Quarta-feira, 31 de Maio de 2006
por Daniel Oliveira
Concordo com quase tudo o que disse a ministra da Educação, há dois dias, sobre os professores.
Concordo muitas vezes com o que diz o ministro da Saúde sobre os médicos.
Concordo muitas vezes com o que diz o ministro da Justiça sobre os juízes.
Só há um pormenor: como não governo, não preciso dos professores, dos médicos e dos juízes para mudar nada. De um ministro espera-se um pouco mais. A não ser que este governo ache que a melhor maneira de vencer as resistências de cada classe profissional seja virar o resto do país contra elas. Já foi tentado. No fim, todos somados, aqueles que atacaram já são mais do que o resto do país. E vai-se para oposição lamentar o país que se tem.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Esta semana, uma apresentadora mexicana de um programa desportivo, loura e espampanante, andou a fazer entrevistas durante os treinos da selecção portuguesa, em Évora. Fotógrafos, câmaras de televisão e populares viraram as suas atenções para ela. Não se mostrou incomodada. Afinal de contas, disse ela, estamos numa zona muito isolada.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



Durante meses, quando uma palavra de Xanana, perante a degradação da segurança, foi necessária, ele manteve-se em silêncio, deixando que a situação ficasse insuportável. Agora, com a Igreja, a Austrália e os rebeldes do seu lado, fala que se desunha e impõe as regras ao governo eleito de Timor.


por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 30 de Maio de 2006
por Daniel Oliveira
Um tribunal da Califórnia considerou que os bloguers, tal como os jornalistas profissionais, têm direito a manter a confidencialidade das suas fontes de informação.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Acabei de ver a reportagem que aqui já tinha referido sobre a violência nas escolas. Começo por falar da reportagem propriamente dita. Fazer jornalismo não é montar uma câmara escondida e pôr voz off por cima. Porque a escola não podia nem devia ser identificada, não há nada sobre o bairro onde ela está. Nada sobre as condições familiares daquelas crianças a não ser frases genéricas. Nada sobre os pedido que tenham sido feitos ao Ministério para mudar as coisas. Nada sobre a selecção dos professores que ali trabalham, sobre as estratégias para ganhar os alunos. Nada sobre outras escolas com os mesmos problemas e como os tentaram resolver. Nada. Apenas imagens chocantes.

Não vou julgar os professores. Já aqui disse que o sistema de selecção do pessoal docente para cada escola, mais ou menos aleatório, é absurdo. Estes professores farão seguramente o melhor que sabem e podem com miúdos que exigem um tipo de trabalho especial, com pessoas especiais.

Mas o Conselho Executivo, esse sim, merece reprovação. Os pais e os alunos, como é óbvio, identificaram a escola. A direcção da escola perdeu, ao permitir estas filmagens, toda a autoridade que poderia vir um dia a conseguir no meio ou, pelo menos, junto daquelas crianças. Percebe-se que se trata de um Conselho Executivo que desistiu pura e simplesmente de conseguir qualquer coisa ali.

Que exemplo deu a escola ao deixar que os seus professores falassem de cara tapada? Compreendo que o façam, mas com que autoridade ficam junto dos seus alunos quando dizem a um país inteiro que têm medo deles?

A violência nas escolas é assunto antigo. Basta recordar filmes dos anos 60, como “Sementes de Violência”. Não estamos a falar de nada de novo. Estas crianças, sem modelos familiares de autoridade e de afecto, sem modelos de comportamento social, precisam de professores especialíssimos. E, acima de tudo, precisam de professores que não desistam delas, mesmo que isso seja quase impossível. Que estejam preparados para isso. Provavelmente não são estes. Provavelmente não lhes podemos exigir tanto.

Esta reportagem não fez nada para mudar nada. Apenas agravou o problema daquela escola. Ali, podem desistir. Que tenha sido a televisão pública a faze-lo, com a ajuda do Conselho Executivo de uma escola pública, isso sim é que me faz ter muito pouca esperança no que o Estado possa fazer por estas crianças e por esta escola.

Comecei a ver o debate que tentou dar um ar sério a uma reportagem incompetente. Ao ouvir Fátima Bonifácio, desisti. Aturo conversa de taxista, mas só quando tenho pressa para chegar a algum lado.

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Os partidos decidiram hoje antecipar a sessão plenária de 21 de Junho para não colidir com o horário do último jogo de Portugal na primeira fase do campeonato do mundo de futebol, contra o México. Na conferência de líderes parlamentares, os partidos decidiram, por consenso, transferir o plenário para a manhã de dia 21 de Junho, às 10h00, e marcar as comissões que habitualmente se realizam de manhã para depois das 17h00, hora a que termina o jogo.

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Começou a contagem decrescente na carreira política de Berlusconi. Fez das eleições municipais, provinciais e regionais o tudo ou nada. Ficou com quase nada. Em Roma, perdeu em toda em toda a linha. O candidato dos pós-fascista que apoiara teve um resultado vergonhoso (36,9%) e Veltroni (da DS) somou 61,5% dos votos. Em Nápoles, onde Sílvio jogou o tudo por tudo, ficou longe da vitória (56,6% para a esquerda, 38,9% para a direita). Perdeu os pobres e perdeu os ricos. Turim, capital industrial e sede da FIAT, não se limitou a ficar nas mãos da esquerda. Rocco Buttiiglione (lembram-se dele?) somou uns humilhantes 29,5%. A direita desceu em quase todo o lado. Mesmo na cidade de Berlusconi, Milão, a vitória que antes era folgada foi à tangente. E na Sicília, que vota sempre à direita, o candidato da Mafia desceu oito por cento, enquanto a irmã de um magistrado assassinado, candidata pela União, teve uns surpreendentes 41,7%. A direita perdeu uma província, duas capitais de região e das mais de vinte principais cidades apenas conseguiu ganhar quatro. Resta a Berlusconi o referendo à reforma constitucional, que dá mais poderes às regiões e que foi feito por exigência da extrema-direita da Liga Norte. Se for derrotado aí, pode dizer adeus à política. Não há vitória moral que o safe.


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por Daniel Oliveira



A direita italiana perdeu as eleições locais. Nápoles, Roma e Turim continuam à esquerda.


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"Sou um ouvidor"
Cavaco Silva, 29 de Maio

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"Com a qualidade de vida que nós atingimos quer dentro do Estado português, quer dentro da União Europeia, obviamente que não íamos para aventuras como os cidadãos de Cabo Verde ou de Timor-Leste".
Alberto João Jardim, 29 de Maio

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Segunda-feira, 29 de Maio de 2006
por Daniel Oliveira
UE admite que salvar Constituição pode passar por mudança de nome.

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por Daniel Oliveira
Dezenas de menores foram enviados para o campo de detenção norte-americano existente na Baía de Guantánamo, ilha de Cuba, incluindo algumas de apenas 14 anos, afirmou a organização de defesa de direitos humanos Reprieve, citada ontem pelo jornal britânico Independent on Sunday.

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por Daniel Oliveira
Professores portugueses em Timor regressam a Lisboa.Serão subsituidos pela GNR?

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
João Pedro:
1 - És capaz de ter razão em relação à evolução da Igreja. Não terei sido justo.
2 - Não tens inteiramente razão em relação aos comunistas. Se o estalinismo russo foi pouco amigo dos judeus (para dizer o mínimo) isso deveu-se mais ao facto de ser russo do que ao facto de ser comunismo. Isso não é verdade em relação ao movimento comunista internacional.
3 - Não vejo onde me falte autoridade.

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por Daniel Oliveira
Em França:
Nicholas Sarkozy agrada ao eleitorado de extrema-direita
Ségolène Royal agrada ao centro-direita conservador
Dominique Strauss-Kahn agrada à direita liberal
Dominique de Villepin não agrada a ninguém

E a esquerda não é esquisita e escolhe o menos mau.

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por Daniel Oliveira



Um ano depois, mais um arrastão. Eram pretos, vinham do sul e importunaram os banhistas.


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Ettore Ferrari/EPA

O Papa Bento XVI visitou o campo de concentração polaco e perguntou onde estava Deus quando 1,5 milhões de pessoas, na sua maioria judias, morreram em Auschwitz.


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Área construída no País cresceu 42% em 15 anos.

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Jardim quer saber se Madeira pode ser "auto-sustentável".

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por Daniel Oliveira



Não discuto – nem percebo que alguém discuta – se os professores devem ser avaliados. Um bom professor vale dez reformas curriculares. E há casos aberrantes de incompetência ou puro erro de vocação. A forma de avaliação actual é o mesmo que não haver avaliação nenhuma. E isso tem de mudar. Mas, pelo menos à primeira vista, a proposta do governo parece-me um disparate pegado.

Pôr os pais a avaliar os professores não cabe na cabeça de ninguém. Bem sei que o Ministério diz que serão acauteladas as pressões de pais contra professores que resolvam dar notas mais baixas aos seus filhos. Não imagino como se acautelam intenções subjectivas. Sei, toda a gente sabe, que os pais geralmente não conhecem os professores a não ser por o que deles dizem os alunos. Sei, toda a gente sabe, que, com a pressão para a entrada no ensino superior, a maioria dos pais tem como principal (e única) preocupação em relação à educação dos seus filhos a nota que os professores lhe vão dar. É um convite ao facilitsmo dos professores que esta gente diz querer contrariar.

Avaliar os professores pelas notas dos seus alunos nos exames parece razoável. Mas não é. O Ministério diz que o contexto sócio-económico da escola será ponderado. De facto, um bom professor de alunos que vivam num ambiente pouco propício ao estudo tem o triplo do esforço para fazê-los passar de ano do que um mau professor tem para que alunos mais favorecidos tenham notas razoáveis. Os pais, os livros e as explicações podem fazer o trabalho que eles não fazem. Mas desconfio muito de ponderações aritméticas neste tipo de coisas. O ambiente social não se mede apenas pelos rendimentos.

Este tipo de regras universais e burocráticas são muito ao gosto do funcionalismo público. Estranhamente, os mesmos que se atiram permanentemente à máquina pesada e cega do Estado aplaudem com pés e mãos esta lógica quando ela serve para mostrar mão pesada aos funcionários públicos. Não acredito neste tipo de avaliação. Assim como não acredito que a obsessão por exames forme bons profissionais.

O meu melhor professor de sempre nunca me preparou para um exame. Fez-me apenas querer ser jornalista. Chamava-se Fernando Cabral e era professor de Introdução ao Jornalismo (esta disciplina já não existe). Fez-me ler imensas coisas. Fez-me julgar que sabia escrever. Fez-me querer ir às aulas dele. Porquê? Porque gostava dos alunos. Porque adorava dar aulas. Não imagino como este sistema o poderia avaliar. Nem sequer imagino que ficasse especialmente obcecado com a avaliação. A “progressão na carreira docente” não era a sua prioridade.

O problema da nossa escola, se é permitida uma opinião a este leigo em eduquês e burocracia, é de dimensão. Defendo a autonomia curricular das escolas. Defendo (pecado!) a autonomia contratual das escolas. Defendo a autonomia de avaliação das escolas. Acho que uma escola na Cova da Moura, em Carrazeda de Anciães e na Lapa dificilmente podem ser dirigidas da mesma maneira, ter as mesmas estratégias de ensino, ter a mesma lógica de contratação de professores e fazer a avaliação de professores de forma igual. O Ministério deve ser a entidade empregadora, fiscalizadora e definidora das grandes linhas do sistema educativo. Mas só num sistema de maior proximidade se podem distinguir os bons dos maus professores.

Dito isto, a reacção da FRENPROF ao que foi proposto, prometendo uma guerra “terrível”, fazendo pairar a ameaça de uma greve nos exames e não se dando ao trabalho de ir ao debate sobre o tema não podia ser pior. A melhor maneira de não ter a solidariedade de ninguém. Um enorme favor que fazem ao governo. E o acentuar da ideia de que, por eles, nunca nada mudará. Quem quer resistir ao disparate tem de usar a inteligência.


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Domingo, 28 de Maio de 2006
por Daniel Oliveira
Segundo o arquitecto Paulo Martins Barata, em declarações ao jornal "Público", o investimento do Estado na Avenida da República (nomeadamente no Metropolitano de Lisboa) para nada serve se a avenida não tiver possibilidades de oferecer aos privados meios que rentabilizem os milhões do erário público que ali foram gastos. Provavelmente sem que o senhor arquitecto estivesse a pensar nisso, elaborou nesta frase todo um programa ideológico.

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por Daniel Oliveira



José Ventura/Expresso

A empresa de que se fala, a propósito do trabalho infantil em Portugal, é a Zara. Para não servir de conforto patrioteiro, é bom que se saiba que milhares de crianças trabalham em Portugal, para empresas portuguesas, para empresários portugueses e na indústria do calçado portuguesa. O problema dos senhores que contratam estas crianças não é serem espanhóis, é serem pulhas. E os pulhas não têm pátria.


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por Daniel Oliveira
«O Governo não pode ser um elemento de descredibilização do sistema judicial».
Conselheiro Simas Santos, juiz do Supremo Tribunal de Justiça, 26 de Maio, tertúlia promovida no Café Majestic, no Porto, pelo Sindicato dos Magistrados do Ministério Público

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por Daniel Oliveira
Manuel Alegre disse ontem que António José Seguro devia ocupar o cargo de coordenador da comissão nacional do PS.

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por Daniel Oliveira
Não me entusiasmam os monopólios profissionais, ainda menos quando falamos de produção artística. Eles são, muitas das vezes, uma forma de proteger corporações. Mas, em muitos casos, a defesa dos interesses dos “consumidores” exige a garantia de que estamos perante um técnico preparado. Dominando o técnico áreas em que a maioria das pessoas é absolutamente ignorante, não há como controlar a qualidade do seu desempenho, a não ser depois do resultado. A sua preparação profissional é o que nos dá a primeira garantia de segurança. A sanção dos seus pares é o que nos garante que alguém controla o seu trabalho. Por isso, as ordens profissionais, quando não cumprem o seu papel auto-regulador (alguma cumpre?), estão a tornar inútil o monopólio profissional que defendem. Entre os casos em que o monopólio profissional me parece indiscutível estão os médicos, os advogados e os engenheiros. Tenho mais dúvidas em relação aos jornalistas, já que autoregulação pura e simplesmente não existe. Deveria existir – não através de uma Ordem, já que estamos perante trabalhadores assalariados. Talvez um Conselho Deontológico a sério, com poderes a sério, fosse a solução. Hoje, a Comissão da Carteira é apenas burocrática e o Conselho Deontológico do Sindicato é apenas consultivo.

Os arquitectos estão num limbo difícil. É indiscutível de são técnicos. Mas estamos também a falar de produção artística. A liberdade deve ser absoluta. Ainda assim, produção artística que ocupa, na maioria dos casos, o espaço público de forma durável. Dirão, não acreditando no que dizem mas com toda a coerência argumentativa: existem os serviços das autarquias, o IPPAR e todos os organismos do Estado, para defender o bem comum. Esses sim, dependem de órgão democraticamente eleitos. A eles cabe a defesa do bem comum. Com eles deve ficar essa responsabilidade. Verdade. Mas o gosto não é, não pode ser, matéria de Estado. E muitas vezes é de uma questão de gosto que estamos a falar.

O monopólio dado aos arquitectos é uma primeira segurança de qualidade. Mas só o será se a Ordem dos Arquitectos cumprir a sua função. Agora, que os arquitectos têm o monopólio, cabe à Ordem punir todos os que nos seus projectos não cumpram a lei. Que violem, escudando-se nas encomendas que lhes são feitas, os PDM’s e restantes normas. Espero que, ao se baterem por este monopólio, os arquitectos se tenham apercebido da nova situação em que se encontram. Eles passaram a ser um garante da qualidade e, por arrasto, o garante da legalidade. Mesmo quando a legalidade seja violada por entidades públicas. Mesmo que, ao faze-la cumprir, percam encomendas. Se não é para isso, não precisamos da sua assinatura para nada. Passaram a ser eles os primeiros defensores da lei perante um cliente, assim como o médico deve ser o primeiro defensor da saúde perante uma administração hospitalar ou um doente. Se este monopólio é para nos dar confiança nos projectos, então os arquitectos devem ser responsabilizados quando não cumprirem a sua parte. Quem, tendo o privilégio do monopólio de uma actividade, aceita usar esse privilégio para ser cúmplice com um acto ilegal, tem de ser responsabilizado por isso. Acabaram-se os álibis.

Esta é a principal razão porque sou a favor da revogação do 73/73. Só espero que os arquitectos não a vejam como um direito, mas como um dever. A mudança da lei foi para nos defender a nós, não foi para os defender a eles.

por Daniel Oliveira
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Sábado, 27 de Maio de 2006
por Daniel Oliveira
«Beijo gay nas mãos da administração da SIC». E não é um beijo qualquer. Diz Luís Gaspar, intérprete de Gustavo, o homossexual da novela "Aqui não há quem viva" que virá ou não virá a dar o difícil beijo: «Para mim isto é trabalho. É um beijo simples. Dar um beijo ou um estalo é a mesma coisa». Gay e sádico. A decisão da Administração não é, de facto, fácil.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
«Grupos radicais e destacamentos da polícia de choque russos reprimiram a primeira manifestação de homossexuais realizada na história da Rússia, que pretendiam reivindicar os seus direitos e denunciar a homofobia e a discriminação. (...) Gritando “Sodoma não passará!” e “Moscovo não é Sodoma!”, dezenas de extremistas lançaram-se contra os homossexuais que tentavam colocar uma coroa de flores no Túmulo do Soldado Desconhecido, junto da muralha do Kremlin, em sinal de protesto contra o fascismo e a intolerância.»

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por Daniel Oliveira



«Só se fuzilássemos todos os que têm andado a fazer os currículos»
Maria Filomena Mónica, Casa Fernando Pessoa, 25 de Maio


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



A RTP tem estado a transmitir a promoção de uma reportagem que passará na terça-feira. Deve ser bombástica. As audiências prometem. O serviço público de televisão entrou com uma câmara escondida numa escola pública de um bairro problemático dos arredores de Lisboa e filmou crianças (segundo sei, entre os 10 e os 13 anos) a ameaçar e insultar professores. O assunto é relevante e merece debate sério. Mas antes de ver a reportagem tenho umas perguntinhas sem importância a fazer:

A RTP teve autorização dos pais para fazer filmagens às escondias?
Teve autorização da escola?
E a escola, quando e se deu autorização, perguntou alguma coisa aos pais?
E ao Ministério, foi informado?
Que raio de director autoriza que uma televisão faça da indisciplina dos seus alunos espectáculo televisivo?
Que raio de autoridade espera este senhor continuar a ter junto dos pais e das crianças? Ou não quer trabalhar com eles?
O Ministério da Educação, vai deixar que a escolas sirvam para isto? Alguma privada deixaria?

Uma coisa é certa: fosse a minha filha a estudar naquela escola, se a direcção deixasse por lá andar uma câmara a filma-la às escondidas sem eu o saber, já estava a preparar uma queixa criminal contra o jornalista, a RTP e a direcção da escola. Claro que, sendo aquela escola o que é, ninguém, nem na RTP nem no Ministério – que já há de ter visto a promoção – se preocupa muito com isso. Aquilo não são bem crianças, não é? Não têm propriamente pais, não é? Não se trata propriamente de gente, não é?

Se o director da escola autorizou esta vergonha e o Ministério não foi informado, o mínimo que se espera é uma acção disciplinar exemplar contra este senhor ou senhora. Alguém que deixa as televisões filmarem as crianças da sua escola para mostrar como são criminosas em potências não se pode dedicar ao ensino.


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por Daniel Oliveira



O Presidente da República e o primeiro-ministro coordenaram-se e pressionaram a empresa Sport TV para que esta permita que todos os portugueses, mesmo os com menos recursos, vejam gratuitamente (em praças e cafés) todos os jogos do Mundial, mesmo aqueles em que Portugal não participa. Não podia estar mais solidário com esta posição. Fica apenas uma pergunta: as duas principais figuras do Estado vão fazer o mesmo esforço em defesa da universidade gratuita e da saúde de borla para todos?


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Sexta-feira, 26 de Maio de 2006
por Daniel Oliveira
John Howard, primeiro-ministro australiano, sobre Timor: «Não vale a pena andarmos a enganar-nos. O país não tem sido bem governado e espero que a experiência para os que estão em cargos eleitos, de terem a necessidade de pedir ajuda ao exterior, induza um comportamento apropriado no país"

Não se pode dizer que seja muito diplomático um país que tem forças militares noutro dizer que o governo que o convidou não presta. A não ser que queira fazer um pouco mais do que restabelecer a paz. Só para sabermos quem vamos ter por companhia em Timor. Os australianos ainda ontem lá chegaram e já estão a meter o bedelho na vida política timorense e a cobrar pela sua presença. Alkatiri não foi meigo com eles na negociação do petróleo. E eles começam já a mostrar-lhe a porta da rua.

E nós? Quem vamos ajudar? Os timorenses ou os australianos?

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por Daniel Oliveira
Portugal perdeu com a Sérvia e com o Montenegro, nos mesmos 90 minutos.

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por Daniel Oliveira


REUTERS/Lirio Da Fonseca



Ao que parece, as posições, no conflito timorense, de Mari Alkatiri, com a FRTILIN e o governo legítimo de Timor do seu lado, e Xanana Gusmão, sempre com o apoio da Igreja, não são exactamente as mesmas. As forças portuguesas vão a pedido de quem? Era dos dois? Ainda é? Que papel desempenharão os portugueses caso as coisas azedem entre as várias partes?

Sabendo que os australianos não gostam de Mari Alkatiri nem com molho de tomate, qual será o papel dos seus militares, em presença esmagadora, sobretudo tendo em conta os seus interesses no território? E Portugal apoiará possíveis acções australianas que diminuam o espaço político e institucional do primeiro-ministro? E se não apoiar?

Qual o papel da ONU? Limita-se a apoiar acordos que são bilaterais entre cada força estrangeira presente e o Governo/Presidente de Timor? Parece que sim. Quem vai mandar nas forças presentes? É cada um por si? É Xanana? É Alkatiri? São os australianos?

Se as forças da GNR vão restabelecer a paz, quer dizer que vão capturar militares timorenses revoltosos? Não vão restabelecer a paz? Vão apenas garantir a paz, evitando novos conflitos em Dili? Vão reprimir manifestações? E se houver guerra civil? A GNR é a força indicada?

Todas estas perguntas são sinceras. Acho muito bem que as forças portuguesas vão para Timor para ajudar os timorenses. Com a condição evidente de saberem o que lá vão fazer e a garantia de que não se envolverão em manobras políticas entre diferentes órgãos de soberania timorenses e outras forças estrangeiras. Talvez alguma informação e ponderação política ajudem à decisão certa. Sobretudo a decisão certa para os timorenses.


por Daniel Oliveira
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Quinta-feira, 25 de Maio de 2006
por Daniel Oliveira
Ruben de Carvalho está zangado porque a comunicação social não terá ligado tanto ao congresso da JCP como ele esperava. Não sei se o encontro entre Jerónimo de Sousa e Luís Filipe Menezes conta para a cobertura do Congresso. Se sim, ó Ruben, até nem correu mal. É verdade que ainda outro dia estava a ver uma tabela de tempos para cada personalidade e Jerónimo de Sousa estava, entre os políticos, num humilhante terceiro lugar, depois do Presidente da República e do primeiro-ministro. Bem sei que os comunistas tiveram durante anos razões de queixa da comunicação social. Mas o que lá vai lá vai e não vale a pena manter o piloto automático. O mérito é de Jerónimo e do PCP. Mas, por favor, alguém avise o Ruben para parar com o fadinho.


Agora a é linha é mais ou menos esta: Existe, na comunicação social, um reconhecimento do acolhimento de simpatia que o camarada Jerónimo de Sousa tem merecido por parte do povo português, mesmo em sectores que não se situam necessariamente próximos dos comunistas. Essa reacção das populações é fruto das características pessoais do secretário-geral e do trabalho desenvolvido por todo o colectivo partidário, ligado historicamente aos mais profundos anseios da classe trabalhadora, o que é reconhecido por largas camadas da população.


Ou seja, Ruben: o estilo é mais ou menos o mesmo, a música um pouco mais doce e a letra já não tem nada a ver. Ái, essa tua falta de ouvido.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Isabel de Castro saiu dos “Verdes”. Diz que está "desencantada" com "o espaço partidário".

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



A JSD pede aos casais portugueses que tenham mais filhos. Esperando sensibilizar a sua base de apoio, esta é uma forma inteligente de chegar ao governo daqui a 18 anos.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Berlusconi escreveu a Zapatero. Pensa-se que a ouros lideres europeus também. A dada altura diz: «Líder da oposição, represento 50,2% do país, e espero regressar ao governo, já que vão ser verificados mais de um milhão de boletins de voto». E assina: Silvio.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Na cidade de Black Jack, Missouri, Estados Unidos, quem tenha mais do que um filho e não seja casado paga uma multa de 500 dólares diários.

por Daniel Oliveira
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