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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Bifurcação

Miguel Cardina, 06.07.11

 

Tem graça: depois de ter sido eleito um governo que não só promete cumprir o programa da "troika" mas "ir mais longe", depois de nos terem dito que o melhor era não apontar as críticas aos mercados e às agências de rating porque isso escalava o nervosismo, depois disso tudo e de mais umas quantas frases de antologia, Portugal chega ao patamar do "lixo". Ainda esta semana pude ver o Inside Job e dá bem para perceber como os critérios de cotação das agências de ratings são, no mínimo, duvidosos - e no máximo, criminosos. E é assim que cada vez mais temos pela frente um caminho que se bifurca: ou aceitamos a austeridade do modo como está ser imposta na Grécia ou dizemos, como se escreveu num manifesto há uns meses atrás, que "o inevitável é inviável".

3 comentários

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    Tomás Guevara 06.07.2011

    O sr cunha parece que viu o "Inside the Job".Mas parece que viu só a pequena parte do banqueiro ida Islândia.

    Para quem não saiba a banca islandesa conluiou-se com alguns dos maiores trafulhas do sistema financeiro internacional, arvorou a bandeira do neo-liberalismo radical bebido nas teorias criminosas de reagan e foi o que se viu.

    A Islândia está a tentar sair da crise.Mandou às malvas a chantagem do grande poder económico.Em referendo chumbou a capitulação face aos bancos ingleses e holandeses.A população islandesa mostrou que não se sente responsável pelas dívidas e pelos crimes económicos praticados pelos neo-liberais que saquearam a Islândia.O poder financeiro não gostou.Os banqueiros,também islandeses,não gostaram.Cameron ameaçou a Islândia com o tribunal e a asfixia económica.O povo da Islândia tem avançado e tem demonstrado uma coragem digna de registo.

    Cunha vem agora aproveitar a crise para defender aquilo que,como sócio de uma empresa privada ,sonha há muito.
    Quer que quem trabalha desça ainda mais o ordenado.
    Usa como argumento o estímulo à criação de emprego.Usa como argumento o argumentário dos banqueiros islandeses
    O comportamento imoral, inaceitável, ultrajante, inqualificável dos nossos"empresários" está aqui patente.A sede do lucro a que se junta o desejo de vingança contra os trabalhadores. esboça-se com nitidez nos comentários dos cunhas deste mundo.O desejo que Abril caia de vez e que se forme um exército de desempregados, como recurso disponível para uma mão-de-obra barata,servil e obediente está aqui sinistramente exposto
    Cunha?
    Cunha continua como sócio da tal empresa,a poder ter tempo para continuar a trabalhar neste fórum,enquanto insulta quem trabalha.Continua a ser o candidato autárquico ideal de um partido,o PSD,partido esse metido até ao pescoço nos negócios com a troika e na submissão da nossa economia aos bancos alemães e quejandos(a banca,sempre a banca..e não só).
    Cunha?
    Continua a poder dizer,como o fez um dia,que quem tem os filhos nos colégios privados precisa de ter muito"guito"(a expressão é dele).E que ele continua a tê-lo, como o demonstra,dizia ele , a permanência dos seus descendentes em tais instituições.
    Cunha? Acho que não é preciso dizer mais.
    Por enquanto
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    Antonio Cunha 06.07.2011

    A Islândia enquanto foi a 4º maior PIB do mundo nunca se queixou.
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