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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Pescadinha de rabo na boca

Daniel Oliveira, 02.06.09
Todas as eleições é a mesma rábula: os jornalistas escolhem, de cada dia de campanha, as frases dos candidatos sobre política nacional. Ignoram quase todos os temas europeus sobre os quais quase todos os candidatos falam. Chegam ao fim, e dizem que a Europa esteve arredada do debate.

O remediado que tem medo do pobre?

Daniel Oliveira, 01.06.09
Ilda Figueiredo defende que o alargamento da União à Turquia e Islândia deve depender de referendo nos países europeus. É a posição de Sarkozy que, julgo, só era acompanhada em Portugal pela extrema-direita. Que esta exigência viesse de um país que entrou na CEE sem que os povos dos restantes países (e bem) o tenham referendado seria extraordinário. Ainda por cima de um país que recebeu mais apoios do que aqueles que foram dados aos membros que lhe seguiram.

Uma coisa é defender o referendo de tratados que se aplicam a nós, outra é transformar a Europa num clube exclusivo onde cada interesse particular pode fechar a porta a novos membros. Referendos nos países que já estão na União a cada alargamento seriam um apelo ao egoísmo - Ilda Figueiredo fala das consequências que um alargamento teria para os países mais fracos. E, no caso da Turquia, não é difícil imaginar os factores que mais pesariam.

Mesmo sabendo que o PCP tem, com toda a legitimidade, uma posição mais nacionalista (ou patriótica, ou soberanista, dependendo da perspectiva) em relação à integração europeia, esta proposta não deixa de me espantar. Estou sinceramente convencido que Ilda Figueiredo não pensou em todas as implicações políticas desta posição.

para a imagem do Vital Moreira ficar ainda mais colada à do avô cantigas só faltava mesmo a intervenção do fantasminha brincalhão

Pedro Vieira, 01.06.09

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