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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Fundamentalismo religioso

Sérgio Lavos, 23.07.11

 

Sobre o tratamento que alguns (a maioria, digamos) media deram, desde o início, aos atentados na Noruega, ler este post da Palmira Silva no Jugular. E ficam algumas perguntas: um islâmico que leva a cabo um atentado poderá sempre ser um fundamentalista islâmico? Poderá um cristão devoto ser chamado de fundamentalista cristão? Ou será apenas um louco, como tenho visto escrito? Se um cristão que mata dezenas de pessoas é apenas um louco, um terrorista islâmico também não deverá ser considerado apenas como tal? E não me falem em motivações ideológicas ou políticas; um bombista suicida islâmico é tão motivado politicamente como um neonazi que decide plantar uma bomba em edifícios civis. Estamos mais bem preparados para lidar e, no fundo, aceitar, a ameaça estrangeira, do que a ameaça interna, dos nossos "brancos", dos "noruegueses de gema" (como apareceu na declaração da polícia noruegesa). É nestas alturas, de pasmo perante o horror, que se revelam os preconceitos do mundo ocidental em relação ao "outro". Poderia servir de lição, mas sabemos que isso não vai acontecer. As pessoas não mudam.

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