Domingo, 30 de Novembro de 2008
por Pedro Sales


via blasfémias


por Pedro Sales
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por Pedro Vieira


© rabiscos vieira


por Pedro Vieira
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por Daniel Oliveira
Saber quantos votos vão ter, neste congresso, as várias listas que concorrem ao Comité Central do PCP.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Na parte do seu discurso de abertura do Congresso que Jerónimo de Sousa dedicou a atacar todos os que não seguem a linha justa, fez notar que o Bloco de Esquerda, apesar de seguramente ser socialdemocratizante, vive numa indefinição ideológica. E tem razão. Ao contrário do que fez, com toda a clareza, o PCP neste congresso, parece que o BE não convida para os seus delegações do Partido do Trabalho da Coreia do Norte e do Partido Comunista da China. E assim é dificil percebermos o que querem esses gajos para este Mundo.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
"O Partido Ecologista Os Verdes, apesar de realizar uma acção ecologista cada vez mais activa, a sua contribuição no plano político e institucional, que se alarga muito para além da CDU, capaz de atrair e envolver sectores progressistas e democráticos da sociedade é sistematicamente silenciado nos meios de comunicação social."
Jerónimo de Sousa

por Daniel Oliveira
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Sábado, 29 de Novembro de 2008
por Pedro Vieira

© rabiscos vieira


por Pedro Vieira
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por Pedro Vieira
deveriam ter guardado a expressão guerra preventiva para classificar o comunicado do professor cavaco em relação ao bpn.

por Pedro Vieira
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por Pedro Vieira
o divórcio teria sido entre o rendeiro e o oliveira e costa.

por Pedro Vieira
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Sexta-feira, 28 de Novembro de 2008
por Daniel Oliveira



"É necessário não esquecer que a construção do socialismo na URSS, e ulteriormente noutros países da Europa, Ásia e América Latina, enfrentou desde o primeiro momento o cerco e a agressão do imperialismo, continuadas operações de provocação e desestabilização interna, sofisticadas campanhas de diversão e subversão ideológica. Tudo isto impôs pesados sacrifícios, obrigou ao desvio de recursos imensos para a esfera militar, levou a distorções e desequilíbrios no desenvolvimento socioeconómico socialista, e mesmo a situações de crise. Tudo isto influenciou os caminhos e as soluções encontradas no processo de construção do socialismo e contribuiu, em medida considerável, para os atrasos, erros e deformações que se verificaram com violação de princípios essenciais do socialismo.

Graves cedências e capitulações ideológicas, políticas e de classe que se manifestaram sobretudo a partir de meados da década de 80, acabaram por determinar que, da aguda competição e confrontação entre os dois sistemas, resultasse temporariamente um sério retrocesso no caminho do progresso social.

(...) O abandono de posições de classe e de uma estreita ligação com os trabalhadores, a claudicação diante das pressões e chantagens do imperialismo, a penetração em profundidade da ideologia social-democrata, a rejeição do heróico património histórico dos comunistas, a traição de altos responsáveis do Partido e do Estado, desorientaram e desarmaram os comunistas e as massas para a defesa do socialismo, possibilitando o rápido desenvolvimento e triunfo da contra-revolução com a reconstituição do capitalismo.

Teses do XVIII Congresso do PCP

por Daniel Oliveira
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por Pedro Sales



A terminar um extenso perfil de Maria de Lurdes Rodrigues, o Público perguntou à ministra da Educação que partilhasse um dos bons momentos que teve no ministério da Educação. A questão é pertinente. Ao fim de três anos e meio no ministério é normal que a ministra da Educação se tenha cruzado com uma criança que a escola retirou da marginalidade, do trabalho precoce ou, quem sabe, um adulto que, graças às novas oportunidades, conseguiu completar a escolaridade a que nunca teve acesso quando era jovem.

A resposta da ministra? Foi "uma carta que recebi de um menino que recebeu um computador para ter em casa, não sei já em que circunstância, e escreveu-me a dizer: 'Quando for grande, vou inscrever-me no PS.' É tocante." Realmente, o que importa o combate ao abandono e insucesso escolar perante a miragem de mais um jovem rebento a inscrever-se na JS? O que nos vale é que há pessoas que passam a sua vida a pensar no que é verdadeiramente importante para o país.

por Pedro Sales
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por Pedro Sales



A terminar um extenso perfil de Maria de Lurdes Rodrigues, o Público perguntou à ministra da Educação que partilhasse um dos bons momentos que teve no ministério da Educação. A questão é pertinente. Ao fim de três anos e meio no ministério é normal que a ministra da Educação se tenha cruzado com uma criança que a escola retirou da marginalidade, do trabalho precoce ou, quem sabe, um adulto que, graças às novas oportunidades, conseguiu completar a escolaridade a que nunca teve acesso quando era jovem.

A resposta da ministra? Foi "uma carta que recebi de um menino que recebeu um computador para ter em casa, não sei já em que circunstância, e escreveu-me a dizer: 'Quando for grande, vou inscrever-me no PS.' É tocante." Realmente, o que importa o combate ao abandono e insucesso escolar perante a miragem de mais um jovem rebento a inscrever-se na JS? O que nos vale é que há pessoas que passam a sua vida a pensar no que é verdadeiramente importante para o país.

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A terminar um extenso perfil de Maria de Lurdes Rodrigues, o Público perguntou à ministra da Educação que partilhasse um dos bons momentos que teve no ministério da Educação. A questão é pertinente. Ao fim de três anos e meio no ministério é normal que a ministra da Educação se tenha cruzado com uma criança que a escola retirou da marginalidade, do trabalho precoce ou, quem sabe, um adulto que, graças às novas oportunidades, conseguiu completar a escolaridade a que nunca teve acesso quando era jovem.

A resposta da ministra? Foi "uma carta que recebi de um menino que recebeu um computador para ter em casa, não sei já em que circunstância, e escreveu-me a dizer: 'Quando for grande, vou inscrever-me no PS.' É tocante." Realmente, o que importa o combate ao abandono e insucesso escolar perante a miragem de mais um jovem rebento a inscrever-se na JS? O que nos vale é que há pessoas que passam a sua vida a pensar no que é verdadeiramente importante para o país.

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por Daniel Oliveira
As disparatadas declarações de Vitalino Canas e Santos Silva sobre a retirada de confiança política a Sá Fernandes, um acto na minha opinião errado mas absolutamente legitimo e democrático, que apenas tem efeitos na postura do próprio partido, de que o vereador não é militante, só podem ser entendidas como uma operação para afectar a reputação de Sá Fernandes. Merecia melhores defensores.

Vou recordar uma coisa a Vitalino: Sá Fernandes bateu-se para a integração dos trabalhadores precários na Câmara. Canas, apesar de ser deputado de um partido que se diz socialista, faz uma perninha como provedor de empresas que vivem do trabalho escravo o seu modo de vida. Está o senhor deputado a ver o que vos separa?

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Tendo passado anos a defender dos ataques mais inacreditáveis o vereador que era, juravam eles, abaixo de tudo, um bota-abaixo e um peso para a cidade, descubro nos últimos dias, não sem algum espanto, que afinal José Sá Fernandes tinha, entre tanta gente de direita, indefectíveis fãs. O que os movia então era o partido que o apoiava. O que os move agora é o partido que deixou de o apoiar.

por Daniel Oliveira
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Quinta-feira, 27 de Novembro de 2008
por Pedro Vieira

por Pedro Vieira
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por Daniel Oliveira
Comparando com o resultado de hoje, foi uma honra levar um banho do Barcelona.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



Debate, em plena campanha eleitoral na Roménia, entre o senador Marius Marinescu (Partido Conservador) e a deputada Anca Constantinescu (Partido Democrata).

por Daniel Oliveira
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por Pedro Sales




Luísa Tavares Moreira e Armandina Soares foram duas das três vozes que, a partir da plateia, foram ao último Prós e Contras defender o modelo de avaliação proposto pelo Ministério da Educação. Armandina Soares, depois de ter denunciado que os docentes que são contrários à proposta do governo estão a ser coagidos pelos colegas, conseguiu centrar grande parte do debate numa acusação efectuada sem nenhum dado concreto que a suportasse.

Vá-se lá saber porquê, tanto uma como outra são presença regular nas iniciativas do PS, como as Novas Fronteiras ou o Acção Socialista. Não digo, como o tem feito o Governo, que os professores estejam a ser instrumentalizados pelos partidos, mas sempre é caso para perguntar se não se arranja um único docente para defender as propostas da 5 de Outubro que não seja do Partido Socialista?

(Vídeos recebidos por e-mail. em todo o caso, parecem ser tirados do blogue fliscorno).

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por Pedro Sales
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por Daniel Oliveira


por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Debate entre as esquerdas a 14 de Dezembro.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) mostrou um 'cartão vermelho' ao Governo relativamente à legislação que vai tornar obrigatória a colocação de 'chips' nas matrículas. Para a comissão, os cidadãos têm de ver assegurado o direito de não deixar rastos electrónicos.

Se este entendimento vingar não é possível o recurso às chamadas portagens virtuais anunciadas pelo Governo como solução para introduzir portagens em novas concessões de auto-estradas e algumas SCUT (vias sem custo para o utilizador).

A nova legislação "deve permitir que os condutores possam optar, com todas as garantias, entre o pagamento das portagens através de um sistema electrónico de leitura das matrículas e a sua cobrança através de outros meios já existentes", lê-se nas conclusões do parecer remetido terça-feira ao Governo.

A CNPD critica a proposta de legislação - três decretos-lei - por ser omissa quanto ao tratamento da informação que será possível obter com o recurso aos 'chips' nas matrículas. Critica também o facto do diploma remeter estas questões para futuras portarias e recorda que é sua competência emitir parecer sobre as mesmas.

A comissão defende ainda que a legislação que lhe foi enviada pelo Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações não garante que os trajectos efectuados pelos condutores não sejam rastreados dado ser omissa quanto aos equipamentos de leitura dos novos dispositivos electrónicos.

O parecer sublinha que o mesmo decreto-lei "cai fora dos fins permitidos pela Lei n.º 60/2008, de 16 de Setembro, e contraria o direito à privacidade dos condutores qualquer emprego da identificação e detecção electrónica dos veículos para efectuar uma vigilância em tempo real ou a partir de registos sucessivos dos movimentos do condutor dos veículos, incluindo o caso de recurso à implantação de um número excessivo de equipamentos de leitura ao longo do trajecto efectuado".

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Ao contrario do que é dito hoje no “Público”, não é verdade que a retirada de confiança a José Sá Fernandes tenha passado por seis votos. Em cerca de cem militantes presentes, apenas seis votaram contra. Eu incluído.

por Daniel Oliveira
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por Pedro Sales

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por Pedro Sales
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por Daniel Oliveira
"A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) mostrou um "cartão vermelho" ao Governo relativamente à legislação que vai tornar obrigatória a colocação de chips nas matrículas. Para a comissão, os cidadãos têm de ver assegurado o direito de não deixar rastos electrónicos. (...)

A nova legislação "deve permitir que os condutores possam optar, com todas as garantias, entre o pagamento das portagens através de um sistema electrónico de leitura das matrículas e a sua cobrança através de outros meios já existentes", lê-se nas conclusões do parecer remetido terça-feira ao Governo.

A CNPD critica a proposta de legislação - três decretos-lei - por ser omissa quanto ao tratamento da informação que será possível obter com o recurso aos chips nas matrículas. Critica também o facto do diploma remeter estas questões para futuras portarias e recorda que é sua competência emitir parecer sobre as mesmas.

A comissão defende ainda que a legislação que lhe foi enviada pelo Ministério das Obras Públicas, Transportes e Comunicações não garante que os trajectos efectuados pelos condutores não sejam rastreados dado ser omissa quanto aos equipamentos de leitura dos novos dispositivos electrónicos.

O parecer sublinha que o mesmo decreto-lei "cai fora dos fins permitidos pela Lei nº60/2008, de 16 de Setembro, e contraria o direito à privacidade dos condutores qualquer emprego da identificação e detecção electrónica dos veículos para efectuar uma vigilância em tempo real ou a partir de registos sucessivos dos movimentos do condutor dos veículos, incluindo o caso de recurso à implantação de um número excessivo de equipamentos de leitura ao longo do trajecto efectuado"."

por Daniel Oliveira
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Quarta-feira, 26 de Novembro de 2008
por Daniel Oliveira



Dois blogues voltaram ao activo: Les Canards Libertaîres e Sinusite Crónica. O Canards entra directamente para o Santa Aliança, que passa assim a contar com 27 blogues. Entretanto, o Cadeirão Voltaire, outro "associado" do agregador, mudou de endereço. Está aqui.

por Daniel Oliveira
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por Pedro Vieira


 

disso do bpn não vi nada, nessa altura andava pelos céus a pilotar o único canadair que não consegui impingir ao estado.

por Pedro Vieira
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por Daniel Oliveira



O plenário da concelhia de Lisboa do Bloco de Esquerda decidiu ontem retirar a confiança ao vereador Sá Fernandes. Participei na discussão. Sobre o que se passou no debate interno, nada direi. Mas, depois de ter escrito tanto sobre Lisboa, sobre Sá Fernandes e sobre o Bloco em Lisboa devo explicações sobre a minha posição.

Trabalhei activamente nas duas campanhas de Sá Fernandes, em qualquer dos casos com responsabilidades de direcção. Ao longo deste segundo mandato apoiei-o às vezes, discordei dele outras tantas. Como morador, estive envolvido numa luta contra o que se passou na Praça das Flores, quando Sá Fernandes resolveu assumir dores que não eram suas. Como comentador, mantive, até há uns meses, um apoio crítico.

O acordo entre Sá Fernandes e António Costa foi feito com base num documento programático – um programa mínimo. É um caso raro na politica portuguesa, este de fazer depender a aceitação de um pelouro de uma negociação de programa. Outros partidos, tão lestos a criticar Sá Fernandes, nunca se sentiram na obrigação de o fazer, em iguais circunstâncias, mesmo quando as presidências com quem trabalhavam lhes eram politicamente bem mais distantes.

O balanço que faço do cumprimento deste acordo é desigual.

Em relação às finanças, mesmo sem o empréstimo, a Câmara conseguiu melhorar significativamente a desastrosa situação que herdou. E, ao mesmo tempo, conseguiu integrar praticamente todos os precários que herdou dos executivos anteriores. A integração destes trabalhadores no quadro deveu-se fundamentalmente à pressão política de Sá Fernandes. Conseguiu-se quase a quadratura do círculo. Valorizo, até pelo mau exemplo nacional, este ponto.

No que toca à reestruturação das empresas, segundo ponto do acordo, foram extintas a EMARLIS e duas SRU’s. Mudaram-se os estatutos da EPUL, o que iniciou um processo de reestruturação da empresa. Pelo contrario, a fusão da GEBALIS com a EPUL, acabando com uma empresa de habitação para pobres e outra para remediados, ficou por fazer. Manteve-se essa aberração que se chama EMEL. Aqui, deram-se passos demasiado tímidos e temo que os entraves se devam às piores razões.

O Plano Verde, cavalo de batalha de Sá Fernandes, passou a ser um dado adquirido quando estávamos a um passo dele ser uma impossibilidade prática. Está a ser vertido para o PDM. E foram aprovadas as salvaguardas indispensáveis para que tal seja possível, impedindo que várias projectos e urbanizações tomassem conta do que ainda sobra. Se for levado até ao fim (a execução será sempre demorada) este é o maior legado que Sá Fernandes deixa à cidade.

Mesmo na reabilitação, onde as coisas avançaram muito lentamente e pouco, foram dados alguns passos. Foi pedido um empréstimo ao BEI de 170 Milhões de euros a serem gastos numa parceria com o IHRU. Havia algumas empreitadas paradas por falta de pagamento que voltaram a andar. Por exemplo em Alfama.

Os 25% para habitação a custos controlados, como muitas outras medidas constantes no acordo, depende do novo PDM. Sá Fernandes propôs que em algumas urbanizações se avance já com esta medida como experiência piloto.

No que toca aos transportes, foram apresentados os novos corredores BUS e as pistas cicláveis. O Plano Geral das Intervenções na zona ribeirinha já prevê a linha ribeirinha até à Expo. As bicicletas partilhadas eram um excelente projecto que contou com os votos contrários do PSD, do PCP e, coisa que desconhecia, também do BE. As razões dos dois últimos (as do PSD são só absurdas) foram sobretudo financeiras. Não me convenceram.

O que se conseguiu em relação à gestão das zonas ribeirinhas e na relação com o Administração do Porto de Lisboa, sendo ainda pouco, é o enorme avanço em relação ao que tínhamos. Quem se bate há anos para a devolução das zonas não portuárias à cidade não o pode negar. Sobre a Nova Alcântara já escrevi aqui.

Ou seja, ao contrario do que se afirma, o acordo não foi esquecido. Em alguns casos avançou-se alguma coisa, noutros pouco. Mas sem ele seguramente estaríamos muito pior.

Sempre vi este acordo, por uma questão de seriedade, sabendo do estado da Câmara, como um compromisso para seis anos. E acho que a presença de Sá Fernandes na Câmara garantiu enormes vitórias e fez uma grande diferença: na integração dos precários, na aprovação do Plano Verde, nas ciclovias, em mudanças importantes nas empresas municipais e nos primeiros passos no Orçamento Participativo, uma causa do Bloco de há muitos anos. Tudo isto em apenas um ano e meio, sem maioria e sem dinheiro.

Não tenho qualquer dúvida em afirmar que num cenário péssimo a Câmara está melhor do que estava. Os efeitos que isso terá na cidade ainda não são claros e um ano e meio não chega para o saber. Em quase todas as questões que aqui referi, todas cosntantes no acordo assinado entre o vereador independente eleito pelo Bloco e o PS, o papel político de Sá Fernandes foi fundamental. Outros compromissos não avançaram ou são ainda pouco mais do que palavras no papel.

E, apesar de tudo isto, o balanço que faço do papel de Sá Fernandes é negativo. Não por razões programáticas, onde penso que, com apenas 6,5% dos votos num executivo minoritário, conseguiu um saldo razoável. É negativo por razões políticas.

São episódios reveladores e todos eles mereceram aqui o meu reparo. A forma como o vereador não soube mudar o registo de relação com as populações, de que a Praça das Flores foi um exemplo, é um deles. Outro foi a sua presença na conferência de imprensa de Ana Sara Brito, numa matéria em que só poderia, pelo seu passado, ter sido muito critico. E por fim, a sua presença no “Prós e Contras” sem que fosse claro e intransigente em relação ao negocio com a Liscont, que no passado nunca o deixaria em silêncio.

A verdade é que Sá Fernandes perdeu a sua autonomia em relação a António Costa em relação ao PS. Não percebeu que ao assinar um acordo não passava a ser um vereador de Costa e era livre, como estava explícito no papel que assinou, de fazer criticas e divergir da presidência pela qual não foi eleito. Transformou-se mesmo, muitas vezes, no bombeiro de serviço para dar a cara por Perestrello e Costa quando a coisa era dificil. Nisto, o vereador teve a principal responsabilidade. Mas também a teve o Bloco. E essa foi a assunção de culpas que ainda não ouvi. E sendo eu militante do BE e não de Sá Fernandes eram as palavras do Bloco que eram fundamentais para mim.

A verdade é que Sá Fernandes se apoiou em quem o apoiou.
Foi a postura do Bloco a melhor para garantir a autonomia do vereador em relação ao PS?
Quando o vereador se batia pela integração dos precários, esteve o Bloco ao seu lado ou usou da chantagem de um corte com Sá Fernandes em vez da solidariedade neste difícil combate onde a abertura do PS era mínima?
E quando o vereador conseguiu o pretendido, foi o Bloco igualmente visível ou passou imediatamente para o conflito seguinte?
Quando os problemas surgiram, tentou estabelecer uma relação de confiança ou alimentou a intriga?
Quando o vereador esteve debaixo de fogo foi o Bloco construtivo e tentou gerir com ele a melhor solução ou esteve na linha da frente dos atiradores?
O que fez, para além do mesmo que faria se fosse oposição, para que as coisas corressem bem?

Neste divórcio litigioso há seguramente responsabilidades de parte a parte. Mas de um partido espero que assuma as suas responsabilidades em vez de começar por apontar o dedo acusador ao parceiro.

Na minha opinião, o Bloco viu, desde a primeira hora, este acordo com desconfiança. Por razões de política nacional, por receio em assumir responsabilidades de poder, ainda mais com o PS, e por falta de uma relação de confiança mútua entre o partido e o vereador. Algumas razões para este desconforto são profundas e preocupam-me muito.

O divórcio é agora inevitável e as consequências para a cidade e para o partido em Lisboa podem ser as piores. A verdade é que com este episódio o Bloco não ganhou credibilidade. Como lidará com as próximas eleições em Lisboa é para mim ainda uma incógnita.

Por ter ouvido um balanço do trabalho do vereador mas não ter ouvido um balanço do trabalho do Bloco, votei contra a resolução ontem aprovada.

De Sá Fernandes, esperava mais firmeza na relação com o PS, mais coerência com os seus combates de sempre (de que a sua tibieza no caso Liscont e no caso de Ana Sara Brito foram maus exemplos), mais autonomia na relação com António Costa e mais respeito pelo partido que o ajudou na eleição e na definição do seu programa. Isto apesar de em muitos pontos reconhecer o seu trabalho muito positivo e saber que fez diferença, em muitas coisas que dão poucas notícias, a sua presença na Câmara. Sá Fernandes entregou-se ao seu trabalho de alma e coração, disso não tenho qualquer dúvida. Faltou o talento político, coisa que sempre temi.

Do Bloco, esperava mais sangue frio, mais diplomacia, mais respeito pelo vereador que ajudou a eleger, mais responsabilidade política e um balanço sério em relação ao seu papel nesta triste novela.

Porque é do Bloco que sou militante, porque os erros do Bloco são erros meus, porque é com o Bloco que tenho de ser mais exigente, é com o Bloco que estou mais desiludido. E foi por isso que ontem votei contra uma resolução que põe em Sá Fernandes todas as responsabilidades deste desencontro. A primeira experiência de poder do Bloco com um independente numa grande cidade acabou mal. E ninguém fica bem na fotografia.

Para Costa está tudo óptimo. O BE ficou, por culpa própria, fragilizado. Sá Fernandes está agora, por culpa própria, completamente dependente do presidente da Câmara.

por Daniel Oliveira
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Terça-feira, 25 de Novembro de 2008
por Pedro Vieira
é o slogan da campanha da UMAR contra a violência doméstica em portugal, num ano que já conta com 43 vítimas mortais, todas mulheres. a petição assina-se aqui.

por Pedro Vieira
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por Pedro Sales


Em resposta a este post, o João Pinto e Castro mostra que não acredita que seja possível uma rede partilhada de bicicletas em determinadas zonas de Lisboa. Não senhor, que isto é tudo a subir. Para corroborar deixa mesmo alguns exemplos. Entre eles, os "impensáveis" 600 metros que ligam a Praça de Londres ao cruzamento da Av. Roma com a dos EUA. Como a maioria dos leitores do Arrastão não tem a obrigação de conhecer a inclinação das ruas de Lisboa, deixo aqui um pequeno filme com o meu filho, quando tinha 2 anos e meio, a subir a mítica pendente da Avenida de Roma, ilustre representação de um Koppenberg à beira mar plantado. Que os hercúleos músculos de uma criança de 12 quilos, a arrastar 11 quilos com duas rodas, sejam capazes de locomover uma bicicleta não prova que o João Pinto e Castro seja contra a utilização pública de bicicletas em qualquer zona do planeta. Não senhor. Desde que se proceda previamente à terraplanagem de todos os declives superiores a cinco centímetros, o João Pinto e Castro aí estará para o defender.

* como diria o meu filho.
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por Pedro Sales
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por Pedro Sales
A direita liberal em peso está radiante com um texto de Tavares Moreira sobre a forma como a segurança social “derrubou” o BPN. Lembrando que, no mês de Agosto, a segurança social retirou 300 dos 500 milhões que tinha no BPN, o antigo responsável para as politicas económicas do PSD considera que esse valor “arrasaria muitos outros bancos da praça se fossem contemplados com semelhante hemorragia de fundos num prazo tão curto e numa época tão difícil...”.

A conclusão de Tavares Moreira é simples:“Quem quer que tenha “ajudado” a Segurança Social a retirar os fundos à pressa do BPN contribuiu, obvia e generosamente, para a queda do Banco, abrindo caminho a uma intervenção na forma que é conhecida”. A história é bonita mas não comove ninguém. Quem sabe porque o autor do texto não conta toda a narrativa. Num texto tão detalhado “esqueceu-se” de referir que, poucos dias depois, a Caixa Geral de Depósitos emprestou 200 milhões no BPN. As contas são simples. Afinal, a “hemorragia” não passa de 100 milhões de euros e, falando claro, um banco que é supostamente “derrubado” por esse valor há muito que não tinha condições para operar. Daí para cá a verdadeira “hemorragia” continuou, tendo o banco estatal já empatado mais de 800 milhões para segurar o banco de Oliveira e Costa.

O problema do BPN não são os 300 milhões que, afinal, se limitaram a 100. Com sorte, os contribuintes terão que suportar “apenas” 1000 milhões de euros pelos despautérios dos seus gestores e accionistas. É certo que o governo não agiu de forma desinteressada. Como já aqui dissemos, a segurança social tirou o dinheiro porque era politicamente insustentável para o Governo perder centenas de milhões do dinheiro das reformas dos portugueses. Vai daí fez avançar a Caixa. Sendo pública, as suas perdas são mais inócuas e suscitam menos apreensão que os recursos da segurança social.

Mas, daí até dizer que “utilizar a Segurança Social para "derrubar" um Banco tem muito de curioso” vai um passo de gigante. Aquele que, como se tem visto em certas criticas que apenas se preocupam com as falhas de Vítor Constâncio, quer desviar as atenções sobre a forma como administradores e despacharam um banco e deixaram aos contribuintes uma conta de centenas de milhões de euros. Olhar para o polícia como se não existisse ladrão, eis a originalidade de grande parte da direita política e da opinião publicada quando se trata dos crimes de colarinho branco e da alta finança.

Em todo o caso, é sempre bom conhecer de onde vêem os argumentos de autoridade da direita liberal sobre o sistema bancário. Tavares Moreira, para quem não se lembra, foi multado em 180 mil euros e inibido pelo Banco de Portugal da prática de actividade bancária por sete anos - uma decisão recentemente ratificada em tribunal -, na sequência da manipulação e falsificação das contas do Central Banco de Investimentos. Sinceramente, nem sei como é que se ficam por Tavares Moreira. Eu, por mim, tinha ido logo ao Vale e Azevedo.

por Pedro Sales
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por Arrastão



Resultado das propostas dos leitores e nossas, aqui ficam os nomeados para pior e melhor personalidade nacional e internacional de 2008. E a frase do ano. Os cinco inquéritos estão disponíveis na coluna da direita. Podem votar em cada um deles. O inquérito deverá ficar aqui até próximo do fim do ano.

MELHOR nacional 2008: Ana Drago; Ana Gomes; Aníbal Cavaco Silva; Fernando Teixeira dos Santos; Francisco Louçã; Jerónimo de Sousa; José Sócrates; Manuel Alegre; Manuela Ferreira Leite; Maria de Lurdes Rodrigues; Mário Nogueira; Nélson Évora; Paulo Portas; Pedro Passos Coelho; Quique Flores.

MELHOR internacional 2008: Barack Obama; Bob Geldof; David Petraeus; Evo Morales; Gordon Brown; Ingrid Bettencourt; Henry Paulson; Hugo Chavez; Michael Phelps; Mikheil Saakashvili; Nicolas Sarkozy; John McCain; Jon Stewart; Raul Castro; Ron Paul.

PIOR nacional 2008: Alberto João Jardim; Aníbal Cavaco Silva; Fernando Pinto Monteiro; José Lello; Jorge Nuno Pinto da Costa; José Sócrates; Luís Filipe Menezes; Manuel Dias Loureiro; Manuel Pinho; Manuela Ferreira Leite; Maria de Lurdes Rodrigues; Mário Machado; Mário Nogueira; Paulo Bento; Vítor Constâncio.

PIOR internacional 2008: Bill Clinton; Dmitry Medvedev; George W. Bush; Henry Paulson; Hugo Chavez; José Eduardo dos Santos; José Manuel Durão Barroso; Lech Kaczyński; Mahmoud Ahmadinejad; Mikheil Saakashvili; Nicolas Sarkozy; Omar al-Béchir; Pervez Musharraf; Robert Mugabe; Sílvio Berlusconi; Sarah Palin.

A frase de 2008
Aníbal Cavaco Silva: “Fiquei surpreendidíssimo por ver como as vacas avançavam, uma atrás das outras, se encostavam ao robô e se sentiam deliciadas enquanto ele, durante seis ou sete minutos, realizava a ordenha”
José Sócrates, depois de ter sido apanhado a fumar no avião: “Se por algum motivo violei algum regulamento, alguma lei, lamento e peço desculpa, não voltará acontecer”
Manuela Ferreira Leite: “E até não sei se a certa altura não seria bom haver seis meses sem democracia, mete-se tudo na ordem e depois então venha a democracia"
Maria José Nogueira Pinto: “Os idosos não precisam de 80 euros para ir beber cervejas, para ir comer doces, que são diabéticos e ficam doentes, para serem roubados pelos filhos”
Luís Filipe Menezes comparando a sua liderança com a de Manuela Ferreira Leite: “É uma diferença que vai do Fiat 600 para o Ferrari“
Gonçalo Castilho dos Santos (Secretario de Estado da Administração Pública): “Os funcionários que não estão com a reforma serão trucidados”
Marco Fortes: “Cheguei à conclusão que de manhã só estou bem na caminha”
Hugo Chávez: “Vayanse al carajo yankees de mierda”
Omar Bin Laden: “O meu pai não é terrorista”

por Arrastão
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por Arrastão
Participaram no inquérito sobre a a valiação dos professores 705 leitores. Podiam, como sabem, escolher mais do que uma possibilidade. 36% (257 votos) dos leitores defenderam que os professores devem ser avaliados por uma entidade externa à escola onde trabalham; 29% (204) que cada escola deve, com autonomia, difinir a forma de melhor avaliar os seus professores; 26% (181) que devem ser avaliados por coordenadores de departamento; 22% (151) defendem a auto-avaliação; 21% (151) pensam que deve ser o Conselho Executivo a avaliar; 21% (146) acham que devem ser avaliados por professores titulares do mesmo agrupamento; 19% (136) acham que devem ser avaliados tendo em conta os resultados dos alunos em exames nacionais; 12% (88) defendem que sejam avaliados pelos seus alunos; 9% (66) pelos pais; e 7% (49) acham que os professores não devem ser avaliados.

por Arrastão
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por Pedro Vieira
relatividade é quando a habilidade de ferreira leite nos faz sentir saudades da do menezes.

por Pedro Vieira
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por Arrastão


por Arrastão
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por Daniel Oliveira

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por Pedro Sales



O que é que acontece quando se entrega a adaptação cinematográfica de uma história de Neil Gaiman, o autor de Sandman, a Henry Selick, o realizador de “Nightmare Before Christmas”? O mais que certo filme de culto de 2009. Coraline. A estreia mundial é já no próximo mês de Fevereiro. Para quem quiser saber mais sobre o filme, vale a pena ver a entrevista de Neil Gaiman à wired.

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por Pedro Sales
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Segunda-feira, 24 de Novembro de 2008
por Daniel Oliveira
Manuel Sebastião é da direcção da Ordem dos Economistas e vai ser presidente da Autoridade da Concorrência, estando a ordem de que é dirigente na alçada da autoridade de que será presidente. É legalmente incompatível, como fica evidente da leitura da Lei Orgânica. Mas parece que isso não incomoda nem o próprio, nem quem o nomeou.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira



Escolher Hillary Clinton para secretária de Estado será um enorme disparate. Obama vale muito mais do que Clinton fora dos Estados Unidos e ele é que deve ser a figura central da diplomacia. Não o será com Hillary no lugar. A escolha de Clinton apaga-o para não trazer nada de novo. Nem o capital de esperança de Obama é transferível para Hillay, nem Hillary será, pela sua ambição e notoriedade, apenas uma secretária de Estado. Com esta escolha provável o presidente eleito anula quase algumas das suas vantagens. A começar por uma: ele foi contra a guerra do Iraque, ela foi a favor. E é na pasta que estão a destinar a Hillary que esta diferença tem alguma relevância.

por Daniel Oliveira
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por Daniel Oliveira
Já se impôs o pensamento único na economia, banindo os autores malditos e alinhando todos os meninos pelo mesmo diapasão. Já se transformaram os cursos de sociologia em escolas para abastecer departamentos de recursos humanos. Já se "normalizaram" centros de investigação e faculdades tratando da formatação ideológica. Mas não chega. O Henriqe Raposo quer agora fazer a devida limpeza no que falta. E, claro, banir as heresias dos manuais escolares. A direita portuguesa pode ser muito liberal, mas não deixa de viver mal com o pluralismo académico. Ainda assim, tenho um conselho para o Henrique: antes de começar a queimar os livros de Marx não seria má ideia lê-los (ou relê-los).

por Daniel Oliveira
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