Sexta-feira, 22 de Abril de 2011
por Miguel Cardina

Aqui fica, na íntegra, o manifesto dos 74 nascidos depois do 25 de Abril. Afirmam não se resignar com a erosão do património material e simbólico decorrente dessa ruptura democrática e consideram que nos dias de hoje se configura uma séria ofensiva que exige uma mobilização cidadã equivalente. Vale a pena ler:

 

O inevitável é inviável: Manifesto dos 74 nascidos depois de 74

 

Somos cidadãos e cidadãs nascidos depois do 25 de Abril de 1974. Crescemos com a consciência de que as conquistas democráticas e os mais básicos direitos de cidadania são filhos directos desse momento histórico. Soubemos resistir ao derrotismo cínico, mesmo quando os factos pareciam querer lutar contra nós: quando o então primeiro-ministro Cavaco Silva recusava uma pensão ao capitão de Abril, Salgueiro Maia, e a concedia a torturadores da PIDE/DGS; quando um governo decidia comemorar Abril como uma «evolução», colocando o «R» no caixote de lixo da História; quando víamos figuras políticas e militares tomar a revolução do 25 de Abril como um património seu. Soubemos permanecer alinhados com a sabedoria da esperança, porque sem ela a democracia não tem alma nem futuro.

 

O momento crítico que o país atravessa tem vindo a ser aproveitado para promover uma erosão preocupante da herança material e simbólica construída em torno do 25 de Abril. Não o afirmamos por saudosismo bacoco ou por populismo de circunstância. Se não é de agora o ataque a algumas conquistas que fizeram de nós um país mais justo, mais livre e menos desigual, a ofensiva que se prepara – com a cobertura do Fundo Monetário Internacional e a acção diligente do «grande centro» ideológico – pode significar um retrocesso sério, inédito e porventura irreversível. Entendemos, por isso, que é altura de erguermos a nossa voz. Amanhã pode ser tarde.

 

O primeiro eixo dessa ofensiva ocorre no campo do trabalho. A regressão dos direitos laborais tem caminhado a par com uma crescente precarização que invade todos os planos da vida: o emprego e o rendimento são incertos, tal como incerto se torna o local onde se reside, a possibilidade de constituir família, o futuro profissional. Como o sabem todos aqueles e aquelas que experienciam esta situação, a precariedade não rima com liberdade. Esta só existe se estiverem garantidas perspectivas mínimas de segurança laboral, um rendimento adequado, habitação condigna e a possibilidade de se acederem a dispositivos culturais e educativos. O desemprego, os falsos recibos verdes, o uso continuado e abusivo de contratos a prazo e as empresas de trabalho temporário são hoje as faces deste tempo em que o trabalho sem direitos se tornou a norma. Recentes declarações de agentes políticos e económicos já mostraram que a redução dos direitos e a retracção salarial é a rota pretendida. Em sentido inverso, estamos dispostos a lutar por um novo pacto social que trave este regresso a vínculos laborais típicos do século XIX.

 

O segundo eixo dessa ofensiva centra-se no enfraquecimento e desmantelamento do Estado social. A saúde e a educação são as duas grandes fatias do bolo público que o apetite privado busca capturar. Infelizmente, algum caminho já foi trilhado, ainda que na penumbra. Sabemos que não há igualdade de oportunidades sem uma rede pública estruturada e acessível de saúde e educação. Estamos convencidos de que não há democracia sem igualdade de oportunidades. Preocupa-nos, por isso, o desinvestimento no SNS, a inexistência de uma rede de creches acessível, os problemas que enfrenta a escola pública e as desistências de frequência do ensino superior por motivos económicos. Num país com fortes bolsas de pobreza e com endémicas desigualdades, corroer direitos sociais constitucionalmente consagrados é perverter a nossa coluna vertebral democrática, e o caldo perfeito para o populismo xenófobo. Com isso, não podemos pactuar. No nosso ponto de vista, esta é a linha de fronteira que separa uma sociedade preocupada com o equilíbrio e a justiça e uma sociedade baseada numa diferença substantiva entre as elites e a restante população.

 

Por fim, o terceiro e mais inquietante eixo desta ofensiva anti-Abril assenta na imposição de uma ideia de inevitabilidade que transforma a política mais numa ratificação de escolhas já feitas do que numa disputa real em torno de projectos diferenciados. Este discurso ganhou terreno nos últimos tempos, acentuou-se bastante nas últimas semanas e tenderá a piorar com a transformação do país num protectorado do FMI. Um novo vocabulário instala-se, transformando em «credores» aqueles que lucram com a dívida, em «resgate financeiro» a imposição ainda mais acentuada de políticas de austeridade e em «consenso alargado» a vontade de ditar a priori as soluções governativas. Esta maquilhagem da língua ocupa de tal forma o terreno mediático que a própria capacidade de pensar e enunciar alternativas se encontra ofuscada. Por isso dizemos: queremos contribuir para melhorar o país, mas recusamos ser parte de uma engrenagem de destruição de direitos e de erosão da esperança. Se nos roubarem Abril, dar-vos-emos Maio!

 

Alexandre de Sousa Carvalho – Relações Internacionais, investigador; Alexandre Isaac – antropólogo, dirigente associativo; Alfredo Campos – sociólogo, bolseiro de investigação; Ana Fernandes Ngom – animadora sociocultural; André Avelãs – artista; André Rosado Janeco – bolseiro de doutoramento; António Cambreiro – estudante; Artur Moniz Carreiro – desempregado; Bruno Cabral – realizador; Bruno Rocha – administrativo; Bruno Sena Martins – antropólogo; Carla Silva – médica, sindicalista; Catarina F. Rocha – estudante; Catarina Fernandes – animadora sociocultural, estagiária; Catarina Guerreiro – estudante; Catarina Lobo – estudante; Celina da Piedade – música; Chullage - sociólogo, músico; Cláudia Diogo – livreira; Cláudia Fernandes – desempregada; Cristina Andrade – psicóloga; Daniel Sousa – guitarrista, professor; Duarte Nuno - analista de sistemas; Ester Cortegano – tradutora; Fernando Ramalho – músico; Francisca Bagulho – produtora cultural; Francisco Costa – linguista; Gui Castro Felga – arquitecta; Helena Romão – música, musicóloga; Joana Albuquerque – estudante; Joana Ferreira – lojista; João Labrincha – Relações Internacionais, desempregado; Joana Manuel – actriz; João Pacheco – jornalista; João Ricardo Vasconcelos – politólogo, gestor de projectos; João Rodrigues – economista; José Luís Peixoto – escritor; José Neves – historiador, professor universitário; José Reis Santos – historiador; Lídia Fernandes – desempregada; Lúcia Marques – curadora, crítica de arte; Luís Bernardo – estudante de doutoramento; Maria Veloso – técnica administrativa; Mariana Avelãs – tradutora; Mariana Canotilho – assistente universitária; Mariana Vieira – estudante de doutoramento; Marta Lança – jornalista, editora; Marta Rebelo – jurista, assistente universitária; Miguel Cardina – historiador; Miguel Simplício David – engenheiro civil; Nuno Duarte (Jel) – artista; Nuno Leal – estudante; Nuno Teles – economista; Paula Carvalho – aprendiz de costureira; Paula Gil – Relações Internacionais, estagiária; Pedro Miguel Santos – jornalista; Ricardo Araújo Pereira – humorista; Ricardo Lopes Lindim Ramos – engenheiro civil; Ricardo Noronha – historiador; Ricardo Sequeiros Coelho – bolseiro de investigação; Rita Correia – artesã; Rita Silva – animadora; Salomé Coelho – investigadora em Estudos Feministas, dirigente associativa; Sara Figueiredo Costa – jornalista; Sara Vidal – música; Sérgio Castro – engenheiro informático; Sérgio Pereira – militar; Tiago Augusto Baptista – médico, sindicalista; Tiago Brandão Rodrigues – bioquímico; Tiago Gillot – engenheiro agrónomo, encarregado de armazém; Tiago Ivo Cruz – programador cultural; Tiago Mota Saraiva – arquitecto; Tiago Ribeiro – sociólogo; Úrsula Martins – estudante

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por Miguel Cardina
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59 comentários:
andre

Este regime cleptocrático não teve origem no 25 de Abril, mas no golpe militar de direita e de extrema-direita de 25 de Novembro comamdado pelo General Ramalho Eanes.

deixado a 22/4/11 às 11:23
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No 25 de Novembro os Portugueses tomaram novamente conta do que era seu.


Portugal é do Povo não é de Moscovo.

deixado a 24/4/11 às 21:45
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bluevelvet
Tanto beto junto!

deixado a 22/4/11 às 11:54
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areia
adoro manifestos do bloco!!

deixado a 22/4/11 às 12:15
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f@f.pt
É tudo muito válido mas já começo a pensar que são manifestos a mais. Ea acção? Os Manifestos não vão impedir o bloco de direita ou o central que é a mesma coisa.

deixado a 22/4/11 às 12:16
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JORGE SILVA
Em vez de efectuarem manifestos, reflictam antes sobre as causas ideológicas que levaram a este descalabro! É que a cegueira não é de hoje... foi sendo aplicada e mantida durante 30 anos. Trinta anos de aldrabice, de roubo, de engano, de mentira e de destruição económica onde todos os partidos são responsáveis. TODOS! Por um lado sempre quisemos viver acima das nossas possibilidades, nunca ninguém se preocupou (e hoje isso continua) com a PRODUTIVIDADE DO PAÍS, temos sido governados por "espertalhões" que derivam ideologicamente e geracionalmente dos "Maios de 68", dos desertores e refractários da guerra colonial, dos extrema esquerda maoista, dos igualitários da treta que da vida só conhecem os duchesses das pastelarias de Lisboa e Porto, de toda uma pandilha de gente falsa. No fulcro disto tudo, um partido: PS! O pior de todos em cinísmo e em falsidade (para além da incompetencia que sempre demonstra quando chegam ao poder), que se afirma de esquerda e governa à direita, republicano e laico e ao mesmo tempo mafioso maçónico.

Uma nova ordem constitucional precisa-se!

Portugal não tem solução neste actual regime! Digo regime, neste modelo de democracia. Venha quem vier, não há alternativas viáveis e principalmente crediveis. Esta é uma das razões pelas quais o actual “zézinho” continua a ter uma margem de intenções de voto demasiadamente elevada para toda a porcaria que fez. Ou o povo é estupido, ou a alternativa não é suficientemente aliciante. Por isso o problema é de regime meus caros. Ponham isso em mente! Esta democracia deu o estoiro há muito e conseguiu estupidificar a opinião publica de tal forma que esta se vê ela própria refém de um beco sem saída.
Vivemos num regime de partidocracia quase mafiosa…Os actuais políticos demonstram há muito que são incapazes de governar Portugal e, enquanto podem, vão fingindo em jogos de cintura, mentira e muita demagogia.
Há que dizê-lo com frontalidade. O que Portugal precisa é de uma nova ordem constitucional! De um novo modelo de democracia, de um novo sistema eleitoral, talvez de um regime presidencialista, por um lado, ou de uma monarquia íntegra e responsável por outro!!! Precisa de nova gente, de novos políticos, de novos procedimentos…de políticos e de intelectuais patriotas e não relativistas. Precisa de escoar toda a porcaria mental da geração de 60 de vez! E, precisa essencialmente, de uma nova mentalidade que não encalhe estupidamente, como sempre, na dicotomia entre esta democracia versus ditadura ou regresso ao passado. Há outras soluções democráticas!

deixado a 22/4/11 às 13:29
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Leo
"
Uma nova ordem constitucional precisa-se" ???? Sem partidos, presume-se. Como antes, certo? Ai estes betinhos anti-democráticos que se pensam ungidos para pastorear a plebe.... Cresça!


JORGE SILVA
Respondo-lhe com o que já tinha escrito:

"...E, precisa essencialmente, de uma nova mentalidade que não encalhe estupidamente, como sempre, na dicotomia entre esta democracia versus ditadura ou regresso ao passado. Há outras soluções democráticas!"

Recuso a burrice dos pseudo intelectualmente "crescidos"! Percebeu? FARTO DELES ATÉ À MEDULA!!! Enquanto isto Portugal afunda-se num beco sem saída.

"...
derivam ideologicamente e geracionalmente dos "Maios de 68", dos desertores e refractários da guerra colonial, dos extrema esquerda maoista, dos igualitários da treta que da vida só conhecem os duchesses das pastelarias de Lisboa e Porto..."





Leo
Curiosamente nada tem contra quem temn governado desde há 35 anos, PS, PSD e CDS. Sim, os responsáveis pela desgraça são PS, PSD e CDS. E continuam a ser. 


JORGE SILVA
Desculpe mas ou não lê ou não quer perceber! Nada tenho contra PS,PSD, CDS ???? Tenho sim, mas não me fico por aí!!! O grande problema do actual regime é um problema ideológico na sua essencia, aliás que já exprimi anteriormente e, nesse campo, o leque de responsabilidades partidárias é bem mais vasto...mas enfim, não há santos neste descalabro apesar de muitos se armarem!
De um lado você pode ter PS, PSD e CDS, mas do outro encontra toda uma qualidade ideológica que só não instalou uma ditadura em Portugal porque não conseguiu! Um conceito de ditadura que seria bem mais feroz e que, curiosamente, muitos hipocritamente condenam quando fazem referencia ao antes do 25 de Abril! Os mesmls "anti-fascistas" nada se importaram em instalar outro regime igual mas de cor deferente! São estas coisas que os nascidos depois ede 1974 não sabem ou não querem saber!
E como resultado? Trinta e sete anos de destruição económica e muita incompetencia!


 " só não instalou uma ditadura em Portugal porque não conseguiu! "

Jorge Silva,

A isto chamo eu arguemtos de merda.

Sobre 48 anos de ditadura, de facto, das mais negras da Europa, nem uma palavra  "mas do outro encontra toda uma qualidade ideológica que só não instalou uma ditadura em Portugal porque não conseguiu! "

Tem vergonha caramba


JORGE SILVA
Das mais negras da Europa? Tivesse você passado pelo fascismo italiano, o nazismo alemão ou sequer a Espanha franquista ou qualquer ditadura militar da América latina e veria o que foram ditaduras negras! E já agora o que dizer do comunismo??? Quer-me agora atirar areia para os olhos e disfarçar o que seria a tomada do poder em 1975 pelo PCP ou pela extrema esquerda  em questões de democracia??? Isso é que é um argumento de "merda", já agora...

Quanto ao resto também convém desviar...não?

E quanto aos 48 anos de ditadura em Portugal, reflicta, mas reflicta bem sobre as causas do seu aparecimento em 1926??? Reflicta sobre o que foram 16 anos de republica anarquica, conflitosa, ASSASSINA e destruidora da economia, com políticos mentirosos muito parecidos com os que temos hoje e com um país a cair no abismo!
 Enquanto mantivermos este modelo de democracia o beco será sempre sem saída...
Sabe uma coisa? Estou farto de tretas!


SlowDriver

os graficos do Medina Carreira evidenciaram isso.  o pais estava a afundar-se o o Salazar, embora com mão de ferro,  levantou a economia.


JORGE SILVA
O que nos levará a concluir que a economia nunca será levantada (ou muito dificilmente) neste actual modelo constitucional!

deixado a 24/4/11 às 02:01
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“ Sabe uma coisa? Estou farto de tretas! “

 

Jorge Silva,

 

Tu não está farto de tretas, tu és a treta em pessoa.


“  Enquanto mantivermos este modelo de democracia o beco será sempre sem saída” …acho que foi a ti que já disse, pois eu prefiro uma má democracia do que uma boa ditadura. Sabes que mais??? Tu não sabendo o que é uma ditadura e ainda bem, não consegues avaliar a bondade de uma democracia com todos os seu defeitos. Dai, estar a discutir contigo é um perda de tempo.


“ E quanto aos 48 anos de ditadura em Portugal, reflicta, mas reflicta bem sobre as causas do seu aparecimento em 1926??? “

Afinal sem houve uma ditadura de 48 longos anos.


Continua…



JORGE SILVA
Olhe caro bolota, não vale a pena argumentar mais... Mais uma vez as pessoas demonstram ser cegas e querem continuar a ser! Quem é que lhe disse que em substituição desta má democracia teria que existir determinantemente uma ditadura??? Sabe o que me chateia? É as pessoas verem as coisas apenas  a duas cores. É exactamente isso que eu tenho condenado: OS BLOQUEIOS MENTAIS abrilescos que fecham todas as portas!
Temos o país que merecemos.
Enxergue um pouco mais se faz favor...

Com o devido respeito vou repetir o que já escrevi anteriormente e que se calhar o senhor não leu?

"... E, precisa (o país) essencialmente, de uma nova mentalidade que não encalhe estupidamente, como sempre, na dicotomia entre esta democracia versus ditadura ou regresso ao passado.
 Há outras soluções democráticas!!!!!!!"


“ Olhe caro bolota, não vale a pena argumentar mais..

 

Jorge Silva,

 

Nunca tu disseste uma coisa tão acertada. NÃO há ku que aguente tanta palermice.

 

Abraços



JORGE SILVA
Cada qual sabe do seu Ku... o senhor sabe do seu.
Talvez goste do país onde vive e da situação a que chegámos? Ou talvez este esteja feito à sua medida.

deixado a 26/4/11 às 21:43
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 Continuação…


“ E já agora o que dizer do comunismo??? Quer-me agora atirar areia para os olhos e disfarçar o que seria a tomada do poder em 1975 pelo...”

 

JSilva, vou repetir-me argumentos de merda. 

Senão repara: enquanto sobre a ditadura confirmas que existiu, sobre a tomada do poder em 1975 dizes: “ o que seria a tomada do poder em 1975 pelo..” 

Seria é diferente de ter sudo e se calhar se fosse não seria pior do que temos agora ,estamos na bancarrota á pala de politicas de direita que tu defendes  e não de esquerda.

 

Ser assim todos os dias deve ser um enjoo dum carbrão...


 



JORGE SILVA
Em primeiro lugar eu não defendo políticas de direita!!! Defendo o que acho que é melhor para Portugal. Se eu defendesse políticas de direita não seria defensor do estado social e dos direitos de quem trabalha (surpresa?), mas também condeno muita da ideologia de esquerda porque sei que esta só trará penúria e, ao contrário do que apregoa, a igualdade é um miragem, como o foi aliás em todos os ex- países do socialismo real, Correia do Norte, Cuba e etc. E na Europa a única coisa que uma certa esquerda consegue proteger é criminosos, gays, abortos e legalização da ganza...tudo o resto é uma utopia propagandeada por burguezinhos armados em revolucionários da treta.

Sobre os PCPs se o meu caro bolota quiser estarei também ao dispor para analisar a sua organica e objectivos... Quanto a mim é só citar o nome de um tal Chico da CUF.

deixado a 24/4/11 às 01:59
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Gentleman
> Sobre 48 anos de ditadura, de facto, das mais negras da Europa

Com efeito, a ditadura portuguesa foi das mais brandas que se conseguem encontrar. Praticamente qualquer outra (incluindo as comunistas) supera-a em "negrura".



"  a ditadura portuguesa foi das mais brandas..."

Gentleman,

Mas por isso deixou de ser ditadura??? Mesmo das mais brandas de te tivesse passado pelo lombo se calhar teria outra opinião.

"  Praticamente qualquer outra (incluindo as comunistas) supera-a em "negrura"."

A ditadura comunista a que te referes, foi cá no nosso burgo??'?É que se não foi intelectualmente estás a ser desonesto.

25 de ABRIL SEMPRE

deixado a 25/4/11 às 12:28
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JORGE SILVA
Claro!

deixado a 25/4/11 às 14:26
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Leo
Nem o Soares diria melhor, nem ele branquearia melhor a governação de PS, PSD e CDS que foram os responsáveis pela desgraça em que o país caiu.

A desgraça tem responsáveis: quem nos desgovernou. E são PS, PSD e CDS.


Anónimo
APRE!
Parece que ainda não percebeu!

NÃO ESTOU A BRANQUEAR COISA NENHUMA!
É tudo a mesma merda!

Sabe o que me retorce? É que certas pessoas têm a cassete metida de tal maneira que as cega para a realidade e para o fulcral dos problemas! A cassete está tão bem metida que vêem o mundo sempre a duas cores e são incapazes de sair delas!

deixado a 23/4/11 às 01:45
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Albano
"uma qualidade ideológica que só não instalou uma ditadura em Portugal porque não conseguiu!"
Hum, durante o Prec vivia-se uma democracia plena... Copcon, dispersão de manifestações com balas reais, ocupações selvagens com o consentimento das autoridades, milhares de presos politicos, os media nas mãos da esquerda... sinais de ditadura? Nah


JORGE SILVA
Estar a confundir o PREC com os objectivos ideológicos da esquerda e extrema esquerda portuguesa nessa época é a mesma coisa que confundir o perído da queda do Csar na Russia com a instalação posterior da ditadura leninista!
Uma coisa não tem nada que ver com a outra!
Esperasse ver o triunfo das forças revolucionárias antes do 25 de Novembro e veria o que seria depois um regime de "democracia" plena...Oi...oi?

deixado a 24/4/11 às 01:35
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SlowDriver

partilho consigo o sentimento:  politicos, partidos pseudo intelectuais e opinantes a toda a hora ( eu diria  bitaiteiros de ocasião em função do vento )  tambem ja estou FARTO DELES ATÉ Á MEDULA.
e o resultado esta á vista: o pais na maior miseria, roubalheira, corrupção descarada, injustiça total.
CHEGA.  quero uma forma de governar em que até o mais simples cidadão possa decidir e fiscalizar os eleitos. e quero gente honesta  a gerir o meu pais.  GANANCIOSOS, NÃO.

deixado a 23/4/11 às 12:00
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web/sniper

..."O que Portugal precisa é de uma nova ordem constitucional! De um novo modelo de democracia, de um novo sistema eleitoral, talvez de um regime presidencialista, por um lado, ou de uma monarquia íntegra e responsável por outro!!!"...

O que tenho a certeza é que não precisarmos da reedicção do "Integralismo Lusitano" [como este naco de prosa indicia], para desmbocarmos numa moderna "Renovação Portuguesa"...
A situação actual exige fundamentalmente dignidade, responsabilidade e criatividade.
Regressar a paradigmas de passado não conduz a nada. Quando muito à exaltação de uma aristrocracia política "iluminada" [das jantaradas - como escarnecia Eça], ao jeito dos "Vencidos da Vida"...

deixado a 22/4/11 às 15:46
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joão Martins
Jorge és um doente... No Julio de Matos há doentes a dizer menos asneiras em anos  de internamento do que tu nos minutos que demorou a escrever esta merda. A tua sorte é que no poder está um partido democratico,se estivessem outros estavas caladinho como os bons covardes...És um fascista,ou social fascista refinado...nem dá para perceber..


JORGE SILVA
Quando não se tem argumentos e se engole em seco com as verdades incómodas, os "democratas" partem logo para o insulto e para o rótulo. Muito gostam vocês de rótulos, fazem-me lembrar certas cenas tristes a que assisti a seguir ao 25 de Abril onde todo aquele que não pensasse ou alinhasse com a carneirada era logo apelidado de fascista! BAH... São exactamente comentários como o seu que me fazem cada vez ter mais nojo deste país! Desta tal dita democracia infestada de pseudo-revolucionários de pacotilha e de muitos analfabetos políticos que da visão do mundo apenas têm a cassete! Tivesse você no poder e os autos de fé seriam um apanágio constante, concerteza!

deixado a 25/4/11 às 01:28
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Rafael Ortega
Eu também nasci depois do 25 de Abril de 74... e não concordo com nada do que vem aí...

Estão assim tão descontentes juntem uns milhares de assinaturas, formem um partido, e metam os à rasca todos a votar nele. 200 mil votos ainda dá para eleger alguns deputados. Mexam-se...

deixado a 22/4/11 às 14:47
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Crescemos com a consciência de que as conquistas democráticas e os mais básicos direitos de cidadania são filhos directos desse momento histórico


Uma colecção impressionante de génios.


Normalmente cresce-se apenas a pensar em ser crescido, aprender a fumar e a engatar umas gajas enquanto elas aprendem todos os truques para fingir que são a presa.


Outra coisa que me impressionou foi a quantidade absurda de novas profissões que não existiam em 24 de Abril da funesta data de 1974 e que estes ex-meninos e meninas agora têm.


Não há pachorra para aturar que nunca tendo feito nenhum verdadeiro sacrifício agora se julga um mártir.


deixado a 22/4/11 às 16:31
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baptista
Também nasci depois de 74 e ao contrário de outros que aqui comentaram subscrevo o que foi escrito neste manifesto, gostaria até que este manifesto tivesse uma consequência lógica, como a formação de um movimento cívico. eu gostava de participar e passar dos 74 pra os 74 mil. temos de sair do armário, já!

deixado a 22/4/11 às 18:54
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andre

 Os nascidos depois de 74 têm uma desvantagem, não sabem pegar em armas. Não sabem usar uma granada, nem limpar uma g3, um dia vão ter que saber.


JORGE SILVA
Eeheheheh....

Então...não quiseram acabar com o serviço militar obrigatório??? Doía muito aos marmanjões ir vestir uma farda, cortar o cabelo e saber o que é tropa? Pois! Agora agarrem-se a fisgas e a computadores portáteis...eheh...

deixado a 24/4/11 às 03:12
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Leo
Segunda-feira é uma boa ocasião. É o 25 de Abril e há manifestações.


Leo,

Para dizer não quelquer dia é bom.
Comparando quem compõe este manifesto e o das 47 altissimas...figuras, seguramente prefiro estes mesmo não conhecendo muito deles.

Amigo, quero partilhar contigo uma preocupação em modo de alerta.

Com a onda de mortes de idosos que vivem isolados, será que Cavaco morreu sem que alguem desse por isso??? Sabes porque estou preocupado??? Se nem mesmo esta temanda crise faz com que o homem diga alguma coisa, qual será o motivo que o levará a falar???





Leo
Ele é o maior responsável pela desgraça em que o país caiu. Foi ele que iniciou as políticas neo-liberais, as privatizações, a destruição da indústria, agricultura e pescas nacionais.

É ele que patrocina a entrada do FMI e que tudo faz para que se concretize e por décadas. Quem cala consente, ele concorda que o país se torne um protectorado, foi com ele que entrámos no euro da maneira desastrada como entrámos, ele está inteiramente de acordo que percamos o resto da soberania. Nem percebo porque é que alguém espera dele o mínimo de sentido patriótico que nunca teve,


Albano
"Ele é o maior responsável pela desgraça em que o país caiu. Foi ele que iniciou as políticas neo-liberais, as privatizações, a destruição da indústria, agricultura e pescas nacionais."

O que nos valeu foi quem veio a seguir, o Guterres, que inverteu todas esssas politicas!!!


Leo
Todos os que se seguiram - Guterres, Barroso, Santana, Sócrates - seguiram as mesmas políticas: privatizações, destruição da indústria, agricultura e pescas, previlégios ao sector financeiro.

Cavaco iniciou o rumo que todos continuam a seguir. Por isso são todos responsáveis: PSD, CDS, PS.

deixado a 23/4/11 às 15:45
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Leo,


Mas não terá ele morto  algures no palácio de Belém??? A minha preocupação é essa.


Cavaco é a coisinha mais sem sal e velhaca que nos podia ter calhado em sorte. Mas se lá está  nem é á força do voto, deve-o a estratégias de merda de quem o devia combater, refiro-me ao PS no 1º mandato e ao PS/BE nesta magistratura.


Boa Pascoa


Leo
Cavaco sempre foi velhaco e sonso. É o político profissional com mais anos de serviço activo, foi líder do PSD durante quase uma década mas finge que nem é político e que não está ligado a partidos.

Mas é político, é do PSD e ganhou comprovadamente centenas de milhares de euros com os desmandos do banco que ajudou a fundar.

O problema não está nos homens, está nas políticas que promovem quando se apanham no poder. Está nas políticas neo-liberais abertas por Soares, impulsionadas por Cavaco e seguidas por todos os governos desde há 35 anos. Sejam eles do PS, PSD com ou sem CDS sempre seguiram políticas de direita, neo-liberais.

As mesmissimas políticas de direita que FMI/BCE/UE pretendem continuar. E que se resumem a: se queres saúde, paga-a; se queres educação, paga-a; se não queres pagar impostos, torna-te rico.

Por isso pretendem continuar a aplicar a factura reforçada aos trabalhadores, reformados e população em geral e isentar os mais ricos, os banqueiros. Que Cavaco, Sócrates, Santana, Barroso, Guterres serviram. E que PS, PSD e CDS querem continuar a servir.


"  Está nas políticas neo-liberais abertas por Soares, impulsionadas por Cavaco e seguidas por todos os governos desde há 35 anos. Sejam eles do PS, PSD com ou sem CDS "


Leo,


Mas há mais marias na terra, a nossa Assembleia é composta por 5 partidos e só se fala nestes 3.
37 anos do mesmo não é tempo de encontrarmos uma solução entre portas sem que tenha de vir de fora tirando-nos os olhos da cara quem meta isto na ordem...???
Aposto que a solução vai ser mais do mesmo, sai o PS entra o PSD, mas como é curto entram os de sempre PS/CDS/PP.


Amigo ou o nosso povo é parvo...uma coisa é de certeza absoluta masoquista. 


Faz algum sentido que quem criou a CRISE se diga agora que nós vai livrar da CRISE???


Abraços


deixado a 25/4/11 às 20:03
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Anónimo
Repito: os manifestos do BE são mesmo muita giros!!

deixado a 22/4/11 às 20:48
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Anonimo, mas seguramente são menos giros que tu que nem nome consegues ter.

deixado a 22/4/11 às 22:47
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Portela menos 1
esta merda estava tão sossegadinha e logo tinha que aparecer o 25Abril. tinhamos o marcelo e o banco de portugal cheio de ouro. de bragança a timor. madeira para caixões e o dia da raça. vizinhos hermanos e guardas nas fronteiras. e logo tinham que vir uns soldadecos falar em liberdade e em melhorar a vida. tão bem que estávamos, isolados e com uma constituição...esta merda estava tão sossegadinha.

deixado a 22/4/11 às 23:59
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Leo
Os "soldadecos" nem falaram de nada, limitaram-se a despachar o Marcelo para o Funchal. O povo é que de imediato começou a falar em liberdade e a melhorar a sua vida enquanto os banqueiros fugiam como ratos para a Suiça. E Cunhal voltou do exílio e os presos políticos foram libertados de Caxias e Peniche.

deixado a 23/4/11 às 07:39
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Leo
Uns "soldadecos" despacharam o Marcelo para o Funchal. O povo é que de imeiato exigiu a liberdade e deitou mãos à tarefa de arranjar uma vida melhor. E ainda anda nisso. A tentar ter uma vida melhor, lutando. Se for inteligente pode agora à luta juntar o voto.

deixado a 23/4/11 às 10:29
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