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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Em que ficamos?

Daniel Oliveira, 29.11.07

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Vários dinamarqueses que está a enfrentar um julgamento por vender t-shirts com as siglas da Frente Popular para Libertação da Palestina e das FARC. Porquê? Porque a Europa considera estas organizações como organizações terroristas (e acusados de tentar financiar com t-shirts organizações terroristas). O julgamento tem a lei anti-terrorismo como base legal. Devo recordar que a lista da UE para este tipo de organizações é politicamente orientada (as organizações curdas que lutam contra o Irão não são, as que lutam conta a Turquia são, só para pegar num de imensos exemplo) e que uma decisão judicial deste genero pode abrir gravíssimos precedentes. Isto passa-se na Dinamarca, a terra dos cartoons sobre Maomé que provocaram um intenso debate sobre a liberdade de expressão. Espero que o consenso sobre o direito a publicar os cartoons, independente da opinião que cada um de nós tivesse sobre eles, se repita agora.
Notícia via Der Terorist

Uma ajudinha

Daniel Oliveira, 29.11.07
Para a coluna dos blogues regionais estou à procura dos ditos. Gostava que enviassem para esta caixa de comentários endereços de blogues da vossa região, com referência ao distrito ou concelho respectivo. Procuro apenas blogues que tratem de assuntos locais ou regionais. E que tenham qualidade. Venha daí essa ajuda.

Pois muito obrigadinho

Daniel Oliveira, 29.11.07
Para além dos mais de cem blogues que logo no primeiro dia tiveram a amabilidade de mudar o endereço do Arrastão nas suas colunas, tenho de agradecer especialmente aos fizeram posts com menção ao novo Arrastão. Sujeito a actualização, caso me tenha escapado algum.

Adufe, Arcadia, Arre Macho, Arroz do Céu, A Arte da Fuga, Atlântico, Atribulações Locais, Blasfémias, O Bitoque, Cantigueiros, O Caricas, A Chaleira, Cinco Dias, Corta-Fitas, Deduxos,[ deíctico.org ], A Educação Cor-de-Rosa, Farmácia Central, Irmão Lúcia (autor do cabeçalho), Kontratempos, A Invenção de Morel, Ladrões de Bicicletas, Loja de Ideias, Metrografismos, Miradouro d'O Castelo, Mundos Paralelos, O País do Burro, Paysanxxi, Praça da República, Serras, Os Tempos que Correm, O que Verdadeiramente me Irrita, Viagra e Prozac, Vida Breve, Womenage A Trois, Zero de Conduta, 19 Meses Depois e 31 da Armada

E muito atrasados, porque me apanharam em mudanças, aqui vão os meus parabéns para o 31 da Armada pelo seu primeiro aniversário.

Batota e ameaças

Daniel Oliveira, 28.11.07
O PSD, que perdeu as últimas eleições autárquicas em Lisboa, ameaça bloquear um pedido de empréstimo para resolver o problema que o PSD deixou na Câmara. E para isso pretende usar a maioria que tem na Assembleia Municipal (que estupidamente não foi a votos). Costa ameaça com a demissão. Depois da ameaça extemporânea de um deputado municipal do Bloco em pôr fim ao acordo em Lisboa, começam a ser ameaças a mais. O PSD que assuma que perdeu as últimas eleições e respeite o voto dos lisboetas, que quando votaram sabiam do empréstimo. Os restantes, que se deixem de ameaças. Lisboa merece um pouco mais do que birras.

Quem vende propaganda como se fosse jornalismo...

Daniel Oliveira, 28.11.07

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A blogosfera nacional (aqui, aqui e aqui) vibrou com uma reportagem da Veja sobre Che Guevara. Nessa mesma reportagem ("Há quarenta anos morria o homem e nascia a farsa"), que o Diário de Notícias também referiu, citava-se Jon Lee Anderson, jornalistas da New Yorker e um dos mais respeitados correspondentes americanos, como sendo o «autor da mais completa biografia de Che» (Che Guevara - Uma Biografia). Uma autoridade na matéria, incluindo para a Veja, e não seguramente por se tratar de um guevarista.

Diogo Schelp, editor internacional da Veja e autor da reportagem, tinha enviado ao «autor da mais completa biografia de Che» um mail para o entrevistar. E depois acabou por não o fazer. Jon Lee Anderson leu o trabalho e mandou-lhe um mail que acabou por se tornar público:

Dear Diogo,
I was intrigued as to why I never heard back from you when I replied to this email you sent me (see below). And then I saw the article you wrote in Veja, which was the most one-sided perspective on a contemporary political figure I have seen in a long time. It was precisely this kind of highly-editorialized reporting, either hagiographically in favor, or -- as in your case -- demonizingly against, that led me to write my biography. I sought to put some flesh and blood on Che’s overly-mythified bones in order to understand what kind of person he really was. What you have written is an OpEd piece camouflaged as a piece of accurate journalism, which, of course, it is not. Honest journalism, to my knowledge, involves incorporating different sources of information and perspectives, and attempting to place the person or situation you are writing about into context, so as to educate your readers with at least a semblance of objectivity. What you have done with Che is equivalent to writing about, say, George W. Bush, and relying almost entirely on quotes from Hugo Chavez and Mahmoud Ahmadinejad to bolster your own point of view. I am, glad, in the end, that you did not follow up with me for the interview, because I would have spoken to you in good faith, under the mistaken assumption that you were a serious journalist, and an honest colleague. And In that assumption, I would have been sadly mistaken. Please feel free to publish my letter in Veja if you wish.
Yours, Jon Lee Anderson

Fica um conselho de borla para os nossos amigos da Atlântico e do 31 da Armada: um pouco mais de critério, por favor.