei anteriormente, contemplados nem as poupanças dos portugueses, nem as «contas-poupança», nem os depósitos pessoais – o gato escondeu-se, mas deixou o rabo de fora!

Esta trapalhice da gente da governação serve, no entanto (e honra lhes seja feita, porque o têm conseguido!) para manter na ignorância os portugueses que não querem pensar (talvez 90% dos cidadãos com direito a voto, considerando os resultados eleitorais anteriores sucessivos).

Vejamos:
1. O governo òbviamente considera necessária tal medida.
2. O governo torna evidente, por tanto, que alguma coisa aconteceu às vultuosíssimas quantias de dinheiro que as entidades, conhecidas como sendo do sistema financeiro, vêm anunciando, ano após ano, como lucros.
3. O desaparecimento de tais dinheiros – que torna agora impossível que os bancos, por exemplo, possam devolver aos cidadãos o valor dos seus depósitos, razão pela qual tanto esforço fazem o governo, as «pessoas» que dirigem os bancos, a associação dos banqueiros, e os jornalistas e comentaristas a soldo, para evitar o «pânico» – tal desaparecimento, dizia eu, tem de ser de concreta responsabilidade das entidades e pessoas do sistema financeiro (concluo bem?, ou devem ser de responsabilidade dos depositantes?).
4. Essa responsabilidade deve ser assacada àqueles, e repostas as «estabilidade e a liquidez no sistema financeiro nacional, em condições que permitam assegurar o regular financiamento da actividade económica», como já manda a lei, ou seja: à custa dos bens e valores das pessoas e das instituições financeiras, com a necessária e legal investigação criminal das responsabilidades de tais pessoas e entidades (note-se que pode muito bem haver pessoas, entre essas, que devam ser preventivamente presas, por perigo concreto de fuga, por perigo concreto para a consecução ou manutenção da prova e por perigo concreto de continuação da actividade criminosa (tudo isto está na lei, porra!).
5. Só depois de assumir estas responsabilidades para com os cidadãos é que o governo do Estado pode entregar ao «sistema financeiro» e à «actividade económica» tão avultada quantia que recebeu desses mesmos cidadãos, a qual foi paga ao Estado de forma tão sacrificada, em nome do abaixamento da taxa de endividamento público, a qual, com tais medidas, não vai deixar de aumentar outra vez, para mais apertos de cinto.

Meus queridos portuguesinhos: AS ELEIÇÕES ESTÃO AÍ!

*

Ouvi também falar – mas ainda não consegui confirmar – que o governo do Estado vai criar um Conselho Superior de Prevenção da Corrupção. Criar? Agora? Só agora? Outra Alta Autoridade para a Corrupção (mais tarde chamada “contra a Corrupção”)?
Já vêm tarde, estes senhores! Agora já se assaltam até as residências dos procuradores da República, para fazer desaparecer provas.
Enquanto tudo isto, aquele moço, aliás casado com uma algarvia de boas famílias, o qual fugiu de Portugal para Bruxelas quando era primeiro-ministro de outro governo desta gente, veio também agora anunciar que a Europa vai «dar crédito para fomentar a economia». Ele, o Sarkozy e os jornalistas e comentarista a soldo têm enchido a boca com «a Europa, a Europa, a Europa», mas é bom que se saiba que, nesta matéria, a «Europa» não é a União Europeia, mas tão só 17 dos 27 países da União Europeia, que são os 17 países da chamada «zona-euro». Portugal está incluído nestes que têm que financiar os banqueiros europeus 8 e, a seguir, os americanos e australianos, e as repúblicas-de-bananas que são colónias norte-americanas.
Isto é que vai uma crise!
Aqui ficamos a ver que desigualdades mais vai isto criar na União Europeia.

*
O PPD/PSD continua sem cumprir o seu «dever democrático» de praticar a oposição ao governo «democràticamente» eleito. Na verdade, nem que seja por coerência, o papel da sua direcção é estar calada, porque, por um lado, não se pode fazer oposição àquilo com que se concorda (digo eu!), e, por outro, a Dr.ª Manuela Ferreira Leite não faz a mínima ideia da globalidade em que está envolvida (dizem o Dr. Marcelo Rebelo de Sousa e a Juventude Social-democrata!). De assinalar que a Juventude Social-democrata propôs ontem o «Pedrito da Figueira» (Dr. Pedro Santana Lopes, antigo acessor constitucional de Sá Carneiro) para presidente do PPD/PSD.

O REI VAI NÚ.

deixado a 13/10/08 às 13:20
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