Terça-feira, 20 de Julho de 2010
por João Rodrigues


"Não é o grau de regulação dos mercados de trabalho que determina o nível de desemprego de um país, mas a sua taxa de crescimento económico, a qual se viu dificultada na UE pela arquitectura institucional da UE, que deu prioridade a políticas monetárias sobre políticas keynesianas de estímulo económico. E isso é consequência do enorme poder que o capital financeiro tem sobre o desenho de tal arquitectura neoliberal da UE e, muito em particular, sobre o Conselho Europeu, a Comissão Europeia e o Banco Central Europeu (...) A evidência, pois, é bastante clara e convincente de que para sair da crise a União Europeia deveria seguir políticas expansionistas, com considerável aumento da despesa pública, com o objectivo de criar emprego e estabelecer as bases de um novo tipo de crescimento económico. Este crescimento deve ir mais orientado a servir as necessidades da infra-estrutura social e económica do país, estimulando o desenvolvimento do estado de bem-estar e da economia produtiva à custa de diminuir o espaço e, sobretudo, a influência do capital financeiro, cujo poder sobre as instituições europeias é a raiz do problema no qual a UE se encontra. Tal influência explica que hoje se esteja a dar grande importância à redução do défice e da dívida pública em lugar de dar prioridade à redução do desemprego, com base na estimulação do crescimento económico."

Vicenç Navarro.

por João Rodrigues
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59 comentários:
"arquitectura institucional da UE, que deu prioridade a políticas monetárias sobre políticas keynesianas de estímulo económico. E isso é consequência do enorme poder que o capital financeiro tem sobre o desenho de tal arquitectura neoliberal da UE"

A ver se percebi, o capital financeiro é contrário ao crescimento económico porque ele, ao contrário de todos os outros, não quer ganhar dinheiro. Tem lógica, sim senhor....Deviam patentear isso!

deixado a 20/7/10 às 22:02
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Rui F
Toni

Então qual o país da UE cresce a olhos vistos com esta politica económica institucionalizada?

deixe lá ver...nenhnum de jeito?

deixado a 20/7/10 às 22:12
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Carlos Marques
Exacto, Tonibler.

Esta malta da extrema-esquerda tem ideias maravilhosas - não sei porque não criam empresas em vez de estarem quase todos metidos no Estado.

Ainda há pouco estava a ouvir o Carvalho da Silva e estava a pensar: este homem daria um excelente patrão, um patrão ideal, pena é ninguém lhe emprestar dinheiro para ele gerir.

Porque a questão é essa: sem dinheiro, não há palhaçosl.

deixado a 20/7/10 às 22:50
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Rui F,

Política económica da UE???? Já nos vendemos todos ou por política económica da UE quer dizer "aqueles gajos que querem deixar de pagar os nossos gastos orientais"?

deixado a 20/7/10 às 23:06
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Xi
Vicenç Navarro

Foi Catedrático de Economia Aplicada na Universidade de Barcelona. É também professor de Políticas Públicas na Universidade Johns Hopkins (Baltimore, EUA), onde exerceu docência durante 35 anos. Dirige o Programa em Políticas Públicas e Sociais patrocinado conjuntamente pela Universidade Pompeu Fabra e pela Universidade Johns Hopkins. Dirige também o Observatório Social de Espanha.

hmmmm....deve ser saber um pouco mais de economia do que o Toni!!!....bom digo eu....se calhar não! Vou apoiar o Toni, porque sim e porque não.

Sabe que a crise no Sudeste asiático em 80 se deveu à especulação monetária nos mercados financeiros, estando esses países, na altura, em franco crescimento económico?
O problema dos mercados financeiros prende-se com o método de fazerem dinheiro. No mais curto espaço de tempo, independentemente das consequências futuras. É que Toni, esta gente considera como eternidade o tempo de uma vida humana, pouco se importando com os que cá ficam.

deixado a 20/7/10 às 23:27
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Parente F,

Terá Barroso (http://www.youtube.com/watch?v=tQ9GUn3bvAo&feature=related) encontrado o seu lugar???
Quantos aos problema na UE, é mais que evidente há mão de Jerónimo de Sousa no meio disso tudo.

Abraços

deixado a 20/7/10 às 23:31
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Gestrundino Malaquias do Coiro Calhau
É inacreditável a cara de pau como este texto trata a questão dos défices.

Amigo, compreenda que tratar o défice com irresponsabilidade é assumir que podemos endividar as gerações futuras e fazê-las pagar um nível de juros que não mais, tão cedo, possibilitará qualquer crescimento económico real.

Faça políticas expansionistas com o seu dinheiro a não ser que me prove por A mais B que cresce economicamente mais do que o montante em que "vai ser comido pelos juros dessa dívida".

Não obstante, tem razão que uma política de poupanças excessivas não ajuda....a não ser aqueles que se servem das poupanças para trabalhar...aí está...os Bancos.

Desenvolvimento da economia de bem-estar? - Tem uma hipótese para o fazer.

Crie condições em conjunto com os EUA para bloquear a entrada de produtos chineses e indianos nos mercados e conseguirá manter o bem estar de outrora.

Compreenda que devido À sua atitude egoísta, mais de um bilião de pessoas veria as suas hipóteses de ter um carro, uma casa alugada, completamente destruídas.

Quer acabar com o fenómeno de "equalização mundial" em curso.

OK. Mas assuma-se como um egoísta.

Ficará c

deixado a 20/7/10 às 23:52
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"o capital financeiro é contrário ao crescimento económico porque ele, ao contrário de todos os outros, não quer ganhar dinheiro"

30 anos de globalização e ainda não percebeu o problema??

deixado a 20/7/10 às 23:53
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alex
off-topic

Olavo de Cavalho lê mensagem de Alejandro Peña Esclusa a amigos a partir da prisão.

http://www.youtube.com/watch?v=YRThDYiHPX0

deixado a 21/7/10 às 01:45
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João Silva
Políticas com considerável aumento da despesa pública é o que mais têm sido feito em Portugal nas últimas 3 décadas, portanto a saída da crise deve estar para breve, com muitos empregos novos e novos tipos de crescimento económico tal como têm acontecido durante todo este tempo.
Ainda hoje saiu um comunicado de impressa com a informação que no primeiro semestre de 2010 o subsector estado teve receitas de cerca de 16 mil milhões de euros e despesas de 24 mil milhões para um deficit de 7700 milhões, portanto é só insistir mais um bocadinho que não tarda estamos mesmo lá.

deixado a 21/7/10 às 02:38
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