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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Os nossos liberais

Miguel Cardina, 26.04.11

José Manuel Fernandes leu no seu antigo jornal uma reportagem baseada na tese de doutoramento de Raquel Varela sobre a acção do PCP em 1974-75 e não apreciou o teor da peça.  O ex-director do Público lançou-se então numa tosca busca googliana e - vileza suprema! perversão imunda! - descobriu que a historiadora também tem currículo político. Esta estranha ideia de que historiadores não podem ter activismos sociais ou políticos já foi muito bem escalpelizada pelo Zé Neves. É de facto curioso perceber como os nossos autoproclamados liberais, no momento em que deveriam sê-lo - o que neste caso passaria por se sentar numa poltrona, com um copo de uisque ao lado e a gravata ligeiramente desapertada, a ler atenta e criticamente o livro da Raquel Varela - optam por anatemizar o outro à boa maneira estalinista. Onde antes estavam a classe social e os inimigos do povo, hoje está a militância (desde que seja à esquerda). Há coisas fantásticas, não há?

3 comentários

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    Andr+e 27.04.2011


    Bom dia,

    Antes de mais espero que não leve a mal a pergunta mas, eu gostaria de saber naquilo que o senhor se baseia?

    Eu apenas estou interessado em saber por curiosidade, visto que já li vários comentários sobre essa época e cada um conta a sua versão.

    Eu gosto de conhecer as mais diversas opiniões e preciso de ter uma base para sustentar os meus argumentos, daí a minha pergunta.
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    andre 27.04.2011

     
     Neste espaço não poderei adiantar muito mais. Fico muito satisfeito por haver alguém que se interessa pela verdade dos factos. É tempo de ultrapassar as mentiras que foram criadas pelos partidos políticos e por certas personalidades. Apenas, poderei dizer-lhe que vivi esse período, como militar da FAP de 71 a 75, na área das comunicações, em estreito contacto com camaradas militares que realizavam a ponte áera de Luanda-Lisboa, Lisboa -Luanda. Pelo nome do capitão supra-citado, que fazia a segurança do quartel, saberá facilmente qual a unidade a que me refiro.
    Se procurar nos jornais de 75, nomeadamente, "A Luta" de Artur Portela, encontrará o próprio Vasco Lourenço a enviar um recado aos esquerdistas que diz que nem a URSS nem a USA querem uma Cuba em Portugal. Nessa altura o negócio já estava fechado.

     
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