Sexta-feira, 28 de Maio de 2010
por Arrastão
Texto de Leandro Fialho (Bolota)



Apetece-me dizer NÃO…À Filósofos da tanga
Apetece-me dizer NÃO… À Europa do Tratado de Lisboa
Apetece-me dizer NÃO… Ao apelo patriótico
Apetece-me dizer NÃO…Ao voto útil
Apetece-me dizer NÃO…Às maioria absolutas
Apetece-me dizer NÃO…Ao politicamente correcto
Apetece-me dizer NÃO…A políticos de aviário
Apetece-me dizer NÃO…À politica da cabala
Apetece-me dizer NÃO…A ladrões de gravadores
Apetece-me dizer NÃO… Aos Freeports, Face oculta e afins…
Apetece-me dizer NÃO…A pretensos candidatos de esquerda às Presidenciais
Apetece-me dizer NÃO… Ao F de FOME que em democracia tivemos de acrescentar aos Fs de Salazar.
Apetece-me dizer NÃO… Ao absurdo dos valores envolvidos na alta-roda do futebol, quando a maioria dos clubes, mesmo os grandes estão falidos
Apetece-me dizer NÃO…Aos pasteis e rissóis marados que dentro de todas as normas…e as minhas migas e as cabidelas ???
Apetece-me dizer NÃO, NÃO e NÃO…A tudo a que os arautos do saber (governação) se propõem e me querem impingir.

Porque me apetece dizer NÃO?? Porque NÃO sou filósofo, politico ou ladrão…sou povo, sou livre, sou eu.

por Arrastão
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40 comentários:
Manuel Monteiro
Até que enfim, algo de rebelde e belo... Estou nessa...
MM

deixado a 28/5/10 às 19:08
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cafc
Meu caro PedroM

Antes de o Medina Carreira ser Ministro das Finanças, já a Esquerda "avisava". Portanto, o que ele descobriu depois de ser Ministro, mais valia que o tivesse feito quando era.

Há apenas uma "pequenina" diferença. Enquanto os diagnósticos são fáceis, as receitas são diferentes. E Medina só aponta, "sub-entendidamente", receitas "neo-friedmanistas".

Sabe porque não as expõe "às claras"? Porque, para serem executadas, a democracia ficava suspensa por tempo indeterminado.

Neste caso, já não é "cuidado com as imitações". É cuidado com o populismo e a demagogia. Veja como começaram as ditaduras.

Um abraço.

Carlos

deixado a 28/5/10 às 19:44
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Rui F
Bolota

Fialho...de origem grega? italiana? ou vens ali da fronteira do alto com o baixo alentejo?
Há Fialhos também no Uruguai que escorregaram do Rio Grande do Sul, lá no Brasil.

Uma coisa...só sabes dizer NÃO? Vai lá vai.
Dizes SIM a quê? a quem?

deixado a 28/5/10 às 10:11
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Xico
Agggghhhh!

deixado a 28/5/10 às 10:15
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[...] This post was mentioned on Twitter by Arrastão, joa15inho. joa15inho said: que cagalhão!!! RT @arrastao: Apetece-me: Texto de Leandro Fialho (Bolota) Apetece-me dizer NÃO…À Filósofos... http://bit.ly/aT3RKx [...]

deixado a 28/5/10 às 10:40
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Uma coisa é certa, pode apetecer-lhe, mas livre não é de certeza (ainda) :(

deixado a 28/5/10 às 10:44
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Eu não sou de apetites, sou de convicções e há muito tempo que digo NÃO a tudo o que o meu amigo escreveu. O problema é que a minha voz tem sido muito solitária, tão solitária que nem o eco tenho escutado, raios partam, e alguns até me têm chamado de "imatura" - imagine-se! - "revoltada", "impulsiva" e, por fim, até "bota-abaixista".

Vá lá, não me chamaram, ainda, filha da pu@@!

Eu não pretendo assumir-me como arauto da desgraça - Deus me livre! - mas só não esperava isto e o mais que aí virá (aguardem) quem andou a dormir na forma ou tem muito boa vontade ou interesse no jogo.

abraço

deixado a 28/5/10 às 10:58
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joão viegas
Belo retrato da inconsequência. Apenas uma discordância, que esta longe de ser um detalhe : em vez de "sou povo, sou livre sou eu", deveria escrever "sou plebe, sou inconsequente, sou eu".

Povo, sobretudo povo livre, é outra coisa.

O Povo, o povo livre, é o que tem o poder de dizer sim, exercendo a soberania.

O povo português não se contentou com dizer não. Disse sim ao 25 de abril. Disse sim, também, à constituição de 1976, e à adesão à Europa.

Pode suceder que o povo se arrependa de um ou outro "sim" afirmado no passado, tudo bem.

Mas arrependimento responsavel, e consequente, e livre, é aquele que constroi, que se projecta num novo sim.

Porque ser de esquerda, desde sempre, e contrariamente a uma ideia que anda infelizmente muito em voga (e que este texto ilustra muito bem), é compreender que existe uma diferença essencial entre Revolução e birra.

A esquerda define-se pelo seu realismo. Sempre assim foi.

Como na velha cantiga :

"Eu ca sou um realista, ceifo ao amanhecer".

deixado a 28/5/10 às 10:58
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Lisboeta
Bolota: esqueceu-se de dizer não àqueles miseráveis que - pelo prazer momentâneo de um prato de lentilhas - até vendem a família e os amigos, se necessário...

deixado a 28/5/10 às 11:27
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cafc
Cara amiga Graça

Pois, já me chamaram isso, logo em pequenino. Lembras-te da conversa que tive com o amigo da Maia e do "Carlinhos das campaínhas"?

Como estamos a "falar" com um alentejano de gema, "ma que porra!", não andas sózinha a "clamar no deserto".

Se tudo o que escreveste é "razão" para nos chamarem filhos da puta, pois que o façam. Para mim, será o maior elogio que poderei receber.

Um abraço "filho-cotístico..."

Carlos

deixado a 28/5/10 às 11:32
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