Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010
por João Rodrigues
"Neste OE, a tributação dos prémios dos gestores tem um valor simbólico e moralizador, mas não mais do que isso. Muito mais importante seria a penalização fiscal de rendimentos especialmente elevados, a eventual tributação das mais-valias bolsistas ou a introdução de um imposto sobre as heranças (a sua inexistência é um absurdo, como tem defendido Warren Buffet). Porém, sobre o papel da justiça fiscal no combate às desigualdades, o Orçamento do Estado é silencioso. Este, como outros problemas estruturais, fica adiado."

João Cardoso Rosas, jornal i.

por João Rodrigues
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18 comentários:
cafc
Então, vou continuar. Penso que há uma ligação entre a "1ª parte" e o que se segue:

"O meu compadre
Que é rico, disse-me:
Tira os olhos do chão
Aceita o meu conselho
Não aceites derrotas
Tira os olhos do chão.

E eu respondi
Ó meu amigo, ó meu palerma
Se eu tenho os olhos no chão
Não é por estar derrotado
É p'ra ver o meu futuro
Em função do meu passado
É p'ra ver o caminho
E é p'ra ver o que calço
Que eu não ando nas núvens
A pisar pó de talco.

Vamos, vamos, vamos
Tomar cuidado
Com promessas assinadas
Em papel molhado."(...)

E, esta canção do Sérgio Godinho continua. Faz parte do álbum "À queima roupa". Onde também consta:

(...)"O grande capital é fino
Ou pisa a terra ou faz o pino
Ou mostra o dente
Ou é discreto
Uma p'la frente
Outra p´lo recto."(...)

Penso que, juntando as duas partes do que escrevi, fica claro que não esperava, não espero, nem esperarei qualquer mudança substancial nos planos "sócio-político-económicos".
Mais "queijo", menos "queijo", o que sobrará, para a grande maioria dos cidadãos, será a margarina do "Último tango em Paris".

Para quando o "abrir de olhos", participando nas eleições e rejeitando o "bloco(lho) central"?

deixado a 29/1/10 às 17:07
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Imposto sobre as heranças? E quiçá também sobre as doações.
Brilhante, pagar para receber aquilo que é meu.
Digno de um estado totalitário.

deixado a 29/1/10 às 16:20
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Muito simbólico sem dúvida. Estamos a chavizar a nossa economia.

O Millennium Polónia, o BES nos Estados Unidos e o Banco Caixa Geral vão passar a pagar salários de gestores portugueses. O IRS fica por lá. Os prémios virtuais ficam na cabeça dos tolos de cá.

O imposto sobre as heranças também é muito bom. É um grande incentivo à poupança. Lembrem-me, antes de morrer transferir tudo para Espanha.

E as mais valias são a inteligência pura. Acções é o que há mais por aí em países que não afugentam investidores.

deixado a 29/1/10 às 13:12
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cafc
A minha "idade da inocência" política acabou no dia em que ganhei consciência da indecência de políticos de qualquer idade. E isso aconteceu na época da mistura "sal e azar" (com a devida vénia ao Fernando Pessoa).

Desde aí, passaram algumas décadas. Muitas coisas mudaram. Para mim, a mais importante de todas continua a ser a conquista da Liberdade política, com o 25 de Abril.

Mas, por onde têm andado as outras Liberdades?

Alguém poderá duvidar que é o "dinheiro que comanda a vida" (Gedeão, desculpa)?
Alguém tem dúvidas que os Governos são um prolongamento político dos interesses dos "donos do dinheiro"?
Alguém poderia pensar que, com ou sem crise, o omnipotente, omnisciente e omnipresente "Deus dos dólares, dos euros,etc.", não continuaria a ter os seus profetas? E que milhões dos seus "filhos menores" continuariam, diariamente, a ser crucificados na mais abjecta miséria, sem qualquer misericórdia?

Duas notas:

1- Escrevi "de políticos". Não escrevi "dos políticos", porque não os "meto todos no mesmo saco". Só para não haver confusões...;

2- O paralelismo entre a política e a religiâo não foi mera coincidência.

Faço, agora, um breve intervalo. Volto dentro de momentos com a transcrição de uma canção.

deixado a 29/1/10 às 15:55
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Antonio Cunha
Continuem assim que vão longe.

deixado a 29/1/10 às 18:23
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O imposto sobre as heranças iria prejudicar, como de costume, os que têm menos. Imagine um filho que herda a casa dos pais e que não tenha dinheiro para pagar o imposto, mesmo que não tenha casa, teria que a vender. Isto sim, seria um absurdo ;-)

deixado a 29/1/10 às 18:42
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chapeleiro louco
é só mais uma demonstração de como o poder económico se sobrepõe ao poder democrático, e mais uma razão para abolir o sistema.

bienvenidos à la republica de las bananas.

deixado a 29/1/10 às 19:45
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Libertário
Então se por exemplo eu herdasse um carro e supondo que o imposto fosse de 30% como faria?
Ia ás finanças deixar 30% do carro?
E se a herança fosse um porco de 100 quilos?

deixado a 29/1/10 às 20:32
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chapeleiro louco
entao também não se paga IMI.

deixado a 29/1/10 às 22:56
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LGF Lizard
Imposto sobre as mais-valias bolsistas é justo. Sobre heranças e doações, nem pensar.
Exemplo: Supondo que trabalho a vida inteira para deixar um pé-de-meia para a minha filha. è justo que ela, para o receber, tenha que pagar impostos? Sobre uma coisa que eu já paguei impostos para ter?
Agora concordo é aumentar os impostos para os artigos de luxo. Quem dá 300 mil euros por um Ferrari, pode dar 350 mil pelo mesmo Ferrari.

deixado a 29/1/10 às 23:20
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