Quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007
por Daniel Oliveira
Por outro lado, Isilda Pegado regista que o período de reflexão estabelecido de três dias é o mais pequeno encontrado em toda a Europa.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
“Preferia ver a lista dos médicos que fazem aborto, seria possivelmente uma lista mais positiva”, considera a Presidente da Federação Portuguesa pela Vida.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
O aconselhamento não é apenas informar as pessoas do ponto de vista técnico, mas “tem por objectivo apresentar uma solução alternativa ao aborto” e o Estado “não se pode demitir da defesa do direito à vida”, que no caso do aborto legalizado, “implica que se apresentem alternativas ao aborto, essa é a obrigação do Estado”, aponta Isilda Pegado.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Hoje, às 18h30, no Jardim de Inverno Teatro S. Luiz, o "É a Cultura, Estúpido" é sobre "Portugal: espiões e espionagem", com José Vegar, que acabou de lançar «Serviços Secretos Portugueses – História e Poder da Espionagem Nacional»

Anabela Mota Ribeiro, Daniel Oliveira, José Mário Silva, Nuno Artur Silva e Pedro Mexia fazem as honras da casa.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Da correspondente da Lusa em Angola: "Isabel dos Santos uma boa parceira angolana para investidores lusos".

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
O nosso nacionalismo baseia-se em razões étnicas e históricas e não valoriza a exigência política e civica no presente.



Ver texto do "Público" em baixo.


A História e o futebol são motivo de orgulho para os portugueses... e as artes também

28.02.2007, Clara Viana

Só os Estados Unidos e a Venezuela batem Portugal no que toca à importância do passado histórico, revela estudo sobre identidade nacional que comparou 42 países

a Orgulhosamente portugueses: não parece, mas é deste modo que nos descrevemos, revela um estudo sobre Identidade Nacional que será hoje apresentado no Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa. E o que faz de nós seres orgulhosos da sua nacionalidade? A História, sobretudo, mas também o desporto, as artes e a literatura, adianta o antropólogo e historiador José Manuel Sobral, um dos coordenadores da investigação.
É o passado que garante um lugar no pódio a Portugal. Cerca de 92 por cento de portugueses dizem sentir orgulho na história do país. Em 42 países auscultados no âmbito desta investigação, é uma percentagem só ultrapassada nos Estados Unidos e na Venezuela. Orgulhamo-nos também com o futebol - o desporto vem a seguir à História.
E, surpresa, os portugueses sentem-se mais orgulhosos com as suas artes e literatura do que os nacionais de países como a Irlanda, os EUA ou a Rússia, revela José Sobral. Ufano com a sua História, Portugal não está, contudo, entre os mais patriotas. Embora figure entre os mais nacionalistas. Segundo os autores do estudo, é o que se conclui a partir das respostas a perguntas como esta: "As pessoas devem apoiar o seu país mesmo quando este toma uma posição errada?" Uma persentagem de 50,5 dos portugueses respondem "sim". É uma das mais altas.
Mesmo assim, não são apresentados entre os patriotas. É uma questão de definição, e a que foi utilizada para este estudo afasta-os. O problema é que os portugueses engrandecem o passado na mesma medida em que desprezam o presente. "O pequeno povo que fez um grande império" já há muito que não alinha entre os grandes e não arrisca sequer comparações com a vizinha Espanha. Estão pessimistas, desconfiados, sublinha José Sobral, e isso reflecte-se quando são chamados a identificar quais são, para eles, "as fontes de orgulho na situação presente de Portugal". Entre as quais figuram itens como a Segurança Social, a democracia, a governação, a influência política do país, etc.
É a partir destes indicadores que são calculados as chamadas "médias de patriotismo". Numa escala de 1 a 4, Portugal fixa-se nos 2,14, contra 2,71 de média na União Europeia.
Identidades valorizadas
Dando a si próprio tanto passado e tão pouco presente, o país não surpreende neste estudo. "Continua sempre a olhar para o passado. Mesmo quando inova e realiza, é sempre o passado que evoca. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a Expo "98", diz José Sobral.
Qual o aspecto mais importante para se ser um verdadeiro nacional? Respostas dos portugueses: o conhecimento da língua (94,7 por cento) e ter antepassados nacionais (83,4 por cento). A primeira resposta coloca Portugal na média europeia, mais associada à chamada "representação cívica" da identidade nacional. A segunda remete-nos para junto daqueles que têm uma "representação etnista" da nação. Ambivalentes? "Estão nos dois lados, mas são dos que dão mais ênfase à dimensão étnica, aos antepassados, valorizam a pertença a uma comunidade no tempo que, no seu caso, fazem recuar aos lusitanos", diz José Sobral. Desta importância dada aos ancestrais pode-se também concluir que Portugal "não é um país muito aberto à imigração", acrescenta.
Realizado no âmbito da rede de pesquisa International Social Survey Programme, que em Portugal está integrado no programa Atitudes Sociais dos Portugueses, do ICS, o estudo que hoje será apresentado conclui que a percepção das identidades nacionais continua a ser um caso sério. Apesar da globalização, "não foi desvalorizado", comenta José Sobral. Em Portugal, foram realizadas para esta investigação 1602 entrevistas entre Abril e Setembro de 2004. Mais informação em http://zacat.gesis.org/webview/index.jsp.
Existe "um forte recalcamento da questão étnica" na Europa, diz José Sobral com base nos dados recolhidos no âmbito do estudo sobre identidade nacional. Na Alemanha, por exemplo, e contrariando o que se registou no passado, a importância da ancestralidade quase não é referida. É a culpa alemã ainda a trabalhar, arrisca o investigador
Também a Eslováquia e a Eslovénia tendem a desprezar a importância dos avós. A "representação etnista" da nação é forte na Irlanda, Áustria e Espanha, mas sempre com valores inferiores aos recolhidos em Portugal.


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por Daniel Oliveira
O nosso nacionalismo baseia-se em razões étnicas e históricas e não valoriza a exigência política e civica no presente.



Ver texto do "Público" em baixo.


A História e o futebol são motivo de orgulho para os portugueses... e as artes também

28.02.2007, Clara Viana

Só os Estados Unidos e a Venezuela batem Portugal no que toca à importância do passado histórico, revela estudo sobre identidade nacional que comparou 42 países

a Orgulhosamente portugueses: não parece, mas é deste modo que nos descrevemos, revela um estudo sobre Identidade Nacional que será hoje apresentado no Instituto de Ciências Sociais (ICS) da Universidade de Lisboa. E o que faz de nós seres orgulhosos da sua nacionalidade? A História, sobretudo, mas também o desporto, as artes e a literatura, adianta o antropólogo e historiador José Manuel Sobral, um dos coordenadores da investigação.
É o passado que garante um lugar no pódio a Portugal. Cerca de 92 por cento de portugueses dizem sentir orgulho na história do país. Em 42 países auscultados no âmbito desta investigação, é uma percentagem só ultrapassada nos Estados Unidos e na Venezuela. Orgulhamo-nos também com o futebol - o desporto vem a seguir à História.
E, surpresa, os portugueses sentem-se mais orgulhosos com as suas artes e literatura do que os nacionais de países como a Irlanda, os EUA ou a Rússia, revela José Sobral. Ufano com a sua História, Portugal não está, contudo, entre os mais patriotas. Embora figure entre os mais nacionalistas. Segundo os autores do estudo, é o que se conclui a partir das respostas a perguntas como esta: "As pessoas devem apoiar o seu país mesmo quando este toma uma posição errada?" Uma persentagem de 50,5 dos portugueses respondem "sim". É uma das mais altas.
Mesmo assim, não são apresentados entre os patriotas. É uma questão de definição, e a que foi utilizada para este estudo afasta-os. O problema é que os portugueses engrandecem o passado na mesma medida em que desprezam o presente. "O pequeno povo que fez um grande império" já há muito que não alinha entre os grandes e não arrisca sequer comparações com a vizinha Espanha. Estão pessimistas, desconfiados, sublinha José Sobral, e isso reflecte-se quando são chamados a identificar quais são, para eles, "as fontes de orgulho na situação presente de Portugal". Entre as quais figuram itens como a Segurança Social, a democracia, a governação, a influência política do país, etc.
É a partir destes indicadores que são calculados as chamadas "médias de patriotismo". Numa escala de 1 a 4, Portugal fixa-se nos 2,14, contra 2,71 de média na União Europeia.
Identidades valorizadas
Dando a si próprio tanto passado e tão pouco presente, o país não surpreende neste estudo. "Continua sempre a olhar para o passado. Mesmo quando inova e realiza, é sempre o passado que evoca. Foi o que aconteceu, por exemplo, com a Expo "98", diz José Sobral.
Qual o aspecto mais importante para se ser um verdadeiro nacional? Respostas dos portugueses: o conhecimento da língua (94,7 por cento) e ter antepassados nacionais (83,4 por cento). A primeira resposta coloca Portugal na média europeia, mais associada à chamada "representação cívica" da identidade nacional. A segunda remete-nos para junto daqueles que têm uma "representação etnista" da nação. Ambivalentes? "Estão nos dois lados, mas são dos que dão mais ênfase à dimensão étnica, aos antepassados, valorizam a pertença a uma comunidade no tempo que, no seu caso, fazem recuar aos lusitanos", diz José Sobral. Desta importância dada aos ancestrais pode-se também concluir que Portugal "não é um país muito aberto à imigração", acrescenta.
Realizado no âmbito da rede de pesquisa International Social Survey Programme, que em Portugal está integrado no programa Atitudes Sociais dos Portugueses, do ICS, o estudo que hoje será apresentado conclui que a percepção das identidades nacionais continua a ser um caso sério. Apesar da globalização, "não foi desvalorizado", comenta José Sobral. Em Portugal, foram realizadas para esta investigação 1602 entrevistas entre Abril e Setembro de 2004. Mais informação em http://zacat.gesis.org/webview/index.jsp.
Existe "um forte recalcamento da questão étnica" na Europa, diz José Sobral com base nos dados recolhidos no âmbito do estudo sobre identidade nacional. Na Alemanha, por exemplo, e contrariando o que se registou no passado, a importância da ancestralidade quase não é referida. É a culpa alemã ainda a trabalhar, arrisca o investigador
Também a Eslováquia e a Eslovénia tendem a desprezar a importância dos avós. A "representação etnista" da nação é forte na Irlanda, Áustria e Espanha, mas sempre com valores inferiores aos recolhidos em Portugal.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
O caso da Universidade Independente, que se junta aos episódios nas universidades Lusófona, Livre e Moderna é um bom exemplo do atraso cultural dos nossos empresários, sobretudo quando comparados com o ensino superior público.

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 27 de Fevereiro de 2007
por Daniel Oliveira
Ficam aqui as minhas escolhas entre os nomeados. Valem o que valem. Socrsese, escolhia como melhor realização porque alguma vez teria de receber o Oscar. Gostei muito do "Entre Inimigos", mas "Cartas de Iwo Jima" éuma obra prima do melhor realizador vivo. Não vi "Venus", mas Peter O'Toole não pode concorrer com outros e perder. É uma questão de decência.

Melhor filme

Letters from Iwo Jima/Cartas de Iwo Jima



Melhor Realização

Martin Scorsese

Por The Departed/Entre Inimigos



Melhor actor principal

Peter O'Toole

Em Venus


Não vi, mas adorei.

Melhor actriz principal

Penélope Cruz

Em Volver



Melhor filme de animação

Monster House/A Casa Fantasma



Melhor argumento original

Iris Yamashita, Paul Haggis

Por Letters from Iwo Jima/Cartas de Iwo Jima

Melhor argumento adaptado

William Monahan

Por The Departed/Entre Inimigos


por Daniel Oliveira
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Segunda-feira, 26 de Fevereiro de 2007
por Daniel Oliveira
NAS últimas eleições, o PCP subiu ligeiramente, muito graças à bonomia e ao efeito-surpresa de Jerónimo de Sousa. Só que a simpatia do novo secretário-geral, excelente para campanhas, de pouco valerá no tipo de combate político mais caro ao PCP. E diz pouco ao eleitorado que os comunistas mais prezam: o operariado e seus descendentes. Talvez por isso, a subida do PCP não se sentiu da mesma forma nas zonas mais industrializadas e de maior implantação comunista. E foi exactamente em concelhos como o Barreiro, Marinha Grande, Sintra, Seixal, Moita, Almada e Entroncamento - onde teve um recorde eleitoral -, que o Bloco de Esquerda teve os seus melhores resultados, ultrapassando a fasquia dos 10%.

O eleitorado do Bloco já não se resume a intelectuais, quadros superiores e jovens urbanos. Além do voto de protesto inorgânico e flutuante, o Bloco conquistou um novo tipo de eleitores. Vêm dos grupos sociais mais desperançados: trabalhadores jovens e precários, funcionários públicos desmotivados, operários em tudo diferentes da mitologia revolucionária. Vão ao cinema, acabaram o liceu e navegam na Internet. Esperavam mais do que a vida lhes deu.

Se o Bloco de Esquerda pensasse que, para se implantar, lhe bastaria substituir o PCP, modernizando o seu discurso, estaria a cometer um erro histórico. O problema do PCP não é, como se viu, a imagem. É a falta de horizonte. Mas, se, por outro lado, o Bloco julgasse que bastaria ser um franco-atirador à caça do voto de protesto, então a sua tragédia seria ainda maior. O Bloco tem de querer mudar o poder, sem o temer. Se assim não o fizesse, os seus novos eleitores mais convictos não resistiriam à frustração.
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por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Hoje ainda vou escrever sobre os Oscares. Por enquanto, deixo aqui o som do cinema. Ennio Morricone, a mais merecida estatueta da noite. Assim, faço uma viagem aos filmes da nossa vida, pela música.















PS: Algumas músicas identifiquei erradamente como sendo originalmente de Morricone. Retiro, com pena. E acrescento a "Missão" (não tinha posto porque infelizmente não vi o filme e queria apenas ficar-me por filmes que vi e me marcaram) e "Por um Punhado de Dólares". Mudei a versão do "Cinema Paraíso" para a instrumental, bem melhor.


por Daniel Oliveira
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Domingo, 25 de Fevereiro de 2007
por Daniel Oliveira
Não é a primeira vez que este rapaz me brinda com um dos seus textos, de fino recorte literário, ao estilo dos mais afamados demagogos da província nacional. Podia recordar-lhe que havendo eleições livres na Madeira, a escolha de uma política de chantagem a todo o país é da maioria dos madeirenses e não apenas do seu presidente. A democracia é isso mesmo e eu não desresponsabilizo os madeirenses pelas suas opções. Eles escolhem o caminho, eles devem pagar o factura da sua escolha.
Mas fico-me por três pequenos esclarecimentos, por o estilo e a densidade do senhor não merecerem mais:


1 - Já que parece estar tão informado sobre o meu passado, não seria má ideia esclarecer os seus leitores sobre o seu: ex-esquerdista e ex-destacado dirigente trotsquista. É que estas informações talvez ajudem quem o lê a entender a sua obsessão por todos os dirigentes do Bloco de Esquerda. Dá-se o caso de eu não ser a pessoa indicada para resolver os seus traumas. Não tendo sido nunca de extrema-esquerda tenho a estranha sensação de que procura terapia no consultório errado.
2 - Ao contrário do que diz, não sou assessor de nenhum partido, nem o era quando fui à Palestina. Seria uma boa ideia que fosse corrigindo as informações erradas que vai semanalmente escrevendo (no meu caso, já inventou de fio a pavio uma citação minha, o que talvez justifique a ressalva: "Se tivesse sido dito no ‘Eixo do Mal’, programa da SIC onde ele também aparece, poderia ser má audição nossa"). Mas compreendo a sua dificuldade. Tal exigência deveria obriga-lo a escrever uma segunda coluna todas as semanas.
3- Como Ferreira Fernandes, só fui à Madeira com o meu dinheiro ou com o dinheiro dos jornais onde trabalhei. Conheço muitíssimo bem a ilha. Metade da minha família é, veja lá bem, madeirense. Do género de pessoas que enchem o senhor de orgulho. A mim também. Não por serem madeirenses ou portugueses, mas apenas por serem o que são. Nem a Madeira é melhor por eles serem de lá, nem eles são melhores por serem da Madeira.
4 - Apesar de eu ser, segundo este traumatizado da extrema-esquerda, um estalinista refundido, não costumo apresentar para aprovação os meus textos à direcção do meu partido. Muitas vezes imagino que não os subscrevam. Nem sequer tenho o hábito de escrever para agradar ao jornal que paga parte da minha sobrevivência, à espera de umas migalhas de reconhecimento e carreira. Poderá Ferreira Fernandes dizer o mesmo?

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Na defesa do pluralismo musical, aqui vai uma música "de intervenção" mais ao gosto de quem anda tão enfadado com a evocação de Zeca Afonso (ou devo dizer do tio José Afonso?):

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Sábado, 24 de Fevereiro de 2007
por Daniel Oliveira


Fez ontem 26 anos


por Daniel Oliveira
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O ministro da saúde, em tom irónico, disse que a diminuição de mortos na estrada só pode ter a ver com o aumento dos combustíveis.

por Daniel Oliveira
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Sexta-feira, 23 de Fevereiro de 2007
por Daniel Oliveira


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Quinta-feira, 22 de Fevereiro de 2007
por Daniel Oliveira




Romano Prodi demitiu-se e ao que tudo indica vai regressar integrando no seu novo governo elementos do centro-direita.

O chumbo da moção de apoio à política externa italiana (sobretudo à participação na missão da NATO no Afeganistão) não se deve exclusivamente à abstenção de dois senadores à esquerda - um da Refundação Comunista outro do Partido dos Comunistas Italianos. Também três senadores vitalícios pró-americanos, calculistas e pouco amigos do ministro dos Negócios Estrangeiros não deram o seu voto à moção. A verdade é que D'Alema julgava poder contar com apoios que não tinha e subiu demasiado a fasquia. Não foram sequer os votos dos senadores do Partido da Refundação Comunista (PRC) que faltaram. Apenas um deles se absteve. Faz parte de uma tendência trotsquista minoritária que vale 7% num partido que vale 7% de um país. Mas a verdade é que um senador "transviado" chegou para que começasse a gritaria contra a Refundação e a exigência de alterações (mais uma vez e desta vez com razão) da lei eleitoral. O espectro da impossibilidade de manter a Refundação Comunista e o centro-esquerda no mesmo governo continua e continuará a pairar sobre Itália.

Escrevi, quando a coligação de esquerda ganhou as eleições, que, apesar de me ter parecido indispensável a unidade em defesa da democracia, com o objectivo de garantir a derrota de Berlusconi, tinha muito pouca esperança na viabilidade deste governo baseado numa aliança negativa.

Vamos, por facilidade, entender neste texto por "esquerda" os que estão à esquerda dos partidos social-democratas tradicionais. Quase sempre é feita a esta esquerda a mesma pergunta: terá maturidade para participar em soluções de compromisso?

É, na verdade, um problema sem solução. Hoje, as principais clivagens políticas não se fazem entre a esquerda e a direita. Nem em política externa, nem em políticas sociais, nem no debate sobre o papel do Estado. Por deslocamento da social-democracia tradicional para a direita? Por cegueira ideológica da esquerda? Porque no plano estrito dos governos nacionais não há alternativas ao "realismo" do que se vai fazendo? A verdade é que hoje são maiores as afinidades entre um neo-liberal e um dirigente de um partido social-democrata europeu do que entre as várias componentes da esquerda.

Em Itália, a dúvida é esta: pode a Refundação Comunista participar em manifestações contra a política externa americana e defender que a construção de "Império Americano" é um dos maiores riscos para a paz mundial e ao mesmo tempo votar favoravelmente a expansão de uma base americana em solo nacional? Pode aprovar orçamentos que dizem o contrário do que o partido defende? Argumentando que o pacto de Estabilidade Crescimento foi uma poderosa arma no desmantelamento do Estado Social na Europa pode apoiar a política Europeia do pai do dito pacto? Pode ser contra a guerra no Afeganistão e a favor da participação das tropas italianas no conflito? Pode ceder em tudo para estar aliado a quem não mostra qualquer disponibilidade para ceder em nada? Pode, pelo contrário, querer ter a força política que o eleitorado não lhe deu para que quem tem muito mais votos ceda? Faria sentido que cedessem? Até onde pode um partido à esquerda ir para garantir a estabilidade governativa e impedir o regresso da direita ao poder?

Resta a dúvida contrária: havendo um fosso intransponível entre partidos social-democratas e os partidos que estão à sua esquerda, devem os últimos arredar-se do poder condenando-se a si próprios ao papel de resistência inútil, para sempre na oposição? Não estão assim a atirar o centro-esquerda para os braços da direita?

Não vale a pena ficar no confortável plano dos princípios. A esquerda deve medir cada um dos seus passos e cada uma das consequências das suas opções. Em Itália, sendo o regresso de Berlusconi um risco, a Refundação Comunista deve aguentar-se firme, tal como está a fazer a sua direcção, com um alto custo para a unidade do seu partido. O preço que a Refundação pagaria pelo regresso de Berlusconi ao poder por sua responsabilidade - pela segunda vez- seria tão alto que ela não só pode como vai aguentar isto tudo e muito mais. Sobretudo agora que se juntam ao albergue os democratas-cristãos de centro-direita que nem a sua agenda "fracturante" vão deixar de pé.

Mas seria o mínimo exigir dos restantes partidos da coligação (muitos deles com menor peso eleitoral que o PRC) respeito por este esforço. Ou, pelo menos, que se evitassem actos de pura provocação, esperando que apenas os outros estejam a altura das suas responsabilidades. Para ser possível a unidade, todos têm de estar preparados para compromissos que podem ter um preço junto dos seus eleitorados.

Dito isto, em situações normais (as que nunca ocorrem em Itália) os governos de unidade de esquerda são cada vez mais improváveis. Serão mais naturais os governos de bloco central. Concordam em política externa, em política social e em política económica. É normal que quem veja a democracia como um mero acto de gestão da alternância na continuidade discorde de mim, mas os governos de bloco central não são compostos por forças alternativas. O entendimento ideológico é obviamente mais fácil. E faz-se, sem grandes dramas, quando a urgência o exige.

O problema desta constatação é que, perante ela, a esquerda fica condenada ao degredo. E tendo o poder como uma miragem, não se sente na obrigação de construir um programa viável, fazer as alianças necessárias e abandonar a cartilha ideológica ou o populismo de circunstância. Condenada a receber ciclicamente o voto de protesto mais não pode ambicionar do que ser uma força de protesto.

Para não viver o dilema de ou trair o seu programa ou a tornar-se numa força de oposição sem futuro, a esquerda tem de saber construir a sua credibilidade programática, recusar a inflexibilidade ideológica e ter, a cada momento, a inteligência táctica de encontrar aliados. Participar ou não participar em governos, conforme o momento e, claro, o governo, sem preconceitos ou juras de pureza. E, talvez isto seja mesmo o mais importante, cada um saber que será parte da alternativa que ajudar a construir e não obrigatoriamente o seu principal protagonistas. Isto, se a esquerda quer que alguém acredite que ao votar nela está a ajudar a construir alguma coisa. E tem de ganhar os desiludidos do centro, integrando as suas preocupações e os seus contributos. Quem julga que basta somar descontentamentos deveria saber que o descontentamento que não encontra solução acaba sempre em frustração. E que a frustração é o mais perigoso vírus que pode atacar a democracia.

Por isso, a resposta às repetidas dúvidas sobre a disponibilidade da esquerda para a governabilidade é esta: depende. Depende do governo, das circunstâncias, do peso de cada um. De tudo. Mas a disponibilidade não pode ser tão pouca que o poder seja apenas uma projecto sempre adiado. Nem tanta que o programa político seja apenas um objecto decorativo. Sendo certo que um partido que não se vê a si próprio no poder não é um partido. É um hobby. E se só imagina no poder daqui a cem anos é pior que um hobby. É uma perda de tempo.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira




Romano Prodi demitiu-se e ao que tudo indica vai regressar integrando no seu novo governo elementos do centro-direita.

O chumbo da moção de apoio à política externa italiana (sobretudo à participação na missão da NATO no Afeganistão) não se deve exclusivamente à abstenção de dois senadores à esquerda - um da Refundação Comunista outro do Partido dos Comunistas Italianos. Também três senadores vitalícios pró-americanos, calculistas e pouco amigos do ministro dos Negócios Estrangeiros não deram o seu voto à moção. A verdade é que D'Alema julgava poder contar com apoios que não tinha e subiu demasiado a fasquia. Não foram sequer os votos dos senadores do Partido da Refundação Comunista (PRC) que faltaram. Apenas um deles se absteve. Faz parte de uma tendência trotsquista minoritária que vale 7% num partido que vale 7% de um país. Mas a verdade é que um senador "transviado" chegou para que começasse a gritaria contra a Refundação e a exigência de alterações (mais uma vez e desta vez com razão) da lei eleitoral. O espectro da impossibilidade de manter a Refundação Comunista e o centro-esquerda no mesmo governo continua e continuará a pairar sobre Itália.

Escrevi, quando a coligação de esquerda ganhou as eleições, que, apesar de me ter parecido indispensável a unidade em defesa da democracia, com o objectivo de garantir a derrota de Berlusconi, tinha muito pouca esperança na viabilidade deste governo baseado numa aliança negativa.

Vamos, por facilidade, entender neste texto por "esquerda" os que estão à esquerda dos partidos social-democratas tradicionais. Quase sempre é feita a esta esquerda a mesma pergunta: terá maturidade para participar em soluções de compromisso?

É, na verdade, um problema sem solução. Hoje, as principais clivagens políticas não se fazem entre a esquerda e a direita. Nem em política externa, nem em políticas sociais, nem no debate sobre o papel do Estado. Por deslocamento da social-democracia tradicional para a direita? Por cegueira ideológica da esquerda? Porque no plano estrito dos governos nacionais não há alternativas ao "realismo" do que se vai fazendo? A verdade é que hoje são maiores as afinidades entre um neo-liberal e um dirigente de um partido social-democrata europeu do que entre as várias componentes da esquerda.

Em Itália, a dúvida é esta: pode a Refundação Comunista participar em manifestações contra a política externa americana e defender que a construção de "Império Americano" é um dos maiores riscos para a paz mundial e ao mesmo tempo votar favoravelmente a expansão de uma base americana em solo nacional? Pode aprovar orçamentos que dizem o contrário do que o partido defende? Argumentando que o pacto de Estabilidade Crescimento foi uma poderosa arma no desmantelamento do Estado Social na Europa pode apoiar a política Europeia do pai do dito pacto? Pode ser contra a guerra no Afeganistão e a favor da participação das tropas italianas no conflito? Pode ceder em tudo para estar aliado a quem não mostra qualquer disponibilidade para ceder em nada? Pode, pelo contrário, querer ter a força política que o eleitorado não lhe deu para que quem tem muito mais votos ceda? Faria sentido que cedessem? Até onde pode um partido à esquerda ir para garantir a estabilidade governativa e impedir o regresso da direita ao poder?

Resta a dúvida contrária: havendo um fosso intransponível entre partidos social-democratas e os partidos que estão à sua esquerda, devem os últimos arredar-se do poder condenando-se a si próprios ao papel de resistência inútil, para sempre na oposição? Não estão assim a atirar o centro-esquerda para os braços da direita?

Não vale a pena ficar no confortável plano dos princípios. A esquerda deve medir cada um dos seus passos e cada uma das consequências das suas opções. Em Itália, sendo o regresso de Berlusconi um risco, a Refundação Comunista deve aguentar-se firme, tal como está a fazer a sua direcção, com um alto custo para a unidade do seu partido. O preço que a Refundação pagaria pelo regresso de Berlusconi ao poder por sua responsabilidade - pela segunda vez- seria tão alto que ela não só pode como vai aguentar isto tudo e muito mais. Sobretudo agora que se juntam ao albergue os democratas-cristãos de centro-direita que nem a sua agenda "fracturante" vão deixar de pé.

Mas seria o mínimo exigir dos restantes partidos da coligação (muitos deles com menor peso eleitoral que o PRC) respeito por este esforço. Ou, pelo menos, que se evitassem actos de pura provocação, esperando que apenas os outros estejam a altura das suas responsabilidades. Para ser possível a unidade, todos têm de estar preparados para compromissos que podem ter um preço junto dos seus eleitorados.

Dito isto, em situações normais (as que nunca ocorrem em Itália) os governos de unidade de esquerda são cada vez mais improváveis. Serão mais naturais os governos de bloco central. Concordam em política externa, em política social e em política económica. É normal que quem veja a democracia como um mero acto de gestão da alternância na continuidade discorde de mim, mas os governos de bloco central não são compostos por forças alternativas. O entendimento ideológico é obviamente mais fácil. E faz-se, sem grandes dramas, quando a urgência o exige.

O problema desta constatação é que, perante ela, a esquerda fica condenada ao degredo. E tendo o poder como uma miragem, não se sente na obrigação de construir um programa viável, fazer as alianças necessárias e abandonar a cartilha ideológica ou o populismo de circunstância. Condenada a receber ciclicamente o voto de protesto mais não pode ambicionar do que ser uma força de protesto.

Para não viver o dilema de ou trair o seu programa ou a tornar-se numa força de oposição sem futuro, a esquerda tem de saber construir a sua credibilidade programática, recusar a inflexibilidade ideológica e ter, a cada momento, a inteligência táctica de encontrar aliados. Participar ou não participar em governos, conforme o momento e, claro, o governo, sem preconceitos ou juras de pureza. E, talvez isto seja mesmo o mais importante, cada um saber que será parte da alternativa que ajudar a construir e não obrigatoriamente o seu principal protagonistas. Isto, se a esquerda quer que alguém acredite que ao votar nela está a ajudar a construir alguma coisa. E tem de ganhar os desiludidos do centro, integrando as suas preocupações e os seus contributos. Quem julga que basta somar descontentamentos deveria saber que o descontentamento que não encontra solução acaba sempre em frustração. E que a frustração é o mais perigoso vírus que pode atacar a democracia.

Por isso, a resposta às repetidas dúvidas sobre a disponibilidade da esquerda para a governabilidade é esta: depende. Depende do governo, das circunstâncias, do peso de cada um. De tudo. Mas a disponibilidade não pode ser tão pouca que o poder seja apenas uma projecto sempre adiado. Nem tanta que o programa político seja apenas um objecto decorativo. Sendo certo que um partido que não se vê a si próprio no poder não é um partido. É um hobby. E se só imagina no poder daqui a cem anos é pior que um hobby. É uma perda de tempo.


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Quarta-feira, 21 de Fevereiro de 2007
por Daniel Oliveira
Ao que parece João Marcelino, ex-director do Correio da Manhã, será o novo director do Diário de Notícias. Perdemos um jornal de referência e ganhamos mais um jornal engajado à cartilha ideológica da direita mais agressiva.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira




O primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, apresentou esta tarde a sua demissão por causa de uma moção de apoio à política externa do Governo, contestada tanto pela oposição de direita como pelos partidos mais à esquerda da coligação. O envolvimento das tropas italianas na missão da NATO no Afeganistão e o anunciado alargamento da base americana de Vicenza são responsáveis por esta crise política. Para ser aprovada, a moção precisava do apoio de 160 senadores, mas não conseguiu mais do que 158 votos, enquanto 136 parlamentares votaram contra.

Tenciono escrever amanhã mais profundamente sobre este assunto e sobre as suas implicações para o debate à esquerda.


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O primeiro-ministro italiano, Romano Prodi, apresentou esta tarde a sua demissão por causa de uma moção de apoio à política externa do Governo, contestada tanto pela oposição de direita como pelos partidos mais à esquerda da coligação. O envolvimento das tropas italianas na missão da NATO no Afeganistão e o anunciado alargamento da base americana de Vicenza são responsáveis por esta crise política. Para ser aprovada, a moção precisava do apoio de 160 senadores, mas não conseguiu mais do que 158 votos, enquanto 136 parlamentares votaram contra.

Tenciono escrever amanhã mais profundamente sobre este assunto e sobre as suas implicações para o debate à esquerda.


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por Daniel Oliveira
Entre o Mourinho e o FCP, a minha simpatia vai para um bife mal passado.

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por Daniel Oliveira
A ditadura salazarista foi boa ou má para o país?

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
A partir deste momento, por razões que nem me dou ao trabalho de explicar, os comentários dependem de aprovação. E só serão aprovados os que cumpram as regras mínimas da civilidade. Definitivo e sem mais explicações.

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 20 de Fevereiro de 2007
por Daniel Oliveira
Carmona Rodrigues já quase não tem vereadores e falta-lhe a maioria. Não se demite e Marques Mendes apoia. Alberto João Jardim tem o apoio do seu partido e tem maioria absoluta. Demite-se e Marques Mendes apoia.

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Sexta-feira, 16 de Fevereiro de 2007
por Daniel Oliveira



Carmona, o nosso Presidente, sempre foi um grande desportista. Já nos tem vindo a mostrar isso há algum tempo. Vão ser dezenas de degraus que ele vai descer.

Espectacular! Ai, ai! Caiu! Mas com aquelas protecções não se aleijou e levantou-se logo. Mais um lance de degraus, vamos ver como ele se vai portar. Bem, alta velocidade! Muito bem!

Mais uns degraus, uma curva apertada… Vamos ver como ele vai dar ao pedal agora na zona de velocidade… E vai muito bem. Muito bem mesmo! Para quem não estava à espera aqui está: Carmona Rodrigues! Um grande desportista!

Carmona Rodrigues teve ali um pequeno percalço, mas já recuperou. E continua! Com força! Aplaudam por favor!

Atrás de Carmona Rodrigues vieram também outros representantes da Câmara Municipal de Lisboa. Sem medos!


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Depois de ter escondido dos vereadores da sua lista que era arguido, de ter jurado que não ia embora e do PSD lhe ter retirado confiança política, Fontão de Carvalho garante que suspendeu as suas funções, por vontade própria. Justifica: a reacção de ontem foi a quente.

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Fontão de Carvalho suspende o mandato por três meses.


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Fontão de Carvalho suspende o mandato por três meses.


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Aqui está uma perspectiva sobre os "documentários" dos Grandes Portugueses que vale a pena discutir. Miguel Madeira não concorda comigo. Acha que é preferível o "tempo de antena" ao "documentário", para que ninguém diga que é tendencioso. Eu acho que um canal público deve pôr em confronto várias opiniões (os documentários sobre Cunhal, Salazar ou qualquer outro poderiam ouvir diferentes opiniões) mas não pode desistir do rigor histórico mínimo.

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Quanto mais tempo aguenta Carmona sem maioria nem autoridade?

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Chamando a atenção para o facto de Hugo Chavez ter sido democraticamente eleito, quer aqui quer no Expresso, já me lamentei do imprudente entusiasmo que a esquerda mostra pelo populismo chavista. A ameaça de nacionalizar os supermercados e lojas é o último passo para o abismo. A esquerda ainda vai torcer a orelha.


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Chamando a atenção para o facto de Hugo Chavez ter sido democraticamente eleito, quer aqui quer no Expresso, já me lamentei do imprudente entusiasmo que a esquerda mostra pelo populismo chavista. A ameaça de nacionalizar os supermercados e lojas é o último passo para o abismo. A esquerda ainda vai torcer a orelha.


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O novo Ipsilone do “Público” dedica a sua capa ao plágio literário. É uma obsessão na blogosfera, onde muitas vezes se confunde fraude com recriação. Uma obsessão, por vezes persecutória, que junta medíocres, invejosos e burocratas da cultura. Como se a criação não fosse sempre uma repetição.

por Daniel Oliveira
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Quinta-feira, 15 de Fevereiro de 2007
por Daniel Oliveira



Cavaco Silva diz que houve uma fractura no país e pede uma lei moderada. A lei do PS é moderada. Das mais moderadas da Europa. E nem ela evita, como se viu na campanha, uma fractura. As fracturas na sociedade só são um problema quando a democracia não funciona. Quando ela funciona, fazem-se escolhas. E quando elas são feitas nem sempre os consensos são possíveis. Fosse ele possível e nunca teria havido referendo. Saber respeitar o voto popular, é o que se exige a Cavaco e a quem dele se tenta socorrer. Espero assim que estas declarações de Cavaco sejam apenas para garantir os seus 15 segundos de fama.

PS: Defendo o aconselhamento a que qualquer médico está obrigado, dando à mulher as informações e as alternativas a que ela tem direito. Acho bem um período de reflexão exequível. Sou contra a transformação dos médicos em novos polícias ou juízes organizados em comissões. Seja qual for a lei, esperemos que ninguém abra a porta a que aconteça a esta o que aconteceu à de 1984: um boicote organizado por parte de quem não aceita o poder do Estado e da Democracia.


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Cavaco Silva diz que houve uma fractura no país e pede uma lei moderada. A lei do PS é moderada. Das mais moderadas da Europa. E nem ela evita, como se viu na campanha, uma fractura. As fracturas na sociedade só são um problema quando a democracia não funciona. Quando ela funciona, fazem-se escolhas. E quando elas são feitas nem sempre os consensos são possíveis. Fosse ele possível e nunca teria havido referendo. Saber respeitar o voto popular, é o que se exige a Cavaco e a quem dele se tenta socorrer. Espero assim que estas declarações de Cavaco sejam apenas para garantir os seus 15 segundos de fama.

PS: Defendo o aconselhamento a que qualquer médico está obrigado, dando à mulher as informações e as alternativas a que ela tem direito. Acho bem um período de reflexão exequível. Sou contra a transformação dos médicos em novos polícias ou juízes organizados em comissões. Seja qual for a lei, esperemos que ninguém abra a porta a que aconteça a esta o que aconteceu à de 1984: um boicote organizado por parte de quem não aceita o poder do Estado e da Democracia.


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«Manuel Lopes Marques, ex-director-geral de exploração e conservação da Refer (Rede Ferroviária Nacional), recebeu em Junho de 2006 uma indemnização de 210 mil euros para sair daquela empresa do Grupo CP (Comboios de Portugal) e dois meses depois, em Outubro, ingressou na Rave (Rede Ferroviária de Alta Velocidade).»

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por Daniel Oliveira
Próximos concursos da RTP, com documentários favoráveis a cada posição:

Os mais maravilhosos feitos da humanidade:
1. A construção das pirâmides do Egipto
2. A descoberta do fogo
3. Os Descobrimentos
4. A conquista do Espaço
5. O Holocausto

O maior líder do Século XX:
1. Roosevelt
2. De Gaulle
3. Churchill
4- Hitler
5. Estaline

Veja os documentários em defesa de cada posição. Você decide. Ligue para os números indicados no ecrã e vote (0,60€+IVA).

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
É curioso que sejam exactamente os mesmos que, há uns meses, se mostraram indignados com a transmissão de "Loose Change" na RTP que agora me acusem de censura por ser a minha vez de me indignar com a produção, por parte do mesmo canal, de um documentário panegírico sobre Salazar. O problema não está então na indignação, mas naquilo que nos indigna. Diz tudo sobre sua coerência, mas ainda mais sobre as mentiras que não os incomodam.

por Daniel Oliveira
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