Quarta-feira, 17 de Novembro de 2010
por Bruno Sena Martins
"Hoje estamos predispostos a olhar para o século XX como uma era de extremos políticos, de erros trágicos e de escolhas irracionais; uma era de ilusão da qual agora, felizmente, nos libertámos. Mas não estaremos igualmente iludidos? Na nossa renovada veneração do sector privado e do mercado, não teremos simplesmente invertido a fé de uma geração anterior na «propriedade pública» e no «Estado», ou no «planeamento»? Nada é mais ideológico, afinal, do que a afirmação de que todos os assuntos e políticas, privados e públicos, têm de voltar-se para a economia globalizada, as suas leis inevitáveis, e as suas exigências insaciáveis. De facto, esse culto da necessidade económica e das suas leis férreas era também uma premissa fulcral do marxismo. Ao transitar do século XX para o XXI, não teremos apenas abandonado um sistema do século XX baseado na crença, e colocado outro no seu lugar?"

Tony Judt, O Século XX Esquecido

por Bruno Sena Martins
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7 comentários:
As crenças são outras mas o pirncípio dogmático mantém-se.
A lógica dos mercados é tudo o que importa e cegamente os estados têm se submeter às suas vontades e variações de humor.
Waren Buffet dizia certa vez que não ligava minimamente à bolsa porque a qualificava de maniaco-depressiva, agora mais politicamente correcta chamada de bipolaridade, pois esta mesma doença têm os mercados. São bipolares.
Seria assim tão dificil, por parte das nações, adoptar uma postura de bom senso?

deixado a 17/11/10 às 21:26
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Bolchevike
A história da exploração continua.

Continua a haver exploradores e explorados.

O «fim da história» só está na cabeça de mentecaptos ou na cabeçorra de «inginheiros suciais» da treta!

Se há exploração, tem que haver luta.

Tal como em 1917!

deixado a 17/11/10 às 21:55
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luis Moreira
Comecem a lutar por aqui:http://estrolabio.blogspot.com/2010/11/uma-proposta-do-professor-julio-marques.html

deixado a 17/11/10 às 23:02
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A de 17 não correu lá muito bem....

deixado a 17/11/10 às 23:34
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Bem visto. Resta-nos esperar que este pêndulo ideológico oscile com uma amplitude sempre decrescente e no sentido de um equilíbrio estável, no limite, e não num descompensado movimento de amplitude crescente e que conduza a uma frequência disruptiva...

deixado a 18/11/10 às 11:37
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Albano
Prefere Lenine, Trotsky, Mao ou Castro?

Avante Camarada!!!!!

deixado a 18/11/10 às 12:17
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Existe um paradoxo famoso que diz que a melhoria das condições de vida no Produto e na redução do horário de trabalho não aumentaram a felicidade.

As pessoas não se sentem mais felizes apesar de terem melhorias que consideramos fundamentais, o que levou os estudiosos a pensar que a política está mal orientada, porque se vocaciona para as estruturas e não para algo que dê satisfação às pessoas, como a família ou a realização no trabalho.

deixado a 18/11/10 às 15:21
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