Quarta-feira, 31 de Janeiro de 2007
por Daniel Oliveira
«Nós somos contra a lei de 84.»
«Uma mulher violada não deve ser obrigada a educar aquele filho. Mas matar aquela criança só porque a sua origem não é a desejada não é uma coisa aceitável. A adopção é a solução razoável.»
«Eu nunca ouvi ninguém dizer “nós somos a favor desta lei”»
«Esta atitude laxista relativamente ao aborto vai dar uma volta. Nós daqui a uns tempos vamos discutir de novo a lei de 84».
João César das Neves, mandatário do Movimento Diz que Não, TSF, 31 de Janeiro

Debate aqui

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


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por Daniel Oliveira


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por Daniel Oliveira
Vale a pela ouvir o debate em que participei na TSF e que vai hoje para ao ar às 20h00. Não pela minha pessoa, obviamente. Mas pelo meu oponente, o inominável César das Neves. O senhor diz alto o que os outros só sussurram quando estão encerrados numa sala da agência de comunicação: somos contra a lei em vigor (ele insistiu em não falar apenas em seu nome). Depois de ter o filho a mulher violada pode sempre dá-lo para adopção. Foi um debate, para dizer o mínimo, violento. Mas útil.

Também publicado no Sim no Referendo.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Para quem não foi ontem ao São Luiz: perderam duas horas com um grande conversador. Definitivamente, com o tempo, tornei-me o mais soarista de todos os anti-soaristas.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
«Na campanha do NÃO não se dá nem um, nem dois beijos... na campanha do NÃO beijam-se as mulheres e as crianças desde 1998, diariamente, com devoção!»

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 30 de Janeiro de 2007
por Daniel Oliveira
A campanha chegou aos infantários. E as crianças são transformadas em voluntárias. Não há vergonha nem regras.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
«Defendendo que primeiro que a lei têm que estar os direitos humanos e a ética, Gentil Martins considerou que os médicos apenas deverão praticar os chamado «abortos terapêuticos», ou seja, quando está «em jogo» a vida da mãe.«A lei só por si não ultrapassa a ética (...), não é a ética que se tem de conformar à lei», sublinhou, fazendo votos para que se o "sim" vencer no referendo sobre a despenalização do aborto «a maioria dos médicos recuse essa situação».

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por Daniel Oliveira
A julgar pelos tempos de antena, só há um movimento do "não".

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
O jornalista acha que na campanha do "sim" «são raros os que dormem com a causa, acordam a pensar na causa, sabem o que é que a causa está a preparar para a semana, para o dia seguinte. Diz que «toda a gente fala ao mesmo tempo, sobre tudo, sem critério nem estratégia.» Partindo do principio que o jornalista não dormiu nem acordou com as pessoas da causa, nem está na cabeça delas, faziam falta alguns exemplos. Não era dificil. Quem é que não sabia da agenda da semana? Alguém relevante ou um tipo da assistência? É um segredo que o jornalista guardará para si.

O jornalista acha que existem «à esquerda muitos políticos querendo assumir protagonismo na matéria». Quais? Não nos diz e por isso pode ser que sim ou pode ser que não. Mas o jornalista descansa-nos: isso «não é mau em si». Os políticos de esquerda (sejam eles quem forem) podem então dormir descansados. Mas esperem. O jornalista tem mais uma opinião: «o problema é que se trata, quase sempre, de um protagonismo preguiçoso, displicente». É agora que vêm os exemplos? Disparate. Estamos no terreno do jornalismo de ambiente. Os factos e as histórias são coisa para trolhas. Nós todos queremos é saber o que o jornalista acha desta campanha. O que é que ele apanhou no ar.

Desce por umas linhas ao concrecto. A qualquer coisa que se assemelhe a uma reportagem. O jornalista lamenta que Jorge Coelho e Edite Estrela se demorem em explicações. «Boas explicações, com razões sólidas e contra-ataques certeiros.» Quais? Não sabemos mas se o jornalista diz que são boas e sólidas nós só temos é de acreditar. «Mas explicações demasiado longas, demasiado dispersas.» Ou seja, o jornalista maçou-se e isso é uma coisa que temos todos de evitar: maçar o jornalista. Podia até ser que não nos maçassem a nós. Mas quem somos nós?

O jornalista acha que na campanha do "não" há muita «gente da catequese, yuppies moldados pela Opus Dei». Quem é que é da Opus Dei? Não diz? E da catequese???? E acha que a campanha do "sim" há «feministas e intelectuais, antifascistas e académicos, okupas e ecologistas». Okupas que estão a ocupar o quê? Antifascistas? Hão de ser conhecidos. Quem? Académicos? No "não" não há "académicos". Muitos, até. Ou será malta assim tipo intelectual? Ou será que o jornalista decide a ocupação (não confundir com os okupas) de cada um conforme o visual?

Mas há informação relevante. Depois de um longo trabalho de campo do jornalista, somos informados que «entre os grupos do "sim" prevalecem largamente os dois beijos na cara» e «no "não", pelo contrário, só é admissível o beijo unifacial.». E lança as perguntas: «Posto isto, se o cumprimento do "sim" representa a tradição mais vulgarizada em Portugal, nesta matéria, que significado tem o beijo unifacial? É ele um beijo elitista? Serão as pessoas do "não" elitistas?» Venham os sociólogos.

O jornalista sabe que há uma coisa que se chama reportagem. Sabe de certeza que nela se mostra isto tudo que ele nos quis dizer com histórias e factos. E nós tiramos estas (ou outras) conclusões. E sabe que há uma coisa que se chama análise. Costuma ser assinalada como tal. Ele diz o que acha e se nós acharmos relevante ler o que ele acha lemos. Ou não. Sabendo sempre que é apenas o que ele acha.

O jornalista acha imensas coisas. É possível que seja tudo verdade. Mas como o jornalista nos dá tão poucos factos e tantas conclusões, ficamos com a sensação que se esqueceu do que é o jornalismo: um conjunto de informações que nos permitem ter uma opinião. Não é um conjunto de opiniões que ilustramos aqui e ali com uma informação.

Estou a ser injusto. Ficámos com uma novidade: Paula Teixeira da Cruz é «vice-presidente da Câmara Municipal de Lisboa.» É aborrecido ter sido esta a novidade. Porque como Paula Teixeira da Cruz é presidente da Assembleia Municipal e o vice-presidente é Fontão de Carvalho, que até tem aparecido muito nas notícias dos jornais. Ficamos com medo que, perante esta falha tão evidente, as restantes conclusões que tirou se baseiem em factos igualmente pouco seguros.

O jornalista Ricardo Dias Felner não é mau jornalista. Pelo contrário. Mas desta vez fez um trabalho «preguiçoso, displicente». Isto é o que eu acho. Podem publicar como uma reportagem, lá no jornal?

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Quem queira saber a agenda dos movimentos do "Sim", a cada dia, pode consultar todos os dias o Sim no Referendo. Está na coluna à direita.

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por Daniel Oliveira



Sobre a descoberta de Bagão Félix.


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Sobre a descoberta de Bagão Félix.


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por Daniel Oliveira
Porque a vida é Vida
No primeiro momento
Cada instante é tempo
Para se acompanhar.

Porque quem começa
Tem direito a continuar,
Que se aceite e recomece
e nunca recusar.

És tu, sou eu
Vivemos e sentimos
És tu, sou eu
De facto, existimos
a Vida é sempre já!...

Porque a Vida na vida
Jamais pode parar,
Porque o amor resolve
Tudo o que se tem a dar,

Que não seja indiferente
Com aquele que se sente
Lá no fundo, um olhar
Que no mundo há-de amar.

És tu, sou eu
Desde aquele instante
És tu, sou eu
Aquele que garante:
a Vida é sempre já!.

Hino da campanha do Não
Banda J

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Corre por aí este mail "escrito" por gente que não sabe que contra o humor só o humor é eficaz:

«Bom dia,
Ontem teve frio mas valeu a pena: Ver o pessoal da ADAV de Viseu, mais os da Guard'A vida, mais os capotes do Alentejo, juntos com tantos Escuteiros e gente....muita gente de Norte a Sul do País, unidos na mesma causa: a Vida. Pois é, entretanto (tchan, tchan, tchan, tchan!): ESTRAMOS NA CAMPANHA ELEITORAL. Agora é a doer, mais motivação, mais empenho, mais pujança...

E mais independência por parte da RTP, que é um "Serviço Público", e por tal isenta na sua programação durante a campanha.

Só que o pessoal do Gato Fedorento=Ricardo Araujo(=BE), tá a ser "ranhocas" e está a defender o SIM com as letras todas (ai pois está! Falam, falam e é só SIM!). E a gente revolta-se, à pois revolta-se, e tem direito a revoltar-se... Porque têm de parar. Nos até gostamos deles (o alemão com cabelo côr de laranja já era...), mas está mal... é jogo sujo (ainda por cima contra nós).



PROPOSTA PARA HOJE: TELEFONAR PARA O 21 794 70 00 (LINHA DO PROVEDOR DA TELEVISÃO) E MOSTRAR O DESAGRADO PELA FORMA COMO ELES SE ESTÃO A PORTAR (MAS OLHEM QUE A MENINA DO OUTRO LADO NÃO TEM CULPA, HAN!)

SE AS CHAMADAS FOREM SUFICIENTES O PROVEDOR HAJE AUTOMÁTICAMENTE.

"CLICAR E DIVULGAR"
ATÉ AMANHÃ
CiberNãos»

O bold é meu


Também publicado no Sim no Referendo.

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por Daniel Oliveira
O cardeal patriarca, D. José Policarpo, considera que a educação sexual "é bem-vinda e necessária", mas para ser "verdadeira" tem que ser feita na "perspectiva da castidade".

Também publicado no Sim no Referendo.

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por Daniel Oliveira
Um bom resumo da posição do "não" neste referendo foi dada ontem pelo arrepiante texto de Rita Ferro: a mulher que aborta ou é fútil ou é adultera. Tudo dito.

Quanto ao resto do debate, nada a acrescentar. Uns falaram da pergunta e das suas consequências. Outros falaram dos seus sentimentos, muito nobres, com toda a certeza, mas não referendáveis em qualquer estado democrático. Se o aborto fosse referendável, teríamos de fazer 18 mil referendos por ano. Eu voto em leis do Estado, não voto nas escolhas privadas dos outros.

Também publicado no Sim no Referendo.

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por Daniel Oliveira
Este mês, excepcionalmente, o «É a Cultura, Estúpido» acontece um dia mais cedo, numa terça-feira. É hoje, dia 30, às 18.30, no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz. Em debate: «O fim dos partidos políticos?» O convidado é Mário Soares, entrevistado por Anabela Mota Ribeiro, Daniel Oliveira e Pedro Mexia. Entrada livre.

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Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007
por Daniel Oliveira


Via Sim no Referendo.


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Domingo, 28 de Janeiro de 2007
por Daniel Oliveira
Post de maradona no Sim no Referendo:

"O que me suscita algumas questões: será esta história verdadeira? Como conseguiu a criança adquirir o composto químico? Haverá algum cúmplice na trama? Terá havido negligência de algum farmacêutico? Terá Ana conseguído adquirir o medicamento com a conivência silenciosa de alguém que, a pretexto da ajuda, se esconde numa rede informática, fornecendo meios para a prática abortiva?", Mafalda, no Blogue do Não, a contactar com o país.»


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
«As sociedades podem mudar as leis, mas devem sempre aplicá-las»
Citação do contributo de José Miguel Júdice para o Sim no Referendo.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
«Creio que é compatível o voto na despenalização e ser - por pensamentos, palavras e obra - pela cultura da vida em todas as circunstâncias e contra o aborto. O "SIM" à despenalização da interrupção voluntária da gravidez, dentro das dez semanas, é contra o sofrimento das mulheres redobrado com a sua criminalização. Não pode ser confundido com a apologia da cultura da morte, embora haja sempre doidos e doidas para tudo.»
Frei Bento Domingues, Público

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
«No seu drama, em lugar de uma punição penal, do que ela precisa sobretudo é de solidariedade. Estão a sociedade e a lei dispostas a apoiar eficazmente a mulher e, concretamente, a grávida? Este apoio tem de traduzir-se em educação, prevenção, aconselhamento, combate à pobreza e exclusão, co-responsabilização do homem, incentivos à família e à natalidade. Também para que despenalização se não confunda com liberalização nem se torne método contraceptivo.»
Padre Anselmo Borges, Diário de Notícias.

Também publicado no Sim pelo Referendo.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Simone Veil , Dezembro de 1974.

Via Sim no Referendo.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Excertos da mensagem de Jorge Sampaio ao encontro de eurodeputados pelo "Sim":
(Também publicado no Sim no Referendo)

«No próximo referendo, o que está em causa é um problema de política criminal do Estado democrático, Ou seja, trata-se, em primeira linha, de m problema de Código Penal, um problema de previsão e definição de crimes e penas.»
«Mas há alguém que no século XXI e na Europa possa conscientemente pretender que, numa sociedade com os nossos valores, a nossa cultura, os nossos princípios e as nossas práticas sociais, uma mulher que interrompa a gravidez, naquelas circunstâncias tão precisas e determinadas é, por esse facto, uma criminosa e que o Estado a deve perseguir criminalmente, a deve julgar, a deve condenar e eventualmente enviar para a prisão. Todavia é isso que o nosso Código Penal, salvaguardadas as excepções, ainda hoje faz. Por isso é que as normas penais actualmente em vigor, nos deixam, a propósito, isolados na Europa a que pertencemos e dão do Estado português a ideia de um Estado retrógrado, injusto, cruel e desumano».


«Não se trata de qualquer discussão complexa e indeterminada sobre o sentido da vida, sobre o início da vida humana, sobre a natureza da vida intra-uterina, sobre a existência ou inexistência de pretensos ou reais conflitos entre direitos humanos e direitos fundamentais».
«Não cabe ao Estado democrático aderir, professar ou defender, a propósito, uma singular ou particular concepção moral, filosófica ou religiosa. Nem, consequentemente, cabe ao Estado democrático inquirir os cidadãos sobre as concepções que cada um sustenta nesse domínio. Portanto e definitivamente por mais que alguns pretendam continuar a confundir, manipular e distorcer sobre o que está em causa neste referendo que fique claro que não é de nada disso que se trata.»
«Nesta consulta popular a única questão a decidir é sobre se, sim ou não uma mulher que interrompe voluntariamente a gravidez nas primeiras 10 semanas e num estabelecimento autorizado deve ou não ser penalizada, ser perseguida, julgada, condenada e eventualmente enviada para a prisão.SIM ou NÃO!»

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
«Foi, uma jogada de mestre, dos defensores do sim terem conseguido que o ministério público a começasse a levantar processos-crime depois do Não ter saído vencedor do referendo de 98. Com todo o circo que isso criou de escutas telefónicas, detenções em directo, julgamentos cheios, servindo o intuito claro de chocar a opinião pública que, evidentemente, ficou chocada por se criminalizar um costume que até então ninguém ousara criminalizar.»
Andreia Neves, Portal "Assim não"

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Texto originalmente publicado no "Público" e lembrado no Sim no Referendo por Miguel Marújo.

por Daniel Oliveira
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Sábado, 27 de Janeiro de 2007
por Daniel Oliveira
De 1998 a 2004 foram registados pelas autoridades policiais, em apenas 7 Distritos, 223 crimes de aborto. Cada um destes crimes de aborto pode abranger uma ou várias pessoas, que serão sempre investigadas. No mesmo período tiveram lugar 34 processos findos, com 43 arguidos e 18 condenações. Os números reais de processos, arguídos e condenações são superiores, porque não estão contabilizados os muitos processos sujeitos a recursos e porque os distritos em que há três ou menos processos não constam das estatística.
Dados do Gabinete de Política Legislativa e Planeamento do Ministério da Justiça

Em apenas 4 anos: 223 investigações, 34 processos terminados, 43 arguídos e 18 condenações. Tudo depois do último referendo e muito pior do que antes do referendo. Sobretudo no que diz respeito às condenações de mulheres que abortaram. Quando os restantes processos ferem incluídos os números serão muito superiores. Ou seja, depois da vitória do "não", juízes, PJ e Ministério Público sentiram a pressão política da reafirmação daquela lei feita através do voto democrático. Por que raio acha alguém que depois de uma segunda vitória do "não" poderia acontecer exactamente o contrário? Uma segunda vitória do "não" reforçaria, como é evidente, ainda mais esta lei. E deixaria ainda menos espaço a magistrados e polícias para fingirem que ela não existe. Nem o argumento da defesa da hipocrisia institucionalizada funciona.

Também publicado no Sim no Referendo

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Depois de Gabriela Seara, Fontão de Carvalho também é arguído. O número dois e o número três da Câmara...

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Ontem fui ao sorteio dos tempos de antena onde representei o Movimento Voto Sim, com quem estou a trabalhar. Dispenso-vos dos pormenores maçadores e burocráticos sobre o absurdo que é a lei do referendo. Uma coisa foi estranhada: havia mais representantes dos movimentos do Sim do que do Não. A razão ficou clara quando foram entregues as credenciais: uma só senhora representava 11 movimentos. Depois venham dizer que é a sociedade civil e que não houve replicação de movimentos…

Também publicado no Sim no Referendo

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Uma adolescente de 14 anos entra no Hospital de Santa Maria com uma overdose de Citotec. Morreu. Como se comenta esta história no blogue do não? «A mãe limitou-se a arriscar um suicídio e teve êxito». Tinha 14 anos. Mas a vida desta criança não os comove.

Também publicado no Sim no Referendo.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Maria Luísa tinha 41 anos e é paraplégica desde os 12. A pílula falhou porque e engravidou. Chegou ao Hospital de Abrantes para fazer um aborto. Tratada como uma assassina, explicaram-lhe: “Aqui vem-se para parir, não se vem para abortar" Foi a Badajoz e em cinco minutos abortou. Dulce é de classe média. Se fosse pobre, esta paraplégica seria obrigada a ter um filho aos 41 anos ou a correr riscos graves por estas almas caridosas que nesta campanha choram pela vida.

Também publicado no Sim no Referendo.

por Daniel Oliveira
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Sexta-feira, 26 de Janeiro de 2007
por Daniel Oliveira


Também publicado no Sim no Referendo.


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por Daniel Oliveira
Na sondagem de hoje do DN o CDS continua a subir e chega aos 8%, contrariando todos os inquéritos. Na realidade teve 1,4% dos votos dos 812 inquiridos, o que lhe 8% no arredondamento. Misteriosamente, os 3,1 do BE também passam para 8% e os 3,6 do PCP em 9%. Mas adiante: fazendo as contas votaram, nesta última sondagem, 11 pessoas no partdo de Ribeiro e Castro. Da última sondagem para esta votaram mais duas pessoas no CDS. E isto dá um texto com o título: "O Mistério da subida contínua do CDS". Não é um mistério. São dois.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Padre promove procissão com Nossa Senhora grávida.

por Daniel Oliveira
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Quinta-feira, 25 de Janeiro de 2007
por Daniel Oliveira



Um negro que confessou ter consumido concaina e se chama Barack Hussein Obama quer ser Presidente ds Estados Unidos. E eu, claro, até ver, estou por ele. Naquele país, um homem com tantos argumentos contra a sua vitória e que chega tão longe só pode ser muito bom.


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por Daniel Oliveira



Um negro que confessou ter consumido concaina e se chama Barack Hussein Obama quer ser Presidente ds Estados Unidos. E eu, claro, até ver, estou por ele. Naquele país, um homem com tantos argumentos contra a sua vitória e que chega tão longe só pode ser muito bom.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
O texto de hoje de Pacheco Pereira no "Público" é o retrato do próprio Pacheco Pereira. Não tem bem posições, paira sobre as posições. Não é uma Paula Teixeira da Cruz, que decide e bate-se por pelo o que decide. Nem um (valha-me Deus) Rui Rio. Não. Pacheco Pereira não tem causas políticas que o movam a não ser ele próprio. Afasta-se de tudo e está em tudo ao mesmo tempo. Não quer pagar o preço da independência, nem o preço do comprometimento. Odeia a arrogância com arrogância, é mesquinho na vingança que mascara com frieza. Pacheco Pereira não é um analista, não é um político, não é um independente, não é um militante.Pacheco Pereira tem uma causa: a sobrevivência de Pacheco Pereira.

No seu blogue de professor primário de aldeia porta-se como em todo o lado: vive de uma provinciana arrogância fingindo que vê de alto só porque se põe em bicos de pés. Exibe a arte como um novo-rico exibe um quadro valioso. Nem com ela se compromete. Debita apenas.

O texto de Pacheco Pereira no Público de hoje é um retrato de Pacheco Pereira. Pacheco atira-se à campanha mas não a faz. Atira-se ao "tom" da campanha mas nem se dá ao trabalho de explicar ao que se está a atirar realmente. Está a atirar-se a uma parte dos actores da campanha do “sim”. Não aos seus argumentos, que neste referendo têm sido os mesmos no PSD, no PS ou no BE. Apenas ao "tom". Porque tem de ser. Porque é o que sobra a Pacheco Pereira. Ele precisa. É estruturalmente sectário.

Pacheco Pereira acha que falta serenidade neste debate. Mas quando se quer moderar ou acalmar um debate dá-se argumentos moderados e ponderados. Não se grita "tenham calma!". Mas não espanta. Seja qual for o assunto o assunto de Pacheco Pereira é outro, porque nenhum de nós está bem a ver qual é o assunto. E no fundo o assunto é sempre Pacheco Pereira.

por Daniel Oliveira
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Quarta-feira, 24 de Janeiro de 2007
por Daniel Oliveira



por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
«Sempre me intrigou o uso da mentira para argumentar o que quer que seja quando se sabe, de ciência certa, que mais cedo do que tarde leva a maus resultados. E na actual discussão sobre o referendo ao aborto isso é de tal forma evidente que chega a ser chocante. (...) É por isso do domínio do delírio político, ou da mais fina desonestidade intelectual, argumentar-se que, caso ganhe o "sim", acaba a despenalização ou criminalização do aborto. Não é, simplesmente, verdade. Nem serve o argumento sobre os julgamentos mediáticos que se assistiram nos últimos anos, porque se referiam a gestações muito para além das 10 semanas.» Pedro Vassalo, Mandatário da plataforma Não Obrigada, Público, 23 de Janeiro

É interessante como alguém mostra a sua indignação com a mentira para mentir, dois parágrafos depois, em matéria de facto. Então aqui vai:

No julgamento da Maia era este o tempo de gravidez de cada uma das arguídas quando abortou: seis semanas, duas semanas, dez semanas, um mês e poucas semanas, um mês e meio, um atraso no ciclo menstrual e cerca de um mês. Em relação às restantes arguídas a sentença afirma que não foi possível apurar o tempo de gravidez. Basta ler o acórdão. Está lá. É público. É muito simples.

No julgamento de Setúbal uma mulher teria dois meses de gravidez e com a outra não foi possível apurar o tempo de gestação. Basta ler o acórdão. Está lá. É público. É muito simples.

No julgamento de Aveiro apenas num caso se conseguiu apurar que a mulher teria dez a onze semanas de gravidez e nos restantes não foi possível apurar o tempo de gestação. Basta ler o acórdão. Está lá. É público. É muito simples.

Ou seja, dos três julgamentos mais mediáticos a esmagadora maioria das gravidezes em que se pode detectar o tempo de gestação ela era inferior (e não “muito para além”) às dez semanas.

Basta ler os acórdãos para saber que Pedro Vassalo, acompanhado por todos os movimentos do “não”, mente em matéria que está documentada e de acesso livre. E não tem nenhum problema em, no mesmíssimo texto, dar sermões morais sobre a mentira. Mas onde foram buscar os movimentos do “não” esta ideia, que já ouvi dezenas de vezes como facto indesmentível? Não sei. Ninguém sabe. Foi passando de boca em boca, talvez. Como qualquer boato. É o que se chama emprenhar pelos ouvidos.

Também publicado no Sim no Referendo.

por Daniel Oliveira
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