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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Este país não é para jovens

Sérgio Lavos, 31.10.11

Eu poderia dizer que o desnorte tomou conta do Governo. Ou que este secretário de estado da juventude e do desporto, José Miguel Mestre, andou a fumar coisas esquisitas. Mas o pior é que ele aconselhou mesmo, com toda a seriedade, os jovens a emigrar. Este Governo tem uma ideia fixa: destruir o país que nasceu do 25 de Abril. Nem que para isso tenha de queimar tudo em volta, uma bela purga que apenas vai deixar por cá os puros e os pobres temerosos. Aquela ideia de que o Governo deve servir os interesses do povo faliu. Definitivamente. A ponto de aconselharem o povo, ou pior, aqueles que construirão o futuro do país, a abandonar o barco. Agora, venha o diabo e escolha: eles servem, ou os interesses do capital ou uma ideologia neoliberal tresloucada. No final, irá dar ao mesmo: regressaremos à década de 50. 

6 comentários

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    Exilado no Mundo 31.10.2011

    Estes comentários pseudo-socialistas ressabiados são interessantes: quer então dizer que a culpa do povo ter eleito esta coisa que nos desgoverna é do Jerónimo e do Louçã? 

    Ora deixe ver se é isto que quer dizer: Jerónimo e Louçã deviam ter aguentado um governo incompetente e subjugado a interesses nefastos (os mesmos daqueles que lá estão agora) para, como uma espécie de tutores de um povo inimputável, livrar esse mesmo povo de eleger coisa pior. É isso? 
  • Sem imagem de perfil

    fado alexandrino 31.10.2011

    Não, não é isso.

    Jerónimo e Louçã já tiveram tempo mais que suficiente quer por palavras quer por actos de convencer os 80% de portugueses que não acreditam neles de que têm ideias e soluções para colocarem Portugal ao nível dos melhores.

    Se ainda não o conseguiram de quem é a culpa, deles ou do estimado povo português?

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    Exilado no Mundo 31.10.2011

    Bem sei que os últimos a ganharem eleições em Portugal se revelaram exímios mestres na arte da palavra e da manipulação de massas, mesmo que os atos subsequentes tenham correspondido exatamente ao contrário do que apregoaram. 


    Pode culpar Jerónimo e Louçã por não terem esse "dom", mas mais do que isso já me parece abusivo! Talvez prezem em demasia o dom da honestidade...
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    fado alexandrino 31.10.2011

    É um ângulo interessante para analisar a questão e longe de mim criticar a honestidade de ambos.

    Mas vejamos por outro lado, quer um quer outro desde o 26 de Abril de 74 que explicaram muito direitinho ao povo português (por acaso um até por actos) qual o futuro económico e sobretudo ideológico que se chegassem ao poder aplicariam como receita triunfal.

    O povo português respondeu em todas as eleições um claríssimo NÃO.

    Socorrendo-me das palavras desse génio que foi Scolari e que endeusado em Portugal conseguiu ir-se embora rico e sem ganhar um único título (há aqui uma discreta metáfora) que perguntava:

    "E o burro sou eu?"

  • Sem imagem de perfil

    Exilado no Mundo 31.10.2011

    Também pode acontecer do burro ser o povo... Bem sei que a voz do povo é a voz de Deus e Deus sempre disse muito a este povo (que comunistas comem criancinhas e coisas do género...), mas ainda que academicamente, é uma hipótese a considerar. Ou não?
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