Sábado, 25 de Agosto de 2007
por Daniel Oliveira



Houve um tempo em que o dia começava com Calvin e Prado Coelho. E não são muitos os que podem ser lembrados por começar o dia de tantos por tanto tempo. E por muito mais.


por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

por Daniel Oliveira
O 31 da Armada gostou tanto da entrevista de Mário Crespo a Francisco Louçã que até lhe acrescentou uns pormenores para ficar ainda mais a seu gosto.

Podem verificar aqui a partir dos 14 minutos e 35 segundos como quem conta um conto acrescenta um ponto.

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

por Daniel Oliveira


Via Cibertúlia

tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

por Daniel Oliveira


por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (2) | partilhar

por Daniel Oliveira
Cavaco Silva usou do veto político para travar o Regime de Responsabilidade Civil Extracontratual do Estado que garante o direito elementar dos cidadãos lesados pelo Estado de recorrerem aos tribunais para reclamar uma indemnização. Foi aprovado por unanimidade mas o Presidente acha que a coisa teria “consequências financeiras cuja razoabilidade em termos de esforço fiscal é questionável”. Uma ideia, assim de repente: e se o Estado evitasse lesar os cidadãos, não poupava? E se soubesse que poupava, não evitaria lesar os cidadãos? E se pagasse por isso, não procuraria com mais afinco os responsáveis? Mas claro que ser pouco rigoroso nas administração do Estado dá menos trabalho e se for de borla então não dá trabalho nenhum.

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Sexta-feira, 24 de Agosto de 2007
por Daniel Oliveira



O governo garante que os empréstimos a estudantes universitários não servirão para substituir a Acção Social Escolar. Os governos anteriores garantiam que as propinas não serviam para pagar despesas de funcionamento, que é o que realmente hoje acontece. Sócrates está cada vez mais longe dos seus congéneres social-democratas do Norte da Europa e imparável na aplicação de um programa que nem o PSD se atreveu a levar adiante.


por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (19) | partilhar

por Daniel Oliveira
Para quem, como eu, tem pouca paciência para a novela de Madeleine McCann e apanha as notícias no ar, a história resume-se assim: os pais da "pequena medie" participaram numa noite swing num restaurante ao lado da casa de férias e depois de gritarem muito com a filha mataram-na com a ajuda da família e dos amigos espalhando o sangue da rapariga por todo o lado. O sangue foi descoberto por uns cães ingleses que, ao contrário dos agentes da PJ que gostam de pezinhos de coentrada, só comem salmão e são muito sensíveis às temperaturas. É isto, não é?

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

por Daniel Oliveira
Diário de Notícias divulga hoje que Macário Correia foi acusado de assédio sexual há cinco meses.
Porque surge agora esta notícia? Porque a campanha do PSD desceu há muito ao nível da lama.
tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (14) | partilhar

por Daniel Oliveira



Naquelas séries de postais ilustrados para coleccionistas organizadas por temas da vida quotidiana que a marca Abrupto costuma lançar, entremeadas por poesia sortida seleccionada de forma mais ou menos aleatória para acrescentar prestígio junto dos professores primários, têm surgido agora umas pinturas muito catitas, pondo a arte ao serviço de uma nobre causa política, com um sugestivo título: "A ver se aprendem: o que é ceifar". Embora a Europa desconfie um pouco destas alianças entre intelectuais engajados e o campesinato, o interessantíssimo projecto pedagógico de Pacheco Pereira deveria merecer o financiamento da PAC.


por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (17) | partilhar

por Daniel Oliveira



Estou estupefacto. Depois de ver ontem, na SIC Notícias, Mário Crespo possuido de indignação a fazer um interrogatório a Francisco Louçã sobre uma acção de terceiros, exigindo que condenasses vinte vezes com o máximo de adjectivos possíveis o ataque ao milheiral de Silves, hoje, na mesma SIC Notícias, vejo Ricardo Costa a explicar que o caso do financiamento ilegal da Somague ao PSD resultava de ingenuidade, que quanto ao favorecimento da empresa estava já tudo esclarecido e que agora todos íamos desconfiar de tudo o que era muito aborrecido para a empresa e para o partido. O primeiro caso de financiamento ilegal a um partido envolvendo uma empresa de dimensões consideráveis a ser investigado é tratado como um assunto de rodapé na imprensa portuguesa. De facto, qual é a relevância de um episódio que ajuda a explicar os mecanismos de subversão da democracia quando nos podemos entreter com um bando de fedelhos e um hectare de maçarocas de milho? Nenhuma. Afinal de contas, quando está em causa o Estado de Direito e a Lei, quem quer saber de financiamentos ilegais àqueles que elegemos?


por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (15) | partilhar

Quinta-feira, 23 de Agosto de 2007
por Daniel Oliveira
Uma das primeiras decisões políticas anunciadas pelo então secretário de Estado das Obras Públicas, Vieira de Castro, foi a de pedir ao Conselho Consultivo da Procuradoria-Geral da República (PGR) um parecer jurídico para esclarecer "algumas dúvidas" relativas à concessão da auto-estrada Litoral Centro à Brisa.

Esta medida veio dar força a uma posição que a construtora Somague havia tomado, quando contestou a intenção do Governo PS em adjudicar a obra à Brisal, um consórcio liderado pela Brisa. O anúncio do envio para a PGR do dossier da disputada auto-estrada foi feito a 1 de Maio de 2002 — o governo havia tomado posse a 8 de Abril. Ou seja, um mês e meio depois de Vieira de Castro, então como secretário-geral adjunto do PSD, com o pelouro da área financeira, ter solicitado a alteração da entidade pagadora das facturas endossadas ao PSD para que fosse a Somague a liquidar os 233 mil euros devidos à empresa Novodesign (esse pedido foi feito a 15 de Março de 2002).
tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (11) | partilhar

por Daniel Oliveira
O último post que escrevi acordou as saudades pelo Spectrum em alguns leitores. Nostalgia compartilhada comigo.Querem jogar de novo? Aqui está o site. Com dezenas de jogos para jogar no PC sem perder o encanto do passado.

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Quarta-feira, 22 de Agosto de 2007
por Daniel Oliveira



Vieram quase todos do PC e fizeram um blogue em homenagem ao que houve antes do PC: o Spectrum. No tempo em que antes de começar a jogar se ouvia rshhhhhhhggggggggggiiiiiiiiiióóóóóóóó e em que os heróis sofriam de tetraplegia. O blogue é quase tão bom como o seu nome. Faz-me ter saudades da adolescência em que parecia que já estávamos no futuro. Umas vezes concordo com uns, outras discordo de outros. São provocadores e o anonimato, que não gosto, facilita. Mas muitas vezes o Spectum é dos poucos blogues que nos lava a alma. Outras irrita. Junta mais-ou-menos-anarquistas, mais-ou-menos-comunistas e mais-ou-menos-bloquistas. É o blogue da semana: Spectrum, ou "a luta de classes e outros jogos de plataformas".


por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

por Daniel Oliveira



Descobri este relógio assustador no Os Tempos que Correm. Acho que preferia não ter descoberto. A coisa deprime um bocadinho.

Actualização (e já está desactualizado):

No último minuto morreram 146 pessoas no Mundo. 31 de doenças cardiovasculares, 14 de cancro , sete por doenças respiratórias, três morreram em acidentes de viação, duas suicidaram-se, uma foi morta. Houve 88 abortos e oito pessoas foram infectadas com o vírus da SIDA.

2090 novos pontos acessos à Internet num minuto. E foram produzidos 67 carros e 160 computadores. Perderam-se 25 hectares de floresta. Houve dois divórcios nos EUA. A população prisional dos EUA chegou aos 2.263.563.

No último minuto nasceram 255 crianças. Somos mais 109 humanos neste planeta. Somos 6.616.345.504.


por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar

por Daniel Oliveira
Pacheco Pereira costuma acusar a blogosfera de seguir a agenda noticiosa. Basta ler o seu blogue estes dias para perceber que ele faz exactamente o mesmo. Ou seja, o problema dele não é a blogosfera seguir a agenda noticiosa. É não seguir a agenda de Pacheco Pereira.

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

por Daniel Oliveira
Vasco Graça Moura sobre a actuação da GNR em Silves: «Mas com o Presidente da República as coisas fiam mais fino.»


Como resultado desta intervenção um manifestante ficou paraplégico e o governo começou a fazer as malas. Mas os cavaquistas nunca aprendem.


por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

por Daniel Oliveira

tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

por Daniel Oliveira
«Se a manifestação de Silves fosse de skinheads ou do PNR, contra uma herdade que tinha trabalhadores indocumentados do Magrebe, a GNR colocaria dois guardas a vigiá-la ou haveria um aparato bélico por tudo quanto era campo?» José Pacheco Pereira

O problema é que o mais provavel é que estivessem lá para ceifar os imigrantes e não a colheita. Espero que para Pacheco Pereira não seja a mesma coisa. Dedicado às suas obsessões, JPP tem o hábito de branquear a extrema-direita e os seus grupos mais violentos, onde estão incluidos homicidas condenados. Por isso, talvez nem tenha reparado que da última vez que esta rapaziada organizou uma "acção directa" matou um cidadão português de origem cabo-verdiana. Para Pacheco Pereira parece não fazer qualquer diferença: um negro, uma maçaroca de milho...

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (14) | partilhar

por Daniel Oliveira
Vale a pena ler este artigo de Graça Moura (que está tão excitado que escreve um dia no "Público" e outro no "DN" sobre o mesmo assunto) para suspirar de alivio por ele não ser juiz. A GNR devia ter agido de forma diferente no caso de Silves porque tudo podia ter sido diferente do que foi e o prejuízo teria assim sido muito maior e por isso o crime seria mais grave e assim se justificaria que a GNR agisse de forma diferente. Nesta pescadinha de rabo na boca, Graça Moura tem sempre razão. Porque quando não a tem podia bem te-la se as coisas tivesse sido diferentes do que foram.

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

por Daniel Oliveira



Luís Filipe Menezes é um homem culto. Sabe de história, de cinema e de literatura. E quando não sabe pesquisa e escreve sobre o assunto. É assim que deve ser. Só que, sendo um homem ocupado, facilita um pouco na escrita. Ou seja: não escreve. Leva o cursor ao texto que encontra, faz "copiar" e depois cola lá no blogue dele.

Sobre Torga diz, sem alterar uma virgula, o mesmo que a página Bragança ponto net. O post sobre Hiroshima foi busca-lo à wikipédia. E fez o mesmo com Antonioni e Bergman. E eu fui buscar esta interessante descoberta ao Publico.

Não estamos a falar de um plágio discutível, da cópia de ideias ou de recolha de informação pouco tratada. Estamos a falar de "copy/paste" sem alterar uma virgula e assinando no fim. Talvez não seja muito importante, até porque me irrita um pouco a obsessão da moda em relação ao plágio ou ao que dele levemente se aproxime. Mas não deixa de ser um pouco difícil levar a sério o autor de tamanha infantilidade.

tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

Terça-feira, 21 de Agosto de 2007
por Daniel Oliveira
É raro dizer isto. Mas hoje aplaudo o que disse Miguel Sousa Tavares na TVI sobre o caso do milho transgénico. Não acrescento nem retiro uma vírgula.
tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (7) | partilhar

por Daniel Oliveira
O brasileiro Richarlyson é um futebolista e tem 24 anos. Começou a correr o boato de que era homossexual. Parece que ao marcar um golo ao Palmeiras festejou de forma suspeita. O barulho foi tanto que o jovem Richarlyson acabou a processar um dirigente desportivo que alimentou a coisa. Mas não deixou de esclarecer que ser futebolista e homossexual nada tinha de incompatível. Esta opinião não foi partilhada pelo juiz que resolveu arquivar a queixa: "Se fosse homossexual, seria melhor que abandonasse os gramados"; "Futebol é jogo viril, varonil, não homossexual"; "Homossexualismo é uma situação incomum do mundo moderno que precisa ser rebatida"; "Não poderia sonhar vivenciar um homossexual jogando futebol". Os advogados do futebolista fizeram queixa do juiz que suspendeu funções e poderá vir a ficar desempregado.

Hoje, o racismo é considerado inaceitável e, tirando meia dúzia de sociopatas, mesmo os racistas reprimem o que dizem temendo a reacção dos que os rodeiam. Ainda não é assim com a homofobia, exibida com orgulhosa virilidade nas conversas de café e nas colunas de jornais. Não espero viver um dia numa sociedade sem alarves. Espero apenas viver numa sociedade suficientemente civilizada para que a pressão social os mantenha envergonhados. E voluntariamente calados.
tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | partilhar

por Daniel Oliveira
Candidatos republicanos e democratas às primárias americanas fazem filinha indiana para aparecer no 'The Daily Show', o programa humorístico de Jon Stewart, assinala o 'Público' esta semana. Os estrategas dos candidatos acham que pelo menos ali eles têm oportunidade de ser um pouco mais profundos. Claro que o estilo descontraído ajuda à boa imagem. Mas vale a pena recordar que, com uma audiência de cerca de 1,4 milhões de espectadores por noite, 'The Daily Show' é a principal fonte de informação para muitos americanos com menos de 34 anos. A começar pelos universitários. Debandaram dos noticiários porque querem estar informados. Como dizia Al Gore, "um pouco como acontecia na Idade Média, agora são outra vez os bobos os únicos que podem dizer toda a verdade, sem medos nem pressões". E o programa promete: "notícias falsas que lhe dão a verdade".

Quando a política tem apenas direito ao rodapé dos telejornais, quando a relevância das notícias é irrelevante no alinhamento, quando a tragédia do Iraque pode ser esquecida para mostrar a libertação de Paris Hilton, são os jornalistas que escolhem o que querem ser. Por isso, Gore não tem razão. Hoje, eles é que são os bobos, decididos a não nos maçar com coisas demasiado complicadas. As notícias, essas, estão noutro lado. Só que a política vista apenas pelos olhos de um humorista, mesmo quando se trata do genial Jon Stewart, fica reduzida a uma excelente piada.
tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | partilhar

por Daniel Oliveira
"Mais de 233 mil euros em donativos indirectos pagos pela construtora
Tribunal Constitucional: PSD recebeu financiamento ilícito da Somague em 2002
21.08.2007 - 12h59 Lusa

O PSD recebeu ilegalmente em 2002 mais de 233 mil euros em donativos indirectos da construtora civil Somague, revela um acórdão do Tribunal Constitucional, citado pela Lusa.

O Tribunal Constitucional deu como cabalmente provado que a Somague, SA pagou uma factura no valor de 233.415 euros por serviços prestados ao PSD e à JSD pela empresa Novodesign, embora afirme "ignorar o que fundamentou tal liberalidade", refere o acórdão, de 27 de Junho passado.

O documento, que já seguiu para o Ministério Público, conclui que o PSD violou a lei do financiamento dos partidos incorrendo em "ilegalidades objectivas" puníveis com coima não só ao partido como aos dirigentes partidários responsáveis, e perda a favor do Estado dos valores ilegalmente recebidos. Por outro lado, as empresas envolvidas estão igualmente sujeitas a coimas, de acordo com a lei.


A factura suspeita foi detectada em 2006 durante uma inspecção do fisco à sociedade Brandia Creating - Design e Comunicação, na qual se integra a Novodesign, Companhia Portuguesa de Design. Os inspectores encontraram uma factura emitida à Somague, com a data de 15 de Março de 2002, no valor de 233.415 euros, e outras sete, com a mesma data, cuja soma dava os mesmos 233.415, com a indicação "por serviços prestados ao PPD/PSD".

O pagamento por terceiros de despesas que aproveitam a um partido político é considerado um donativo indirecto, ilegal fora dos limites previstos, de acordo com a lei. O TC aplicou a legislação em vigor em 2002, "mais favorável ao arguido". Donativos de pessoas singulares são aceites mas com um limite de 30 salários mínimos mensais por doador - à altura, 10.440 euros.

Durante a investigação, os inspectores da Polícia Judiciária verificaram que as sete facturas emitidas ao PSD tinham sido anuladas - a sigla tinha sido riscada e substituída pela da empresa Somague, SA. Anexo às facturas, estava um documento interno que, na prática, dava a ordem para transformar as sete facturas emitidas ao PSD numa única, a emitir à Somague-S.G.P.S., SA.

A situação foi denunciada o ano passado pela Direcção-Geral dos Impostos à Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP), que desde 2005 coadjuva tecnicamente o Tribunal Constitucional na análise das contas partidárias.

A acompanhar a denúncia foi uma informação da Direcção de Finanças de Lisboa com o exercício de 2002 da Somague - Sociedade Gestora de Participações Especiais.

Como os factos datam de 2002, e a ECFP só entrou em funcionamento em 2005, o procurador-geral adjunto em funções no Tribunal Constitucional remeteu os documentos ao Ministério Público, que promoveu a investigação suplementar, num processo que envolveu a ECFP e a Polícia Judiciária.

Nos fundamentos do acórdão, para além das provas documentais, o tribunal valorizou os depoimentos de alguns responsáveis da Novodesign, que confirmam que os serviços foram efectivamente prestados ao PSD e à JSD e que, posteriormente, foram facturados à Somague. "Os elementos constantes dos autos provam que os serviços referidos nos sete pedidos de factura da Novodesign, emitidos em 15 de Março de 2002, no valor global de 233.415,00, foram prestados ao PPD/PSD e à JSD, mas foram facturados à Somague e pagos por esta sociedade, embora se ignore o que fundamentou tal liberalidade", refere o acórdão.

Contactado pelo Tribunal Constitucional no âmbito do exercício do contraditório, o PSD referiu que uma das sete facturas que lhe foram endereçadas foi liquidada por cheque e acrescentou que não foi encontrado qualquer registo das restantes.

Segundo o acórdão, o PSD acrescentou não estar "habilitado a prestar quaisquer outros esclarecimentos" por falta de suporte documental e por impossibilidade de contactar, "por ponderosas razões de saúde", o então secretário-geral adjunto, responsável pela área administrativa e financeira.

As contas do PSD de 2002, bem como as dos outros partidos, já tinham sido julgadas em acórdãos de 2005 e de 2006 que multaram os partidos infractores e os responsáveis financeiros por irregularidades.

Apesar disso, o tribunal justificou a abertura de uma investigação suplementar afirmando que os dados novos de que teve conhecimento constituem "uma infracção autónoma" relativamente às infracções que foram sancionadas em 2005"
tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (6) | partilhar

por Daniel Oliveira
Numa coisa a acção dos eufémias adolescentes foi benéfica: em trinta anos, é a primeira vez que a classe política se indigna com a destruição de terrenos agrícolas no Algarve.
tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar

por Daniel Oliveira
Cavaco, que, quando Alberto João Jardim disse que não cumpria a lei do aborto, pondo em causa o Estado de Direito e o resultado de um sufrágio democrático, remeteu o assunto para os tribunais, indigna-se agora com uns miúdos tontos que destruiram um hectare de milho.

Pacheco Pereira, que quando "skins heads" mostraram armas na televisão e disseram que pretendiam utiliza-las minimizou o caso e tratou-o como um fetiche da esquerda, representa agora o seu papel predilecto: o de cabo de polícia. Vasco Graça Moura, esse, volta à rábula do costume: pede a queda de toda a gente, do sargento da GNR ao primeiro-ministro.

Por mim, disse o que achava deste acto idiota que envenena o importante debate a fazer em Portugal sobre os transgénicos. Sobre a acção da polícia, não espero que use da violência de cada vez que tenha um caso à frente. Espero que use a força de forma proporcionada ao valor em causa, como define a lei e as boas práticas policiais num Estado de Direito.

Sobre o ministro da Administração Interna, que chama a isto de terrorismo (esperemos que não se leve a sério, caso contrário temo pela nossa segurança) e o ministro da Agricultura, que insinua o envolvimento de um partido da oposição nesta palhaçada, nada há a dizer. Quando se governa mal, um fait-divers dá imenso jeito.

Dito isto, espero que os activistas do Eufémia Verde (que raio de nome!) tenham aprendido alguma coisa com esta infantilidade. Mas duvido. Por fim, o meu amigo Miguel Portas, com o qual discordei na sua primeira reacção ao sucedido, escreve um novo post sobre o assunto. Mais ponderado. E tem a coragem de dizer que se enganou. Coisa rara na política, vista como sinal de fraqueza e não de inteligência.
tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

Segunda-feira, 20 de Agosto de 2007
por Daniel Oliveira
Sabendo que está a insinuar uma falsidade, o ministro da Agricultura tenta associar o Bloco de Esquerda ao ataque à plantação de milho transgénico no Algarve. O ministro acha grave que a posição do BE não seja clara. Eu acho gravíssimo que um ministro lance, sem qualquer indício, a suspeita de envolvimento num crime por parte de um partido político. Talvez seja bom o ministro ir ler o código penal. Estão lá escritas umas coisas sobre o crime de difamação. Compreendo que o mês de Agosto excite a vontade de protagonismo dos mais obscuros e inúteis ministros. Mas talvez fosse bom dar um mergulho e esperar que passe.

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (29) | partilhar

Domingo, 19 de Agosto de 2007
por Daniel Oliveira



Num longo artigo na Foreign Affairs, Rudolph Giuliani, à frente nas sondagens para as primárias republicanas, diz que está contra a actual política americana de apoio à criação de um estado palestiniano. "Não é do interesse dos Estados Unidos, numa altura em que está sob a ameaça de terroristas islâmicos, ajudar a constituir mais um estado que seja promotor de terrorismo".

Também podem ler os artigos de Barak Obama, do número passado, e de John Edwards, neste número.


por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (12) | partilhar

por Daniel Oliveira
Atacar a cultura de transgénicos de um agricultor é ir ao elo mais fraco da cadeia. Acredito mais na denúncia, mesmo que feita de forma espectacular, tendo em conta a lógica mediática, do que neste tipo de acções. Por várias razões:
1. Não se trata de defender o valor sagrado da propriedade. A precaução na defesa da saúde pública pode ser mais importante. Trata-se sim de não aceitar que se escolha como adversário o elo mais fraco da cadeia de produção. É a mesma lógica (mal comparada) que me leva a contestar que o centro do ataque ao narcotráfico seja o agricultor da coca.
2. Trata-se de aceitar que o direito à propriedade, não sendo um direito absoluto, é um direito que deve ser ponderado. E que só se justifica po-lo em causa se ao faze-lo se está a garantir, na prática, outro mais relevante. Aqui não se garantiu nada a não ser publicidade a uma causa que, esclareço, acho justa.
3. Aceitando a difícil tese de que se trata de um acto de desobediência civil, ela é injustificada já que não se esgotaram todas as formas de intervenção democrática e legal.
4. Formas de luta desta natureza, sendo extremas, só podem ser ponderadas (e mesmo assim evitadas) quando existe um consenso social sobre a matéria e este não encontra correspondência no poder político e económico. Não é o caso dos transgénicos, tema sobre o qual o debate em Portugal dá os primeiros passos.

Assim, acho que a acção do Movimento Eufémia Verde foi injusta e desproporcionada. Discordo, por isso, do Miguel Portas.

Acho inaceitável a utilização da expressão "ecoterrorismo" para definir este acto que aqui critico. A banalização da palavra "terrorismo" é a maior aliada dos terroristas.
tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (28) | partilhar

por Daniel Oliveira



A mulher do próximo presidente da Turquia pode não ser convidada para estar na tomada de posse do seu marido porque usa lenço.

tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (11) | partilhar

Sábado, 18 de Agosto de 2007
por Daniel Oliveira
As notícias da SIC sobre a investigação do Zero de Conduta a propósito das alterações às entradas em inglês de "José Sócrates" e da "Universidade Independente" da hora de almoço e da hora de jantar foram substancialmente diferentes. Parece que os assessores do governo desta vez estiveram bem e os telefonemas voltaram a resultar. Fica a achar-se que o gabinete só retirou calúnias. Quais? A média do primeiro-ministro e que a Universidade Independente é privada.

No "Diário de Notícias" as alterações feitas pelos serviços do governo na Wikipédia em inglês deram lugar a uma notícia sobre alterações feitas por anónimos nas entradas em português. Boa reacção do governo, com boa ajuda dos jornalistas.
tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (8) | partilhar

por Daniel Oliveira
Valente inchado, responde à resposta que lhe deu Francisco Louçã: «Imaginei que Louçã estaria excessivamente ocupado a salvar o Mundo para se preocupar comigo». Salvar o Mundo não digo. Bastaria mesmo qualquer outro compromisso para ser demais tamanha perda de tempo. Louçã fez mal em responder-lhe. Um líder partidário não desce ao nível de Pulido Valente.

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

Sexta-feira, 17 de Agosto de 2007
por Daniel Oliveira


por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

por Daniel Oliveira


Os primeiros 30 segundos explicam tudo

tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (1) | partilhar

Quinta-feira, 16 de Agosto de 2007
por Daniel Oliveira
Este era o programa que a Fox criou para concorrer com Daily Show. Acabou agora por falta de audiências. Convenhamos que, para programa de humor, fica a léguas dos seus telejornais.


por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (5) | partilhar

Quarta-feira, 15 de Agosto de 2007
por Daniel Oliveira


O joenalismo da Fox News via Zero de Conduta

tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | partilhar

por Daniel Oliveira
Não deixa de ser esclarecedor que a lei sobre o tabaco comece logo por dizer que «aprova normas para a protecção dos cidadãos da exposição involuntária ao fumo do tabaco e medidas de redução da procura relacionadas com a dependência e a cessação do seu consumo.». Ou seja, as medidas restritivas não têm apenas como objectivo legitimo proteger os não fumadores do tabaco, mas também de proteger cidadãos livres e adultos das suas próprias escolhas.

Em PDF, via Blasfémias, que teima em confundir tudo o que lhe desgosta com o socialismo.
tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (4) | partilhar

por Daniel Oliveira



O gabinete do Primeiro-Ministro alterou as entradas na Wikipedia sobre José Sócrates e sobre a Universidade Independente. Para retirar falsidades? Não. Para ficar melhor na fotografia. As alterações foram tantas que veio o pedido para pararem de vandalizar as entradas.

Ver no Zero de Conduta.

tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (10) | partilhar

por Daniel Oliveira
Numa atitude inédita, os Estados Unidos classificaram a guarda revolucionária iraniana, uma estrutura militar dependente do governo, uma organização terrorista. Os EUA acusam esta força de treinar milícias xiitas iraquianas e talibans no Afeganistão, assim como militares americanos treinaram os "contra" na Nicarágua e os mujahidin (alguns deles até podem ser os mesmos que o Irão agora treinará) no Afeganistão. Ou seja, esta classificação é exclusivamente política.

Não se debate aqui a natureza do poder político iraniano, mas, no próprio interesse dos EUA, talvez não fosse má ideia não abastardar de tal forma a palavra "terrorismo", usando-a para tudo aquilo que parece criticável, que ela deixe de significar coisa alguma.

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (3) | partilhar

por Daniel Oliveira
A decisão do Tribunal Constitucional era inevitável. O que o governo nos propunha era institucionalizar a chantagem sobre os cidadãos. Sou a favor do levantamento do sigilo bancário, usando o único critério que pode ser usado: depois do cruzamento aleatório de informação do fisco e da segurança social com informação bancária detectar discrepâncias que levem a uma averiguação.

Se o levantamento do sigilo bancário não pode ser transformado numa forma de perseguição, muito menos pode servir para condicionar os cidadãos a exercerem o seu direito de contestar decisões do Estado. O que não deixa de ser extraordinário é que este governo não tenha a coragem de levantar o sigilo bancário para garantir a justiça fiscal, mas esteja tão ansioso em faze-lo como forma de exercer a arrogância do poder.
tags:

por Daniel Oliveira
link do post | comentar | ver comentários (11) | partilhar

pesquisa
 
TV Arrastão
Inquérito
Outras leituras
Outras leituras
Subscrever


RSSPosts via RSS Sapo

RSSPosts via feedburner (temp/ indisponível)

RSSComentários

arquivos
2014:

 J F M A M J J A S O N D


2013:

 J F M A M J J A S O N D


2012:

 J F M A M J J A S O N D


2011:

 J F M A M J J A S O N D


2010:

 J F M A M J J A S O N D


2009:

 J F M A M J J A S O N D


2008:

 J F M A M J J A S O N D


2007:

 J F M A M J J A S O N D


2006:

 J F M A M J J A S O N D


2005:

 J F M A M J J A S O N D


Contador