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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Dar bom destino aos impostos

Daniel Oliveira, 29.03.07
Quando preencher os seus impressos para o IRS, no quadro 9 do anexo H linha 901 (já perdi o fôlego), existe um espacinho para dirigir 0,5% dos seus impostos a ONG's. Fica aqui o Número de Identificação de Pessoa Colectiva (NIPC) da APF.

Associação para o Planeamento da Família:

.

Acrescentarei outros NIPC's que receba de associações e organizações que me pareçam igualmente interessantes. É uma excelente forma de apoiar quem neste país faz por merecer o dinheiro.

Dar bom destino aos impostos

Daniel Oliveira, 29.03.07
Quando preencher os seus impressos para o IRS, no quadro 9 do anexo H linha 901 (já perdi o fôlego), existe um espacinho para dirigir 0,5% dos seus impostos a ONG's. Fica aqui o Número de Identificação de Pessoa Colectiva (NIPC) da APF.

Associação para o Planeamento da Família:

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Acrescentarei outros NIPC's que receba de associações e organizações que me pareçam igualmente interessantes. É uma excelente forma de apoiar quem neste país faz por merecer o dinheiro.

É Lisboa, estúpido!

Daniel Oliveira, 28.03.07
Hoje, no São Luiz, às 18h30, "É a Cultura, Estúpido!", dedicado à discussão sobre "O Futuro da Cidade de Lisboa". Com António Pinto Ribeiro e Manuel Salgado. No meio estará a Anabela Mota Ribeiro, o Pedro Mexia, o Nuno Artur Silva, o José Mário Silva e eu mesmo.

Para televisão faz-se televisão

Daniel Oliveira, 28.03.07
Vi ontem, com expectativa, a estreia do programa de António Barreto, "Portugal, um Retrato Social". Podia ser bom, porque a ideia e o guião eram bons. Mas, graças à pobreza franciscana das imagens (pelo menos no primeiro programa), ficámos entre as notícias sobre estatísticas que vemos nos telejornais e em que cidadãos anónimos passam na Rua Augusta e um momento RTP Memória. A voz off é do próprio António Barreto, que tendo boa voz não é um profissional e isso sente-se de forma penosa. Dirão que estou a ser superficial. Pelo contrário. A televisão não deixa de ser televisão quando pretende fazer bons programas. Tem de ser mais exigente ainda. O modelo voz off+imagem+depoimento sentado só aguenta se tudo (imagem, texto, voz e depoimentos) for fora de série. O que nunca acontece e aqui esteve longe de acontecer. E o programa, pela ideia e, neste caso, pelo autor, merecia ter sido feito a pensar na televisão.

Digamos que como chantagistas, os ambientalistas são uns falhados

Daniel Oliveira, 27.03.07
Tendo a ser contra a Ota. Tendo a ser favorável à solução Portela+1, com apenas uma pista, talvez na Ota, talvez não. É muito mais barato e ainda não me convenceram que temos de começar do zero. Tendo para isto tudo mas nem sempre me sinto seguro. Apenas me sinto seguro de uma coisa: quando me falam em fundamentalismo ambiental e chantagem ecológica começo a salivar. Neste país, sinto falta das duas e nunca vejo nenhuma. E quando ouço um engenheiro a falar delas, fico com uma dúvida: será que o dizem sem corar porque não conhecem o país que ajudaram a destruir ou porque acham que o país não sabe que a destruição teve a sua ajuda.

Voltar ao princípio

Daniel Oliveira, 27.03.07
Não vou comentar em pormenor um programa que não vi. Andei a passear pelo YouTube e chegou-me. Odete Santos está demasiado centrada no seu espectáculo para conseguir falar para fora da célula. Jaime Nogueira Pinto foi o que é: um salazarista com uma patine de respeitabilidade. Mas o que me incomodou mais, para dizer a verdade, foi esta intervenção:



É impressionante como eu posso concordar com quase tudo o que ele diz e discordar, no essencial, de tudo. Não, não é a mesma coisa prender uma pessoa porque discorda de nós e despedi-la porque é demasiado velha. As duas coisas são canalhas e desumanas. Mas as duas coisas são diferentes. A primeira combate-se com os meios que tivermos à mão porque não restam outros, a segunda combate-se no exercício da liberdade política. Não é igual a critica à miséria no salazarismo e a actual miséria (que não é a mesma, nem da mesma natureza, mas adiante). Uma era inerente àquela ditadura. Esta é um falhanço político dos homens que elegemos, por isso é um falhanço político de todos nós. Porque fomos nós que escolhemos quem nos deveria governar. E isso não pode ser uma diferença pequena.

A pedagogia da liberdade e da democracia, da responsabilidade e da cidadania, está toda por fazer, mesmo junto das mais insuspeitas das pessoas. A liberdade não pode ser um pormenor. E nem o desespero pode justificar este discurso. Foi sempre ele que trouxe o pior. Isto, sem tirar nem pôr. Ao pé do que disse Fernando Dacosta, para meu grande espanto, as divagações histéricas de Odete e o fascismo afectado de Nogueira Pinto são irrelevantes. Ele tinha uma responsabilidade diferente.

Este concurso pode ser irrelevante. Mas aos poucos foi mostrando, como uma caricatura, todos os mal-entendidos. À esquerda e á direita. Não aprendemos nada: um país não se cumpre, constrói-se. A democracia não promete nada. Abre todas as possibilidades.

Fonte segura (actualizado)

Daniel Oliveira, 27.03.07
A minha pergunta é: como é que uma jornalista ouve uma história bizarra (que militantes ou apoiantes do BE integram uma lista do PNR à direcção académica da Faculdade de Letras) e não perde dois segundos a confirmar tão insólita informação? Para saber se se trata de alguém que até diz que gosta do BE, de um activista, de um militante... Não basta que não seja mentira. A notícia deve corresponder a alguma coisa que esteja a acontecer na Faculdade de Letras. Sobre o título do DN, nem vale comentar. O "Correio da Manhã" passou-se para a Avenida da Liberdade e a partir daqui será sempre a descer.

A notícia é obviamente um truque passado por dirigentes da lista, para dar a ideia de que aquilo são só amigos de escola. E para o "Público", as garantias de seriedade da fonte foram suficientes. O BE desmentiu. Saiu no jornal (quase invisível, como de costume). Mas o Blasfémias, que tem aquela visão maniqueísta do Mundo, em que as forças do Mal se juntam para tomar o poder , ainda não se deu ao trabalho de corrigir o erro.

NOTA: A jornalista do "Público" Bárbara Wong (que assina o trabalho sobre as eleições para a direcção da Associação Académica da Faculdade de Letras) informa-me que, ao contrário do que aqui escrevo, perdeu bem mais do que dois segundos a tentar contactar militantes do Bloco de Esquerda na Faculdade de Letras para confirmar ou desmentir a informação. Perdeu uma tarde inteira, sem sucesso. Fica assim feito o esclarecimento.

O presidente da Junta de Freguesia de Salvaterra foi constituído arguido por ter senhas de gasolina aprovadas como despesas de deslocação, já que a junta não tem carro seu. Parece-me muito normal, mas não faço ideia se é legal ou ilegal. O que já percebi é que Bragaparques e a construção civil já foi chão que deu uvas nos noticiários, comparadas com estas bombas informativas. Resumindo: são todos iguais, uns suspeitos de comprar partidos e lesar câmaras com milhões, outros de não pagar a gasolina do seu bolso. E sei que as despesas, aprovadas em cada reunião de Junta, tiveram o voto favorável da mesma autarca do PSD que faz queixa. O que não deixa de ser comovente. Espero pelo resultado das investigações. De todas elas. No fim, seja qual for o resultado, quero escrever tanto sobre este assunto.