Sexta-feira, 17 de Janeiro de 2014
por Daniel Oliveira

 

GRÁFICO DO PÚBLICO

 

A prioridade de investimento na Investigação e Desenvolvimento (I&D) é um dos poucos consensos nacionais virtuosos das últimas décadas. Isso levou a uma autêntica revolução neste sector. Portugal, que em 1986 estava na cauda da cauda da CEE em número de investigadores (ou em atividade diretamente ligada à investigação), pode apresentar hoje números europeus bastante atrativos.

 

Uma das queixas, nesta matéria, é que, apesar deste salto, temos menos doutorados a trabalhar nas empresas do que a maioria dos nossos parceiros europeus. É verdade. E isso tem muito a ver com o atraso estrutural do nosso tecido produtivo, muito baseado em serviços localizados, protegidos e que acrescentam pouco valor ao que produzem, e do ainda reduzido investimento privado em I&D. A maioria das empresas tem demorado algum tempo a aproveitar a qualificação da nossa mão de obra. E não é só em relação aos nossos doutorados.

 

Ainda assim, os sectores que hoje se mostram mais competitivos (o calçado ou o vinho) e que têm conseguido contrariar o ambiente de crise são os que aproveitaram (e acompanharam) este enorme investimento em I&D. Portugal tem, apesar de todos os erros e do euro, que dificultou a vida à nossa economia, mais capacidades para ser competitivo hoje do que tinha há 20 anos. Porque é mais qualificado. Isso resulta dum trabalho de décadas. E não nos enganemos: como nunca poderemos competir com a mão de obra mais barata, apenas quem aproveite o trabalho qualificado e a inovação científica e tecnológica terá algum futuro no mercado aberto. (Apesar de aceitar esta abordagem, deixo para uma nota final o excesso de simplicidade desta visão*.)

 

As últimas duas décadas foram, nesta matéria, duas décadas ganhas. Não terá sido o único, mas Mariano Gago, como ministro da Ciência, é talvez o rosto mais evidente desse enorme salto científico e cultural. O que lhe tem merecido o respeito generalizado, à esquerda e à direita.

 

Na evolução da investigação científica as bolsas atribuídas pelo Estado têm um papel central. É assim em todo o lado e ainda mais em países com algum atraso económico, onde falta massa crítica às empresas. Sobretudo às mais pequenas, que representam uma grande parte da nossa economia. As bolsas de doutoramento e pós-doutoramento garantidas pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) chegaram, em 2007, a 2031 e a 914, respetivamente. Um número europeu e que resultou do trabalho de vários governos.

 

Para além das bolsas, houve um esforço para dotar os centros de investigação de pessoal e meios e preparar a urgente renovação dum sector. Para permitir que tal acontecesse, Mariano Gago criou vários tipos de contratos, para investigadores reforçarem os quadros dos centros de investigação, nomeadamente no âmbito dos Laboratórios Associados e do programa Ciência. Tratava-se duma situação de precariedade (na maior parte dos casos, os contratos eram de 5 a 10 anos), que ninguém deseja. Mas a comunidade científica vivia na convicção de que pelo menos os melhores seriam absorvidos pelo sistema quando a renovação de pessoal acontecesse.

 

Por fim, assistimos todos os anos nas últimas duas décadas a um aumento do investimento nacional (em percentagem do PIB) em I&D. Em 1995 o investimento público em I&D estava em 0,4% do PIB, em 2012 estava em 0,9%, apenas a uma décima do defendido como ideal pela União Europeia. Infelizmente, estamos muitíssimo longe dos recomendados 2% do PIB em investimento privado em I&D (é menos de metade). Ainda assim, também esse teve uma evolução paralela e semelhante ao que aconteceu no sector público.

 

Infelizmente, os últimos três anos romperam com o consenso político que vigorava até aqui. Aliás, um dos principais papéis de Nuno Crato tem sido romper com os melhores consensos que vigoram na sociedade portuguesa, alimentando-se, para o fazer, dos piores lugares comuns que nela medram com facilidade: a nossa escola é facilitista (afinal, segundo os relatórios do PISA, há 10 anos que melhoramos a preparação dos nossos estudantes), somos um país de doutores (apesar de termos duplicado o número de licenciados em dez anos, estamos em oitavo lugar a contar do fim na Europa dos 27) e apostamos só na áreas de letras, sem interesse económico (somos o país europeu onde mais aumentaram as licenciaturas em ciências).

 

Regressando à vaca fria. Desde 2010, o número de bolsas da FCT, sem as quais a investigação científica perderá muito mais do que o dinheiro que será poupado, começaram a cair. Mas nada que tenha paralelo com a queda a pique que aconteceu este ano. Foram divulgadas, na quarta-feira, as bolsas atribuídas. Trata-se duma hecatombe na investigação científica nacional. Dos 3416 candidatos para bolsas de doutoramento, só 298 as viram aprovadas. No caso dos pós-doutoramentos, os candidatos foram 2305 e só 233 a vão receber. Num e noutro caso, os números estão abaixo dos 10% de aprovação, coisa nunca vista (nas ciências sociais, dispensáveis para quem tem vistas curtas, estão abaixo dos 6,5%).

 

No caso dos pós-doutoramentos, houve uma diminuição de atribuição de bolsas de 65% em relação a 2012. Nos doutoramentos, a diminuição foi superior a 70%. É uma razia. Se acrescentarmos os novos "programas doutorais FCT" (muitíssimo mais limitados), geridos pelas universidades e centros de investigação, a redução continua a ser brutal: de 40%. O número de bolsas atribuídas atira Portugal para o ponto em que estava no início dos anos 90. São duas décadas de recuo.

 

Em relação a quem trabalha nos centros de investigação, as coisas estão a seguir o mesmo caminho. A nova geração de investigadores está a sair dos centros de investigação para o desemprego. Os que ficam, com "contratos de investigador FCT", que duram cinco anos e foram criados o ano passado, são muito poucos, até porque estes contratos também visam atrair investigadores estrangeiros. Na realidade, o trabalho regular da maioria dos centros de investigação está seriamente comprometido e Portugal prepara-se para um retrocesso sem precedentes nesta área.

 

A FCT, centro nevrálgico do sistema público de apoio à ciência, que por natureza depende da sua credibilidade, tem visto a sua imagem degradar-se permanentemente, com pequenos escândalos e situações de opacidade muito pouco recomendáveis, sobretudo no que envolveu a nomeação dos seus conselhos científicos. No caso do concurso Investigador FCT, um grupo de investigadores acusou abertamente a Fundação de falta de transparência, coisa nunca antes vista no universo dos investigadores, habitualmente comedidos. A exigência devia começar em casa. Mas, para Nuno Crato, tem sido apenas retórica.

 

Por fim, tivemos, em 2012, a primeira quebra de investimento público (em percentagem do PIB) em I&D dos últimos vinte anos. E não é preciso ser bruxo para perceber que essa queda passará a ser um trambolhão em 2013. Isto quando esse investimento começou a ser reduzir no privado, fruto da crise, logo em 2010.

 

Como disse no início deste texto, as consequências do enorme investimento em I&D, feito nas últimas décadas, só se começaram a sentir recentemente, em alguns sectores exportadores, na inovação tecnológica e com uma geração muitíssimo mais qualificada a entrar na vida ativa. Destruir isto será muito mais rápido. E traduz-se num desperdício de esforço e investimento que não tem perdão.

 

Temos falado muito da perda de pessoal qualificado. Estamos basicamente a falar de licenciados ou de jovens com formação técnica específica. Mas o que agora preparamos é a fuga dos mais qualificados entre os qualificados: doutorados, pós-doutorados e investigadores. Sem forma de sobreviver ou de progredir na carreira, irão fugir daqui. O dinheiro que gastámos, e que tanta falta nos fazia, será aproveitado por outros países, sem que isso tenha qualquer retorno. Andámos, no fundo, a formar pessoas para os outros. Os que não conseguirem, por compromissos familiares, pela idade ou por a sua área de formação apenas ter utilidade em Portugal, ou ficarão inativos ou ocuparão postos de trabalho para os quais estão sobrequalificados. Um país em dificuldades que dispensa a mais qualificada de todas as suas gerações é um país sem visão. Um país que dispensa os mais qualificados dessa geração é irresponsável.

 

Tenho ouvido, do governo, que não quer assentar a competitividade portuguesa em baixos salários. A realidade diz o oposto, mas seria inteligente que não quisesse. Haverá sempre países mais baratos e com mais mão de obra disponível. A alternativa a isso é acrescentar valor ao que se produz, ter um Estado servido por gente preparada, qualificar a mão de obra e apostar na investigação que levou, por exemplo, a Universidade de Aveiro a, em parceria com a PT, criar coisas tão globalizadas como o cartão pré-pagou ou a Via Verde. Nenhum país no planeta conseguiu promover tudo isto (qualidade, inovação e qualificação) reduzindo o investimento em Investigação e Desenvolvimento, reduzindo bolsas públicas e estrangulando a investigação científica. Ficamos por isso a perceber que não há qualquer rumo, qualquer estratégia, qualquer visão por parte deste governo.

 

*Tenho alguma dificuldade em comentar as declarações de Pires de Lima, que, para justificar este corte criminoso (sem o assumir), lamenta que uma parte da investigação financiada não chegue "à economia real" e não tenham "resultados concretos que beneficiem a sociedade". É de esperar que se tenha de explicar a alguém com poua informação que o processo de investigação científica é mais ou menos cumulativo e que há muitas descobertas aparentemente inúteis a montante de cada utilidade. Que os cientistas aprendem uns com os outros e não é fácil avaliar assim, de forma linear e clara, à partida, a imediata utilidade prática duma investigação. Que nenhum país que aposta na investigação consegue esse milagre que ele pretende: uma ciência pronta a ser consumida pela sociedade. Que a ciência não é um pronto-a-vestir e que não há um "simplex" que garanta o conhecimento na hora. Que muitas coisas que hoje multiplicam riqueza nasceram de descobertas que não procuravam o lucro e que até pareciam de pouca utilidade para a "vida real". Arrisco-me à suprema das heresias: que as empresas não são o único destinatário nem da investigação científica, nem da existência humana. Há a saúde, a educação, a cultura e a pura e simples procura do conhecimento, coisas de que os humanos, esses preguiçosos, dependem desde que existem para se considerarem como tal. Mesmo antes de haver empresas. Que há áreas científicas com muito pouco interesse para as empresas, como a História, por exemplo. Devemos acabar com elas? E que o tempo da ciência não é, porque não consegue ser, muitas vezes, o tempo do retorno imediato do investimento. E, no entanto, sem a investigação que não garante "resultados concretos" a curto-prazo quase tudo o que as empresas vendem dificilmente teria chegado a ser inventado. Explicar isto a um ministro que não me parecia ser ignorante é embaraçoso. Não para quem explica, mas para o ministro.

 

Publicado no Expresso Online


por Daniel Oliveira
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31 comentários:
Renato
O asterisco que diz muita coisa. 
Um cientista que é muito empreendedor nao é um cientista, é um empresario. 

deixado a 17/1/14 às 11:52
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Ricardo
Concordo em absoluto com o Renato.


Acrescento apenas que um cientista sobre o qual não há exigência e pressão para que utilize os recursos que nele foram depositados para fazer algo de útil, também não é um cientista.  É alguém a ser pago para estar de férias com o dinheiro público.


Renato
Talvez a forma ironica com que se refere à exigencia tenha uma certa razao de ser no que foi o passado mais ou menos recente, mas nao agora. Um bolseiro vive numa pressao constante de numero de artigos, de fundos, de bolsas, de papelada, dá aulas gratis ("porque é bom pro cv") e vive com uma seguranca social de miseria com um "patrao" que exige exclusividade e que ao mesmo tempo obriga o seu empregado a uma precariedade ao nivel de um trabalhador do McDonald's.
A ciencia em Portugal é isto.

deixado a 20/1/14 às 11:56
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Miguel

Caro Daniel, parabéns pelo artigo. Tentando contribuir para um maior conhecimento do que se passa nesta área, pergunto se acaso já conhece a vergonhosa novela da Agência de Inovação. Em Dezembro de 2012 foi decretada a decisão de dissolução, a concretizar-se em 4 meses (http://dre.pt/pdf1sdip/2012/12/25100/0727907283.pdf). Aproveitando o motivo, foram despedidas  várias pessoas sem que se conhecesse o critério. Passado mais de um ano a Agência continua em plena actividade, com reforço de competências e, pasme-se, os ministros responsáveis falam na criação de uma Agência Nacional para a Inovação!!!! 
PS - Noutra área, a saga extinção da Parque EXPO continua por resolver, com trabalhadores sem nada que fazer, à espera de uma decisão de extinção anunciada em Agosto de 2011, por uma ministra irresponsável que agora se livrou do problema.


Cumprimentos,


Miguel

deixado a 17/1/14 às 12:21
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Português
Não há dinheiro: qual a parte que não percebem?
Não há dinheiro para gastar com "ratos de biblioteca" que levam anos a gastar dinheiros públicos a investigar coisas que só a eles servem e que não têm qualquer utilidade para a nossa vida.
São apenas parasitas que vivem num mundo lá deles, que se têm a si próprios em grande conta, que se acham acima de qualquer crítica.
Bem esteve o governo em escrutinar com rigor o que vale a pena, o que serve a Economia, tirando de cima do Estado o peso do que não passa de lixo intelectualóide para extensas masturbações mentais lá entre esses "investigadores".
É preciso poupar, aplicar bem o dinheiro naquilo que é útil e que nos traz algo de novo e palpável, e deixar de esbanjar erário público em brincadeiras académicas que ninguém percebe e ninguém usa.
Mas a esquerda continua a pensar que o dinheiro cai do céu, que há dinheiro para deitar fora em tudo o que seja investimento para gente improdutiva, alienada e que devia era fazer alguma coisa por Portugal.

deixado a 17/1/14 às 12:28
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DJDRMIKE

É preciso aplicar o dinheiro em exterminar tipos como você, seu PAQUIDERME DA DIREITA!!!


José Peralta
Paquiderme, este "Português" ? 
 
Sim ! Mas Mamuteano !
 
Este tipo ainda está na Idade da Pedra...
 
Mas aplicar dinheiro para o "exterminar", era dinheiro mal gasto !
 
O melhor era "caçá-lo" e pô-lo no Museu de História Natural !!!!!



deixado a 17/1/14 às 17:32
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Nuno
Por exemplo esse merdas que inventaram as internetes e essas coisas, cambada de ratos de biblioteca, antes tivessem sido postos a cavar valetas, teriam sido bem mais úteis para a sociedade.
Pra não falar nos inúteis que se põem a pesquisar formas de curar doenças e o camandro... um balde de massa a cada um isso é que era.

deixado a 17/1/14 às 15:20
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Branco
Ò Português, não quer vir ao meu laboratório para eu o estudar? É que a revista científica Nature propôs-me escrever um artigo sobre o Homem-de- Neendertal e você dava um belo caso de estudo...


Álvaro
Não vale ofender o homem de Neanderthal.

deixado a 18/1/14 às 13:57
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Carlos Diniz
Neanderthal, se não se incomoda!

deixado a 18/1/14 às 15:24
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oberon
http://www.youtube.com/watch?v=XD0imk-h9Cg (http://www.youtube.com/watch?v=XD0imk-h9Cg)

deixado a 17/1/14 às 16:20
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JC
Para isso existem as avaliações dos centros, dos projectos, dos investigadores. Quem tira bons resultados merece continuar e deve concorrer para obter novos financiamentos nas áreas a concurso. Se a política for de corte generalizado sem ter isto em conta, então tudo está errado! As áreas a investigar não criam nem se extinguem por decreto, ou porque "não são produtivas"! Se isso fosse assim países como os EUA, a Alemanha, o Reino Unido, a França ou a Holanda (para só citar alguns) seriam hoje muito mais atrasados do ponto de vista científico e tecnológico (e não só). Por que razão a Holanda, com uma área territorial idêntica ao do nosso Alentejo, tem um nível de desenvolvimento tão elevado a par de países com grandes extensões territoriais e cheios de recursos naturais? Será que é porque só tem turismo, paisagem e serviços para oferecer?    

deixado a 17/1/14 às 16:56
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Anónimo
Parabéns. Você é burro e tem a lealdade de o confessar.

deixado a 17/1/14 às 18:54
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JgMenos
«Um país que dispensa os mais qualificados dessa geração é irresponsável.»

O país não dispensa coisa nenhuma: ou eles se dispensam do país ou no país não há quem pague para os sustenta.

Enche-se a blogosfera dos crimes contra a Ciência e a Tecnologia.
Vai-se a ver, a História é ciência carente de novíssimas investigações e tudo o que já se chamou licenciado e agora se chama Mestre, se lhe der na bolha continuar a estudar, ou não tenha mais que fazer, reclama um bolsa.

Ouvi mal, ou haverá novos programas CEE para a investigação disponíveis ou a disponibilizar em breve?

Mas nada como engrossar o coral da desgraça para cumprir o politicamente correcto do momento!

deixado a 17/1/14 às 12:42
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what?
Qualquer pessoa, se lhe der na bolha nem consegue  estudar, nem trabalhar... ou no caso do J, se lhe der na bolha, diz asneiras... Entretanto, as pessoas ficam sem comer, nem respirar à espera que talvez venha alguma coisa da CEE...  


JgMenos
Para comer não é preciso uma bolsa científica.
Talvez a Jonet possa ajudar.


what?
Vergonha nessa cara é o que falta... 

deixado a 21/1/14 às 00:45
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Nunes
A dinamarca começou a inverstir na investigação na área da energia eólica no pós guerra. Apenas nos anos 80 começou a render em termos empresariais... hoje tem  vestas, maior fabricante de turbinas eólicas do mundo. muita da investigação que se faz é assim, apenas tem resultados a 30 anos...

deixado a 17/1/14 às 12:45
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JC
O verdadeiro problema é que somos governados por um grupo de gente que não tem qualquer ideia acerca de que tipo de país quer ter no futuro. Tudo é feito em função das contas, do deve e do haver. Como estamos em maré de cortes que se corte tudo o que der "despesa", seja o que for, não importa! O resultado está à vista: estão a cortar mais onde não deviam e a cortar menos onde deviam cortar. Ao destruir partes importantes da rede da investigação científica portuguesa podemos estar a comprometer o futuro deste país por muitas décadas. Para isso já chegam os 48 anos de fascismo e de obscurantismo!

deixado a 17/1/14 às 15:03
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Nuno
O verdadeiro problema é que somos governados por um grupo de gente que não tem qualquer ideia  PONTO!


O Socas também queria um país à imagem da Finlândia, e open source e tal, para depois ir dar de mamar à microsoft.

deixado a 17/1/14 às 15:22
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JgMenos
Saiba alguma coisa do que se passa e não só junte a voz ao coral da desgraça! 

Já agora toca a bolsar dinheiro para combater o desemprego via bolsas de investigação!


what?
Não cortem as bolsas aos banqueiros. isso é que é importante. Toca a bolsar para o J...

deixado a 21/1/14 às 00:47
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Liberdade
Esquerdóides, esquerdóides. Nao fiquem tristes. O que é preciso é imaginacao. Facam umas plataformas de crowdfunding, e em breve terao em vossas maos investigacoes ultra-relevantes como o fabrico de bidés na época miguelista. Ou, quem sabe, a influencia das luzes strobe no acasalamento das alforrecas.


Querer que a ciencia tenha aplicacao real e que crie valor. Valor? Pffft. O que é isso? Deve ter qualquer coisa a ver com...capitalismo. Esse demónio.

deixado a 17/1/14 às 15:33
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José Peralta
A Democracia, "já" não está em perigo !!!!!!
 
O "liberdade"...voltou !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

deixado a 17/1/14 às 20:11
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Anónimo
espero que sejas um desses especialistas saidos das jotas e a ganhar pelo menos 3 mil aerios. É que se acreditas mesmo nisso, digamos que nao és muito dotado na parte cerebral :)

deixado a 17/1/14 às 22:09
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what?
Sabes lá tu o que é valor... muito menos capitalismo... diz que nos EUA o maior financiador da ciência é o governo federal - nomeadamente através da defesa. Essa treta chamada internet foi uma daquelas coisas sem aplicação comercial imediata financiada pelo Estado para que tu pudesses dizer coisas sem valor.

deixado a 18/1/14 às 09:11
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Obrigado.

Concordo plenamente.

Tudo isto aliás começou a dar para o torto há alguns séculos atrás quando aquele gajo italiano se pôs a teorizar sobre a posição do sol e dos planetas e que a Terra não era o centro do Universo e do raio que o parta.

Ou os gajos que andam nos desertos a desenterrar cerâmicas e a decifrar gatafunhos de papéis velhos e a achar ossos de crocodilos gigantes e de macacos que andavam de pé.

Ou como aquele tipo dos bigodes que diz que a luz é relativa ao tempo da energia da massa ou coiso e tal e que dizia que fazia umas fórumulas matemáticas que explicavam como é que as cenas se mexem.

Ou aquele da cadeira de rodas com uma voz esquisita que diz que o universo começou com uma explosão.

Ou aquele tuga que foi lá para fora e o caraças porque aqui ninguém o ajudava. Diz que descobriu umas cenas sobre os neurónios e as emoções e o catano. Mas que paneleirice de merda. Ele que fica lá pelas Américas!

Mas para que é que estas merdas servem?

Nada disto dá para fabricar cenas que se vendem nem ajuda a pagar as dívidas dos estados nem nos dá emprego.

Nada! Nicles!

E agora temos malta cá em Portugal a querer fazer coisas parecidas. Era o que faltava! Com o nosso dinheiro é que não!


Aposto que que o Champalimaud tava já com o Alzemer quando deixou o dinheiro dele para aquele centro

Qualquer dia ainda inventam uma cura para a gripe e para os cancros e o camandro e depois o meu primo farmacêutico fica sem negócio. E depois como é que é?
Ah pois!

Por mim, era pô-los todos a varrer as ruas e a plantar batatas para verem o que é trabalho em vez de andarem a perder tempo com merdas.

Força nisso, Libas, e muita saudinha que claramente é o que é preciso.


Beijinhos.

deixado a 18/1/14 às 22:01
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Joe Strummer

Abaixo a ciência! Viva a cientologia, homé!

"A prioridade de investimento na Investigação e Desenvolvimento (I&D) é um dos poucos consensos nacionais virtuosos das últimas décadas"

Isto é a maior mentira (com as devidas desculpas ao Rantanplan) q se pode dizer. O q nos lixou desde o inicio da adesão à CEE foi precisamente a aposta no betão e no cimento. Nunca houve consenso nenhum e muito menos prioridade no I&D. Só com Socrates (e um pouco antes com Guterres) se assiste a uma forte aposta na Ciência.


O problema dos tipos ex-BE, como o Oliveira, é que ainda pensam como os sectarios tarados do BE.

deixado a 17/1/14 às 20:00
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coisaboa
E a maria a dias, costureira, como o seu da construção, por aí fora, com tantos alunos que querem entrar sequer no superior, os professores há dez, vinte tais anos, sem contrato, malgrado o direito a entrar nos quadros ao fim de x anos, que bolsas, que ajudas têm?
Ou será obrigatório, agora, fazer profissão de candidato a bolseiro, duas, três vezes, até oito, nove e dez, para ter sempre direito a ser integrado?, e não deverá mostrar trabalho extra, algum feito, enfim?

deixado a 19/1/14 às 22:10
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navyseal
Alguns pontos que ficam no ar:

1. A investigação é uma área como as outras, se não há $ no resto é natural que esta também seja sacrificada;
2. Gostaria de saber qual é o site em que possa ver TODOS os trabalhos de investigação realizados até hoje em todas as instituições públicas e cujos investigadores foram financiados pelo Estado.
3. Qual tem sido o retorno para o país das investigações realizadas? Em 100 projectos quantos dão retorno ao povo? Qual é a taxa de sucesso?
4. Onde estão os relatórios de accountability das diversas investigações realizadas?

deixado a 19/1/14 às 22:40
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