Sábado, 31 de Maio de 2008
por Daniel Oliveira


1 - O PSD está profundamente dividido. Manuela Ferreira Leite vence com 37,6%, longe de uma maioria clara. Unir o partido será a sua tarefa mais difícil. Se os menezistas tivessem ficado unidos a vitória de Ferreira Leite seria improvável.
2 - Nem o apoio do aparelho conseguiu dar uma vitória a Passos Coelho, que se ficou pelos 31%. Os militantes do PSD preferem o que conhecem à novidade. E têm saudades do cavaquismo.
3 - Santana Lopes, que, apesar do desastre que foi a sua experiência governativa, ainda tem o apoio de quase um terço do partido (29,8%), dá sinais de não ser ainda desta que sai de cena.
4 - Patinha Antão tem muito menos votos do que as assinaturas que precisou para se candidatar.
5 - O PSD continuará com um problema grave: a sua líder não está no parlamento.
6 - Manuela Ferreira Leite terá de explicar ao país o que a diferencia de Sócrates. Até agora, apenas uma coisa: com a mesma obsessão pelo défice e os mesmos prejuízos para o país, consegue piores resultados.
7 - Se Manuela Ferreira Leite perder as próximas eleições o PSD volta à crise. Ferreira Leite não ficará a liderar o maior partido da oposição.
8 - Nas próximas eleições, Sócrates tentará transformar Ferreira Leite num perigo para conseguir apelar ao voto útil. Terá de explicar aos eleitores de esquerda o que o diferencia de Manuela Ferreira Leite em políticas sociais. Até agora, não está fácil perceber.
9 - Menezes despede-se igual a si mesmo. Todo ele é ressentimento.
10 - Pela primeira vez na história da democracia portuguesa, um dos cinco partidos com assento parlamentar tem uma mulher como líder.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
A Comissão Europeia aplicou uma multa de 8,6 milhões de euros à Galp Energia por concertação de preços no mercado de betume para asfalto em Espanha, anunciou o executivo comunitário em comunicado. Bruxelas infligiu no total uma multa de 183 milhões de euros às cinco empresas envolvidas na concertação de preços: BP, Repsol, Cepsa, Nynas e Galp. A Comissão Europeia argumenta que entre 1991 e 2002, estas empresas partilharam o mercado do betume para asfalto em Espanha e concertaram os preços.
Via Arre Macho

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Relatório de peritos revela que o preço da gasolina vai duplicar em cinco anos. (Expresso)
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por Daniel Oliveira



Há fumadores que estão a ser alvo de processos disciplinares, que podem levar ao despedimento, por fumarem fora do espaço de trabalho. Os processos de despedimento com justa causa não prevêem a indemnização nem dão direito a subsídio de desemprego.

“A entidade patronal verifica que os trabalhadores abandonam os seus postos de trabalho para fumar um cigarro e surge a possibilidade de lançar contra o trabalhador faltoso um processo disciplinar com o objectivo de o despedir com justa causa, principalmente quando o trabalhador é persona non grata”, disse à Lusa Augusto Morais, presidente da Associação Nacional das Pequenas e Médias Empresas (ANPME).

Acontece que, “na grande maioria das PME”, não existem espaços próprios para os trabalhadores fumadores, que são obrigados a abandonar o posto de trabalho para “matar” o vício. Tendo em conta que 40 por cento dos 2,3 milhões de trabalhadores das PME são fumadores, o presidente da ANPME admite que “este é apenas o início” de muitos litígios laborais, resultado da nova Lei do Tabaco que entrou em vigor há cinco meses.

RTP

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31 de Maio: De Gaulle procede a uma remodelação governamental. Prosseguem, por toda a província, manifestações de apoio ao general. Nesse fim-de-semana, muitos bens e serviços essenciais voltam a estar parcialmente disponíveis. Durante o mês seguinte, verificam-se confrontos violentos: designadamente, ocupação pela polícia, na noite de 6 de Junho, das fábricas Renault de Flins, morte a 10 de Junho do estudante liceal Gilles Tautin, morte a tiro do operário Pierre Beylot a 11 de Junho, nas fábricas Peugeot de Sochaux, morte do operário Henri Blanchet. Na primeira e segunda voltas das eleições legislativas (24-30 de Junho), a maioria governamental alarga-se substancialmente, alcançando quase 80% dos assentos parlamentares.
Fonte


The End



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Sexta-feira, 30 de Maio de 2008
por Daniel Oliveira
Segundo uma reportagem e um debate na SIC, em ditaduras a blogosfera é uma arma pela democracia. Em democracia, serve para o boato, para a difamação e para a violação da vida privada. Mais: os blogues são o espaço onde se traficam armas, organizam terroristas e se trata de branqueamento de capitais. E mais nada, de tanto que há para dizer sobre a blogosfera.

As imprecisões e os erros da reportagem são tantas (quase uma por cada exemplo que é dado) que era preciso um blogue só para o tema. Os comentadores, esses, estão tão a leste do tema que estão a discutir que chega a ser confrangedor. Aconselho a lerem o Pedro Sales e os muitos posts do Paulo Querido sobre o assunto.

O jornalismo serve para assustar as pessoas e mandar «umas bocas» sensacionalistas fazendo o mínimo de trabalho possível? Não. Há apenas bom e mau jornalismo. É como na blogosfera.

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por Daniel Oliveira


30 de Maio: O general De Gaulle anuncia, às 16.45, a dissolução da Assembleia Nacional, recusando demitir-se e anunciando eleições antecipadas para Junho. Ao mesmo tempo, adia o referendo que prometera a 24 de Maio e ameaça recorrer às forças armadas. Nesse mesmo dia, realiza-se nos Campos Elísios uma manifestação de apoio, encabeçada por André Malraux, que reúne mais de 800.000 pessoas.


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Quinta-feira, 29 de Maio de 2008
por Daniel Oliveira
Uma coisa que me comove: ver Paulo Portas a sofrer com as desigualdades sociais. Longe vão os tempos dos ataques aos «ciganos do rendimento mínimo» e dos insultos aos mais pobres dos mais pobres. Agora todo ele é solidariedade social.

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Estrou este mês num canal americano "At The Death House Door", um documentário sobre a pena de morte através do testemunho de um capelão numa prisão do Texas.

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Vi hoje Sócrates a chamar de mentiroso Francisco Louçã quando este afirmou que João Proença andava a explicar o Código de Trabalho aos militantes do PS. Disse Sócrates: «deve haver regras e seriedade no debate político. E a primeira regra é não dizer mentiras. Não dizer mentiras. Está enganado: João Proença não anda a fazer sessões pelo Partido Socialista explicando o código laboral. O que o senhor disse é uma mentira.» Aqui está a mentira. De facto, Proença não anda com Sócrates a explicar o Código Laboral. Anda com Vieira da Silva a fazer sessões pelo Partido Socialista explicando o código laboral, com quem depois negoceia enquanto secretário-geral da UGT.

PS: Não percebi a referência ao caso Fernanda Câncio, já esquecido e enterrado. Mas ainda percebi menos a reacção do PS, já que a farpa era para o PSD.

PS2: Renato Sampaio diz que também foi organizado um debate com Carvalho da Silva. Era este esclarecimento que Sócrates deveria ter dado (que não veio em notícia nenhuma) em vez de começar por desmentir um facto verdadeiro e a chamar de mentiroso a quem o referia. Falta esclarecer se a notícia que referi corresponde a um debate ou a uma sessão de esclarecimento. Porque a notícia em causa não fala de debate nenhum, mas de uma série de sessões para explicar o Código Laboral em que João Proença terá participado. E Santos Silva garantiu, no Parlamento, que João Proença não esteve lá como secretário-geral da UGT. Então? Entendam-se.
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O 25 de Abril e o 1º de Maio de 1974 ficaram para sempre associados ao imaginário da liberdade e da democracia. Continuam a ser uma referência e uma inspiração. Trinta e quatro anos volvidos, apesar do muito que Portugal mudou, o ambiente não é propriamente de festa. Novas e gritantes desigualdades, cerca de dois milhões de portugueses em risco de pobreza, aumento do desemprego e da precariedade, deficiências em serviços públicos essenciais, como na saúde e na educação. Os rendimentos dos 20 por cento que têm mais são sete vezes superiores aos dos 20 por cento que têm menos.

A corrupção e a promiscuidade entre diferentes poderes criaram no país um clima de suspeição que mina a confiança no Estado democrático.

Numa democracia moderna, os direitos políticos são inseparáveis dos direitos sociais. Se estes recuam, a democracia fica diminuída. O grande défice português é o défice social, um défice de confiança e de esperança.

O compromisso do 25 de Abril exige que se restaurem as metas sociais consagradas na Constituição da República. E exige também uma crescente cidadania contra a insegurança, contra as desigualdades, por mais e melhor democracia.

Não podemos, por outro lado, ignorar a persistência de uma política de agressão, bem como as repetidas violações do direito internacional e dos direitos humanos. Bagdad, Abu-Ghraib e Guantánamo são os novos símbolos da vergonha. Não se constrói a paz com a guerra. Nem se defende a democracia pondo em causa os seus princípios. E por isso, hoje como ontem, é preciso lutar pelos valores da Paz e pelos Direitos Humanos.

Não nos resignamos perante as dificuldades. Como escreveu Miguel Torga – “Temos nas nossas mãos / o terrível poder de recusar.” Mas também o poder de afirmar e de dar vida à democracia.
Os que nos juntamos neste apelo, vindos de sensibilidades e experiências diferentes, partilhamos os valores essenciais da esquerda em nome dessa exigência. É tempo de buscar os diálogos abertos e o sentido de responsabilidade democrática que têm de se impor contra o pensamento único, a injustiça e a desigualdade.

Manuel Alegre - deputado e escritor/Isabel Allegro Magalhães - professora universitária/José Soeiro deputado/Abílio Hernandez - professor universitário/Acácio Alferes - engenheiro/Albano Silva - professor/Albino Bárbara - funcionário público/Alexandre Azevedo Pinto - economista, docente universitário/Alfredo Assunção - general, militar de Abril/Alípio Melo - médico/Ana Aleixo - médica/Ana Luísa Amaral - escritora/António Manuel Ribeiro – músico/António Marçal - sindicalista/António Neto Brandão - advogado/António Nóvoa - professor universitário/António Travanca – professor universitário/Augusto Valente - major general, militar de Abril/Camilo Mortágua/Carlos Alegria – médico/Carlos Brito - ex-deputado/Carlos Cunha - engenheiro/Carlos Sá Furtado - professor universitário/Carolina Tito de Morais - médica/Carreira Marques - ex-autarca/Cipriano Justo - médico/Cláudio Torres - arqueólogo/David Ferreira - editor/Dinis Cortes - médico/Edmundo Pedro - ex-deputado/Eduardo Milheiro - empresário/Elísio Estanque - professor universitário/Ernesto Rodrigues - escritor/Eunice Castro - sindicalista/Fátima Grácio - dirigente associativa/Francisco Fanhais - músico e professor/Francisco Louçã - deputado/Francisco Simões - escultor/Helena Roseta - arquitecta, autarca/Henrique de Melo - empresário/João Correia - advogado/João Cutileiro - escultor/João Semedo - deputado e médico/João Teixeira Lopes - professor universitário/Joaquim Sarmento - advogado, ex-deputado/Jorge Bateira - professor universitário/Jorge Leite - professor universitário/Jorge Silva - médico/José Aranda da Silva - ex-Bastonário Farmacêuticos/José Emílio Viana - dirigente associativo/José Faria e Costa - professor universitário/José Leitão - advogado, ex-deputado/José Luís Cardoso - advogado, militar de Abril/José Manuel Mendes - escritor/José Manuel Pureza - professor universitário/José Neves - fundador do PS/José Reis - professor universitário/Luís Fazenda - deputado/Luís Moita - professor universitário/Luisa Feijó - tradutora/Mafalda Durão Ferreira - reformada da função pública/Manuel Correia Fernandes - arquitecto, professor universitário/Manuel Grilo - sindicalista/Manuel Sá Couto - professor/Manuela Júdice - bibliotecária/Manuela Neto - professora universitária/Margarida Lagarto - pintora/Maria do Rosário Gama - professora/Maria José Gama - dirigente associativa/Mariana Aiveca - sindicalista/Natércia Maia - professora/Nélson de Matos - editor/Nuno Cruz David - professor universitário/Pacman - músico/Paula Marques - produtora/Paulo Fidalgo - médico/Paulo Sucena - professor/Pio Abreu - psiquiatra/Richard Zimmler - escritor/Rui Mendes - actor/Teresa Mendes - reformada da função pública/Teresa Portugal - deputada/Ulisses Garrido - sindicalista/Valter Diogo - funcionário público aposentado/Vasco Pereira da Costa – escritor, director regional da cultura
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A pena de morte testemunhada por um capelão de uma prisão do Texas. Estreou agora e está a dar que falar.

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«Durante todo o Verão de 2002, os conselheiros de Bush orquestraram a campanha para vender a guerra agressivamente».
«Bush e os seus conselheiros confundiram a sua campanha de propaganda política com o alto nível de honestidade que é tão fundamental para construir e sustentar o apoio do público em tempo de guerra».
«Esse era o modo de operação: nunca explicar, nunca pedir desculpa, nunca recuar. Infelizmente, essa estratégia tinha outras repercussões: nunca reflectir, nunca reconsiderar, nunca encontrar compromissos. Especialmente no que dizia respeito ao Iraque»
What Happened: Inside the Bush White House and Washington"s Culture of Deception
Scott McClellan, antigo porta-voz da Casa Branca
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Quarta-feira, 28 de Maio de 2008
por Daniel Oliveira
No dia 3 de Junho, dirigentes do Bloco de Esquerda e "alegristas" participam num comício comum contra "o défice social". Não vale a pena fazer especulações delirantes a partir daqui. Mas vale a pena perceber o aviso. A esquerda à esquerda do PS está a crescer. E é por esse flanco que Sócrates vai perder a maioria absoluta.

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por Daniel Oliveira


Não conheço bem a militância do PSD e ela habituou-nos a muitas surpresas. Pode ser que entre os militantes funcionem coisas diferentes do que funciona com o resto país. Ainda assim, custa-me perceber a avaliação feita pelos comentadores que ouvi na SIC Notícias, que consideraram Patinha Antão e Santana Lopes vencedores do debate.

Sim, talvez Patinha Antão tenha brilhado com as suas propostas económicas. Dizer uns números funciona sempre, sobretudo se as pessoas não fizerem a mais pálida ideia do que se está a falar. E ajuda ainda mais se não conhecerem o deputado. Quem sabe quem é Patinha Antão tem alguma dificuldade em leva-lo a sério. Isto apesar de na sua equipa ter alguns veteranos. Até lá está um morto. De resto, esteve demasiado indignado com Manuela Ferreira Leite, sobretudo tendo em conta que ela quase não esteve no debate. Não se trata uma senhora por "a senhora, a senhora". Mas isto sou eu, que sou um beto. Acabou a apoiar Passos Coelho.

Será que ainda funciona o choradinho de Santana Lopes, que finge que o estão a atacar mesmo quando ninguém lhe está a ligar pevide? É possível. No PSD tudo é possível. Espremido, espremido, nem uma opinião sobre coisa nenhuma, o que, sendo Santana Lopes, até foi uma boa estratégia. Só mesmo as pequenas querelas internas o parecem entusiasmar. Ficámos a saber que o PSD é uma família. Aquela que uma vez deixou o seu filho estroina sozinho em casa a tomar conta do país.

Passos Coelho esteve apagado. O rapaz tem boa figura. Só duvido que o filão do jovem liberal esteja a pegar. Definitivamente, quando as modas chegam aqui à província já estão a passar de moda lá no estrangeiro. Ainda assim, continuo a achar que o ideal para o PSD era mesmo este líder vazio. Depois enche-se com alguma coisa. E ele está à altura da tarefa de candidato insuflável. Apesar de tudo, os ataques a Ferreira Leite foram educados e tiveram algum conteúdo. Mais chá do que Patinha. Um betinho como eu, portanto.

Ferreira Leite não disse realmente nada. E por isso, como sempre, conseguiu manter o seu ar respeitável de ministra competente que mandou apertar o cinto mas deixou um défice generoso e acha que nunca ninguém vai ter o topete de o recordar. Tem uma falta de jeito assinalável para tudo o que envolva televisão. Tão assinalável que joga a favor dela, porque lhe dá um toque de sinceridade. Mas é bom que o PSD se prepare: seria esmagada, sem dó nem piedade, por José Sócrates. Na verdade, quase foi esmagada por Patinha Antão, o que é um feito histórico. E por favor: nunca mais lhe perguntem o que é a social-democracia. Com Ferreira Leite é mais finanças. E mesmo isso...

O melhor do debate: não estava lá Manuela Moura Guedes.
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29 de Maio: A manifestação convocada pela CGT reúne 500.000 pessoas em Paris. De Gaulle adia o Conselho de Ministros, criando pânico no próprio governo, e desaparece (saído do palácio do Eliseu às 11.15, só chega à sua casa de Colombey-les-deux-Eglises por volta das 18.30) – deslocara-se em segredo à base francesa de Baden Baden, para obter o apoio militar do general Massu, comandante das tropas francesas na Alemanha. Pierre Mendès-France afirma estar disponível para assumir a chefia de um governo provisório. [Jacques Massu, general para-quedista, conhecido pelo emprego sistemático da tortura durante a guerra da Argélia.]
Fonte

Os mortos



Pierre Beylot e Gilles Tautin





Jan Palach




Martin Luther King




Bob Kennedy




Che Guevara



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Kick de Oil Habit, apoiado por Robert Redford.

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«If there was a 'No' in Ireland or in another country, it would have a very negative effect for the EU. We will all pay a price for it, Ireland included, if this is not done in a proper way.»
José Manuel Barroso, ex-Durão Barroso

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por Daniel Oliveira


O João Miranda pede que alguém lhe explique do que se fala quando se fala de especulação no preço do petróleo. Ficam aqui excertos de um artigo de Beat Balzli e Frank Hornig, jornalistas do Der Spiegel, publicados no Estado de São Paulo a 5 de Março. Desde então tudo piorou.

«Desenvolvimentos espectaculares parecidos já ocorreram quatro vezes nas últimas décadas: em 1973, quando a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) impôs um embargo pela primeira vez; em 1979, após a revolução iraniana; um ano depois, quando o Iraque invadiu o Irão; e em 1990, quando o Iraque invadiu o Kuwait.

O que nos leva a uma das perguntas mais provocadoras feitas hoje sobre a economia mundial: Por que os preços do petróleo estão a subir de novo? É tudo especulação?

São muitas as respostas. Alguns responsabilizam a crise no Médio Oriente e a procura sempre crescente na China. Outros culpam os países produtores por manterem a torneira do óleo meio fechada.

Mas nada disso é muito convincente. “A oferta e a procura não podem explicar os preços altos”, diz Fadel Gheit, da Oppenheimer & Co., um importante analista de commodities. Como muitos no seu ramo, Gheit acredita que os investidores estão a empurrar os preços para cima. Lembra a bolha da Internet na viragem do milénio. Segundo Gheit, o petróleo também é objecto de uma “especulação exagerada” neste momento.

O excesso de oferta causaria normalmente uma queda do preço por barril. Mas os dealers romperam o limiar mágico de US$ 100 pela segunda vez em apenas algumas semanas.

O clima é festivo entre os barões do petróleo, que não parecem muito preocupados com os temores de recessão global. A Exxon Mobil reportou recentemente seus lucros para 2007: US$ 40,6 bilhões, um recorde para a maior empresa de energia do mundo.

Quantias enormes de dinheiro estão a mudar de mão nos negócios de petróleo. Com a crise imobiliária americana infeccionando segmentos cada vez maiores dos mercados de capitais, os investidores estão em busca de alternativas. E o petróleo parece uma ferramenta perfeita para distribuir o risco e maximizar o lucro. Mas muitos investidores terão um difícil despertar quando perceberem que investir em petróleo, embora possa parecer diferente, não é menos arriscado que outros tipos de investimentos.

(...) O mundo consome 86 milhões de barris de petróleo por dia, mas o volume negociado é 15 vezes maior. A diferença são as apostas nos desenvolvimentos do preço futuro.

A consequência é que os especuladores agora detêm até 45% de todos contratos de petróleo - três vezes o que tinham na viragem do milénio. “Os preços estão a ser distorcidos”, diz o senador democrata Carl Levin, da Subcomissão Permanente de Investigações. Se a oferta e a procura fossem os únicos factores, o preço estaria pelo menos US$ 20 mais baixo.

Como pode isso acontecer? Uma das dez maiores companhias de trading de energia do mundo, a Mercuria, tem sua sede na Place du Molard em Genebra, Suíça. O seu presidente-executivo Daniel Jaeggi, um ex-trader de futuros do Goldman Sachs, sabe como o negócio mudou no fim dos anos 1990. Os fundos de pensão, segundo ele, tornaram-se o “factor motriz no mercado”.

Os bancos de Wall Street ficaram mais que felizes de atender a essa prcura, com o Goldman Sachs à frente do grupo. “Eles inventaram um novo índice de commodities que também inclui o petróleo”, diz Jaeggi. O novo índice foi extremamente bem-sucedido, e quanto mais dinheiro os grandes investidores puseram nele, mais contratos de petróleo o Goldman comprou e mais os preços subiram.

Criou-se uma enorme força de mercado. Toda a gente entrou no jogo. Morgan Stanley, Deutsche Bank e muitos outros gigantes financeiros expandiram seu volume de trading em contratos de petróleo. Bancos de investimento como o Goldman estabeleceram suas reservas de petróleo, agindo como se fossem empresas de energia como a BP. Eles esperam ganhar uma melhor percepção dos acontecimentos no mercado.

Por consequência, o volume de trading em petróleo bruto quase triplicou nos últimos cinco anos, enquanto a procura cresceu apenas 1,9% por ano.

Adeus oferta e procura. Era uma vez uma época em que tudo o que contava no negócio de petróleo era volume de produção e consumo nas nações industrializadas. Essa época passou. O petróleo hoje faz parte de todo portefólio bem-estruturado - como foi o caso, até recentemente, daqueles títulos abstractos para permitir que cada investidor tirasse uma lasca do boom imobiliário americano.

(...) Gheit está no negócio há 30 anos. Trabalhou na Mobil Oil e no JP Morgan antes de ir para a Oppenheimer. Ele se recorda de preços do petróleo a US$ 9 o barril. Nas audiências do Congresso americano, serviu como testemunha especial, atestando a loucura dos especuladores. “Os traders usam qualquer desculpa para elevar os preços”, diz ele. “É pura histeria.”»

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Manuela Ferreira Leite: uma líder a prazo para levar o PSD até às eleições e adiar as suas escolhas. É a que pode conseguir um resultado melhor nas legislativas mas não ficará a liderar a oposição. Terá uma vida difícil à frente do PSD, com uma oposição interna violenta. Novas eleições internas em 2009.
Pedro Passos Coelho: conseguirá um resultado pior nas legislativas mas fica a fazer oposição e a criar a sua personagem. Terá uma oposição interna menos agressiva.
Pedro Santana Lopes: a continuação do descalabro. O passaporte para um resultado histórico para toda a esquerda. Infelizmente o vitorioso menos provável.
Patinha Antão: Quem?
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por Daniel Oliveira
Principais queixas: a RTP beneficia o governo; o Bloco de Esquerda é levado ao colo.
Principais conclusões da ERC em relação ao ano de 2007: a SIC dá mais espaço ao PS e ao governo do que a RTP; com votações semelhantes ao CDS e ao PCP, o BE tem de três a cinco vezes menos notícias que o CDS e três vezes menos do que o PCP.


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A propósito da derrota eleitoral da Refundação Comunista italiana a revista de reflexão do Bloco, a Vírus, lançou um debate que começa com um texto meu (um desenvolvimento, que chega a Portugal, do post publicado aqui no Arrastão), continua com um texto do Jorge Costa, outro de Luís Fazenda, Carlos Santos e Victor Franco e termina com um de Ricardo Paes Mamede. A esquerda que quer aprender com os erros e os acertos, faz os debates que tem de fazer e não deixa a divergência política à porta das sedes partidárias. É por isso que me sinto bem onde estou.

A ler aqui (versão PDF) ou aqui (versão HTML).

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


Corre na Net uma petição fundamental para o futuro do país. O que interessa o preço dos combustíveis ou a crise económica? O que nós queremos é os jogos do Euro comentados por Gabriel Alves.

Algumas fases que queremos voltar a ouvir:

"Repare-se na movimentação dos jogadores do Bayern, movimentam-se como figuras geométricas....."
"Juskowiak... a vantagem de ter duas pernas!"
"É um estádio bonito,novo... arejado"
"No campeonato germânico jogam muitos jogadores alemães"
"Jean-Pierre Papin, um jogador extremamente rápido, veloz, lesto, nada lento, antes pelo contrário"
"Um passe para a zona de ninguém, onde realmente não estava ninguém"
"Superavit tecnicista dos centro-campistas do Sporting em relação aos do Porto"
"O Benfica está a praticar um jogo de passe curto... e longo, consoante as ocasiões"
"Jardel é um jogador com um tempo de salto de quase 70 cm"
"Giggs, um jogador que remata bem, do meio-campo para a frente"
"E agora o árbitro da partida a ser atingido por um objecto provavelmente atirado por um telespectador"
"E aqui está, um golo substantivo que nem pode ser adjectivado"
"Os adeptos do México funcionam como um autêntico 13º jogador"
"Vítor Baía, o melhor guarda redes do Mundo e provavelmente da Europa"
"E aí está uma enorme cavalgada de Thuram... este homem é um leão"
"Cândido Costa é um jogador que joga bem pela esquerda, pela direita e pelos flancos"
Roubado daqui
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28 de Maio: Demissão do ministro da Educação, Alain Peyrefitte. François Mitterand anuncia a sua candidatura em caso de vacatura da Presidência da República e propõe a constituição de um governo liderado por Pierre Mendès-France – o PCF não apoia. A CGT apela a uma manifestação em Paris para o dia seguinte.
Fonte

Eyes on the Prize-Martin Luther King





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Terça-feira, 27 de Maio de 2008
por Daniel Oliveira
Quer saber onde a gasolina está mais cara e mais barata a cada dia? Tem essa informação no Mais Gasolina. Este site tem um blogue associado.

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Não gostei de "África Minha", "Havana", "A Firma" ou "A Interprete", mas bastava "Os Cavalos Também se Abatem" para ter de recordar Sydney Pollack.

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Afinal Jean-Pierre Bemba, acusado por crimes de guerra e crimes contra a humanidade pelo Tribunal Penal Internacional, sempre gozou de protecção da Polícia de Segurança Pública (PSP), paga pelos nossos impostos, desde Abril de 2007, altura em que recebeu autorização para residir no Algarve ("Público" de hoje).

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


Não sei se é eficaz. Sei que pelo menos será um desabafo contra as empresas que fazem lucros escandalosos à custa da crise e da especulação. É uma oportunidade de, por uma vez, os consumidores portugueses pedirem contas às empresas. Afinal de contas, somos nós que pagamos os seus lucros. E somos nós que podemos dizer que não estamos disponíveis para continuar a ser roubados em silêncio. Dia 1, 2 e 3 de Junho não vou boicotar três empresas. Boicoto todas. A minha Vespa, que gasta pouco, fica estacionada. Só a GALP, dizem os especialistas, arrisca-se a perder 13 milhões com o boicote.

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por Daniel Oliveira
Deixei passar uma semana. Hoje, em vez dos meus dois artigos no Expresso da última semana, entram na página do costume quatro artigos dos último 15 dias. Já lá estão.
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por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Ciclicamente aparecem os ideólogos do 'liberalismo de rosto humano' para modernizar a esclerosada direita nacional. No CDS foi a ala de Pires de Lima que morreu ainda antes de nascer. Agora, no PSD, é Pedro Passos Coelho. É provável que ganhe o partido, pouco familiarizado com debates ideológicos, mas quando andar à conquista de votos terá de meter a viola liberal no saco.

Na verdade, não faltam liberais em Portugal quando se fala de privatizações de serviços públicos. Durão Barroso defendeu a privatização da CGD. Passos Coelho também defende. Um esqueceu e outro esquecerá, porque os empresários nacionais precisam de um banco público para as horas difíceis. Os nossos liberais fazem voz grossa contra a intervenção do Estado na economia mas desaparecem quando se assinam acordos com a Lusoponte ou quando empresas de construção civil financiam os partidos de poder à espera de bons negócios. Não faltam liberais para flexibilizar as leis laborais. Mas os liberais somem-se quando administradores decidem para si próprios indemnizações pornográficas que lhe garantem segurança até ao fim da vida. Não faltam liberais em defesa de impostos mais leves para as empresas. Mas os liberais transfiguram-se para pedir ao Estado que garanta que os 'centros de decisão' não saiam do país.

Em Portugal há apenas liberais de conveniência, de que Passos Coelho é apenas mais um exemplo: há que parecer diferente de Sócrates. Mas não vale a pena levar-se demasiado a sério. O centrão apenas gere privilégios. Quando o mais fraco se trama chamam-lhe liberalismo. Quando o mais forte se safa chamam-lhe interesse nacional. Podem aparecer franco-atiradores à procura do seu nicho de mercado, mas depois passa-lhes. Descobrem que a elite que os sustenta vive há décadas protegida por um mercado condicionado. Não quer menos Estado. Quer o Estado só para si. Em Portugal, um jovem de direita que não seja liberal não tem irreverência. Um velho de direita que continue liberal não tem juízo.
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por Daniel Oliveira
George Bush usou o Parlamento israelita para atacar Obama e compará-lo com Chamberlain. Obama agradeceu. Ter os republicanos reféns de Bush é tudo o que ele precisa. Ter os seus adversários a atacá-lo em visitas ao estrangeiro ainda melhor. O argumento, que McCain acompanha, é sempre o mesmo: Obama é um apaziguador. A acusação foi feita a propósito do Irão, do Hamas e, esta semana, foi a vez de Cuba. Tudo porque Obama tem defendido uma velha invenção da civilização: a diplomacia.

Refém da extrema-direita cubana de Miami, que já levou os EUA a desastrosas aventuras, as sucessivas administrações têm mostrado uma estupidez assinalável nas relações com Havana. As evidências deviam ter feito pensar: o bloqueio a Cuba, de qualquer ponto de vista injustificável, tem dado à família Castro todos os argumentos para manter a retórica de guerra e unir o orgulhoso povo cubano contra o inimigo comum. É fácil de explicar mas tem sido difícil de entender: a democratização cubana nunca passará por um envolvimento directo de Washington e ainda menos dos ressabiados de Miami. Esse é o único consenso em Cuba.
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por Daniel Oliveira
O que se passou no voo da comitiva de Sócrates para Caracas é um excelente retrato do país. Em qualquer outro voo, se qualquer pessoa puxasse de um cigarro não chegaria à segunda bafurada. Num motim, passageiros e tripulação logo acabariam com a gracinha. Sendo o primeiro-ministro, houve sussurros e queixinhas aos jornalistas, mas ninguém fez o mais a simples: dizer ao senhor José que segundo uma lei feita aprovar pelo senhor Sócrates é proibido fumar, sem qualquer excepção, em transportes aéreos. Como ele muito bem sabe. Mas neste país em que o poder é visto como um privilégio e o respeitinho ainda é muito bonito, fuma quem pode, cala quem deve.

A reacção seguinte é também bem nacional. Há muito que todos sabemos que Sócrates não cumpre a lei do tabaco. Mas quando a coisa virou notícias, a ASAE não anunciou que ia multar o prevaricador e a TAP não deixou claro que nos seus voos não se pode fumar. Ficou tudo à espera do chefe. Já o chefe, percebendo os danos para a sua imagem, não se limitou a pedir desculpas e pagar a multa. À americana, anunciou, como se isso nos dissesse respeito, que ia deixar de fumar. O anúncio prova que Sócrates não percebeu que o problema não é ter traído a sua imagem de saudável desportista. É ter abusado do seu poder. Não são os seus pulmões, que são apenas seus, que dão um mau exemplo ao país. Nem sequer é o facto de num momento de fraqueza ter violado a lei, coisa que não conheço nenhum mortal que não faça de vez em vez. É a recorrente ideia de que vai usando o poder que tem para estar acima da lei. Até ser apanhado em falso.
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por Daniel Oliveira
60 anos depois, o povo judeu, que viveu sempre em fuga, tem finalmente o seu próprio Estado. A maioria dos que o lamentam olham para Israel como mais uma peça de um enorme tabuleiro de xadrez e vêem os palestinianos como a linha da frente na resistência ao Império. Suspeito que nunca compreenderão o significado histórico da fundação do Estado de Israel.

Do outro lado do espelho estão os novos anti-semitas. Contra aquilo a que chamam relativismo cultural, vêem Israel como uma fortaleza da civilização ocidental no meio de barbárie. Querem os israelitas no lugar da vítima e Israel como trincheira de uma guerra global contra o Islão. E procurando a legitimidade histórica que não têm, não hesitam em transportar para os muçulmanos todas as culpas dos crimes europeus. Uns e outros querem adiar a paz porque olham para o Médio-Oriente com um simples campo de batalha.

Mais de 60 anos depois do Holocausto, o povo judeu conquistou finalmente o direito à dignidade. E isso é motivo de festa. Mas como o carrasco não é mais livre do que o prisioneiro, o povo de Israel continua a viver numa prisão. A guerra, a criação de guetos, o muro da vergonha, a punição colectiva do povo palestiniano, o roubo de propriedades e de terras e a bestialização do outro continuam a adiar a libertação do povo de Israel. E não vale a pena ter ilusões. Ela só acontecerá quando a Palestina celebrar a fundação do seu próprio Estado, livre, independente e viável. Só então Israel poderá festejar a sua liberdade plena sem esquecer nenhuma vítima, sem premiar nenhum carrasco.
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"Os senhores têm que se habituar que eu já não tenho vida política"
Jorge Coelho
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A organização britânica Save the Children divulgou hoje um relatório onde denuncia abusos sexuais a crianças, cometidos por funcionários humanitários, incluindo das Nações Unidas. A ONU está a investigar casos no Haiti, Libéria, Costa do Marfim e República Democrática do Congo.

As acusações de abusos sexuais por trabalhadores da ONU têm aumentado nos últimos anos. Mas, segundo o relatório, muitos dos abusos cometidos por soldados que integram as forças de manutenção da paz e funcionários humanitários nunca chegam a ser conhecidos.

O leque de abusos é extenso. Crianças que se vendem em troca de comida, sexo forçado, abuso sexual verbal, prostituição infantil, pornografia infantil, escravatura sexual e tráfico de crianças. A maioria tem entre os 14 e os 15 anos, mas o relatório identificou crianças com seis anos, vítimas de abusos.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira


My Blueberry Nights, de Wong Kar-Wai, é uma extraordinária rapsódia de clichés. Da realização à montagem, da fotografia aos actores, do argumento aos diálogos, o enjoo é absoluto. Salva-se a banda sonora. Fica a dúvida: como pode o realizador de Chungking Express, In the Mood for Love ou 2046 ser o responsável por tamanha xaropada?
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por Daniel Oliveira


Foi hoje inaugurado em Berlim o memorial aos homossexuais vítimas do Holocausto, os perseguidos pelos nazis eternamente esquecidos. 54 mil foram para campos de concentração. Aqueles que a memória conseguiu apagar tornando assim e ainda tolerável aos olhos de tantos a homofobia.

A homossexualidade permaneceu ilegal na Alemanha até 1969 e só em 1994 foi formalmente descriminalizada. Só em 2000 o Parlamento alemão aprovou uma resolução reconhecendo que a descriminação existira. O memorial teve de esperar por um presidente de câmara gay para ser construido.
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por Daniel Oliveira
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