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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Já formiga tem catarro

Daniel Oliveira, 28.04.08


A entrevista de António Cunha Vaz ao "Público" é surreal. O homem responde como se tivesse liderado o PSD. Tirando os erros, claro. Esses são de outros. A vaidade do senhor explica o que foram os últimos meses no PSD. Um partido que julga que pode ser liderado por "publicitários" sem qualquer experiência política acaba no estado em que está o PSD. Que sirva de lição.

Na entrevista, Cunha Vaz diz que talvez o Estado não o contrate por «ser pequenino». É uma explicação. Se Cunha Vaz não estiver a falar da sua estatura física, irrelevante para o caso. Basta ler a entrevista. Quer na estratégia, quer na táctica, uma miséria confrangedora. Faz Menezes parecer um gigante político. Mas vale a pena ler para perceber como alguns partidos são dirigidos em Portugal. A política e as convicções são irrelevantes, o que não é novidade. O mais estranho é serem substituidas pelo tacticismo de aprendizes.

E para perceber como há gente que não se enxerga, vale a pena ler o fim da entrevista:
Vai tornar-se político?
Agora não posso abandonar a agência. Mas estou farto dos comentadores, de alguns jornalistas e de alguns clientes.
Na política, teria de os aturar todos.
Não, porque não queria ser o número 2 ou o número 3. Só vou para a política, se for para mandar.

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