Terça-feira, 21 de Janeiro de 2014
por Daniel Oliveira

 

A morte do Arrastão não resulta, como é evidente para quem o vai lendo, de nenhuma doença grave. Morreu, ao fim de oito anos, de morte natural. Quando o criei, como blogue individual, a ideia era ter um espaço de opinião e de debate para lá dos meus textos mais institucionais, nas páginas do Expresso e na SIC. Quando convidei o Pedro Sales e o Pedro Vieira, a ideia era que isto animasse com dois amigos e excelentes bloggers e deixasse de ser o meu blogue. Foi o que aconteceu. Quando alargámos à Andreia Peniche, ao Bruno Sena Martins, ao Miguel Cardina, ao João Rodrigues, ao Sérgio Lavos e à Ana Mafalda Nunes queríamos que a diversidade de escritas e de interesses e alguma proximidade política transformassem o Arrastão num blogue colectivo mais completo. Pelo menos no início, foi o que sucedeu.

 

Quando passei a ter um espaço de opinião diária no Expresso Online, ficou claro para mim que seria impossível fazer mais do que republicar os meus textos aqui (escrever textos de opinião, com cabeça tronco e membros, todos os dias, dá muito trabalho). E esperar que os restantes fossem contribuindo para as despesas da casa. Com exceção do Sérgio, que o foi fazendo com galhardia e muito brilho, os restantes, por uma e outra razão, acabaram por deixar de ter uma participação muito regular. Quando também o Sérgio passou a ter menos disponibilidade o Arrastão transformou-se num espelho do que escrevo no Expresso todos os dias com algumas boas participações, mas esporádicas, de outros. E imagino que isso foi desmobilizando os restantes participantes.

 

Porque gostamos uns dos outros e porque o Arrastão, tendo oito anos e oito milhões de leitores acumulados, tornou-se quase numa instituição blogosférica, fomos adiando o fim inevitável. Mas a verdade é que o blogue foi-se degradando. O tempo de aprovação dos comentários era a demonstração mais calara disso mesmo. O crescimento de redes sociais como o Facebook e o Twitter, onde cada um de nós vai dando as suas bicadas, é capaz de ter ajudado mais um bocadinho.

 

A decisão de encerrar o Arrastão foi natural e não tem qualquer drama. Todos nós continuaremos a escrever por aí. É provável que nasçam novos projetos coletivos onde estaremos, que alguns venham a integrar blogues já existentes e que outros regressem aos seus projetos individuais. E todos usaremos rede que não existiam quando o Arrastão nasceu. Sim, quando o Arrastão nasceu o Twitter, que poucos conheciam, tinha acabado de ser criado, o Facebook ainda não permitia inscrição a toda a gente e até o YouTube tinha apenas um ano. Ou seja, os blogues eram um dos poucos espaços na Internet onde se podia debater política aos olhos de todos. Hoje há mais do que isso e qualquer projeto coletivo interessante tem de ter esta nova realidade em conta.

 

O meu espaço de opinião individual, esse, continua no mesmo lugar. Todos os dias continuarei a escrever no Expresso Online, na minha coluna Antes pelo Contrário (ainda hoje o fiz). E a mandar bocas e a partilhar os meus textos nas minhas contas de Facebook e Twitter. Quando a nós, bloggers do Arrastão, vamos fazer uma jantarada, pedir muitas facturas no fim para entrarmos no sorteio e, depois disso, tenho a certeza que nos encontraremos noutros lugares.

 

Um abraço e até já. 


por Daniel Oliveira
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14 comentários:
Nuno Tonelo
Quando o Henrique Monteiro e a linha incapaz de escrever algo de substancial (o Costa que por lá manda agora, é tão igualmente inútil como o Saraiva que lá mandava antes ) me tornaram proscrito no Expresso enquanto Lord Byron,, comecei o meu blogue no aeiou, que ao acabar, se encarregou de acabar com o que escrevi !

Ao emigrar para um país do qual não domino a língua( (França), muito embora domine na perfeição quatro outras (inglês, português, italiano e espanhol). Não!!!!! Quando falo na perfeição, não me refiro às tristes figuras que os jornalistas, políticos e “legendistas de filmes” fazem para ganhar o pão nosso de cada dia).; limpo chão para viver. No chão que limpo com a música que oiço e o exercício que faço; sou a cobiça de tudo o que mexe no hospital onde trabalho (um Caralho de 22cm com 20 anos menos que o dono e uma massa gorda inferior a 12%) fazem de mim: um repugnante ser, em confortável bem estar!!!!

Como tal;... e em caso de terem algum problema com isso.... exdraluchem-mos!!!! Omnipresenteiei-mos!!! Que é como quem diz: façam-me um grandessíssimo e alternadíssimo :BROCHE!!! (Não fossem os cem euros por cada vez que faço uma máscara de proteína na cara de alguma moçoila mal fodida a que chamam de ”mademoiselle”) E isso seria uma borla, o que por estas paragens tem um enorme valor comercial: logo; jamais, como qualquer português que por estas bandas trabalha facilmente vos explicará, não é uma proposta.

Eu até poderia por toda esta retórica de uma qualquer forma politicamente correcta, mas.... como profissional de limpeza, sei que não existe forma alguma de pegar um pedaço de merda pelo lado limpo e que a única doutrina que o defenda, é apenas algo que eu tenho para limpar!!!

Depois de os símios que habitam essa merda de retângulo terem escolhido a Sarah Palin de Massamá e o Paulinho das (sei lá quantas terminações o nome de Portas já conheceu) , terem achado (juntamente com o escutado de Belém) que eram alternativa a Sócrates (o melhor PM que essa merda alguma vez viu), com a ajuda do BE e do PC.; escrevi espaçadamente por aqui e por uns quaisquer outros “alis” que se “a provinham”.

Claro, que podia limpar o rabo aos blogues de direita, de esquerda e de centro que por esse esterco em forma geometricamente retangular existem, .Pois, ao talento e mestria que em mim sobram; e os quais, são o menos importante no que a letras diz respeito nesse “protetorado”.

Prefiro limpar chão em França!!! Dá mais dinheiro e exige menos subserviência, que qualquer outra coisa,; que envolva qualquer alfabeto, carácter ou hieróglifo (vejam, o exemplo do ex da Ministra da justiça, (que teve como única justiça, o facto de um seu resto de placenta levar o mesmo caminho que o Borges que também era António) que muito de repente e depois da Opus Dei. Se “camaleou” em editor, que ouvia Deep Purple (ou seria Led Zepplin) , enquanto pintava e concebia rascunhos de uma qualquer merda a que que os “inegrumes” reinantes obstinadamente queriam chamar de nova constituição) em aceitável vertebrado) por essas bandas.

Pensam que estou a brincar??? Ou que tenho algum sentimento inacabado pela edição literária em Portugal??? É porque não estiveram na feira de Frankfurt de1995 e não assistiam in loco ao que eu chamo de a absolutamente improvável; devido ao “invertebravel” que vi descer alguns seres a que chamam humanos.

Mas.... e esta merda do mas, é fodido!!!! Vamos ao que aqui hoje me trás!!! Mais de 8 milhões de visitantes deviam trazer-vos alguma responsabilidade acrescida que outros a quem criticam quer como jornalistas, quer como governantes, quer como comentadores ou cronistas não trás!!

Quanto a mim.... Tenho o mesmo fascínio pela fama, que tenho pela ignominia; “coisas” que parecem ter os mesmos 15 minutos de atenção nos dias que vão correndo.

Como tal.... Acabem!!! Mas, ao menos acabem por uma qualquer boa melhor razão que preguiça e repetição em um qualquer outro espaço Pois, a não ser que se trate do vil metal e esse vi eu brilhar em Frankfurt em 1995, São todos os outros espaços onde também escrevem que ao vosso se devem submeter e não um qualquer distorcido contrario.

deixado a 22/1/14 às 19:21
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