Segunda-feira, 24 de Maio de 2010
por João Rodrigues


Esta crónica não pode deixar de ser um apelo: participe na manifestação convocada pela CGTP para o próximo sábado, dia 29 de Maio, às 15h00, entre o Marquês de Pombal e os Restauradores, em Lisboa. A aposta é simples e racional: na ausência da "pressão da rua" convencionalmente desdenhada, é sobre a esmagadora maioria dos trabalhadores assalariados - do público e do privado, mais ou menos precários, empregados ou desempregados - que continuará a recair todo o fardo da crise de um sistema económico cada vez mais disfuncional.

Aliás, o bloco central parece estar convencido de que as responsabilidades pela brutal crise económica internacional são dos trabalhadores, dos direitos que uma parte deles conquistou e do Estado social que as suas lutas fizeram surgir. Estranhamente, a lógica das medidas de austeridade nunca é anunciada: usar o desemprego de dois dígitos, a redução dos direitos sociais, sobretudo no subsídio de desemprego, e a austeridade orçamental, em geral, para favorecer a aceitação pelos trabalhadores mais vulneráveis de reduções substanciais do seu poder de compra. Julgam que assim se promoverá uma recuperação económica assente nas exportações devido à redução dos custos laborais. A enésima rodada de redução dos direitos laborais dá uma ajuda a este projecto económico de compressão do mercado interno. Esquecem-se alguns detalhes nacionais e europeus...

O resto da crónica no i pode ser lido aqui.

por João Rodrigues
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45 comentários:
Antonio Cunha
Manifs ao Sábado ?

O pessoal do pc deve andar doente.

deixado a 24/5/10 às 09:39
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Rui F
Sem um sistema produtivo capaz de competir no mercado globalizado, só existe uma solução competitiva para Portugal exportar mais: baixos salários, mão-de-obra barata, precariedade. É a verdade crua.
Os nossos rivais, aqueles que vão competir para atrair investimento externo serão: a Índia, o Brasil, o Camboja, Vietnam, China…

Adivinha-se nova vaga de emigração:
È preferível fazer lá fora – especialmente Europa - o mesmo que cá, ganhando bastante mais.
Adivinha-se uma vez mais que a principal fonte de divisas nacionais serão as remessas dos emigrantes.

Haverá país mais triste que este?

deixado a 24/5/10 às 10:54
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lingrinhas
têm todo o direito de fazer manifestações e ao sabado ou domingo para nós não pagarmos os atestados mas encabessem a manifestação com um pano com as solução para os problemas.

deixado a 24/5/10 às 11:23
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Nuno
Prefiro custos de produção mais baixos... não baixando salários, mas baixando taxas, impostos, custos de energia e transportes, despesas burocráticas...

deixado a 24/5/10 às 12:02
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Por decoro não coloco a notícia. Deixo só olink (http://jn.sapo.pt/PaginaInicial/Economia/Interior.aspx?content_id=1576868)

deixado a 24/5/10 às 12:16
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Ricardo
O plano do governo e da UE é tornar Portugal num call-center gigante

deixado a 24/5/10 às 12:23
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Pão Metálico
Lamento ter de me ausentar por motivos de saúde.
Motivo: estou completamente de acordo com este comentário de Rui F.
Estou a ficar velho e doente. Ao que eu cheguei.

deixado a 24/5/10 às 12:27
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Vera
Vítor Rodrigues, que há oito anos explora 20 hectares em Videira Norte, na freguesia de Praia de Mira, apenas conseguiu suprir as dificuldades em conseguir mão-de-obra para a colheita dos morangos, que decorre por esta altura, recorrendo a trabalhadores vindos da Tailândia, a quem paga, no mínimo, 550 euros líquidos por mês por 40 horas de trabalho semanais. Há dois anos, chegou a perder 70 toneladas por não ter quem retirasse o fruto da terra. No ano passado, contactou uma empresa de trabalho temporário e adicionou uma dezena de tailandeses à equipa de funcionários fixos. Os braços extra revelaram-se essenciais para salvar as 550 toneladas de produção.

O Tuga é fidalgo e não quer trabalhar. Vão lá falar de desemprego para outra "quinta", que nesta ainda sobra trabalho para tailandeses. Aliás daqui a uns anos vamos ter de importar mão de obra da China.

deixado a 24/5/10 às 13:15
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Daniel Sobral
É uma pena de facto.

deixado a 24/5/10 às 15:30
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Lisboeta
Eu gostava era de saber quanto é que o artista dos morangos paga por cada tailandês à tal empresa de trabalho temporário. Isto para não perguntar se esses tailandeses entraram legalmente no nosso país. Talvez aqui esteja uma boa matéria de investigação para o MP. Mas isso também não lhes deve interessar muito. Quanto mais "multicultural", melhor...

deixado a 24/5/10 às 16:23
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