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Arrastão: Os suspeitos do costume.

A política de transportes deste Governo, a agenda de privatizações e a ignorância do ministro

Sérgio Lavos, 28.11.11

 

Elucidativo, este vídeo que não passou nas televisões (se tivesse passado é que seria surpreendente). O ministro Álvaro é a imagem deste Governo: mal preparado nas matérias sobre as quais decide e guiado por uma agenda de privatizações que se aproveita da crise para entregar empresas rentáveis a amigos e conhecidos e empresas essenciais ao bem público a baixarem o nível de qualidade dos serviços prestados devido aos cortes cegos. Uma desgraça.

6 comentários

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    Ana 28.11.2011

    Caro Tiro ao Alvo

    Na verdade, esta gente de esquerda deu um banho ao ministro, o desconhecimento das matérias é constrangedor, como se vê ele tirar notas espero que tenha aprendido algo, já agora só uma questão:

    Como explica que os lisboetas têm mil quilometros de SCUT? Formalmente nenhuma autoestrada de Lisboa é SCUT, todas as vias em perfil de autoestrada, sem portagem, ao redor e no centro de Lisboa estão justificadas pelos valores de tráfego. Na sua terra não tem estradas, grátis, que lhe garantem o seu acesso? Não são autoestradas porque não há tráfego para isso. O Estado tem como obrigação, de serviço público, as infraestruturas rodoviárias, como tal tem de construir para dar acessibilidades, os diferentes perfís que assumem variam consoante o tráfego que as procuram.

    Será que no lugar de Tiro no Alvo não queria dizer Tiro no Pé?



     
  • Sem imagem de perfil

    Tiro ao Alvo 28.11.2011

    Ana, amiga, eu não vim para aqui defender o ministro, que também me pareceu mal preparado.
    O que eu lhe vim dizer, a si a todos os que estão a mamar à conta do País real, é que as auto-estradas que servem a zona de Lisboa, deviam ser todas portajadas, como essa gente defendeu para o resto do Pais. Eu defendo o princípio do utilizador-pagador, que me parece um bom princípio. Mas também defendo discriminações positivas, para gente que não tem alternativas razoáveis à auto-estrada, mas nunca para entrarem em Lisboa, a partir dos locais onde existem bons transportes públicos, no caso ao preço da uva mijona, como disse.
    Mas há uma coisa que eu não entendo no seu comentário e que é quando escreveu quer "formalmente nenhuma auto-estrada de Lisboa é SCUT, todas as vias em perfil de auto-estrada, sem portagem, ao redor e no centro de Lisboa estão justificadas pelos valores de tráfego" Fiquei sem perceber nada. Formalmente auto-estradas? Não sei o que é. "Todas as vias em perfil de auto-estrada, sem portagem, ao redor e no centro de Lisboa estão justificadas pelos valores de tráfego"? Idem, aspas.
    O que percebi é que você acha que está tudo bem, e que eu deva continuar a ser explorado e que vocês, aí pelas capitais, continuem a viver, em parte, à custa do suor dos outros.
    Adeus.
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    Ana 28.11.2011

    Caro Tiro no Alvo
    Peço desculpa se não foi clara. Quando digo formalmente, quero dizer que oficialmente (em decreto-lei) só existem 7 SCUTS, todas elas localizadas fora de Lisboa (Algarve, Beiras (2), Costa de Prata, Grande Porto, Litoral e Interior Norte), todas juntas perfazem 900km.
    O Estado tem obrigação de construir estradas, para dar acesso às populações, se faz uma estrada em perfil de autoestrada isso significa que o tráfego que existe só tem essa maneira de fuir e de escoar. Nos casos de alternativa (alternativa neste caso quer dizer um minimo de condições porque na verdade sem a A5 a marginal seria um caos) os lisboetas pagam portagem como por exemplo na A5 ou na CREL.
    Está errado, sou muito critica às Politicas PÚblicas sobre esta temática mas não são por estas soluções que vamos lá. Quando começarem a renegociar as taxas de rentabilidade dos acionistas nos contratos de SCUT e nas novas concessões rodoviárias, quando começaram a taxar o transporte privado no centro de Lisboa e o estacionamento, então falamos e estamos no caminho certo. Agora subir preços de bilhetes dos transportes públicos e taxar portagem na CRIL por exemplo são ideias de quem de transportes percebe tanto como eu de pesca submarina.
    Vivo no Alentejo, viajo nas estradas nacionais que estão razoaveis, a A6 (Lisboa-Caia) é luxo, deserta e com compensações que o Estado tem de dar à Brisa.
    Em matéria de infraestruturas rodoviárias, como há sempre muitos amigos dos governantes, há muitas autestradas que foram feitas e como não são sustentavéis é necessário receber do Estado compensações.
    Não sei se o eludicidei mas fiz um esforço.
    Ana

     
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    Tiro ao Alvo 28.11.2011

    Não vale a pena continuar, amiga. Você diz que mora no Alentejo e vem para aqui, inexplicavelmente, defender os utilizadores das auto-estradas que servem a região de Lisboa, aceitando que não sejam portajadas, logo que sejam SCUT (sem custos para o utilizador), dizendo que quem defende portagens na CRIL, de longe a auto-estrada mais cara do País e uma das mais caras da Europa, onde preconiza que circule de borla toda o bicho careta, inclusive os turistas, dizendo quem defende o contrário nada percebe de transportes.
    Isso é ousadia a mais, minha amiga. Se lesse com cuidado tudo o que escrevi, aceitaria que muita coisa está errada e que os custos dos défices das empresas de transportes, que operam na zona de Lisboa, vão cair sobre os ombros de gente que nunca os vai utilizar, o que, para além do mais, é uma injustiça. Justiça que poderá continuar a ser praticada por que, pessoas como a Ana, conhecedoras e preocupadas não se entende bem com quê, acham que tudo está mal mas que nada deve mudar. Uma desgraceira.
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    Ana 28.11.2011

    De fato não vale a pena argumentar quando as pessoas não revelam capacidade de perceber o que lêem É tão justo pagar os transportes públicos aos lisboetas como justo pagar os serviços públicos aos habitantes do Corvo, que ficam mais caros do que se vivessem no Ritz em Lisboa, ou numa vila perdida das Beiras. Assim, meu caro, enquanto se pensar Nós e ELES e não no Todo, o País irá continuar a 2-3 velocidades e sem Futuro.
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