Segunda-feira, 30 de Julho de 2007
por Daniel Oliveira
ANTES de sair de casa olhe bem para o tempo que faz lá fora. Vestir um casaco em pleno Verão pode bem custar-lhe a vida. E não julgue que passará despercebido. Vinte e quatro horas por dia, na rua, no metro, no autocarro, nas lojas, será filmado. Se de repente um grupo de homens o perseguir, não fuja. Será a sua última corrida. A ordem é simples: atirar para matar. Não se queixe: é em defesa da sua vida que apontam a mira à sua cabeça.

Depois da polícia matar um brasileiro no metro londrino, com sete tiros na nuca quando este se encontrava já imobilizado, porque tinha um kispo suspeito para o calor que então se sentia e porque, tendo caducado a sua autorização de permanência, fugia a uma perseguição de agentes à paisana, Tony Blair explicou-nos esta execução sumária: «se este tivesse sido um terrorista, e os agentes não tivessem agido, teriam sido criticados de outro modo». Nestes novos tempos, a nossa segurança vale a vida de um inocente, não se vá dar o caso de ele ser um terrorista. Mata-se, «just in case». E o chefe da Scotland Yard já deixou claro que a ordem para matar mantém-se. Nada disto é novidade para os ingleses. Na Irlanda do Norte, foi esta histeria que levou ao «Domingo Sangrento», episódio macabro que acabou por fortalecer o IRA.

Os terroristas conseguiram o que queriam. Entrámos em paranóia colectiva. Sim, os ingleses vivem um trauma. Assim como os americanos, quando acharam que seria boa ideia terraplenar o Iraque ou criar um campo de concentração em Guantánamo. Assim como os palestinianos, que se rebentam em Jerusalém. Ou os iraquianos, que matam em Bagdade. Para mantermos a sanidade e algum sentido ético, só podemos ser severos por igual e perceber que, de um lado e do outro, nunca faltará gente de gatilho fácil que não dá grande valor à vida. E que uns não vivem sem os outros.
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Sexta-feira, 20 de Julho de 2007
por Daniel Oliveira


Que saudades das pacatas campanhas portuguesas. As eleições são este domingo.






AKP, Partido da Justiça e do Desenvolvimento: pós-islamistas de centro-direita, liberais na economia, conservadores nos costumes e europeistas.



CHP, Partido Republicano do Povo: secularistas e nacionalistas de centro esquerda, antigo principal partido da Turquia com apoio dos militares



MHP, Partido de Acção Nacional: nacionalistas de extrema-direita, que associam o governo ao terrorismo e centram o seu discurso no ataque aos curdos. Ja foram o principal partido da direita turca.




Partido Democrata e Partido da Juventude: podem ultrapassar a barreira dos 10% e entrar no Parlamento. Os democratas são de centro-direita e liberais.



Independentes: há mais de 700 candidatos independentes, muitos deles de esquerda e muitos curdos do DTP, que poderão ser eleitos




Pequenos partidos: comunistas, trabalhistas, islamistas. São mais de 14 partidos e a maioria não tem qualquer possibilidade de eleger deputados.

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por Daniel Oliveira



Gosto de pensar que foi de tanto me ouvir falar da blogosfera que o meu amigo Miguel Portas criou um blogue. Quase exclusivamente sobre política internacional. Mas às vezes volta aqui ao nosso cantinho. Que o Miguel escreve bem, sabe quem se lembra dele quando era jornalista. Que pensa bem, sabe quem o ouve. Que será um bom blogger, não tenho dúvidas. O blogue tem contribuições de fora. Só tenho um problema em fazer-lhe publicidade. É o que lhe vai cair na caixa de comentários. Ainda assim, o Sem Muros é o blogue da semana.


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Segunda-feira, 16 de Julho de 2007
por Daniel Oliveira
António Costa
Apenas mais 3% do que Manuel Maria Carrilho. Teria muito provavelmente perdido as eleições se Carmona tivesse concorrido com o apoio do PSD. Excesso de confiança, colagem excessiva ao governo, caso Júdice e pouca clareza em relação a politica de alianças. Uma lição: as eleições nunca estão ganhas à partida. Com mais cuidado teria ganho com maior folga. Teve bem menos do que a minha previsão. O governo está mesmo em queda. Mas venceu.

Carmona Rodrigues
De longe, não pude verificar as suas votações nos bairros sociais, onde a cacicagem dos serviços da Câmara se costuma sentir. Mas mesmo que isso tenha pesado, não chega. Tendo em conta o estado em que deixou a Câmara e os escândalos que pairam sobre si, é extraordinário o resultado que consegue. Ainda assim, não há volta a dar. Era o presidente e não chega aos 20 por cento. Foi derrotado. Esteve muito proximo da minha previsão.

Fernando Negrão
Ficará para a história como o candidato do PSD com pior resultado em Lisboa. E dizer pior é dizer muito pouco. Marques Mendes, que pediu uma leitura nacional destes resultados, devia começar a fazer as malas. Ainda assim, teve mais do que aqui previ. Perdeu estrondosamente.

Helena Roseta
A prova de que a forma e de que o sentimento anti-partidos vale mais do que a clareza dos propósitos e a coerência no programa. Teve mais do que previ. No entanto, com uma campanha muito pior do que se esperava, teve muito menos do que se previa no início, quando sonhava ser presidente. E muito longe do fenómeno Alegre. Mas venceu.

Ruben de Carvalho
Desce dois por cento e elege o segundo vereador à tangente. Com uma abstencão muito alta, o que geralmente benificia o PCP, em que aumenta o peso do eleitorado mais velho e mais fiel, é um mau resultado. Muito abaixo das sondagens. Muito longe do que aqui previ. Terá perdido mais para Roseta, que julgava ser uma boa notícia para si, do que alguem esperava? Perdeu.

José Sá Fernandes
Teve exactamente o que previ e muito próximo do que conseguiu há dois anos. Tendo em conta a candidatura Roseta, que entrava naturalmente no eleitorado do Bloco de Esquerda, e o facto de ter estado debaixo de fogo como mais nenhum candidato, pode considerar que venceu. Mas a minha leitura é diferente. Um vereador que denunciou a corrupção e que pela primeira levou um alegado coreruptor à barra de tribunal teria de ter mais num país que valorizasse, para lá da conversa de autocarro contra os políticos, a defesa das resgras democráticas. Não é o caso de Portugal e por mim tiro as devidas consequências deste resultado. Ainda assim, segurou o seu eleitorado nas piores circunstâncias. Por isso venceu.

Telmo Correia
Também teve o que aqui previa. Que seja ele a demitir-se dos seus cargos só demonstra a falta de vergonha do seu lider. Foi ele que chutou Maria José Nogueira Pinto do partido, foi ele que escolheu alguém que nada tinha a ver com as autárquicas de Lisboa (e que até se esforçou), foi ele que deixou para o fim a escolha do candidato, foi ele que quis ser lider quando Ribeiro o Castro ainda nem tinha ido a votos... Outros pagam a factura. O costume.

Desculpem eventual gralhas, o teclado não ajuda. De outra campanha, para as legislativas na Turquia, darei notícias.
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Sábado, 14 de Julho de 2007
por Daniel Oliveira


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Em estreia absoluta, o Arrastão e o Zero de Conduta lançam aqui um resumo de 12 minutos do filme que está a deixar, mais uma vez, a direita americana irritada. Realizado pelo homem que mais comichão lhes faz. É o melhor filme dele e está a relançar o debate sobre o serviço nacional de saúde nos EUA.
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Sexta-feira, 13 de Julho de 2007
por Daniel Oliveira



Até às eleições não terei oportunidade de escrever e depois delas estarei na Turquia. De Istambul à Capadócia, de Patara a Esmirna. Tentarei ir postando de lá, quando for possível, para vos contar o que vejo. Até porque na primeira das três semanas que andarei a passear pelo país apanharei o fim da campanha eleitoral para as legislativas, uma das mais importantes que a Turquia já viveu. Darei novidades. Antes de abandonar o computador ainda deixarei aqui um post especial.

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por Daniel Oliveira



A principal razão para este voto é simples: cumpriu tudo aquilo com que se comprometeu há dois anos. Não é nada pouco. Mas outra razão pesa mais, para mim. Gosta ainda mais de Lisboa do que eu. E a terceira: gosto de saber que na Câmara haverá alguém que não facilita. Num país como Portugal, numa câmara como a de Lisboa, não é um pormenor. Sobretudo se, como começa a parecer plausível, António Costa tiver o descaramento de fazer uma aliança com Carmona Rodrigues.

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A principal razão para este voto é simples: cumpriu tudo aquilo com que se comprometeu há dois anos. Não é nada pouco. Mas outra razão pesa mais, para mim. Gosta ainda mais de Lisboa do que eu. E a terceira: gosto de saber que na Câmara haverá alguém que não facilita. Num país como Portugal, numa câmara como a de Lisboa, não é um pormenor. Sobretudo se, como começa a parecer plausível, António Costa tiver o descaramento de fazer uma aliança com Carmona Rodrigues.

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A principal razão para este voto é simples: cumpriu tudo aquilo com que se comprometeu há dois anos. Não é nada pouco. Mas outra razão pesa mais, para mim. Gosta ainda mais de Lisboa do que eu. E a terceira: gosto de saber que na Câmara haverá alguém que não facilita. Num país como Portugal, numa câmara como a de Lisboa, não é um pormenor. Sobretudo se, como começa a parecer plausível, António Costa tiver o descaramento de fazer uma aliança com Carmona Rodrigues.

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O Renas e Veados é um blogue que visito há anos. Fala dos direitos LGBT (para os que não sabem, são as lésbicas, os gays, os bissexuais e os trnansexuais - confesso que detesto isto de nos referirmos a pessoas por siglas que parecem marcas de óleo para automóveis). O boss é decano da blogosfera. E não fala só de gays. Fala de política e quase sempre com muita propriedade. Com o tempo de casa que tem, a questão não é saber se merece ser o blogue da semana, mas se eu mereço tê-lo ali no canto direito. Desta vez o blogue da semana entra um pouco mais cedo.


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Pela cidade está espalhado um cartaz anónimo, colado em cima dos cartazes de outros candidatos em que um exibicionista se mostra de gabardina aberta. Escrito: "O Zé Faz falta". O cartaz tem o mesmo tipo de grafismo dos cartazes de José Sá Fernandes. Colados no último dia de campanha, pretende-se, sem possibilidade de desmentido, imputar à candidatura de Sá Fernandes este acto de vandalismo. Os cartazes e as colagens não são obra de amadores. Apesar dos cartazes estarem a ser arrancados, se alguém encontrar um é agradecia que tirasse uma fotografia e a enviasse para o mail do blogue (bloguearrastao@yahoo.com).
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Israel, que há anos bombardeia civis em Gaza, que impede a entrada de medicamentos, que não permite que o porto de Gaza funcione, que bloqueia a saída de produtos e a entrada de maquinaria e matérias primas para a indústria e para a agricultura, que isola os palestinianos num autentico gueto, que estrangula a sua economia, que boicota a sobrevivência daquele território, que confisca os impostos e que ainda lhes cobra o consumo de electricidade, está a enviar comida aos palestinianos de Gaza, numa acção "humanitária". A ser verdade, estes alimentos entrarão pelos mesmos postos fronteiriços onde, diariamente, há anos, apodrecem os víveres travados por "razões de segurança", deixando a população de Gaza na mais absoluta indigência.

E a embaixada pede ao Tiago para divulgar este seu nobre gesto aqui na blogosfera. E ele, espero que apenas por ingenuidade, presta-se a isto. Mas duvido que seja ingenuidade. No segundo seguinte ele esfrega a comida para os esfomeados na cara de quem o lê: "Já o Hamas prefere passar explosivos". Ao melhor estilo "Vida Soviética". Talvez não fosse mau o Tiago recordar-se de que país vieram as últimas armas que por ali entraram. E para quê.

Claro que a operação não é coordenada por nenhuma das muitas ONG's israelitas que realmente se preocupam com a sorte daquele povo. São as forças militares israelitas, de que os palestinianos de Gaza tão bem conhecem as bombas, os helicópteros e os bulldozers, que organizam a coisa. A propaganda deve ser acompanhada de humilhação.

No que toca aos palestinianos, o cinismo, a hipocrisia e, agora, a instrumentalização do sofrimento das mesmas pessoas que sempre trataram como lixo não tem limites. De Israel, não era de esmola que os palestinianos precisavam. Era que tivesse deixado, quando ainda era tempo, que a sua economia funcionasse, que os seus trabalhadores produzissem e que os seus empresários investissem. Esta esmola como acto de propaganda, depois de anos de tortura, tem um nome: pornografia.

Volto aqui a dar voz aos empresários e médicos que ouvi em Gaza antes de tudo desmoronar. E aí sim, Israel podia ter feito alguma coisa. O que fazem agora, para que as suas embaixadas divulguem, só torna mais abjecto o seu comportamento.


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Carmona Rodrigues recusa-se a alinhar com as "insinuações" contra o número dois de António Costa e acusa o PSD de "parecer o Bloco de Esquerda". E diz que sabia do convite a Júdice.
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Caro Marques Mendes,
A prestação da minha casa não pára de aumentar. Infelizmente não tenho qualquer sociedade consigo. Ainda assim., agradecia que enviasse este e-mail para a Caixa Geral de Depósitos.
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Com uma reconstituição de uma conversa real gravada para a Polícia Judiciária e usada na acusação a Domingos Névoa.

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Juntando as sondagens da SIC/Expresso, RTP/Antena 1 e TVI/Público, serão estes os resultados:

António Costa: de 32,5 a 37 (6-7)
Fernando Negrão 15 a 18,4 (2-3)
Carmona Rodrigues: 12 a 16 (2-3)
Ruben de Carvalho 7,7 a 13,6 (1-2)
José Sá Fernandes: 5,5 a 8 (1-1)
Helena Roseta: 4,5 a 12,1 (0-2)
Telmo Correia: 2,4 a 4,4 (0)
Garcia Pereia: 0,8 a 2,6 (0)
Manuel Monteiro: 0,6 (0)
Pinto Coelho: 0,2 (0)
Gonçalo da Câmara Pereira: 0,1 (0)
Pedro Quartim da Graça: 0,1 (0)

Ou seja, seguro é que António Costa ganha e que Telmo Correia não é eleito.No meio disto os intervalos são abissais. Se juntarmos a isto a lotaria das listas independentes e a abstenção, tudo, menos a derrota de Costa e a eleição de Telmo, é possível.

A minha previsão com base em coisa nenhuma, a não ser no que fui vendo, numa campanha em que o passado quase não foi discutido, o que favoreceu Carmona que foi, extraordinariamente, quem menos contas teve de prestar, e na previsível abstenção que favorecerá Carmona e Ruben: António Costa: de 32%, Carmona Rodrigues: 17%, Fernando Negrão: 14%, Ruben de Carvalho 12%, Helena Roseta: 7%, José Sá Fernandes: 7%, Telmo Correia: 3%. Não dou um chavo por esta previsão. Isto vai ser mesmo uma roleta russa.
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Quinta-feira, 12 de Julho de 2007
por Daniel Oliveira
Francisco Louçã disse isto ontem em Braga: «O polvo saberá que com a sua família bem pode juntar jantares de milionários, reguem bem esses jantares, comam nesses jantares, porque nós cá estamos para pedir a conta pelos atropelos, pela bandidagem, pelos abusos e por toda a perseguição que esses interesses têm feito ao único interesse legítimo: o da democracia"

Conclusão do jornalista da Lusa em Braga: «Francisco Louçã acusou os 70 empresários que promoveram uma homenagem a Domingos Névoa de serem "bandidagem"». Assim se faz o jornalismo em Braga.

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João Miranda explica ao senso comum (e o senso comum agradece) que a prisão não resolve o problema da corrupção. Até posso concordar que apenas o atenua. Mas acho que sei onde quer chegar, o que não é difícil, já que venha de onde vier, passe por onde passar, João Miranda chega sempre ao mesmo lugar: com menos Estado há menos corrupção a políticos. Eu iria mais longe: sem Estado nenhum não há corrupção a políticos. É a vantagem do perneta: não tem pé de atleta. Agora, não deixa de ser comovente ver João Miranda pedir para, em vez de optarmos pela repressão, atendermos às causas. E tem razão. Então não é verdade que quem corrompe o faz por necessidade? No fundo, João Miranda é um esquerdista. Só que o politicamente correcto dele é como um clube inglês: só entram sócios.

PS: Ou o João Miranda vai dar uma volta muito grande, ou afinal desta vez vai chegar a um lado muito diferente. Está a tornar-se marxista. Vou começar a chama-lo de camarada, apesar dele agora estar um bocadinho radical demais para mim.
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Em Nairobi, capital do Quénia, fumar em público passou a dar pena de prisão. O Quénia segue assim o exemplo dos países mais avançados em matéria de saúde pública: o Uganda e a Tanzania, onde também o fumo está banido dos lugares públicos. Nós lá chegaremos nesta cruzada pela saúde e pela higiene. Venceremos o vício em todos os continentes!

As minhas desculpas pelo erro inacreditável que aqui se exibiu a tarde inteira.

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Sobre o caso Bragaparques e a reacção dos blogues de direita e a discrição com que o assunto é hoje tratado nos jornais, oBiToque recorda muitíssimo bem as palavras de Pedro Arroja, no Blasfémias: "O advogado Ricardo Sá Fernandes aceitou colocar-se ao serviço da polícia para denunciar um seu concidadão. No tempo do Estado Novo ele teria prontamente recebido um epíteto de quatro letras e teria sido objecto de condenação generalizada por parte da população.Agora não, aparece quase como um herói, na primeira página do Expresso."
A frase diz tudo sobre o que pensam estes senhores sobre o que deve ser o comportamento cívico de um eleito, sobre o que é a democracia (onde os eleitos devem aceitar que a corrupção faz parte das regras do jogo) e a quem se aplica a lei.
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Paulo Portas diz que a história dos submarinos apenas aparece para o derrotar nestas eleições. Até podia ser. Mas com o seu candidato a rondar, nas sondagens, a casa dos dois por cento não seria armamento demasiado pesado para usar quando a derrota é quase certa?
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“Deus é grande, não dorme, embora às vezes acorde tarde”
Domingos Névoa, sobre o facto de ir a julgamento
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A imagem (que não é esta que aqui está, claro) tem 9,9 Gigapixels e é a maior fotografia de alta resolução do mundo. Trata-se de um fresco de Andrea Pozzo, “La Gloria di San’Ignazio”, da Igreja de Santo Inácio de Loyola, em Roma. Clicando na imagem que aqui coloquei chegará ao site e poderá ver os mais ínfimos pormenores. O projecto é da HAL9000, um grupo especializado em restauro e preservação de arte. Cheguei lá graças ao Corta-Fitas, que descobriu o recorde anterior: um fresco italiano de 1513, de Gaudenzio Ferrarri, na Igreja de Santa Maria delle Grazie, em Varalli Sesia, que também pode "visitar". Tenho lá voltado para ver um pouco de cada vez. Espero ansiosamente por mais.

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No Blasfémias e no Insurgente o que seria uma boa notícia (o primeiro caso de suborno a um eleito a chegar a tribunal em Portugal) para qualquer pessoa, de direita ou de esquerda, é recebido ou com teorias da conspiração ou com citações da versão de Domingos Névoa liminarmente recusadas em tribunal (vale a pena ler o despacho do TIC), explicando ao Ministério Público que se enganou no arguido. Acreditam todos imenso na lei e no Estado de Direito, mas trocavam-nos bem por uma vitória política. Outros, que há meses andam a tentar provar o mal que Sá Fernandes faz aos bons costumes nacionais, pelo menos tiveram o bom senso de assobiar para o lado. Mas há sempre João Miranda e AAA para nos dizer o que lhes vai na alma. Felizmente.

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Quarta-feira, 11 de Julho de 2007
por Daniel Oliveira
Domingos Névoa, administrador da Bragaparques, foi agora mesmo pronunciado pelo Tribunal de Instrução Criminal, acusado de tentativa de suborno ao vereador José Sá Fernandes. O Ministério Público acusara Domingos Névoa do crime de corrupção activa por acto ilícito, alegando que este empresário de Braga tentou corromper, com a promessa de pagamento de 200 mil euros, o então vereador na Câmara de Lisboa José Sá Fernandes para que este desistisse da acção popular interposta em Julho de 2005 contra o negócio entre a Câmara Municipal de Lisboa e a empresa Bragaparques de permuta dos terrenos do Parque Mayer pelos da Feira Popular. Ricardo Sá Fernandes e José Sá Fernandes denunciaram imediatamente às autoridades o acto e colaboraram na investigação da Polícia Judiciária para a recolha de provas.

Quer isto dizer que, sem possibilidade de retorno, vai mesmo haver julgamento. Quer isto dizer muito mais: que, em mais de trinta anos de democracia, é a primeira vez que alguém é julgado por alegada tentativa de suborno de um eleito. Haver julgamento já é, para a democracia, uma excelente notícia. E não foi preciso muito. Só um vereador honesto e determinado a combater a corrupção como ela deve ser combatida: com provas e recorrendo à justiça. E não com frases difusas sobre "os políticos" em campanhas eleitorais.
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«Se a Portela se destinasse apenas a voos regionais metade da sua área poderia ser liberta do seu uso da aeronáutica e podia fazer-se ali um grande centro de negócios do país»
Manuel Salgado, Expresso, 28 de Maio de 2005
Via Terras de Azurara

Manuel Salgado vai ser vereador do urbanismo eleito por uma lista que garante que quando o Aeroporto sair da portela aquela área se destina a espaço verde. Será? Se com metade Salgado já fazia uma festa...
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"És tarado". Quando o Rui Tavares me disse que tinha decidido lançar-se na ficção, que ia fazer disso um livro e que seria uma peça de teatro foi o que lhe respondi. Já li "O Arquitecto" e tarado fui eu em duvidar que dali só sai o melhor. O lançamento é hoje. "O Arquitecto" fala-nos de Minoru Yamasaki e de dois projectos seus que já não estão de pé. Um é um complexo habitacional em Saint Louis e o outro são as Torres Gémeas de Nova Iorque. Lê-se numa tarde e fica-se com pena de já estar lido. O lançamento é hoje, na sede da Trienal de Arquitectura (Pavilhão de Portugal da Expo), em Lisboa. Às 18 horas.

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Sobre o livro de Zita Seabra, que vou comprar hoje para ler nas férias e sobre o qual já ouvi falar muito bem e muito mal por pessoas que estiveram no PCP e que respeito, vale a pena ler este post de Nuno Ramos de Almeida. Como não li o livro, não subscrevo nem deixo de subscrever a opinião dele. Tem relevância por corrigir, por experiência própria, alguns factos do livro. Voltarei ao tema.
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De todas as reacções à escolha do mandatário de Costa para mandar na Frente Ribeirinha, só uma foi suave, para dizer o mínimo: a de Carmona Rodrigues, que disse que já sabia de tudo. Só tenho uma dúvida. Costa e Carmona ainda estão em fase de namoro ou são noivos com casamento marcado para depois das eleições?
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«Neste panorama pouco animador, só a candidatura de Fernando Negrão contrasta fortemente com as outras. Inspira tranquilidade e confiança.» Vasco Graça Moura
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Terça-feira, 10 de Julho de 2007
por Daniel Oliveira



Vale a pena ver ao que é que está a reagir Michael Moore, neste vídeo vindo do oBiToque:



Comparam com Cuba a esperança de vida e o dinheiro dispendido mas dispensam essa comparação, que seria catastrófica para os EUA, com a Europa. E, ainda assim, mesmo a comparação com Cuba, ponderado dinheiro gasto e resultados, tendo em conta que aquele país latino-americano está apenas dois lugares a seguir aos EUA no ranking, é tudo menos boa para os Estados Unidos. Gastam 30 vezes mais para estar dois lugares à frente. Excelente, não é? Comparam com o Canadá o tempo de espera, esquecendo o pequeníssimo pormenor de que nos EUA mais de 40 milhões nem a esperar têm direito. Não contam para o sistema de saúde, não contam para a CNN. E com o Canadá já não se lembram de comparar os indicadores de saúde e a despesa no PIB. O que fizeram com Cuba e já não era bom seria trágico quando comparado com países com o mesmo nível de desenvolvimento.

Ou seja, a refutação é toda ela absurda e não responde à questão simples: porque raio um dos países do Mundo em que os cidadãos mais gastam em saúde tem dos piores indicadores do Ocidente? A esta questão simples, respondem com confusão. Dizem que em Fraça, se percebi bem, 15% a 20% da população não usa o sistema público. Esquecem-se é de informar os seus telespectadores que não o usam porque têm mais dinheiro e não porque têm menos. Faz alguma diferença, não faz? É a diferença entre uma escolha e uma fatalidade. Na Europa podem escolher entre privado e público, nos EUA não.

O resto, sobre os impostos, é pura refutação ideológica que não desmente os factos. Claro que os europeus pagam mais impostos. Porquê? Exactamente porque ao contrários dos EUA garantem serviços médicos universais. Já os americanos são literalmente roubados. Os europeus pagam mais para distribuir pelos mais pobres e terem melhores resultados gerais, os americanos pagam ainda mais para distribuir pelas seguradoras e ter indicadores que os põem em 37º lugar na qualidade do seu sistema de saúde. Conclusão lapidar da CNN sem mais para dizer: não há sistemas prefeitos. Brilhante.

Depois de terem tentado desfazer o documentário de Moore sem desmentir os factos e tentando baralhá-los a todos, num trabalho a que ninguém sério poderia chamar de jornalismo, a reacção de Moore parece-me mais do que apropriada.

Espero, na minha coluna do Expresso, voltar a este tema até porque já vi o documentário em causa.


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Pedro Guerra, ex-jornalista do "Independente", ex-assessor de Paulo Portas no Ministério da Defesa e seu "compagnon de route" desde os tempos do jornal entretanto encerrado. O que faz ele hoje? Assessoria de comunicação em favor de Domingos Névoa, administrador da Bragaparques.
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por Daniel Oliveira
Quem acredita que a dulpa Manuel Salgado (autor de um hotel em frente ao rio, ao lado de Belém) e José Miguel Júdice (repentinamente disposto a trabalhar à borla, ele que é, como se sabe, um benemérito) serão o garante da não destruição da frente ribeirinha, num projecto tipo Expo, pode dormir descansado. Eu subitamente perdi o sono.
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por Daniel Oliveira



Se o governo o quer calar nós não nos batemos para que você possa falar. Aproveitamos a oportunidade e falamos por si. Uma estranha forma de ver a liberdade. Não é bem "todos livres". Seremos livres por procuração.

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por Daniel Oliveira


Via Zero de Conduta

O sucesso do filme de Michael Moore nos Estados Unidos já está a levar a direita americana a extraordinárias teses. A última: o Serviço Nacional de Saúde é responsável pelo aumento do terrorismo. A julgar por este momento de análise, o sistema de saúde norte-americano tem pelo menos uma grande vantagem: o acesso a alucinogénos está bastante facilitado.

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