Terça-feira, 30 de Novembro de 2010
por João Rodrigues

O Prós e Contras de ontem confirmou uma ideia: o pluralismo democrático no debate económico-político, que o serviço público tem por função garantir, não é bom para quem gosta de medina-carreirar. É óbvio que não estamos condenados ao plano inclinado.


por João Rodrigues
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93 comentários:
Fernando
Já algum tempo que um Prós & Contras não me "agarrava". Gostei de ver o debate, é verdade, debate essa coisa estranha e que tanta aversão provoca a alguns. Foi giro ver as caretas do M.C. a algumas coisas que iam sendo ditas do lado direito da Fátima Campos Ferreira. E por falar de F.C.F., era bom que tomasse o P&C de ontem como lição, é possível existir um debate sério, pautado pelo respeito mútuo, entre gente que defenda ideias bem diferentes...

deixado a 30/11/10 às 14:36
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SlowDriver
Gosto muito de ouvir o Medina Carreira. Prefiro alguem que até exagere um pouco na negatividade, do que snobs que pintam um quadro maravilhoso ( vivem e alimentam-se nele ) que aos poucos se vai revelando muito negro para a maioria da população. Prefiro 1000 x este homem do que Miras Amarais, Ricardos Salgados, Cavacos e Loureiros.  

deixado a 30/11/10 às 14:42
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joaquim azevedo
Ontem já teve um cheirinho de Prós e de Contras. Mas esse aroma só apareceu agora, depois do orçamento aprovado e de toda a intoxicação entretanto dinamizada. Ainda assim, o programa foi anunciado durante o dia como sendo um debate entre o Medina Carreira e "outros economistas" - uma vergonha!

deixado a 30/11/10 às 14:43
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LAM
Normal. O nome do entertainer aparece à frente do restante elenco.
E foi isso o que ontem se revelou Medina Carreira, e que explica o sucesso das suas aparições na tv: um entertainer, caquético entertainer.
Afinal quem pode jurar que não gostava de assistir às aparições do major Valentão na tv?


João Pedro
Os entertainers são estes fantoches do governo e de grande parte da oposição que teimam em esconder a realidade das pessoas para que estas não percebam a nulidade que são. Entretêm-nos com conversa fiada, com promessas que não podem cumprir e que sabem perfeitamente que não podem. Entretêm-nos também ao dizer que a culpa é dos outros, da UE, da Alemanha, dos especuladores, do mercado, etc, etc. Não é entertainer quem, de há muito tempo para cá, nos vem alertando para a realidade. Realidade esta que agora nos entra pelos olhos dentro. 

deixado a 1/12/10 às 00:53
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Natalia Santos

Há alguns dias, não sei se o DR João Rodrigues  viu, um sindicalista da Groundforce, apresentava na televisão uma lista de subsídios e condições de trabalho mais favorecidas das quais os empregados da Groundforce desistiam em favor da manutenção dos postos de trabalho. De que é que desistiam  então ?(estou a dizer de cor ) : sub. de turno, nocturno, aumentos, promoções, condições especiais de formadores, etc. Era mesmo etc., porque via-se que não tinha lido tudo da lista. 

Como trabalhei muito anos na área dos recursos humanos, uma coisa que sempre me fez confusão e penso que não tem que ser assim, é a quantidade de subsídios bem como tipos de horas extra que encarecem a hora trabalhada a um ponto inconcebível, muitas vezes não beneficiando assim tanto o próprio trabalhador, pois tem mais segurança social a pagar e como o irs é mais progressivo nos escalões mais baixos, descontam muito irs.

É uma rede de subsídios que se cruzam com as horas extra, cada contrato colectivo com as suas nuances infindáveis.
Esta tralha, feita para beneficiar os trabalhadores, na realidade não os benefica tanto como isso e torna a hora de trabalho que não aconteça em dias úteis em horário fixo diurno, muito cara.
Não digo que não se remunere de maneira especifica o que ocorre em horários especiais,  mas os contratos colectivos deviam usar todos os mesmos subsídios e percentagens de horas extra devendo reduzir-se a quantidade de situações actualmente existentes, ficando no entanto sempre contemplada, como já dissse   a excepção do trabalho extra, por turno , nocturno e fora dos dias úteis.
 A realidade que eu conheci durante 18 anos foi maioritariamemte  a dos operários fabris. Não sei como é a realidade dos médicos, enfermeiros, professores, pilotos etc.

Lembro-me que quando estava a colaborar na feitura de um programa de salários com os espanhóis da firma mãe, tive que desistir do programa deles e elaborarmos nós o nosso programa, porque eles não conseguiam perceber tanta nuance.
 Não estou a dizer que uma simplificação deste emaranhado  salvava o país, mas era para já uma melhoria  importante na nossa competitividade.

Ressalvo que desde há 2 anos que não trabalho nesta área, mas não acredito que tenha mudado muito.

( Entretanto tinhamos a total desregulação das áreas de actividade novas, como as das Comunicações)





deixado a 30/11/10 às 14:57
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Albano
Natália Santos,
Obrigado por partilhar a sua experiencia.
Ocorre-me aquela pergunta que o Medina Carreira faz vezes sem conta:
"Haverá alguém que queira investir neste país?"

Albano

deixado a 30/11/10 às 17:22
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LAM
Houve alguns benefícios que eram no início privilégio de quadros superiores e administrações (não os mesmos, mas outras formas adicionais de remunerar o trabalho), que foram sendo extensíveis também aos trabalhadores. É um ponto interessante. Assim não percamos também do debate sobre essa matéria os complementos remuneratórios, como carros, gasolina, seguros de vida, quando não cartão de crédito com ou sem limite, prémios de objectivos (sejam ou não alcançados ou até sequer fixados), de que beneficiam quadros, direcções e administrações de várias empresas (por acaso a Groundforce, e então a TAP nem se fala, é um desses casos).

deixado a 30/11/10 às 20:07
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Ana
Pelo pluralismo que existiu no programa, já tem os meus parabéns.
O discurso da inevitabilidade das medidas de austeridade tem que ser posto em causa e de uma vez por todas, as pessoas têm de ponderar se querem ter mais do mesmo.
O Dr. Medina demonstrou que sabe aritmética (nos tempos que correm, já não é mau) mas está completamente alienado da envolvente externa, no seu discurso nada de inovador ou criativo se realçou.
O programa não primou pelas soluções mas sim pelos diferentes olhares para descrever a situação actual, e pelo desmontar de certos argumentos que nos são vendidos, pelos economistas do regime, como axiomas e verdades absolutas.
No fim, ficamos todos a perceber que não é com estes políticos nacionais e europeus que os nossos problemas serão resolvidos. Sem uma Europa forte capaz de tirar poder aos mercados, vamos viver de crise em crise, com altos e baixos, onde os ricos serão mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

deixado a 30/11/10 às 15:04
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Ana
Pelo pluralismo que existiu no programa, já tem os meus parabéns.
O discurso da inevitabilidade das medidas de austeridade tem que ser posto em causa e de uma vez por todas, as pessoas têm de ponderar se querem ter mais do mesmo.
O Dr. Medina demonstrou que sabe aritmética (nos tempos que correm, já não é mau) mas está completamente alienado da envolvente externa, no seu discurso nada de inovador ou criativo se realçou.
O programa não primou pelas soluções mas sim pelos diferentes olhares para descrever a situação actual, e pelo desmontar de certos argumentos que nos são vendidos, pelos economistas do regime, como axiomas e verdades absolutas.
No fim, ficamos todos a perceber que não é com estes políticos nacionais e europeus que os nossos problemas serão resolvidos. Sem uma Europa forte capaz de tirar poder aos mercados, vamos viver de crise em crise, com altos e baixos, onde os ricos serão mais ricos e os pobres cada vez mais pobres.

deixado a 30/11/10 às 15:06
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PedroM
Postado noutro tópico fora do tema (juntar igualmente ao Daniel e Sérgio o João Rodrigues):

Segundo o Sérgio e o Daniel, é mentira que nos últimos 20-25 anos o crescimento económico e o aumento da dívida tenham sido aqueles que MC mencionou.
Segundo o Sérgio e o Daniel, é mentira que, como MC mencionou, com aqueles dados económicos não nos safamos (nem a nenhum estado social).
Segundo o Sérgio e o Daniel, é mentira que o grande problema não é este orçamento mas o que nos levou durante décadas a este estado miserável e a este orçamento, como MC diz.
Segundo o Sérgio e o Daniel, é mentira que portugal gaste mais do que produz, apesar do défice externo (sabe, a diferença entre o que se vende e o que se compra) o demonstrar, como diz MC.
Segundo o Sérgio e o Daniel, é mentira que precisamos de dinheiro externo, como MC diz.
Segundo o Sérgio e o Daniel, é mentira que é quem empresta que decide se o empresta e a quanto.
E continua, continua...

Perante as mentiras e demagogia de MC atrás descritas, digam lá a vossa verdade.

deixado a 30/11/10 às 15:29
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joaquim azevedo
Caro PedroM, comece por aqui se não se importa. E diga quantas vezes já viu o sr dr Medina preocupado com esta temática.

"A economia não declarada ascende, em Portugal, a perto de 30 mil milhões de euros, o que corresponde a cerca de 23% do PIB. O valor não pára de aumentar e tende a crescer com a crise."

Pode ler mais neste link: http://dn.sapo.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=1585126

Sabe, PedroM, não consta que sejam os trabalhadores por conta de outrém a falcatruar as declarações de rendimentos ao fisco, mas alguém há-de ser. Você, que tão bem conhece a economia nacional, há-de ter seguramente alguma informação que nos ajude a perceber esta gatunagem (oops!), desculpe, variável, era isto que eu queria dizer - variável económico-financeira.


Anónimo
joaquim,
Gatunagem sim, sem dúvida, mas infelizmente em muitas actividades industriais, a fuga ao fisco é a unica forma de sobreviver face á concorrencia Asiática. Acabar com essa fuga sem alterar algumas regras significava atirar largos milhares de pessoas para o desemprego.


joaquim azevedo
Percebido, Anónimo, a culpa é dos chinocas, esses bandidos de olhos em bico. Não fossem eles e isto seria o Paraíso. Infelizmente, e dado que Deus os colocou neste Mundo, os empresário portugueses têm de vigarizar os seus concidadãos. Definitivamente, Deus é injusto.


PedroM
"Infelizmente, e dado que Deus os colocou neste Mundo, os empresário portugueses têm de vigarizar os seus concidadãos"
Como os empresários chineses fazem aos seus concidadãos? É com eles (entre outras novas economias) que concorremos, certo? É que infelizmente não é com a Alemanha.


joaquim azevedo
Caro PedroM, na minha modesta opinião, Portugal concorre com todas as economias. Aliás, sempre foi assim - todos os países concorrem com todos os outros. Ou não?
Eu nem sei bem o que significa esse conceito de "novas economias", mas você há-de esclarecer-me.


Albano
"Portugal concorre com todas as economias. Aliás, sempre foi assim - todos os países concorrem com todos os outros. Ou não?
Joaquim,
Não, o problema da concorrencia Chinesa é grande e bicudo e piora de dia para dia, está em quase todos os sectores, SÓ NÃO VÊ QUEM NÃO QUER.


deixado a 2/12/10 às 11:38
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LAM
E nada faz prever que esses casos de fuga aos impostos abrandem. O caso do iva, por exemplo, em que um valor tão elevado leva cada vez mais consumidores a optar por estabelecimentos em que consiga que isso não lhe seja cobrado. Mais de um 1/5 do valor de um produto ser para um imposto, só não o evita quem não puder.

deixado a 30/11/10 às 20:17
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PedroM
A economia paralela pode ser vista de 2 maneiras, consoante o país e povo.
No nosso caso, ela funciona infelizmente como um verdadeiro balão de óxigénio para milhões que dela vivem e dependem em tempo de crise. Não fosse ela e a miséria seria atroz.
Representa muito dinheiro que não é canalizado para o estado? Sim mas estamos precisamente a viver a(s) crise(s) que esse mesmo estado potenciou através do desbaratar desses mesmos recursos e da sua má gestão.
Infelizmente, nada me garante que esse dinheiro não tivesse o mesmo fim do outro - bem pelo contrário.


joaquim azevedo
Ora então a economia paralela pode ser vista de duas maneiras, caro PedroM? Aí é que reside a nossa diferença - para mim, economia paralela só tem um nome: ROUBO. E o pior é que os gatunos ainda se riem dos que pagam.
Você nem se dá conta do que diz. Se o seu raciocínio fosse para levar a sério eu já estava legitimado para fugir às obrigações fiscais desde que comecei a trabalhar, já lá vão 26 anos. É que nunca nenhum (des)governo deste País mereceu o meu apoio e sempre achei que os meus impostos deveriam ter merecido destinos diferentes daqueles que têm tido.
E mais: 23% do PIB, é obra! Se esse money estivesse no sistema poderíamos estar neste momento a falar da melhor forma de o investir ao invés de andarmos a ver a que bolso vamos agora sacá-lo.

deixado a 1/12/10 às 20:56
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A questão não é se MC tem ou não razão. Tem razão naquilo que toda a gente sabe e admite, não tem no resto. O problema são as soluções que ele propõe. Quais? Alguém sabe? No programa de ontem, a única coisa que ele não parava de repetir era o óbvio: Portugal precisa de financiamento, Portugal precisa de financiamento. E tudo o que isso implica. Para além disso, o discurso populista anti-políticos é de uma hipocrisia sem nome. Principalmente conhecendo nós as ligações dele a Cavaco Silva, um dos principais responsáveis pelo modelo de desenvolvimento que nos trouxe aqui, e a Passos Coelho, o homem que assinou por baixo este Orçamento de austeridade que nos vai levar ao descalabro económico. Resumindo, as verdades de la Palisse são fáceis de papaguear quando se está com um pé fora e outro dentro do sistema. Inócuo e inútil.


Cortar na despesa. Ele já disse isso milhares de vezes. Milhares. Mas mesmo que não o fizesse, o diagnóstico que ele faz não é o correcto? E desde quando apresentar soluções erradas invalida os diagnósticos correctos dos outros? Um pouco de seriedade, às vezes, ajuda.

deixado a 1/12/10 às 12:03
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PedroM
"O problema são as soluções que ele propõe. Quais? Alguém sabe?"
Não sei as do Daniel ou as do Sérgio, por ex.

"
a única coisa que ele não parava de repetir era o óbvio: Portugal precisa de financiamento, Portugal precisa de financiamento. E tudo o que isso implica"
É óbvio mas pelos vistos não é esse o caminho que defendem (apesar de não apresentarem uma alternativa). Se a vossa solução não é o "óbvio", o que é? E não se esqueçam de enumerar as consequências do que essa vossa escolha implica, claro.

"
este Orçamento de austeridade que nos vai levar ao descalabro económico"
Aqui temos uma clara divergência. Vocês acham que é este orçamento que nos vai levar ao
descalabro económico (partimos de onde, então?). Eu acho (como MC) que este orçamento é apenas uma das consequências do descalabro económico que vivemos progressivamente há décadas. O tal "plano inclinado" em que não acreditam, apesar de o classificarem como de óbvio.

"
Inócuo e inútil"
Parece que sim. Realmente não vale a pena. Já vem a alertar para o tal "plano inclinado" aos anos e anos e a alertar que seguindo esse caminho ia-mos aqui parar mas de nada valeu face aos muitos "Sérgios e Daniéis". Imagino então o que seria se o que diz não fossem "óbvias
verdades de la Palisse"... Valeu de muito, sim sr.


Uma das propostas do Daniel parece que era reduzir a dívida fazendo com que os pobres pagassem rendas aos ricos e deixassem de comprar casa para que o estado tivesse um limite de crédito maior. Coisa de esquerda, fazer dos pobres mais pobres e dos ricos mais ricos.

deixado a 2/12/10 às 10:34
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PedroM
Um à parte: gostei de ver a reacção indignada e coerente do Daniel quando a funcionária pública que apresenta o programa se referia xenofobamente em tom alarve e de risinho ôco aos judeus, duma maneira generalista, como usurários ou agiotas. No fundo, comparando-os aos bancos que provocaram esta crise e que agora nos bicam o cadáver.
É bom ver como os nossos impostos são gastos. É este o serviço público que defende?

deixado a 30/11/10 às 15:39
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Nuno
"gostei de ver a reacção indignada e coerente do Daniel"

Não se esqueça que o Daniel é um poço de ética e uma fonte de correcção. Outra coisa não seria de esperar. Torna-se enjoativo, mas "prontos", ninguém é perfeito.
O problema do Daniel é que  apenas se resume a conversa oca e a demagogia. E ultimamamente deu-lhe para pôr uns ares de superioridade que demonstram bem o arrogante que é.

deixado a 30/11/10 às 16:14
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Reaccionário
Outro que não sabe o que é um funcionário público...



A maioria do pessoal que por aqui comenta não sabe, apenas se limita fazer eco do que diz a classe política.

Papagaios, mais ou menos adestrados, fazer o quê???

nota: não sou funcionária pública nem tenho qualquer familiar como tal.

deixado a 30/11/10 às 17:22
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joaquim azevedo
Escreve-se "aparte", do verbo apartar. E os "ocos" não têm assento em lado nenhum, tirando alguns privilegiados, claro.
Por outro lado, não me consta que a dona Fátima do "Prós e Prós" seja funcionária pública. Mas pronto, a ânsia de espetar setas nos funcionários públicos é de tal ordem que qualquer alvo já serve. Haja paciência...


PedroM
"a ânsia de espetar setas nos funcionários públicos é de tal ordem que qualquer alvo já serve"
A ironia passou-lhe ao lado. Não eram os FPs o "alvo" mas sim o sorvedouro de dinheiro público chamado RTP, cujas despesas davam para tapar o buraco do défice.
E já agora, sim, acho que FCF só tem um emprego daqueles como muitos dos que habitam essas empresas do estado: numa tv privada já era...


joaquim azevedo
Pois embora eu não aprecie por aí além a senhora em causa, sempre lhe digo que nas privadas há bem pior, como você decerto sabe. Esta drª lambe as botas ao poder do momento - agora ao PS e daqui a uns tempos talvez aos laranjas. Os senhores jornalistas das privadas, tirando raras e honrosas excepções, fazem o joguinho de interesses dos respectivos patrões e accionistas. Ou você duvida?


PedroM
"sempre lhe digo que nas privadas há bem pior"
Mudo o canal e o patrão que lhe pague, não eu.

"
Os senhores jornalistas das privadas, tirando raras e honrosas excepções, fazem o joguinho de interesses dos respectivos patrões e accionistas"
O Daniel é de quais?


joaquim azevedo
PedroM, foi você quem disse que "numa privada já era". Ora, eu demonstrei-lhe que nas privadas há bem pior do que exemplo em causa e você não desmente. Logo...
Quanto do Daniel não me cabe a mim pronunciar-me sobre o assunto. Mas sempre lhe vou dizendo que não me parece que ele exerça funções de jornalista em lado nenhum, pelo menos que eu saiba.

deixado a 3/12/10 às 10:28
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Chico da Tasca
Não sei o que é isso de Medina-Carreirar. Sei que o que Daniel-Oliveirar, até porque o Daniel Oliveira é muito mais rato dos media que o Medina Carreira. A gente vira-se para um lado e lá temos uma verborreia qualquer do Daniel Oliveira.

Uma coisa é certa: nem nos Prós e Contras nem em lugar nenhum eu ouvi alguém contradizer o Medina Carreira. Vejo tentativas não mais que isso, porque o Medina Carreira tem a realidade pelo lado dele.

Há um ano e tal-dois anos ouvi mais isto do Medina Carreira: "dado o desgoverno deste país e a cobardia e o enfeudamento a grupos de interesses e clientelas e corporações, de todos os governos que não fazem reformas essenciais para Portugal poder sobreviver neste mundo, Portugal vai entrar num declínio acentuado, se não de incumprimento das suas obrigações. Não vamos ser atacados, ninguém nos vai bater ou invadir, vamos simplesmente ficar mais pobres.... substancialmente mais pobres."

Achei isto um exagero na altura. Hoje, passado alguns meses, aí está a realidade que o Senhor Medina Carreira disse iria que iria acontecer, letra por letra, ponto por ponto.

É que o Medina Carreira fala das coisas em bases sérias, não com base em divagações ideológicas e demagógicas, que são os números.

Qualquer um dos gráficos que o Medina Carreira mostra arrasa de alto a baixo toda a verborreia conjunta dos profisionais da demagogia desta espécie de quinta.

 

deixado a 30/11/10 às 16:23
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Chico da Tasca, eu nada percebo de economia, como me tenho cansado de dizer, mas sempre soube aonde nos levariam os sucessivos PECs - mesmo antes, com a política desastrada e desastrosa do primeiro-ministro e ministro das finanças. O que tenho escrito por aqui comprova-o. É uma questão de bom senso e observação, não é preciso cátedra para perceber os erros.

O Medina Carreira, de quem não sou particular fã mas que reconheço dizer algumas verdades, nada diz que qualquer outra pessoa mais atenta não possa corroborar. O problema não é apontar os erros, o problema é indicar as soluções e nisso o Medina Carreira não foge à regra do comum papagaio.

Deuses? Já nem os do Olimpo se safam com esta crise.


Chico da Tasca
O Medina Carreira, e muitos outros, já apontaram caminhos. Aliás muitos especialistas dizem que coisas que não faltam são diagnósticos, e já se sabe o que fazer. O problema é que, como ainda ontem disse o Medina Carreira, o que há para fazer implica mexer nos interesses instalados e aí todos os governos ou têm sido condescendentes senão mesmo cúmplices desses interesses, ou actuam com cobardia, adiando até ao infinito a tomada dessas medidas.

E não vale a pena sequer aqui elencá-las, todos sabemos quais são.

deixado a 30/11/10 às 17:40
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MP
Como vê Dr. João Rodrigues, mais valia ter ficado calado.
O seu camarada de partido não sabe somar 2mais2...

 

deixado a 30/11/10 às 16:33
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