Terça-feira, 20 de Dezembro de 2011
por Sérgio Lavos

 

Dois corruptores alemães. Um ministro da Defesa grego corrompido. Um cônsul honorário em Munique corrompido. Multas pesadas para os dois responsáveis da Ferrostaal e para a empresa. Multa para o cônsul. Tudo bate certo, não é? Pois, parece que o negócio da venda dos submarinos a Portugal se fez por magia, numa transação que envolveu apenas os dois responsáveis e o cônsul. Parece que não foram Durão Barroso, primeiro-ministro à altura, e Paulo Portas, ministro da Defesa, os governantes que decidiram a compra corrupta. Parece. Os corruptores pagaram luvas mas, apesar da empresa ter acabado por ganhar o concurso, parece que os corrompidos não as chegaram a receber por cá. Parece. Isto é o país do faz-de-conta. E os inimputáveis tomaram conta de tudo.


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