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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Omar

Daniel Oliveira, 28.07.08
Omar Khadr é um cidadão canadiano e foi preso no Afeganistão quando tinha 15 anos. Vivia desde os 11 anos entre fundamentalistas e era menor quando foi acusado de matar com uma granada um soldado americano. Está há seis anos em Guantánamo e vimos agora um vídeo de um interrogatório que durou sete horas.

Tudo na história da sua prisão é uma aberração. É acusado de um crime de guerra por fazer o que na guerra se faz: matar. Coisa que, como é evidente, o homem que ele terá morto por ali andava a fazer. É acusado de um crime de guerra apesar de não ser um prisioneiro de guerra e por isso a ele não se aplicar a Convenção de Genebra. Não teve direito à defesa e às garantias que o Estado de direito dá a qualquer arguido, porque, apesar de não ser um prisioneiro de guerra, também não é um prisioneiro comum. Era um soldado-criança mas é tratado como um perigoso terrorista. Na realidade, está preso porque o seu pai era amigo de Bin Laden. A história de Omar, que já passou um quarto da sua vida numa prisão ilegal, é o legado desta Administração americana: sete anos de atropelos à lei internacional e aos direitos humanos. Num mundo com alguma noção de justiça, George Bush seria julgado. Com todas as garantias de defesa, claro.

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