Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010
por João Rodrigues


O presidente do Instituto Português do Sangue lançou um alerta e fez um apelo: por razões aparentemente pontuais, as reservas de sangue existentes apenas cobrem as necessidades de dois dias das unidades de saúde e por isso é ainda mais imprescindível que os cidadãos, em especial os da Grande Lisboa, exercitem a virtude cívica e dêem sangue. Não pode faltar sangue para quem dele necessita. Os portugueses até são relativamente mais generosos do que a média da União Europeia e o país até costuma ser auto-suficiente.

Dádiva, necessidade, virtude. Estas palavras florescem no espaço público. A provisão de um dos bens mais preciosos para a vida humana é geralmente deixada a práticas e motivações que recusam as disposições e os instrumentos típicos das relações mercantis: egoísmo, incentivos pecuniários ou preferências suportadas por dinheiro. Mais curioso ainda, estou convencido de que só um determinado tipo de economista se lembraria de questionar uma forma de provisão que parece tão natural para a maioria dos cidadãos: de cada um segundo a sua generosidade e possibilidade, a cada um segundo a sua necessidade. Nem tudo está à venda.

A minha crónica no i pode ser lida e comentada aqui.

por João Rodrigues
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