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Arrastão: Os suspeitos do costume.

O Arrastão dos comentadores: Irmão de Sancho

Arrastão, 29.05.10
Texto de José M. Silva (José)

Sendo o Arrastão um blogue de substância política, decidi abordar um tema totalmente diferente. José Sócrates.
Partilho a convicção da maioria dos portugueses: Sócrates é um grande filho de Afonso Henriques. Filho mesmo, não restrito ao sentido de que todos nós também o somos.

Em meados do século passado, um grupo de arqueólogos terá descoberto o vestido usado por uma secretária estagiária da corte do primeiro Rei de Portugal. Deste extraíram a Real semente que utilizaram para fecundar uma voluntariosa mulher. Estava dada continuidade à linhagem da primeira dinastia, devido ao consequente nascimento do nosso agora também primeiro, não rei, mas ministro.

Pressinto a crítica dos mais cépticos: "Huumm, e a semente, mesmo de tão ilustre proveniência, conservava-se durante 800 anos?". Confesso que também me soa estranho, mas homessa, um país cheio de portugueses parece-me bastante mais improvável de aguentar tanto tempo e afinal cá estamos.

Há algo mais que sustente esta afirmação? Obviamente que sim. Se até Saramago tem Pilar que o suporta, esta bem mais simpática tese tem toda uma estrutura a alicerçá-la.

Afonso Henriques foi um grande homem que edificou um país de Norte a Sul. "Ahh, faltou-lhe o Algarve..." relembram as pessoas de mau feito. Não, respondem as mais clarividentes. Neste caso, acompanhadas pelo autor do texto. Esse, o Algarve, não o autor, tal como as ilhas nos saudosos boletins meteorológicos, sempre foi algo à parte.

Provavelmente ninguém se lembra do tempo em que os meteorologistas diziam "Irá fazer sol em Portugal e na Madeira", mas com certeza têm frescas as palavras daqueles que se intitulavam "Rei de Portugal e dos Algarves".

Onde está a evidência da ascendência directa, real e afonsina de Sócrates? - insistem os espíritos quezilentos.
Recapitulando, Afonso Henriques, no espaço de uma vida, construiu um País inteiro. Como é sabido, quando os pais já tudo construíram, aos filhos só resta destruir.

Nota final: Há esperança? Existe quem se agarre à ideia de Afonso Henriques ter sucumbido pouco tempo depois de Portugal ter recebido a bênção do Papa.

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