Segunda-feira, 9 de Agosto de 2010
por João Rodrigues


“Tanto o aumento do desemprego e a degradação geral da situação social como o centenário da República, ou mesmo a entrada no terceiro milénio, poderiam ser boas razões para que se justificassem balanços, ajustamentos, renovações, rupturas. Sob este ponto de vista, não é surpreendente que a sensação de mudança ande no ar. Mas o que pode ter ares de insólito é o facto de que, muito para lá do senso comum da verdade publicada, os agentes da mudança parecem ser aqueles que o mesmo senso comum diria serem os agentes da conservação da situação.”

Fernando Ramalho

“No entanto, para que este caso tentacular arruinasse a reputação da oligarquia francesa, seria necessário, no mínimo, que ele conduzisse ao fim das passagens entre o público e o privado, já sem falar dos «arranjos» dos jornalistas que contratualizaram a sua conivência com o dinheiro. Em contrapartida, o zunzum do último mês não terá servido para nada se a esperança de purificar este ambiente de decadência de império acabar por fazer com que chegue ao Eliseu um irmão siamês de Nicolas Sarkozy. Como, por exemplo, o director-geral do Fundo Monetário Internacional. As grandes fortunas iriam celebrar a vitória de um socialista de negócios num qualquer outro Fouquet’s. E tudo começaria de novo.”

Serge Halimi

Sumário completo do número de Agosto aqui.

por João Rodrigues
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3 comentários:
por que será que o português é o único cuja edição online é paga???

deixado a 9/8/10 às 14:53
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Bolchevike
Intelectuais árabes?

Com aquelas cabeças tapada, ainda não vislumbrei nenhum, a não ser nos idos anos cinquenta e sessenta, quando havia um movimento para a laicização, ocidentalização e progressismo daquelas sociedades.

Mas como este movimento era apoiado pela URSS, a América e a puta da Europa dita «ocidental» apressaram-se a apoiar os religiosos, os movimentos religiosos e troda aquela mixórdia reaccionária que está actualmente no poder, desde o Norte de África até ao Golfo!

deixado a 9/8/10 às 19:16
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GESTRUNDINO MALAQUIAS DO COIRO CALHAU
Intelectuais de gabarito que venham e descubram novas soluções, independentemente de serem árabes ou não.

E já agora já existem árabes antes de 642.

Quanto ao conservarem a situação, sem competição na política que chegue aos ouvidos do eleitor não será difícil os mamões conservarem a sua situação de abutridão.

Cumprimentos.

deixado a 20/8/10 às 21:23
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