Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009
por Pedro Vieira
soube do avançado que jogava nas costas do defesa e gritou que não era normal.

por Pedro Vieira
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11 comentários:
o bispo já não vê bem, porque ele estava era a jogar ns costas da defesa.
um tipo normalissimo.

deixado a 23/2/09 às 23:15
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Pinto
IDEIAS IMPINGIDAS DESDE O BERÇO


A terapeuta Margarida Cordo referiu que a homossexualidade é “um complexo, um transtorno da identidade sexual. É uma doença e tem recuperação"
(http://jugular.blogs.sapo.pt/180297.html)
Nota: se forem ao link, reparem nos insultos à Senhora. Ai daquele que considere a homossexualidade como doença, transtorno, ou o que quer que seja.


Não é de mais lembrar e sublinhar o curriculum desta terapeuta:

Margarida Cordo
Psicóloga, Terapeuta Familiar e Psicoterapeuta.

Outros cursos de formação: Reabilitação Psicossocial de Pessoas com Doença Mental, área na qual tem desenvolvido diversos projectos de intervenção a nível nacional e a nível europeu; Treino completo no Modelo de Minnesota – Programa de Tratamento da REINDAL Brasileira; Curso Pós Graduado em Psiquiatria Forense; Curso Intensivo sobre Qualificação Jurídica e Perícia Psiquiátrica nas Causas Matrimoniais por Incapacidade.

Foi/ é docente da Escola de Serviço de Saúde Militar; Universidade Católica de Lisboa (Instituto de Ciências da Família); Escolas Superiores de Enfermagem Maria Fernanda Resende, Artur Ravara, S. João de Deus; Sociedade Portuguesa de Psicoterapias Breves, da qual foi, também sócia fundadora; Universidade Autónoma de Lisboa; Escola Superior de Saúde de Setúbal.

Coordenadora dos Serviços de Reabilitação da Casa de Saúde do Telhal e Membro do Conselho de Administração da Fundação S. João de Deus.

Sócia gerente e directora técnica da empresa Conforsaumen Serviços Privados de Psicologia, Psicoterapias, Saúde Mental e Promoção do Bem-estar Integral de Doentes e Famílias, desenvolvendo intensa actividade clínica (psicoterapias individuais e terapia familiar), formação para famílias, supervisão de profissionais, etc.

Colaboradora da Diocese de Lisboa – Seminários de S. José de Caparide e dos Olivais.

Membro de diversas associações científicas.

Membro do Conselho de Redacção da revista Hospitalidade e autora de uma crónica desta. Nesta tem também publicado diversos artigos científicos.

Consultora da revista Saúde e Bem-Estar.

Mais de uma centena de intervenções em congressos e publicações de carácter técnico-científico e literário. Destaca-se, em 2003, a publicação do livro com o título Reabilitação de Pessoas com Doença Mental, Climepsi Editores; em 2006, Minutos de Reflexão e Ateliê das Ideias, Paulinas Editora e em 2007 Diário de Maria Uma Pessoa com Doença Mental, Paulinas Editora.
(http://www.xcongressopsiquiatria-sjd.com/prelectores/maria-margarida-gonzalez-cordo-tavares.html)


Quis-me inteirar ou informar melhor sobre esta tese e andei a fazer umas pesquisas na internet. Encontrei este belíssimo cardápio de “Perguntas e Respostas sobre Orientação Sexual e Identidade de Género”

“(…)
A homossexualidade, tal como a heterossexualidade e a bissexualidade, é uma orientação sexual. Significa que um indivíduo sente atracção física, psicológica e emocional por outro indivíduo do mesmo sexo, ao contrário dos heterossexuais que o sentem por pessoas do sexo oposto.
(…)
A pedofilia é uma doença e não está relacionada com qualquer orientação sexual
(…)”
(http://www.rea.pt/arquivo/perguntas.pdf)

Esta obra-prima foi retirada do site da “REA”. Mas o que é a “REA”? É uma organização denominada “Rede ex aequo – associação de jovens lésbicas, gays, bissexuais, transgéneros e [note-se este pormenor] SIMPATIZANTES”
No site podem aderir ao grupo, comprar t-shirts, etc. etc. etc. Imperdível.
Bem, mas como se trata de uma associação virada para uma “causa”, nada de grave.
O pior veio depois. Continuando a pesquisa encontro isto:

DN, 16/01/2005
“«A pedofilia é uma doença.» A definição foi dada ontem por Afonso de Albuquerque, sexólogo e psiquiatra, durante a conferência subordinada ao tema A Sociedade e a Sexualidade (…) [e] fez questão de referir que a prática figura como doença para a OMS, desde os anos 80”
(http://dn.sapo.pt/2005/01/16/sociedade/os_contornos_pedofilia_como_doenca.html)


A OMS Organização Mundial de Saúde, em 1991 e 1993, conjuntamente com a revisão e publicação da 10º edição da Classificação Internacional de Doenças - CID 10, deixou de considerar a homossexualidade como doença.
(http://www.rea.pt/supremo.html)
Tentei conhecer os processos que a OMS usa para classificar o que é e o que não é doença. Não descobri nada. Deve-se tratar de uma fórmula secreta.



QUESTÕES:
Abstraindo o aspecto da censurabilidade social, porque é que uma pessoa que tenha atracção sexual por uma criança de 5 anos é doente e outra que tenha atracção sexual por uma pessoa do mesmo sexo não o é? A única diferença que distingue um pedófilo de um não pedófilo é a sua orientação sexual. Nada mais.

Como é que a ciência provou que a homossexualidade não é uma doença? Através de alguma experiência laboratorial?

Convenhamos: a ciência não prova, nem nunca provou cientificamente, aquilo que cientificamente é impossível de provar. Há teses, e todas elas devem ser aceites.

Por muito que pintem o quadro, não há unanimidade nesta matéria:
" (...)"Parte dos terapeutas acredita ainda que o Homossexualismo é uma doença psiquiátrica que só foi retirada dos manuais por forças políticas (...)"
(http://entre-as-palavras.blogspot.com/2007/03/homossexualismo-doena-ou-opo.html)



Impingiram-nos, desde tenra idade, o que deveríamos e o que não deveríamos pensar. Ai daquele que na escola, no trabalho, no grupo de amigos, ou onde quer que seja, se atrever a considerar a homossexualidade como um “transtorno de identidade sexual” ou algo que o valha. É conotado de retrógrado, preconceituoso, tacanho, quadrado, homofóbico, entre outros adjectivos que me escuso de escrever.
Os pensamentos transformaram-se numa estrada de sentido único.

NOTA: não me irrita quem advogue que a homossexualidade não é uma doença. Irrita-me a intolerância, a arrogância e a presunção dos que além de não considerarem a homossexualidade uma doença, não toleram, insultam e ofendem quem não pense como eles.

deixado a 24/2/09 às 07:39
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Caro Pinto,

Os bispos (e não só) afirmam que a homossexualidade não é normal. A rede ex aequo afirma que a homossexualidade não é doença. A Margarida Cordo diz que sim, que é doença. Outros terapeutas de currículo mais extenso que ela dizem que não, que não é.

São tudo afirmações que não se podem provar cientificamente. Aliás, as provas científicas estão restritas às ciências mais abstractas... De resto, pode haver umas provas estatísticas, mas com as virtudes e defeitos que as mesmas têm.

Acho curioso que te irrite a intolerância da Rede ex aequo que afirma que a homossexualidade não é doença. Mas não te irrita a intolerância da Margarida Codo que afirma que o é (chamando assim doentes às pessoas homossexuais e justificando que estes sejam alvo de tratamento diferente em sociedade; convenhamos que há afirmações bem mais benignas). Aliás, no caso dela realças o currículo da senhora, como que a querer dar relevo ao que ela diz. Como se não houvesse n pessoas de currículo melhor a afirmar o contrário.

Mais, dizes uma coisa que não parece fazer sentido: "A única diferença que distingue um pedófilo de um não pedófilo é a sua orientação sexual". Perdão? Há pedófilos que abusam de pessoas do mesmo sexo e pedófilos que abusam de pessoas do sexo contrário. Há pedófilos heterossexuais, casados até com pessoas do sexo oposto, que abusam pessoas do sexo oposto. Pedófilos gay que abusam de pessoas do mesmo sexo. E todas as outras variações possíveis. Até tens pessoas heterossexuais a abusar de crianças do mesmo sexo e o contrário. A miséria tem sempre muita imaginação... Que tem então a pedofilia a ver com orientação sexual?

Por orientação sexual quer-se usualmente dizer: heterossexual, homossexual, bissexual.

Finalmente, dizes "Convenhamos: a ciência não prova, nem nunca provou cientificamente, aquilo que cientificamente é impossível de provar. Há teses, e todas elas devem ser aceites."

Nem tudo o que a ciência não prova deve ser aceite. A genética não provou que os judeus não são pessoas inclinadas para o mal, porém não devemos aceitar o anti-semitismo (igual exemplo pode ser dado para o racismo em geral). Vivemos numa sociedade que vamos construindo, e quer-se (pelo menos eu quero) que esta seja inclusiva e que nela as pessoas vivam felizes. Por isso mesmo, dificultar às pessoas homossexuais que vivam plenamente os seus afectos é um péssimo serviço à humanidade.

PS: Desde o berço foi-me impingido que a homossexualidade é um mal, que os gays são doentes, que um homem apenas gosta de mulheres e vice-versa. Passei por períodos lixados na juventude, a tentar corrigir o que em mim estava errado, até perceber que errados estavam os outros. Se é a essa sociedade (que ainda é maioritária!) que discrimina e leva crianças e jovens à depressão e até ao suicídio que queres voltar, deixo-te a pergunta: se as pessoas homossexuais vivem mais felizes sendo elas mesmas, vivendo os seus afectos em sociedade, em nome de quê é que as queres condenar a uma vida miserável? Desculpa que to diga, mas duvido que sejas tu tolerante. Não acredito que queiras uma sociedade em que as ideias são todas aceitáveis e discutíveis (um bocado na onda do relativismo). Acredito que queiras ser tu (e os que pensam como tu) a impingir as ideias desde o berço. Pois bem, no que concerne à homossexualidade têm sido as ideias que defendes a ser impingidas desde o berço. Por mim, espero e luto por que seja ao contrário.

deixado a 24/2/09 às 11:21
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Pinto
/me,

1º- Penso que tem maior credibilidade a terapeuta Margarida Cordo que uma associação de rapazes (e raparigas) que vende t-shirts na net.

2º- Pedófilo não é sinónimo de abusador. Pode haver um homem que tenha atracção por crianças mas nunca o faça em toda a sua vida. E o que distingue esse pedófilo que tenha atracção por crianças mas não abuse delas e um não pedófilo? A diferença reside na atracção sexual que têm. Pelos vistos os preconceitos também abundam na sua cabeça.


3º- Considerar a homossexualidade uma doença também não é sinónimo de homofobia. Não tenho nada contra os homossexuais nem lhes desejo qualquer mal e suponho que a Dra. Margarida Cordo também não (ao contrário dos anti-semitas em relação aos judeus).

deixado a 24/2/09 às 17:04
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Mouzinho
Um exemplo do racismo em Portugal...

http://www.correiomanha.pt/noticia.aspx?contentid=A7619FF2-012B-47D2-96D3-24165C14FEC8&channelid=00000009-0000-0000-0000-000000000009

ou como a notícia não espanta ninguém.

deixado a 24/2/09 às 18:36
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LAM
Isto é das tais coisas que a tal Drª Margarida Cordo poderia ocupar o tempo com qualquer coisa mais útil. Biológico, adquirido, ou cocktail de ambas as coisas é dos temas que diz respeito aos próprios e só aos próprios por uma razão principal: daí nao vem mal nenhum a sociedade, à sua organização e é uma opção de livre e espontânea vontade de cada um (ao contrário de prácticas sexuais com crianças por expl).
Se for doença qual o problema? Nao consta que seja contagioso. Se for adquirido qual é o drama? Num caso ou noutro o que importa é que há pessoas nessa situação e, não trazendo isso absolutamente nenhuns problemas aos que têm outras opções sexuais e, conhecendo-se que algumas reações da sociedade relativamente a esses casos é que são o verdadeiro problema, não vejo porque o assunto não está mais do que resolvido.
Afinal a Drª Margarida Cordo dever-se-ia era preocupar com as barreiras mentais dos que insistem em proibir os outros de viver a vida como entendem sem prejudicar ninguém. Aí é que a Drª Margarida acrescentava um item importante ao seu currículo.

deixado a 24/2/09 às 19:59
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aix
6 LAM, o seu raciocínio, salvo melhor opinião, está errado. Primeiro não é V/ que deve dizer o tipo de estudo e de trabalho a que a Drª Margarida Cordo se deve dedicar. Segundo, é fulcral saber se a homossexualidade(e também a pedofilia) é ou não doença: as doenças tratam-se as orientações desculpam-se ou aceitam-se. Posso assegurar-lhe que a Drª M. Cordo, que tive o prazer de conhecer na Faculdade de Psicologia, é uma profissional bem fundamentada, sem preconceitos quando trabalha na base da Ciência, que também usa o método estatístico. É mais cómodo dizer "cada um é o que é e está o caso arrumado" do que formular hipóteses, testá-las e publicá-las para verificação. A hipótese de a homossexualidade ser considerada doença não ofende.

deixado a 24/2/09 às 22:33
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LAM
Começo pelo fim.
A hipótese de a homossexualidade ser considerada doença não ofende mas também nada adianta sobre o debate e o que está em causa neste momento. Por isso, e até que a Drª Margarida Cordo chegue de facto a alguma conclusão científica nessa matéria (o que, pelos vistos cientificamente ainda não chegou), é pouco mais do que um fait-divers para o assunto em debate. Se for uma doença? se não for? e daí?
Podiamos até estender o raciocínio a questões mais prosaicas: a calvice é uma doença? e se for é congénita em todos os casos, nao é nuns quantos outros? e daí?
Eu respeito muito o trabalho de qualquer investigador. Mas casos há em que o investigador, pronunciando-se publicamente, deve ter presente não só o grau de fiabilidade da sua pesquisa como também e principalmente a relevância da sua opinião para o assunto em apreço.
Neste caso parece que não houve cuidado numa e noutra coisa.

deixado a 24/2/09 às 23:34
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Pinto
LAM, parece que é sempre positivo saber se é uma doença, e não enfiar a cabeça na areia dizendo que isso não interessa nada. Não advogo que a questão de se saber se é doença ou não seja fundamental para a decisão do casamento entre homossexuais. No entanto (e foi por aí que comentei) não se pode impingir a ferros que seja algo salutar e normalíssimo. Tão normal como a cor dos olhos (como já li por aí algures).


"(...) mas também nada adianta sobre o debate e o que está em causa neste momento (...)"

E o que está em causa de momento? Ah, o casamento entre homosexuais. Então vejamos:

O casamento não deve ser observado, exclusivamente, do ponto de vista dos afectos, pois se assim fosse, dever-se-ia permitir, também, o casamento entre pai/mãe e filho/a ou entre irmãos.

E você (ou outro leitor) argumentará legitimamente: mas os filhos provindos de uma relação incestuosa têm fortes possibilidades de ser portadores de deficiências.

É verdade. Mas aí levantam-se três problemas:

1º – O contrato casamento está, afinal, intimamente ligado à questão dos filhos? Quem advoga que o casamento serve, unicamente, questões afectivas não pode vir agora levantar o problema os filhos. Esse existe efectivamente. Mas também há filhos provenientes de relações incestuosas fora do casamento. Ou agora já aceitam que casamento e filhos seja algo indissociável?


2º – Admitindo, ainda assim, como argumento, a questão dos filhos, pergunta-se: será então admissível o casamento incestuoso homossexual (entre pai e filho; mãe e filha, irmãos ou irmãs)? Se o casamento serve somente o lado afectivo, estes têm, também, o mesmo direito.


3º – Deverá ser proibido o casamento entre seropositivos?

E o LAM ou outro leitor perguntará: e o casamento entre pessoas que padeçam de infertilidade?

O problema da infertilidade (tal como a questão da homossexualidade ser ou não doença ou a questão dos seropositivos), só por si, não deve impedir o casamento.
Dizer-se, "do casamento presume-se a existência de filhos" (e é a lei que o presume) não é o mesmo que dizer "a existência de filhos é condição sine qua non para o casamento". Mas como é que a mesma lei que presume a existência de filhos poderá alargar o casamento para um campo onde isso seja materialmente impossível?

deixado a 25/2/09 às 08:09
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Caro Pinto,

1º- A associação ex aequo tem ajudado muitas pessoas. Conheço pessoalmente rapazes e raparigas que se auto-mutilavam, pensavam recorrentemente em suicídio, estavam deprimidos antes de conhecerem a rede ex aequo. Suponho que não me vais dizer que isso é pouco importante... O acto de vender t-shirts é pouco revelador. Se a AMI vender t-shirts vais dizer que perde credibilidade?

2º- Ficou subentendido que eu me referia aos pedófilos que actuam, não aos que eventualmente tenham uma atracção por crianças e não façam nada. Não vais entrar em jogos de semântica e de me atribuir pensamentos por usar um significado de uma palavra diferente de outro que tu possas usar, pois não?

3º- Considerar a homossexualidade uma doença também não é sinónimo de homofobia, dizes. Certo, de acordo. Mas tem consequências muito graves, na medida em que procura dar menos direitos a pessoas face a considerar-se que estas são doentes. É algo que não se pode considerar de ânimo leve, e em caso de dúvida... pro reu.

deixado a 25/2/09 às 11:57
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