Segunda-feira, 9 de Agosto de 2010
por João Rodrigues


O PSD tem apenas o mérito de dizer às claras o que o PS, em parte, tem vindo a fazer às escuras: favorecer, através de cortes nos programas de apoio ao emprego e aos desempregados e nas políticas sociais, o desespero entre os mais pobres e vulneráveis, para os obrigar a aceitar eventuais salários ainda mais baixos, num contexto de desemprego de dois dígitos, ajudado pela política económica de austeridade com escala europeia. O resto da minha crónica no i pode ser lido aqui. Entretanto, Luís Reis Ribeiro sintetiza no i o que se vai sabendo sobre os efeitos macroeconómicos das políticas de austeridade: "Retoma termina em Portugal por tempo indefinido".

por João Rodrigues
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12 comentários:
João, os mais pobres e vulneráveis vão continuar a receber os subsídios a que têm direito, pretende-se é um maior rigor na atribuição dos mesmos, para que se evite que deles beneficiem quem não está assim tão "vulnerável". Ainda há dias passou uma reportagem na tv (sic, salvo erro) em que a jurista de uma empresa de transportes denunciava a atitudes de muitos candidatos a um emprego que mais não queriam que continuar a receber o subsídio de desemprego e adimitiam-neo de caras. Enfim, um caso entre muitos. Por muito que isso o posso chocar, prefiro que alguém trabalhe a troco de um salário baixo do que estar na esplanada a receber o mesmo de um subsídio. Entre dois males, emprego precário e desemprego, prefiro o primeiro. Não é o ideal que defendo, obviamente, mas sou pragmático.

deixado a 9/8/10 às 12:58
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errata: "admitiam-no"

deixado a 9/8/10 às 12:58
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... o desespero entre os mais pobres e vulneráveis, para os obrigar a aceitar eventuais salários ainda mais baixos, num contexto de desemprego ...

Esta sua opinião parece indicar que se os salários baixarem o suficiente o desemprego termina.
Mas a fazerem o quê?

deixado a 9/8/10 às 13:15
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Bolchevike
O PSD ainda existe?

deixado a 9/8/10 às 19:17
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O PS está a fazer um rascunho do desenho que o PSD irá fazer.

deixado a 9/8/10 às 21:36
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Flexigurante
Caro João,

Você até é um tipo com um curriculum de formação académica na área económica bastante apreciável.

Mas depois, vá-se lá saber como, quando engata na cartilha política , fica sempre mal na fotografia.

Só lhe deixo aqui, a título de exemplo, uma questão a que, se assim, o desejar, poderia responder:

Como é que num artigo em que vem criticar políticas de precariedade no mercado laboral vem dar como bom exemplo o caso dinamarquês? É o país natal da flexigurança, que de acordo com o ranking da Heritage Foundation assume em termos de flexibilidade laboral um dos valores mundiais mais elevados (semelhante ao americano). A própria descrição é de si esclarecedora: "Flexible labor regulations enhance employment opportunities and productivity growth. The non-salary cost of employing a worker is low, and dismissing an employee is relatively easy and inexpensive".

Sinceramente esta leviandade é mais típica do Colectivo Abrantes do que do pessoal do Arrastão...

deixado a 9/8/10 às 22:00
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Eu a mim não me choca que você não se importe que os outros sejam precários ou pagos abaixo do minino ético admissível... chama-se egoísmo basicamente.

Já se você estivesse na situação ai a conversa era outra certamente...

deixado a 9/8/10 às 22:00
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obelisco instável
O problema que tenho com Sócrates e Passos Coelho, é o mesmo que tenho com os damascos e os alperces, nunca consigo distinguir uns dos outros.

deixado a 9/8/10 às 22:20
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LAM
Flexigurante,

Façamos assim: quem propuser a "flexisegurança" à lá dinamarquesa, não se pode ficar pelas meias tintas. Impõe a flexibilidade, mas fica obrigado a dar a segurança. Afinal, acredita no que propõe ou não. Acontece que em Pt a direita quer a coisa pela metade. Chamem-lhe outra coisa, não lhe chamem flexisegurança.

deixado a 9/8/10 às 22:33
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menosketiago, trabalho a recibos verdes e não tenho direito sequer a subsídio de desemprego caso fique nessa situação. Tente outra.

deixado a 9/8/10 às 23:27
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