Sábado, 9 de Janeiro de 2010
por João Rodrigues





João César das Neves junta fundamentalismo económico e religioso como poucos em Portugal. Mistura explosiva: afinal de contas, não é verdade que no capitalismo sem freios tudo o que é “sólido se dissolve no ar”? Pouco importa: a moralidade é transformada numa caricatura grotesca e funcional para um certo tipo de capitalismo. Esta conversa é apenas para recomendar a recensão que Sandra Monteiro, directora  do Le Monde diplomatique – edição portuguesa, fez a um artigo e a um livro de César das Neves para miúdos e graúdos. O artigo da Sandra está disponível, na íntegra, no sítio do jornal.


por João Rodrigues
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26 comentários:
cafc
A César o que é de César, às Neves o que é do Abominável homem das ditas".

deixado a 9/1/10 às 19:44
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Raoul de Joinville
JCN é um cómico profissional que emergiu nos media nos últimos anos.

Num debate sobre o referendo da IVG ouviu-o dizer alarvidades inesperadas como «esses homicidas que são os utilizadores de pílulas e/ou preservativo», e outras pérolas que tais...

Um verdadeiro TALIBAN português.

Mas faz rir a bandeiras despregadas!

deixado a 9/1/10 às 19:59
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isagt
Mais de 80% deve tê-lo comprado pela capa, economia para crianças, deve ser bom e serviu de prenda para os filhos, sobrinhos, afilhados...e ficou despachado/a
As pobres crianças, sem culpa nenhuma, levam com uma das suas primeiras "ensaboadelas" ao cérebro.

deixado a 9/1/10 às 23:27
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José R.
JCN é assim. Jesus há-de arrepiar-se com o que ele diz sobre economia e sociedade. Mas para compensar os capitalistas hão-de borrifar-se para aquilo que ele diz sobre religião. E o homem sente-se compensado. Não se pode ter tudo!

deixado a 9/1/10 às 21:06
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Adorei a transcricao (3) referente a racismo e como e' identico ao proteccionismo economico. E quando pensamos que ja ouvimos de tudo..
Este livro deve ser como injectar hormonas masculinas: ate as criancas ganham pelugem imediata, e ficam a ver o mundo a preto e branco.

deixado a 10/1/10 às 01:41
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joaquim azevedo
As temperaturas estão baixas, muito baixas mesmo. Estão naquele nível em que os sem-abrigo entram em hipotermia se nenhuma caridadezinha os reconfortar com uma comida quente ou um cobertor extra.
Há quem diga que os sem-abrigo são 80 milhões nesta europa civilizada. Para uns é muito, para outros será pouco e, para outros ainda, é normal. Contingências da crise...!

Peço desculpa a todos os Arrastões (aos novos e aos mais antigos) mas, se as discussões aqui lançadas continuarem a excluir os sem-abrigo, os desempregados, os miseravelmente empregados e as barbaridades do Capitalismo sobre quem trabalha, eu talvez deixe de contribuir (ainda que o faça modestamente) para alimentar o blogue.
A Esquerda não deve valorizar os Neves deste mundo.
A Esquerda não pode cair na armadilha de discutir economia a partir das tolices de direita de um qualquer idiota.
A Esquerda, se pretende mudar algo, deve, isso sim, propor uma mudança social que aponte no sentido de dar o poder a quem (realmente) trabalha e produz. Tudo o resto é conversa que não conta para nada.
A Esquerda que, cada vez mais, vislumbro no Arrastão, está acomodada. Ou seja, acentua-se a tendência para discutir os DN's, os Pachecos ou os Neves, como se isso fosse o que realmente conta. Pode parecer que conta, mas não.
De facto, não me parece que um sem abrigo, ou um operário desempregado, esteja disposto a comprar o DN para discutir a coluna do César das Neves com os companheiros de infortúnio, ao mesmo tempo que come num albergue de caridade a sopa dos pobres ou o iogurte fora de prazo que sobrou ao "modelo" ou ao "pingo doce".
A Esquerda a sério não discute com os Capitalistas, combate-os. Não há nada a discutir, acho eu.
Dar relevância a Pachecos, a Césares e a outras figuras "gradas e sérias", é dar tiros no pé.

Já agora, um desabafo. Manuel Alegre, para mim, nunca! Um sapo, numa vida, já chega...

deixado a 10/1/10 às 02:26
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Raoul de Joinville
Podes sempre votar Cavaco!...

deixado a 10/1/10 às 11:11
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Isabel
Joaquim Azevedo

Gostei bastante desse apelo ao retorno às origens, à pureza inicial, à verdadeira luta.

Mas vocês, os puros, lutam apenas pelo aburguesamento dos proletários do campo ou da cidade.

Têm apenas um curto espaço de tempo de acção na vida deles.

Quando esses proletários passam para o estado de suburbano, ou seja o estádio seguinte à pobreza mas ainda distante do conforto da vida burguesa, já não é esse o discurso que querem ouvir.

Já não querem luta.

Querem entrar no sistema e arranjar espaço para progredirem devagarinho.

A isso se chama mobilidade social e é um direito democrático.

Apesar da crise, os "vossos" proletários (os pobres, os oprimidos e injustiçados), já se aburguesaram. Quem lhes resolve os problemas são os partidos de esquerda já aburguesados também; o PS e o PSD. O primeiro de burgueses mais para o provinciano, o segundo de burgueses mais para o urbano.

Essa luta que propõe já não tem público-alvo.

Serve apenas para dar protagonismo a alguns cuja carreira política começou do lado errado e serve para agregar um grupo culutral alternativo, burguês também mas que se auto-proclama pela "revolução". Não é mais do que uma forma de afirmação.

Para alimentar essa ideologia, estão também os frustrados, os ressabiados e os temporariamente "cuspidos" do sistema no seu caminho legítimo de ascensão.

Não há nenhum governo democrático que trabalhe para os direitos humanos, quanto mais não seja e principalmente pelas aparências, que goste de ver o número de sem abrigo, que produz.

É um problema que todos querem resolver, porque se nota e é chato, dá mau aspecto.

A verdade é que a grande maioria são pessoas com problemas do foro psiquiátrio, com doenças que estão no limite da perda de autonomia, mas não suficientemente graves para serem tratadas porque têm algum espaço, ainda observável, de vontade e autonomia.

Os sem-abrigo são um problema social mas do Serviço Nacional de Saúde e não do capitalismo.

Os sem-abrigo são muitos ( os outros aburguesaram-se) do que antes do 25 de Abril viviam em barracas nos arredores das cidades e que hoje por graça de uma operação cosmética, não têm a barraca. Têm apenas, a doença incapacitante, a miséria consequente e 2 m2 de um qualquer passeio para dormir.

O Socialismo não acabou com as barracas.

Modernizou-as.Agora são portáteis.

E se não fosse a caridadezinha...

deixado a 10/1/10 às 11:53
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joaquim azevedo
Caro Raoul, mal vai a esquerda se não tiver melhor que o Senador Alegre. E talvez não tenha, o que é triste.

deixado a 10/1/10 às 12:45
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joaquim azevedo
Dona Isabel, confesso que hoje não estou com pachorra suficiente para, mais uma vez, entrar em discussões redondas consigo. No entanto, deixe que lhe diga que você nunca pára de surpreender. Agora, saiu-se com estas pérolas:
"A verdade é que a grande maioria [dos sem-abrigo] são pessoas com problemas do foro psiquiátrio, com doenças que estão no limite da perda de autonomia"

"Os sem-abrigo são um problema social mas do Serviço Nacional de Saúde e não do capitalismo."

Depois de ler isto, cara amiga, quase me atrevo a dizer que quem está com problemas psiquiátricos não são os sem-abrigo...

deixado a 10/1/10 às 14:26
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