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Arrastão: Os suspeitos do costume.

O optimismo de Passos Coelho

Daniel Oliveira, 20.12.11

Para além do conselho para emigrar, o primeiro-ministro fez, no último fim de semana, previsões. E essas previsões permitem-lhe prometer - ainda se lembram das promessas da campanha eleitoral - que os impostos vão descer em... 2015.

 

Onde vai Passos Coelho buscar este ano mágico? Pensa que sairemos da recessão em 2013 e começaremos a crescer. Porquê? Porque a economia mundial vai estar bem e por isso aumentaremos as exportações para os EUA, América Latina e Oriente. Neste ataque de delírio optimista ficou de fora a Europa, para onde vão 75 por cento das nossas exportações. Menos mal.

 

Passos sabe (saberá?) que as medidas que está tomar vão rebentar com a procura interna. Resta-lhe a fé no que não depende dele. Mesmo que essa fé não tenha qualquer sustentação. Previsões destas, na atual situação económica internacional, não passam de palpites sem qualquer fundamento. As nossas exportações aumentarão se - possibilidade que não podemos descartar - sairmos do euro. Mas se sairmos do euro não me parece que Passos Coelho fique em São Bento para decidir seja o que for.

 

Fazemos as contas e percebemos de onde vem o ano de 2015. Há eleições legislativas. E isso sim, é uma previsão que se baseia num padrão histórico. É no ano do voto que os governos portugueses costumam baixar impostos e subir salários e pensões. Só que, também nesta matéria, me parece que o primeiro-ministro sofre de algum excesso de optimismo. Acredita que, com o desastre económico e social que está a preparar para este País, chegará ao fim do mandato.

 

Publicado no Expresso Online

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