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Arrastão: Os suspeitos do costume.

A aventura

Bruno Sena Martins, 30.12.10

L'Avventura, 1960

 

Cavaco Silva repetiu ontem no debate aquele que parece ser um dos motes decisivos da sua campanha "Este não é o momento para aventuras." Quererá dizer, imaginamos, que os portugueses deverão votar na sua continuidade como garante de estabilidade num momento de crise. O argumento parece eficaz se tivermos em conta o apego das gentes à menor das incertezas em tempo de desesperanças. No entanto, não resiste a uma simples revisitação da própria ideia de aventura, para falarmos, por exemplo, da aventura que aqui nos trouxe. Nela Cavaco Silva assume papel de protagonista enquanto o mais decisivo responsável da política económica no Portugal democrático. Não será tempo para aventuras, pois sim, mas não existe nenhuma razão para que a aventura institucionalizada do cavaquismo nos ocupe mais dias e nos roube mais esperanças.

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