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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Primeiro em tragédia, depois em farsa

Daniel Oliveira, 29.03.08
«Agora, o tema mediático, servido por um simpático Dalai Lama, caixeiro-viajante do império, é a «questão» tibetana, que visa apresentar a China, gigantesco país onde convivem há séculos muitas nacionalidades, como um Estado opressor, visando, pelo menos, estragar-lhe os Jogos Olímpicos. Se forem só os jogos... É que a União Soviética, destroçada também pela ingerência externa na convivência exemplar que soube construir, continua a ser um exemplo de como o imperialismo sabe ganhar com a desunião dos povos.»
Avante!

Nem discuto o conjunto do texto (que podem ler) e o que ele revela dos reflexos condicionados e da a ausência de reflexão sobre imperialismos, nacionalismos, direito à autodeterminação, diferentes formas de resistência e, já agora, do que foi o socialismo real e do que é o regime chinês. Fico por o bold que é de minha responsabilidade. Ouviram falar das deportações em massa? De povoamentos forçados para alterar a demografia de repúblicas inteiras? Das sanguinárias razias estalinistas? Se ouviram foram enganados. Nunca aconteceu. Tudo não passou numa «convivência exemplar».

Não tendo percebido o que se passou antes, é normal que no PCP não tenham percebido o que se passou com as ex-repúblicas soviéticas depois de 1989. E agora explica-se tudo pelo caminho mais fácil. De facto, ignorando a história quem pode ser lúcido a olhar para o presente? Não aprendendo com o passado, como pode o PCP não deixar de repetir o erro: o de apoiar mais uma ditadura imperial. E no caso, com uma pequena agravante para um comunista: uma ditadura imperial onde reina um capitalismo sem quaisquer direitos para os trabalhadores.

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