Sexta-feira, 30 de Novembro de 2007
por Daniel Oliveira

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A directora do currículo de ciência do estado do Texas demitiu-se depois de ter sido suspensa durante um mês por ter feito circular um mail anunciando uma sessão da autora de um livro crítico do ensino do criacionismo nas escolas. (Via Zero de Conduta)

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por Daniel Oliveira
Finlândia: 16 mil enfermeiros ameaçaram rescindir contratos e governo foi obrigado a recuar e a chegar a acordo salarial.
Alemanha: Greve mais longa da história dos maquinistas obriga milhões de passageiros a recorrer a outros transportes
Itália: Greve paralisa transportes na Itália
França: Funcionários públicos e ferroviários em greve
Portugal: Greve da Função Pública com adesão próxima dos 80%

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Nas ruas de Lisboa quase não havia trânsito mas o governo fala de uma delirante adesão de 22% à greve.

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por Daniel Oliveira

Acabaram no hospital e com consequências dramáticas para dois jovens as actividades relacionadas com as praxes académicas, em Elvas e em Coimbra.

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Inflação prevista pela UE em 2008: 2,4%.
Da "Visão", via Zero de Conduta


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por Daniel Oliveira
Parece que houve queixas à Câmara Municipal de Lisboa contra esta brincadeira do 31 da Armada. Gente que não gosta dos métodos da "acção directa" e acha que a propriedade pública deve ser respeita. Estou solidário com os amigos do 31 e com todos os anarcas, okupas e grafiteiros em geral.

por Daniel Oliveira
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«Andamos vigiados. Precisamos de contar anedotas sobre brancos, pretos, judeus, muçulmanos, gays, machos, mulheres, loiras, morenas, católicos, papas, padres, rabinos, alentejanos, açorianos, portuenses, lisboetas, o que for. Para ver se somos gente normal. Ou se só copiamos os estereótipos politicamente correctos.»
Francisco José Viegas, a propósito do anúncio da Tagus

Parece a nova obsessão: o espartilho do “politicamente correcto”. E sempre que leio estas coisas fico com a sensação que devo viver num país diferente. No país de muitos colunistas, comentadores e bloggers vive-se no pânico de ferir susceptibilidades. Vive-se vigiado por uma polícia dos bons costumes em defesa das minorias. No país que eu conheço, que deve ser outro, os gays são chamados de paneleiros e ninguém pensa cinco segundos antes contar, para gáudio geral, piadas sobre os “maricas” (o termo mais carinhoso que se conhece). No país que eu conheço as “bichas” são histéricas e quem não se diverte com a sua triste condição ou é hipócrita ou é um deles. No país que eu conheço a maioria dos homossexuais esconde dos pais, dos irmãos, dos amigos e dos colegas a sua orientação. No país que eu conheço quem se cala, quem é patrulhado, vigiando e condicionado e quem tem receio das reacções alheias são os homossexuais e não a brigada suicida do "politicamente incorrecto". Com essa, quase ninguém se rala. E, apesar de menos generalizado, no país que eu conheço fala-se dos “pretos” como parasitas e criminosos e das mulheres como galinhas descerebradas, gastadoras do dinheiro dos maridos e fúteis bibelots. No país que eu conheço a «gente normal» dedica-se ao activismo proposto por Francisco José Viegas todos os dias. Se o seu apelo fosse ouvido não sei se alguém daria pela diferença. Novidade, talvez apenas nas anedotas sobre brancos e machos. Mas temo que não venham a ter grande sucesso.

A ver se nos entendemos: não tenho nenhum problema com anedotas de coisa nenhuma. Digo piadas sobre tudo em privado. Porque sou, de facto, «uma pessoa normal». Não faço de cada momento da minha vida um statement. Reservo-me o direito à incoerência, sem a qual qualquer pessoa se torna ou doida ou insuportável. Mas no domínio da vida pública não sou «uma pessoa normal». Por duas razões: porque isso não existe. A «normalidade» exige intimidade. Em público ela é tão fabricada com qualquer outra coisa. E porque não me acho suficientemete importante para que os outros queiram a minha «normalidade».

Por isso distingo, como qualquer pessoa civilizada (Francisco José Viegas incluido), o público e o privado. Porque o humor (como muitas outras coisas) depende dessa distinção. Em privado, com pessoas que conheço, há a cumplicidade do “não dito”. As pessoas que me ouvem sabem que não sou racista, não sou machista, não sou homofóbico. E eu, para além de saber o que elas sabem sobre mim, sei algumas coisas sobre elas. Sei como interpretam e reagem ao que digo. Tenho a certeza que Viegas não contaria uma anedota sobre judeus a um nazi. A razão é simples: falta a cumplicidade. O que para ele seria uma auto-ironia em relação às suas convicções (e aí reside parte da piada dos gays contarem anedotas sobre gays) seria ouvido pelo nazi de uma forma completamente inversa. E essa é uma das razões porque o humor em privado e em público são diferentes. Quando falamos para todos não sabemos como somos ouvidos.

O humor é a tragédia mais a distância, disse não sei quem. E esse é o meu segundo ponto. Uns dias depois do 11 de Setembro um comediante americano de Nova Iorque tentou fazer humor com o assunto num encontro com outros humoristas. Da plateia ouviu-se uma frase: “ainda é cedo!” Da mesma maneira, uma anedota sobre Auschwitz pode ser um insulto se contada na presença de um sobrevivente ou a um familiar. Para eles ainda é cedo. Está lá a tragédia, falta a distância. Vamos medindo até sabermos que já é possível. Para quem vive diariamente o segredo da sua homossexualidade, ou o olhar de esguelha no emprego, ou a incompatibilidade com a família e tem de aturar, todos os dias, a todo o momento, na televisão, no teatro de revista, no restaurante, no escritório, piadas inocentes sobre “paneleiros”, também é cedo. Não será, talvez, se for um amigo, alguém com quem tenha a tal cumplicidade. É se for um desconhecido ou alguém que essa pessoa sabe que despreza a sua opção. Faz diferença. Além de que, como se sabe, o que é demais enjoa.

Claro que Francisco José Viegas pode contar as anedotas que entender. E pode acusar muita gente de falta de sentido de humor por não achar grande graça. Eu digo aqui a única razão porque não acho: porque acho fácil. Viegas estaria apenas a procurar a simpatia da maioria sem beliscar as suas convicções. O que para ele seria visto como uma provocação seria, na realidade, ouvido, pela esmagadora maioria, como uma evidência. O humor sobre as minorias é tão legítimo como qualquer outro (não há humor ilegítimo e as minorias costumam ser o principal tema). É só mais cobarde. E pelo menos a mim a cobardia dá-me pouca vontade de rir. Em Portugal, prefiro piadas sobre católicos. É mais dificil e aí sim, como pode testemunhar Herman José, a censura pode fazer-se sentir.

Para acabar, uma notícia: Adolescente homossexual canadiano, de 14 anos, suicida-se depois de ter sido intimidado pelos seus colegas. O sofrimento extremo das vítimas do preconceito é muito mais comum do que algumas pessoas pensam, quando olham com bonomia para a homofobia. “Ainda é cedo”, digo eu da panteia. Quando isto for memória talvez tenha mais graça. Não tenciono ser polícia de ninguém. Apenas reservo para mim o mesmo direito que dou aos outros: o de achar ou não achar graça a qualquer piada. Um exemplo: achei muita a isto. Talvez porque tenha a auto-ironia de que falava. Ou talvez apenas porque tenha mesmo graça e eu não seja o campeão da coerência.

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Onde andam estes gajos quando precisamos deles?

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Quinta-feira, 29 de Novembro de 2007
por Daniel Oliveira
Novo inquérito: concorda com a alteração da Lei Eleitoral Autárquica nos moldes que estão a ser negociados entre o PS e o PSD?

Em relação ao inquérito anterior, metade dos leitores gostam mais desta versão do Arrastão do que da anterior. Muito obrigado. Cerca de 39% gosta mais da anterior. Muito obrigado. E 11% acha que esta e anterior são igualmente boas ou igualmente más. Obrigado ou talvez não.

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A Ordem dos Farmacêuticos estima que 400 farmácias encerrem com a abertura ao público das farmácias hospitalares, tendo pedido à Autoridade da Concorrência um parecer sobre esta medida, por considerar que estes últimos estabelecimentos terão uma posição dominante no mercado.

Mais concorrência desleal: os hospitais públicos às clínicas privadas, a escola pública aos colégios, a segurança social às seguradoras, as associações mutualistas à funerárias, os sindicatos aos advogados, a polícia aos seguranças privados, as forças armadas aos mercenários...

Não deixa de ser curioso ouvir os farmacêuticos, há anos com um mercado condicionado de forma quase feudal, a falar de posição dominante e de concorrência.

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Imagem adaptada livremente de um poster do filme de Eisenstein, "A Greve"

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Vários dinamarqueses que está a enfrentar um julgamento por vender t-shirts com as siglas da Frente Popular para Libertação da Palestina e das FARC. Porquê? Porque a Europa considera estas organizações como organizações terroristas (e acusados de tentar financiar com t-shirts organizações terroristas). O julgamento tem a lei anti-terrorismo como base legal. Devo recordar que a lista da UE para este tipo de organizações é politicamente orientada (as organizações curdas que lutam contra o Irão não são, as que lutam conta a Turquia são, só para pegar num de imensos exemplo) e que uma decisão judicial deste genero pode abrir gravíssimos precedentes. Isto passa-se na Dinamarca, a terra dos cartoons sobre Maomé que provocaram um intenso debate sobre a liberdade de expressão. Espero que o consenso sobre o direito a publicar os cartoons, independente da opinião que cada um de nós tivesse sobre eles, se repita agora.
Notícia via Der Terorist

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É o primeiro debate no YouTube que os republicanos aceitam. Mais um passo na transformação dos media, neste caso ainda tutelado pela CNN. Para ver o debate completo vá aqui.


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O estudo desenvolvido pela Associação Comercial do Porto (ACP), que defende a opção Portela+Montijo, apresentado sexta-feira ao Executivo, irá ficar na gaveta. É que o Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) já está a ultimar o estudo comparativo da localização do futuro aeroporto de Lisboa e a análise incide exclusivamente entre a Ota e Alcochete, segundo despacho do Governo, apurou o DN.
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Os CTT já têm nome para a sua rede móvel: Phone Ix.
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Roubado a Edições Pirata


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por Daniel Oliveira
Para a coluna dos blogues regionais estou à procura dos ditos. Gostava que enviassem para esta caixa de comentários endereços de blogues da vossa região, com referência ao distrito ou concelho respectivo. Procuro apenas blogues que tratem de assuntos locais ou regionais. E que tenham qualidade. Venha daí essa ajuda.

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por Daniel Oliveira
Para além dos mais de cem blogues que logo no primeiro dia tiveram a amabilidade de mudar o endereço do Arrastão nas suas colunas, tenho de agradecer especialmente aos fizeram posts com menção ao novo Arrastão. Sujeito a actualização, caso me tenha escapado algum.

Adufe, Arcadia, Arre Macho, Arroz do Céu, A Arte da Fuga, Atlântico, Atribulações Locais, Blasfémias, O Bitoque, Cantigueiros, O Caricas, A Chaleira, Cinco Dias, Corta-Fitas, Deduxos,[ deíctico.org ], A Educação Cor-de-Rosa, Farmácia Central, Irmão Lúcia (autor do cabeçalho), Kontratempos, A Invenção de Morel, Ladrões de Bicicletas, Loja de Ideias, Metrografismos, Miradouro d'O Castelo, Mundos Paralelos, O País do Burro, Paysanxxi, Praça da República, Serras, Os Tempos que Correm, O que Verdadeiramente me Irrita, Viagra e Prozac, Vida Breve, Womenage A Trois, Zero de Conduta, 19 Meses Depois e 31 da Armada

E muito atrasados, porque me apanharam em mudanças, aqui vão os meus parabéns para o 31 da Armada pelo seu primeiro aniversário.
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Quarta-feira, 28 de Novembro de 2007
por Daniel Oliveira
O PSD, que perdeu as últimas eleições autárquicas em Lisboa, ameaça bloquear um pedido de empréstimo para resolver o problema que o PSD deixou na Câmara. E para isso pretende usar a maioria que tem na Assembleia Municipal (que estupidamente não foi a votos). Costa ameaça com a demissão. Depois da ameaça extemporânea de um deputado municipal do Bloco em pôr fim ao acordo em Lisboa, começam a ser ameaças a mais. O PSD que assuma que perdeu as últimas eleições e respeite o voto dos lisboetas, que quando votaram sabiam do empréstimo. Os restantes, que se deixem de ameaças. Lisboa merece um pouco mais do que birras.
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A blogosfera nacional (aqui, aqui e aqui) vibrou com uma reportagem da Veja sobre Che Guevara. Nessa mesma reportagem ("Há quarenta anos morria o homem e nascia a farsa"), que o Diário de Notícias também referiu, citava-se Jon Lee Anderson, jornalistas da New Yorker e um dos mais respeitados correspondentes americanos, como sendo o «autor da mais completa biografia de Che» (Che Guevara - Uma Biografia). Uma autoridade na matéria, incluindo para a Veja, e não seguramente por se tratar de um guevarista.

Diogo Schelp, editor internacional da Veja e autor da reportagem, tinha enviado ao «autor da mais completa biografia de Che» um mail para o entrevistar. E depois acabou por não o fazer. Jon Lee Anderson leu o trabalho e mandou-lhe um mail que acabou por se tornar público:

Dear Diogo,
I was intrigued as to why I never heard back from you when I replied to this email you sent me (see below). And then I saw the article you wrote in Veja, which was the most one-sided perspective on a contemporary political figure I have seen in a long time. It was precisely this kind of highly-editorialized reporting, either hagiographically in favor, or -- as in your case -- demonizingly against, that led me to write my biography. I sought to put some flesh and blood on Che’s overly-mythified bones in order to understand what kind of person he really was. What you have written is an OpEd piece camouflaged as a piece of accurate journalism, which, of course, it is not. Honest journalism, to my knowledge, involves incorporating different sources of information and perspectives, and attempting to place the person or situation you are writing about into context, so as to educate your readers with at least a semblance of objectivity. What you have done with Che is equivalent to writing about, say, George W. Bush, and relying almost entirely on quotes from Hugo Chavez and Mahmoud Ahmadinejad to bolster your own point of view. I am, glad, in the end, that you did not follow up with me for the interview, because I would have spoken to you in good faith, under the mistaken assumption that you were a serious journalist, and an honest colleague. And In that assumption, I would have been sadly mistaken. Please feel free to publish my letter in Veja if you wish.
Yours, Jon Lee Anderson


Fica um conselho de borla para os nossos amigos da Atlântico e do 31 da Armada: um pouco mais de critério, por favor.

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Britain's Brown meets with Saudi king (chegado lá por aqui)


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Luísa Mesquita



Nota do Secretariado da Direcção da Organização Regional de Santarém do PCP:
«A assunção por cada membro do Partido dos mandatos exercidos em sua representação, vistos como uma tarefa e expressão da intervenção colectiva e não como um emprego ou forma de vida pessoal, constituiu um dos princípios fundamentais do funcionamento do Partido que marca o carácter distintivo dos comunistas face ao poder e ao seu exercício. A recusa de Luísa Mesquita representou, assim, uma grave violação de princípios fundamentais do funcionamento do Partido e um desrespeito por compromissos éticos e políticos.»
Depois segue-se una longa lavagem de roupa suja a que o PCP habitualmente se dedica neste processos para se concluir:
«Perante a persistente intenção de usurpar um mandato que lhe não pertence, o PCP reafirma que o respeito por princípios éticos e políticos pautados pelo elementar critério de dignidade pessoal e respeito pelos valores colectivos, exigem que Luísa Mesquita coloque à disposição do Partido que a elegeu os lugares que exerce em sua representação, restituindo assim o mandato à força política e ao projecto que lho facultou.»

Apenas dois pormenores.
O primeiro: a insinuação, presente noutros momentos do comunicado, de que não obedecendo às ordens do partido a eleita está a tratar o lugar de deputada como «emprego» ou parte da sua «vida pessoal». Para lá do partido está a ganância e o oportunismo. Isto aplica-se, em geral, a militantes do PCP que por alguma vez não obedecem à direcção e, claro, a toda a gente que faz política fora do PCP. Não sei quantas vezes ouvi isto de militantes do PCP (e infelizmente não só) sobre não sei quantas pessoas. Todos são oportunistas e vendidos. Os ataques ao carácter são sempre o primeiro argumento e último argumento. E Luísa Mesquita sabe que o pior está para vir. Nem imagino as histórias que se contam, neste momento, nas sedes do PCP, sobre a péssima militante, a péssima cidadã, a péssima comunista e provavelmente a péssima mãe, esposa, prima e tia que sempre foi Luísa Mesquita. E, claro, há quanto tempo denunciava em si a semente do oportunismo. De bestial a besta costuma ser um saltinho.

Em nenhum momento lhes ocorre que, perante um afastamento de deputada politicamente injustificado (que posição tomou Luísa Mesquita para que lhe fosse exigido que pusesse o lugar de deputada à disposição? Que incumprimento do dever de deputada houve até esse momento?), alguém decida, com a mesma convicção que se envolveu na vida política, não acatar uma ordem que considera ilegitima. Sabendo-se que tantas vezes essa acusação de apego ao "emprego" vem de funcionários vitalícios sem nenhuma vida profissional passada contra pessoas com provas dadas nas suas respectivas profissões.

O segundo: «Perante a persistente intenção de usurpar um mandato que lhe não pertence...» O PCP pode dar as voltas que quiser, mas o mandato pertence a Luísa Mesquita. O PCP, feroz defensor da Constituição Portuguesa, tem obrigação de o saber. Pode não gostar. Pode até não concordar. Pode mesmo tentar mudar as regras e a lei. Mas não há uma lei para o país e outra para o PCP. O mandato de deputado é de cada deputado e ao o ocupar nenhum deputado eleito o está a usurpar.

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por Daniel Oliveira
O Arrastão tem nova morada, nova roupa e novas funções. Todos os antigos posts e comentários estão aqui.
Vamos por partes:

Antes de mais a morada. O arrastao.org está alojado na plataforma TubarãoEsquilo, um projecto comercial do Paulo Querido, o mesmo que fundou a plataforma onde eu estava antes (a weblog.com.pt). O Paulo trata bem a clientela, acompanha e ajuda. Essa é a primeira de todas as razões para ter escolhido este pouso. A segunda: prefiro um projecto português, mais pequeno e mais exigente, e que não esteja ligado a nenhum grupo de comunicação. Acho que posso fazer a minha parte para defender aquilo em que acredito. A terceira: nesta plataforma posso ter o meu próprio domínio. Quarta e última: com o Paulo sei com o que conto.

Agora a roupa. Tenho de fazer três agradecimentos. Ao Paulo e ao Zé Nuno que, em momentos diferentes, ajudaram a construir o aspecto deste blogue. E ao Pedro Vieira (Irmão Lúcia) que fez o magnifico cabeçalho em troca de uma torrada e um galão um dia destes. Eu aqui só dei indicações e eles tiveram uma paciência infinita.

Por fim, as novas funcionalidades.
A partir de agora encontrarão aqui todos os textos que publiquei no "Expresso" (está lá em cima o link) e estes passarão a estar disponíveis à terça-feira. Fica o agradecimento ao director do “Expresso”. Infelizmente o trabalho de pôr três anos de textos é demorado e por isso ainda falta a esmagadora maioria. Com o tempo estarão todos.
Disponíveis também excertos do programa “Eixo do Mal”, seleccionadas pela produção das Produções Fictícias e também disponíveis no seu excelente site. Artigos do "Expresso" e vídeos do "Eixo do Mal", não fazendo parte do blogue, não têm comentários.
Os dados biográficos do autor também ali estão em cima, porque acho que não é mau que as pessoas saibam alguma coisa sobre quem escreve.
As categorias no wordpress são muito mais funcionais e por isso mais completas. Com quase dois mil posts ainda estou longe de ter tudo indexado. Vai-se fazendo. Estão na coluna da esquerda. Também aí encontrarão , em destaque, os últimos artigos e os últimos comentários publicados. A publicação de comentários continua a ser moderada.
Os inquéritos passam a ficar em arquivo. Os blogues estão um pouco mais bem arrumados e acrescentei alguns links na coluna da direita.
Têm várias formas de subscrição do blogue (ver coluna da esquerda), entre elas a possibilidade de receber por a-mail.
Terão reparado que este blogue tem agora publicidade. Podia não ter. Foi uma escolha minha. Não porque dê muito dinheiro, mas porque acho que a blogosfera deve dar os primeiros passos para alguma sustentabilidade.
Na coluna da esquerda aparecem também os últimos posts publicados na rede TubarãoEsquilo.

Não se espantem que nos primeiros tempos aconteçam alguns percalços. Estou a dar os primeiros passos aqui. Um pedido: que quem tenha blogue e tenha nas suas colunas o Arrastão mude o endereço. E se não for abusar, que ajudem a divulgar esta nova morada.
Por aqui continuaremos. São bem.vindas sugestões.
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Terça-feira, 27 de Novembro de 2007
por Daniel Oliveira
Deputada Luísa Mesquita expulsa do PCP
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«Andamos vigiados. Precisamos de contar anedotas sobre brancos, pretos, judeus, muçulmanos, gays, machos, mulheres, loiras, morenas, católicos, papas, padres, rabinos, alentejanos, açorianos, portuenses, lisboetas, o que for. Para ver se somos gente normal. Ou se só copiamos os estereótipos politicamente correctos.»

Nada contra nenhuma anedota e longe de mim querer ser polícia do humor alheio. Conto anedotas de todo o tipo em privado. Até porque, em alguns meios por onde ando, o humor com gays ou negros é um humor minoritário e por isso funciona como uma auto-ironia em relação à minha própria cultura. E esse é o meu problema. É que o humor que se limita a fazer coro e a dizer a brincar o que quase todos acham a sério é demasiado fácil. E conto em privado e não em público por duas razões: a primeira já disse: em público a anedota ganha um sentido absolutamente oposto ao pretendido. Segunda: para ouvintes com os quais não temos cumplicidade, que não sabem o que pensamos e nós não sabemos o que eles pensam, sem o qual a subtileza e as ironias do humor muitas vezes se perdem. Suponho que Viegas pode achar graça a uma anedota sobre judeus contada entre jusdeus e não achará grande graça se for contada entre nazis. Ora, quando a conta em público, está a conta-la a judeus e nazis.

Como bem recorda o Miguel Vale de Almeida, gostava de saber quantas anedotas sobre brancos e machos (suponho que será o contrário de gays) conhecerá José Manuel Viegas.E se perceberá que a manifestação da nossa liberdade sempre e sem excepção ridicularizando as minorias é apenas a liberdade mais fácil e a mais preguiçosa. Legítima. Mas cobarde.

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por Daniel Oliveira
O embaixador dos EUA em Lisboa criticou ontem, em termos nada diplomáticos, a decisão do Estado português de reduzir a sua presença militar no Afeganistão. "Fiquei profundamente preocupado quando soube dos planos de Portugal para reduzir os seus esforços em prol da jovem democracia afegã", declarou Alfred Hoffman, acrescentando: "Mas não posso dizer que fiquei completamente surpreendido, uma vez que os líderes europeus parecem mais intimidados com as sondagens do que determinados a convencer as suas opiniões públicas da importância da luta no Afeganistão."

Agora imaginem o que diria se Portugal tivesse alguma vez contrariado por um segundo que fosse a política externa dos EUA.

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por Daniel Oliveira
Hoje, líderes sem futuro discutem o futuro de Israel e da Palestina. Com o país todo no seu governo, um não pode dar nada. Sem governo no país, outro não tem nada para dar. Mas, como de costume, o drama israelo-palestiniano é uma excelente oportunidade de fotografia para quem passou anos a piorar a situação.

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Segunda-feira, 26 de Novembro de 2007
por Daniel Oliveira
Um cozinheiro infectado com o vírus do HIV foi despedido por uma cadeia de hotéis. Do ponto de vista da saúde pública, a decisão não tem pés nem cabeça. Como o cozinheiro acreditava na justiça e julgava viver num país informado, recorreu aos tribunais. Como seria de esperar, os juízes pediram pareceres a médicos especialistas. Consenso: não há risco de contaminação, o despedimento não faz qualquer sentido. Decisão do Tribunal: dar razão ao despedimento. Faz sentido. Mal estaria a autoridade dos juízes se pareceres técnicos começassem a influenciar as suas decisões.

Imagino que o despedido vá recorrer ao Supremo Tribunal de Justiça. Tendo em conta que é o mesmo tribunal que admoestou umas estrangeiras violadas por andarem à boleia na "coutada do macho ibérico" e que considerou que as práticas homossexuais representam "um uso anormal do sexo", desejo-lhe boa sorte nesta viagem no tempo.

Nos anos 40 havia um cartaz um pouco humilhante, de promoção turística de Portugal, que incentivava os europeus a conhecerem a Idade Média em pleno século XX. Acho que foi prematuro o abandono deste filão. É voltar a ele. E fazer do Palácio da Justiça o nosso mais rentável parque temático.
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No Reino Unido há bases de dados de DNA com uso bastante generoso. Há câmaras por todo o lado que acompanham os movimentos dos cidadãos. Apesar de resistirem à criação de um Bilhete de Identidade, o respeito pela vida privada já conheceu melhores dias. Aplica-se uma máxima bastante popular: quem não deve não teme. Perigosa, até porque toda a gente deve alguma coisa e tem razões para temer alguma coisa. Esta semana o sistema mostrou os seus pés de barro: perdeu, em dois simples CD, transportados pela empresa TNT, a informação de 25 milhões de contribuintes. Nomes, moradas, números de segurança social e informações bancárias.

Porque tem de cobrar impostos, combater a criminalidade, decidir políticas e pagar subsídios, é inevitável que o Estado recolha e guarde informação sobre os cidadãos. Mas deve evitar recolher e cruzar informação desnecessária e deve limitar o acesso a essa informação a muito pouca gente. A paranóia securitária, a desconfiança patológica em relação aos cidadãos e a facilidade de acesso de funcionários anónimos e de empresas privadas a informação de Estado têm marcado o início deste século. Este episódio, que se não fosse grave seria divertido, é apenas isso mesmo: um episódio. Mas serve de aviso. O problema não é só de princípio. É que o Estado é feito de pessoas. E o mais improvável pode sempre acontecer.
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Produções Fictícias e SIC

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Produções Fictícias e SIC

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O Arrastão irá mudar de roupa e de morada.
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O Estado securitário vai ocupando a Internet. Os franceses apanhados a piratear filmes ou música podem perder o acesso à net. O presidente francês Nicolas Sarkozy já considerou o acordo como um "decisivo momento para o futuro de uma Internet civilizada". Temo este futuro, sobretudo quando é sonhado pelo senhor Sarkozy. Imaginem tudo o que é necessário para aplicar esta lei e todas as suas implicações. E suspeito que, neste caso, os nossos liberais não venham gritar por menos Estado.

Como de costume, nasce um espaço de liberdade, o mercado vem depois tomar conta dele e o Estado trata da polícia. Há alternativas, como alguns autores de música têm provado. Só que essas beneficiam mesmo o autor e não abrem este perigosíssimo precedente. Os autores deviam começar a perceber que a Internet é a oportunidade de deixarem de ser funcionários. É ter imaginação e seguir os bons exemplos. Até porque, como se vê pela greve dos guionistas de Hollywood, quando se trata de dividir os lucros provenientes da Internet, a Industria rapidamente se esquece dos autores.

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por Daniel Oliveira


O líder da Juventude Centrista apontou hoje o presidente do Grupo Parlamentar do PCP, Bernardino Soares, como um dos principais protagonistas dos "distúrbios revolucionários" do "Verão Quente" de 1975, altura em que tinha apenas quatro anos.

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por Daniel Oliveira
Vitalino Canas: o PS está tão à esquerda quanto possível.

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Sarkozy, e muito bem, pôs os sindicatos na rua. Quando assim é, há grandes probabilidades de as propostas do presidente estarem correctas. Lá, como cá, este é um sinal de análise que procuro manter.

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Domingo, 25 de Novembro de 2007
por Daniel Oliveira


«É isto um blog? Tecnicamente sim, mas o seu intento é outro. Letra de Forma será uma página de crítica e opinião, prosseguindo no espaço digital aquela que foi a minha actividade na imprensa ao longo de muito anos. Como tal, e de acordo com a defesa que sempre fiz de que a crítica deve ser também uma actividade profissionalizada, este espaço, diferentemente da generalidade dos blogs, é também ele feito numa base profissional. De algum modo, aliás, retomam-se assim questões que tem vindo a suscitar importantes controvérsias sobre as relações dos espaços críticos na imprensa e nos blogs, e sobre se eventualmente estes estão a contribuír para o definhamento de tais espaços no meio imprenso. O anacronismo do título, Letra de Forma, é também uma resposta pessoal: aqui se escreverá tal como na imprensa, interessando menos, mesmo muito pouco, algumas das interacções características da blogosfera.»

Porque a blogosfera é um espaço de liberdade na forma e nos conteúdos, porque a profissionalização de parte da blogosfera é a melhor maneira de responder ao funil em que se está a transformar a imprensa e o jornalismo e, mais importante, porque voltar a poder ler Augusto M. Seabra depois do seu afastamento do "Público" é uma excelente notícia, é-me relativamente indiferente se Letra de Forma é ou não um blogue, Se o é tecnicamente então é. Não está escrito em lado nenhum como deve ser. «Uma página de crítica e opinião», nascida agora mesmo. Letra de Forma é o blogue da semana.

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