Segunda-feira, 23 de Novembro de 2009
por Arrastão

Deram-me, entre outros, os nomes Ana Nunes, faço parte da prole de Lisboa, já vivi 35 verões, sou bloguista estreante, veterana borguista, licenciada em Ciências da Comunicação numa instituição privada-burguesa e não gosto de queijo. Nunca aprendi a andar de bicicleta porque desequilibro à esquerda e acabo por cair. Sofro de bipolaridade clubística da 2ª circular, há quem diga que sou vira-casacas. Ainda acredito que a cantiga é uma arma mesmo que a linha melódica não seja uma constante. Não acredito no pai natal, creio no Pai Coltrane, no Filho Sanders e no Espírito do Ayler. Acredito no poder das Palavras e do Trabalho. O único capital que reconheço é a Natureza Humana. Tenho a certeza que é possível Ter, Viver e Ser melhor. Deste dia e até deixar de o fazer, arrastarei.

 

 

Exactamente dois meses antes da chegada da revolução de Abril, aparecia eu, Andrea Peniche. Foi parto natural e em hospital público, lá para os lados de Vila do Conde.Escapei por um triz aos Pioneiros e à JCP. Dei por mim nas lutas contra a PGA e depois contra as propinas. Fui presidente da AE de Letras do Porto. Militante do PSR desde os 15 anos, desemboquei com esperança no Bloco de Esquerda. Descobri-me feminista e fiz disso militância. Pelo meio cursei filosofia e defendi uma dissertação de mestrado que virou livro: Elas somos nós. O direito ao aborto como reivindicação democrática e cidadã, publicado em 2007 pela Afrontamento. Para ganhar a vida, trabalho na editora que me publicou. Aventurei-me na blogosfera com a Minoria Relativa, onde está parte de mim. Vivo no Porto e tenho sotaque. Gosto de tripas e do FCP.

Outro blogue: Minoria Relativa

 

 

Nasci em Coimbra, por alturas de 1978 sob a designação Bruno Daniel Gomes de Sena Martins (vá, Bruno Sena Martins). Fiz a licenciatura em Antropologia na Universidade de Coimbra onde também concluí o mestrado em Sociologia. A dissertação de mestrado que depois se verteu no livro E se eu fosse cego, publicado em 2006 pela Afrontamento, recebeu o Prémio do Centro de Estudos Sociais para jovens cientistas sociais de língua oficial portuguesa. Actualmente concluo uma tese de doutoramento que, a partir de um trabalho de comparação etnográfica entre Portugal e Moçambique, tenta analisar situações. Sou investigador associado no Centro de Estudos Sociais na Universidade de Coimbra onde actualmente integro alguns projectos de investigação. Atraído pela moda dos solitários dados a insónias, juntei-me à blogosfera no longínquo verão de 2003 por via do blogue avatares de um desejo, espaço onde ainda hoje explano disfunções para adormecer. Mais recentemente, abracei a causa das colectividades blogosféricas e integrei a equipa do Blogue de Esquerda da Sábado, a do 5 dias e a do Aparelho de Estado do Expresso. Enquanto independente, fui duas vezes candidato nas listas do Bloco de Esquerda (legislativas e autárquicas), mandou o bom senso que não fosse eleito (ou sequer elegível). O FCP é a minha nação.


Outro blogue:
Avatares de um Desejo

 

 

De minha graça Daniel João Figueiredo de Oliveira, Daniel Oliveira para os conhecidos e apenas Daniel para os amigos, nasci em 1969 na freguesia de São Jorge de Arroios, na incomparável cidade de Lisboa. Na política, fui, ainda petiz, da Juventude Comunista Portuguesa, de onde saí em 1989. Passei pela felizmente defunta Plataforma de Esquerda e pela Política XXI, acabando por desaguar no Bloco de Esquerda, de que sou fundador e onde fui assessor de imprensa, membro da Mesa Nacional e da Comissão Política. Agora sou militante de base e não desgosto.
Jornalista desde 1988, com magros 18 anos, trabalhei no “Século”, “Diário de Lisboa”, “Já”, “Vida Mundial”, “Diário Económico” e vários programas da RTP como jornalista, editor e autor. Recebi o Prémio Revelação Gazeta de 1998. Tive uma breve passagem pela publicidade. Na blogosfera cheguei na pré-história: passei pelo Blogue de Esquerda, Barnabé, Aspirina B e Arrastão. Fui colunista na “A Capital” e sou agora no “Expresso” e “Record”, além de participar no programa “Eixo do Mal”, da SIC Notícias. Regressado aos estudos nos últimos anos, depois de uma experiência em sociologia, dedico o tempo que me sobra a uma tese de mestrado algures entre o jornalismo e a política. Quando estiver pronta digo sobre quê. Sou sócio do Sporting.

 

 

Chamo-me João Rodrigues. Nasci, em 1977, em Coimbra, onde vivo actualmente. Sou licenciado em Economia e mestre em Economia Monetária e Financeira pelo ISEG-UTL. Fui investigador no DINÂMIA-ISCTE e dei aulas de Economia no ISCTE e na Universidade Lusófona. Vivi doze anos em Lisboa. Estou a concluir o doutoramento na Universidade de Manchester com uma tese intitulada Onde pára o mercado? Ludwig von Mises, Friedrich Hayek e Karl Polayni. Tenho escrito artigos académicos e capítulos de livros nas áreas da história das ideias económicas e dos debates sobre a construção dos mercados e os seus limites. Escrevo uma crónica semanal para o jornal i e faço parte do conselho editorial do Le Monde diplomatique – edição portuguesa. De vez em quando faço umas traduções. Comecei a blogar no Ladrões de Bicicletas, do qual continuo a fazer parte, há coisa de três anos.
Não estou nada convencido que o capitalismo, mesmo que se reconheça a sua diversidade e plasticidade institucionais, deva ser o fim da história. O socialismo só pode ser um humanismo que se faz e desfaz na “economia moral da multidão” e nas políticas públicas que mudam as regras do jogo: democracia sem fim numa comunidade política decente e nas instituições da economia, construção legal e social das liberdades e criação das condições para uma igualdade substantiva. Só escrevo sobre economia, política, economia política e política económica.

Outro logue: Ladrões de Bicicletas

 

 

Miguel Cardina. Nasci na Nazaré em 1978 e instalei-me em Coimbra ainda no século passado. Depois de uma passagem fugaz por um curso de Comunicação Social, estudei aplicadamente Filosofia para depois me dedicar à História Contemporânea. Fiz a dissertação de mestrado – publicada pela Angelus Novus em 2008 – em torno dos movimentos estudantis durante o marcelismo, e estou neste momento à espera de defender a tese de doutoramento, sobre o maoísmo em Portugal entre 1964 e 1974. Publiquei em 2010 um pequeno livro de capa azul sobre a esquerda radical nas décadas de 1960 e 1970. Sou investigador do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra. Ando pelos blogues desde 2004 e já foram tantos que tenho medo de enumerá-los e esquecer-me de algum. Por agora escrevo no Arrastão e no Aparelho de Estado. Sou militante de várias agremiações, entre as quais o Bloco de Esquerda. Toco bateria e percussão nos dias inúteis.

 

 

Pedro Sales. Nascido em 73, comecei a dar os meus primeiros passos ainda estavam frescos os cravos do 25 do 4. Frequentei a licenciatura de Estudos Portugueses na Universidade Nova, mas uma propensa aversão a línguas mortas levou-me a deixar a Avenida de Berna com meia dúzia de cadeiras penduradas. Activista contra as propinas, fiz parte da associação de estudantes da FCSH durante três anos e escrevi umas coisas para o jornal da mesma.
Trabalhei –ou, como se diz agora, colaborei – para o portal educativo da Porto Editora, antes de enveredar pelo mundo da burocracia parlamentar, primeiro na área da educação, actualmente com a assessoria de imprensa do Bloco de Esquerda.
Comecei a minha participação na bloga pela porta dos fundos, entrando para o Barnabé escassos meses antes da sopa entornar. Escrevi no Zero de Conduta e agora, quando não ocupo o meu tempo a andar de bicicleta, vou dando novidades no Arrastão.

 

 

Chamo-me Pedro Vieira e nasci em Lisboa no verão quente de 1975, cidade onde vivo até hoje. Fiz o ensino secundário na escola António Arroio e a licenciatura em Publicidade e Marketing na Escola Superior de Comunicação Social. Actualmente trabalho para o Canal Q das Produções Fictícias e sou ilustrador freelancer. Na blogosfera criei e enterrei o agridoce, passei pelo 5 Dias e faço parte do Arrastão desde Setembro de 2008; continuo a ser ditador absoluto no irmaolucia. Sou adepto do Fóculporto e o meu cartão partidário é o Lisboa Viva.

Outro blogue: Irmão Lúcia

 

 

Chamo-me Sérgio Lavos. Nasci em 1975, numa aldeia perto de Leiria, e vim para Lisboa licenciar-me em Estudos Anglo-Portugueses na FSCH. De seguida, para não ser mais um professor no desemprego, e para confirmar a ideia de que os estudos nem sempre compensam, dediquei-me aos livros, na sua vertente menos intelectual – tornei-me livreiro. E assim tem sido desde então, mas entretanto descobri o maravilhoso mundo do semi-anonimato blogosférico. O primeiro blogue foi um nado-vivo – não me lembro sequer do nome – o segundo está em coma – Arquivo Fantasma – e o terceiro continua calmamente como o blogue menos polémico das redondezas – o Auto-retrato. Se o trabalho quase sempre evidencia a minha coluna vertebral com inclinação para a esquerda, em descanso prefiro dar lugar à minha costela burguesa – a comida, a bebida, as viagens, muito cinema e alguns livros a sério. Será sobretudo disto que vou falar.

Outros blogues: Auto-retrato

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