Segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011
por Daniel Oliveira

O Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) da Universidade Nova de Lisboa está, como quase todos os centros de investigação, sem dinheiro. Os cortes cegos do ministro Crato, que tanta gente parece elogiar, foi a gota de água num copo cheio de problemas antigos e começa a fazer-se sentir no mais básico dos básicos. Resultado: o sofisticado sistema de refrigeração do edifício do ITQB, fundamental para o funcionamento das máquinas ali utilizadas, não podia ser renovado depois de uma avaria dos chillers. Se nada se fizesse perder-se-iam centenas de milhares de euros em equipamento e o trabalho científico ficaria paralisado.

 

Para resolver o problema o diretor da instituição fez um apelo pouco usual aos trabalhadores: que os funcionários doassem dinheiro, tendo mesmo sugerido, talvez meio a brincar, que prescindissem da metade que restava seu subsidio de Natal e o entregassem para pagar uma despesa de manutenção que cabe ao Estado. É também para este trabalho, fundamental para o nosso desenvolvimento, e não para o BPN e para cobrir benefícios fiscais à banca, que pagamos impostos. Apesar de não serem obrigados a faze-lo, 342 doadores (na sua maioria trabalhadores, colaboradores e bolseiros) entregaram 69 mil euros ao ITQB. As funcionárias responsáveis pela lavagem de material e equipamento, que não tinham folga para isso, fizeram rifas e conseguiram mil euros.

 

Sobre este assunto, quero apenas dizer duas coisas:

 

Não é suportável para quem trabalha continuar, para além de todos os sacrifícios que já lhes são exigidos, a retirar o pouco que lhes sobra para poderem continuar a trabalhar. Não é justo que sejam os investigadores a pagar aquilo de que todos beneficiamos. Não é justo que trabalhar já seja visto como um privilégio pelo qual temos de pagar. Não é saudável que os trabalhadores deem parte do seu salário, mesmo que voluntariamente, até porque nunca saberemos como será a reação do empregador quando disseram que já não podem dar mais. Não é assim que as coisas devem funcionar.

 

Seja como for, este é mais um exemplo para mostrar quem, neste País, está disposto a tudo para nos tirar da crise. Não é a banca, que não hesita a despachar os seus fundos de pensões para o Estado e, depois disso, a receber em troca créditos fiscais, pagando ainda menos impostos do que paga. Não são as grandes empresas nacionais, como a EDP, que apesar de lucros brutais carrega, ano a após ano, ainda mais a nossa factura energética, obrigando-nos a pagar a eletricidade mais cara da Europa. Ou como a PT, que muda a data de distribuição de dividendos para não pagar impostos. Não é o governo, que no País mais desigual da Europa exige sacrifícios aos que já não têm folga e continua a encher o Estado de boys sem currículo. Os únicos patriotas são os trabalhadores, os desempregados e os reformados. Os únicos com amor suficiente ao que fazem para oferecer o que lhes pertence para tentar salvar o futuro de Portugal.

 

Num tempo em que os portugueses se dedicam à autoflagelação ou que são diariamente insultados na televisão - como se tivessem tido, nos últimos anos, uma "vida fácil" -, vale a pena recordar que não é por causa dos trabalhadores portugueses que temos problemas de produtividade. Que não é por causa do contribuinte que estamos endividados. Que não é por causa de nós que a nossa economia é ineficiente. Que não é por causa dos funcionários públicos que o Estado funciona mal. Que não é por causa dos professores que a Escola Pública está aquém do que podia ser. Que não é por causa dos médicos e enfermeiros que o Serviço Nacional de Saúde tem problemas de gestão financeira. Que não é por causa dos investigadores que não somos competitivos. Os trabalhadores do ITQB mostraram mais uma vez que os trabalhadores que temos não merecem as elites que os comandam.

 

Publicado no Expresso Online


por Daniel Oliveira
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40 comentários:
Sim, não é aceitável que a gestão das despesas caia sobre os trabalhadores. Se era cortar nos salários que manteria o instituto em funcionamento deveria ter sido isso a ser feito logo de início.

E  não estava a ser outra solução porque, quando não há dinheiro, há opções a serem feitas e não estou a ver a quem é que se ia tirar o dinheiro para isso. Às subvenções do BE?

deixado a 26/12/11 às 09:14
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Nightwish
Cheira-me que não faz a mínima ideia da fortuna que recebem os investigadores...


Cheira-te mal. Sei exactamente quanto ganham. Mas não é esse o ponto, nem próximo. O ponto é que há um orçamento para o instituto que foi decidido em função de um orçamento global, que compete com o dinheiro que é atribuído para alimentar crianças e deputados do BE, por exemplo, e de um orçamento específico, que compete com todos os outros centros e institutos deste país que fazem investigação. Esse é o ponto.

Aparentemente, a gestão do instituto entendeu que a redução dos salários seria importante para manter os equipamentos a funcionar. Mas o instituto é meu, não é deles, "Eu", por intermédio do governo eleito e atendendo que o centro é do estado, posso ter uma ideia diferente (relembrem-me lá das vantagens de as coisas serem do estado? Era aquela coisa da gestão ser eleita, não era?). Agora, se querem decidir sobre tudo, têm boa solução e que "eu" além de apoiar, até incentivo.


Von
Você é provavelmente, com uma taxa de erro mínima, o comentador de blogs mais cretino que há memória. A sua insensibilidade, a sua análise autista, o seu comportamento infra-humano só merece desprezo. Até acho que o Estado devia fazer algo original: prescindir definitivamente dos seus impostos. E sabe porquê? Porque nós, os demais contribuintes, temos vergonha do seu dinheiro.


Bonifacio Milhoes

Von,
infelizmente nao tenho o prazer de o conhecer,
o seu desabafo aos comentarios dessa coisa que se diz "tonibler" deveria ser emoldorado e ja agora ser distribuido por fados, cunhas, olimpus e quejandos.
Tiro-lhe o chapeu e dou-lhe os meus Parabens,

deixado a 26/12/11 às 22:08
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qassandra
Às subvenções do BE seria uma ideia. À subvenções dos demais partidos seria outra. Ao automóvel - de 86.000 euros - de Pedro Mota Soares seria uma terceira: ainda sobrariam 17.000 euros, valor mais que suficiente para comprar um utilitário. Ou uma Vespa das mais pipas.  


Ui, mas isso seria o ideal. E já agora acabar com a corja de funcionários todos que vivem à volta disso tudo... Por mim, vamos a isso!

deixado a 26/12/11 às 19:07
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José Silva

José Eduardo Moniz, compara este governo de Passos Coelho, aos soldados de chumbo, que a soldo de Ângela Merkel e de Sarkosy tudo fazem para destruir o nosso País e por conseguinte grande parte da Europa, que a Alemanha não conquistou no tempo de Hitler, eis um pequeno trecho em verso dos seus tremendos propósitos:

AO ASSALTO

Com a mão cheia de “merda”

ai estão o Coelho e o Gaspar

pois a nossa gente só herda

inúmeras coisas para pagar;

-

e vão ter de pagar mais IMI

e vão ter de pagar mais luz

num roubo que eu nunca vi

afasta de cá ladrões, Jesus!

-

e roubam com a escavadora

todas as notas a Multibanco

lá p'ra os lados de Vilamoura

é conluio que eu seja franco!

-

e que alguém não me queime

ai por esta minha afirmação

para os lados de Boliqueime

já dizem que rumou o ladrão!?

-

diz que em dois mil e treze

o imposto das casas duplica

que este povo ajoelhe, reze

ai com cada vez menos fica!

-

e num imposto de circulação

foi já uma coima inventada

a receita a mais dum milhão

ai deu p'ra salvar a cambada!

-

e lá no IRS aquele que tinha

certa importância a receber

terá que se manter na linha

ai paga e terá qu'emagrecer!

-

p'ra o ano há menos deduções

para abater a uma tal colecta

sobem o I.V.A., nas refeições

como isto toda gente afecta?

-

não queria qu'isto assim fosse

mas eles gamam em todo lado

até o herdeiro de Pingo Doce

os quatro milhões há gamado?

-

e agora as pensões pequenas

dizem que vão ser congeladas

p'ra aumentar as certas penas

das pessoas pobres, coitadas?

-

este governo não se importa

com o contribuinte, cidadão

e sem dar conta está à porta

para nos levar o seu quinhão?

-

se tu não pagas lá no asfalto

ainda foges numas portagens

vem este Fisco, faz o assalto

na mais ousada das voragens!

-

Eugénio dos Santos



deixado a 26/12/11 às 09:51
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Ana
A riqueza de uma nação consiste na cultura, dedicação, tenacidade, enfim num conjunto de qualidades e competências que caracterizam o capital humano.
Os portugueses demonstraram ao longo dos séculos que possuiem muitas dessas caracteristicas, infelizmente possuiem outras também como a pequenez de certas mentalidades, a inveja do vizinho, o elogio do "chico-espert"o e o pouco apreço ao mérito e competência. Mas a grande falha do capital humano é desde sempre as nossas elites, isto porque quem faz parte dessa elite não são os melhores, os mais capazes, mas sim quem nasceu no sitio certo, possui os conehcimentos e cartões adequados.
O Daniel elogiou a atitude dos trabalhadores do ITQB, é errado, com essa atitude os trabalhadores estão a branquear a incompetência dos seus superiores, do ministro e de todos aqueles que têm responsabilidade.
É neste constante desenrascar que nunca o País evolui, quando é que todos têm consciência que desenrascar é defeito e não qualidade? Somos bons em algo porque somos maus a montante dos problemas e é no planear e construir uma estrategica está a riqueza do capital humano.

 

deixado a 26/12/11 às 11:05
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Antonio Eliseu
As vezes me pergunto onde é que DO tem andado nestes últimos 6 anos pelo menos.Parece que vivemos no paraíso e agora o Inferno é o nosso dia a dia!  Quando é preciso os funcionários  quotizam-se para resolver problemas ..sempre foi e será assim. É muito válido para quem o faz em nome da qualidade.
O que precisamos é de alternativas à governação "terrifica" de Passos não é verdade? Então avancem lá com ideias, sigam o exemplo dos trabalhadores do ITQB. Ficar sentado a dizer mal de tudo e mais alguma coisa e proteger o trapaceiro mentiroso que nos governou, não nos leva a sitio algum .

deixado a 26/12/11 às 11:48
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José Peralta
António Eliseu

A propósito de trapaceiros mentirosos, incluindo, (e não excluindo) o Passos Coelho, o que eu também lhe pergunto, é onde você estava no tempo, por exemplo, de outro trapaceiro :

Divida Pública (Taxa de crescimento acumulada-Fonte : Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público)

1983-Pinto Balsemão-175%
1985-Mário Soares-80%

1995-Cavaco Silva-347%
 
2002-António Guterres-51%
2005-Durão Barroso/Santana Lopes-28%
2010-José Sócrates-49%
 
Que tal ?
 
Gostou ?
 
Qual é, agora, a sua justificação, ou desculpa ?

 


Tens razão Peralta. O resto do mundo é que é todo estúpido não és tu que não sabes ler os números.

Já agora, consegues separar nessas percentagens o que é dívida em escudos e o que é dívida em moeda estrangeira (incluindo euro)? É só para percebermos o que aí está era resolúvel nas impressoras da casa da moeda e o que arrastaria o país para a banca rota...

A justificação é muito simples, mas não é simples o suficiente para ti.


José Peralta
Para ti, ó cagão risonho, faço minhas as palavras de Von, ali em cima...


Claro. Mas eu não tenho a menor dúvida de que as tuas palavras já foram de alguém antes.

deixado a 27/12/11 às 17:24
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Ó Peralta esses valores que transcreveu levianamente já foram desmascarados vezes sem conta como algo mentiroso e enganador !

Quantas vezes terão que lho dizer ????

Isso foi algo que um ex ministro do PS, Capoula Santos escreveu no seu facebook. O que é triste é ver um ex governante não percebe nada sobre assuntos que devia dominar.

http://umonline.uminho.pt/ModuleLeft.aspx?mdl=~/Modules/Clipping/NoticiaView.ascx&ItemID=48840&Mid=111&lang=pt-PT&pageid=1&tabid=0


José Peralta
Cunha !

Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público : http://www.igcp.pt/gco/?id=86 (http://www.igcp.pt/gco/?id=86)


o que vale é que gosto de si


Paralta, experimentou o link que enviou ????


404

A página solicitada não existe 

http://www.igcp.pt (http://www.igcp.pt/)


José Peralta
António Cunha

Não experimentei o link, mas vi o gráfico, que não sei como reproduzi-lo aqui, mas descrevo-o com todo o gosto :

Numa coluna à esq. tem as percentagens em sentido ascendente de 0% a 400%

Em baixo, na horizontal, tem os anos 1983-1985-1995-2002-2005-2010

Sobre cada ano tem uma coluna colorida com a percentagem da Dívida Pública e a foto do primeiro ministro respectivo.

E em 1995, lá está o Cavaco no alto do gráfico com a foto e a percentagem 347%
 
O que posso fazer mais, para o convencer ?
 
 


Porque motivo acha que a página foi retirada ?

Ainda não percebeu o que está mal nesse gráfico ?

Bolas, voce está a ser um pouco teimoso !

Já leu o texto que deixei mais atrás ???


José Peralta
Cunha

A prova que "já li o texto que deixou mais atrás", é que lhe respondi !

E, para haver um teimoso, são precisos dois teimosos...

Não sei se a página foi retirada, mas se foi, não acha pertinente, e até da mais elementar justiça para com o Cavaco, ser reposta, rectificada ?

Mas já agora, se não fôr pedir muito, poderá dizer-me o que, na sua opinião, está mal no gráfico ?


 


Pelo gráfico pode-se ver que o principal culpado (embora esteja bem camuflado) é, sem qualquer espécie de dúvida, José Sócrates. Porque o que interessa é saber quem fez aumentar mais a dívida. Se começarmos com um valor arbitrário de 100 antes de 1983, o gráfico mostra que esse valor aumentou do seguinte modo:

antes de 1983: 100
1983 (Balsemão): 275
1985 (Soares): 495
1995 (Cavaco): 2213
2002 (Guterres): 3341
2005 (Barroso/Santana): 4277
2010 (Sócrates): 6372

Ou seja, o maior aumento foi na era Sócrates, com a agravante que com ele se sabia que a dívida se estava a aproximar rapidamente de valores incomportáveis, enquanto que antes não era propriamente o caso.

Acho muito bem que as pessoas que fizeram este gráfico (e que o divulgam) se irritem com o principal responsável que, ignorando todos os avisos, nos levou a esta desgraçada situação que hoje vivemos: José Sócrates!



José Peralta
Bravo, Cunha !

Excelente raciocínio...

As voltas que você conseguiu dar para ilibar o Cavaco...

De qualquer modo, agradeço-lhe o esforço !

deixado a 29/12/11 às 20:45
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António
O Blog "Entre as brumas da memória" passou, em poucos minutos da manhã do dia 26 de dezembro, dos 21% para os 51%. Roubou e manipulou claramente a enquete. Exijo a sua exclusão da votação do combate de blogs!

deixado a 26/12/11 às 11:56
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Realmente este é um caso singular. É um exemplo meritório, neste tempo em que abundam considerações pessimistas sobre o carácter dos trabalhadores, tão preguiçosos e improdutivos, que parece que só se resolvem a fazer alguma coisinha sob a ameaça de um látego, e que fazem tudo o que estiver ao seu alcance para a entidade patronal ir à falência.  (um dirigente da Associação Industrial do Minho veio mesmo dizer, há umas semanas, que era bom que os trabalhadores tivessem medo...)o medo e ansiedade, como é óbvio, aumentam sempre a produtividadezinha. Os trabalhadores são todos uns malandros e uns privilegiados, ingratos que não sabem agradecer o facto de haver quem se sacrifique por eles... tão ociosos que nem sequer querem emigrar. Os trabalhadores são maus por natureza, mas existem dois tipos de desempregados (como outrora existia o mau pobre e o bom pobre: aquele que rezava, era humilde e não tinha vícios) Este é outra distinção que emergiu na comunicação social:o mau desempregado e o bom desempregado (o que está disposto a emigrar)
Mas este, como o Daniel referiu, é também um mau precedente... se a moda pega vamos começar todos a pagar para trabalhar...

deixado a 26/12/11 às 12:20
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Deduzo portanto que o mal deste país está nos deputados (vamos claro tirar os do Bloco de Esquerda) nos políticos (por favor excluam os do Bloco de Esquerda), nos banqueiros, nos administradores das empresas do Estado e nos grandes empresários.

Assim de momento não vejo mais ninguém.

Ora como isto dá para aí uns dez mil se os mandarmos todos para a Suíça posso pensar que vamos todos os que cá ficam ficarmos mais ricos mais sábios e nomear o senhor Daniel Oliveira como o Amado Líder por ter estas ideias milagrosas?

 

Eu por mim voto já, SIM.


deixado a 26/12/11 às 12:49
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João
Strange days have found us...

deixado a 26/12/11 às 13:26
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A.R.A
Por muito que me custe afirma-lo, acredito que a patriotica acção altruista dos trabalhadores do ITQB vai servir como dano colateral nos intentos do povo Portugues conseguir suster a avalanche neo-liberal que os vem despojando dos seus direitos de cidadania e abrir um precedente que não escapará (de certeza!) a demagoga propaganda de um governo que não olha a meios para atingir os seus fins (sejam eles quais forem em virtude da incognita dos resultados praticos da "austeridade" que impõe ao povo Português).

Portanto, num outro tempo ou numa outra Era, tal acto poderia, de facto, ser visto como de patriotico mas no presente poderá muito bem servir de arma de arremesso a um governo que esta disposto a tudo para impor a sua lei, até das medidas mais absurdas ao fomentar a emigração para "resolver" o problema do desemprego.

É triste que tenha de afirmar isto mas os trabalhadores do ITQB prestaram um mau serviço ao país.


Aquele Abraço
A.R.A

 

deixado a 26/12/11 às 14:27
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José Peralta
Caro A.R.A.

De acordo !

Mas não iria tão longe, dizendo que "os trabalhadores prestaram um mau serviço ao País", porque os motivos revelados pelo Daniel Oliveira, a avaria no sistema de refrigeração com consequente paralização do seu trabalho científico, parecem-me motivos suficientemente graves, que os levaram a tão esforçado sacrifício.

O Crato, o bem-falante antes de ser ministro, é que não destôa dos odiosos Coelhos, Relvas, Macedos e restantes asnos.

Só faltaria agora, é que o bando viesse, por decreto, noutras circunstâncias e departamentos, tornar "obrigatório" o acto voluntário daqueles trabalhadores.


 


A.R.A
JOSE PERALTA

Sim, é verdade, talvez me tenha excedido no modo mas nunca no conteudo.
A maneira como o nosso povo tem sido sistematicamente insultado, não me admirava nada que este governo tomasse para si o exemplo dos trabalhadores da ITQB como exemplo a seguir.

A questão é se além do quero, posso e mando com atropelos intencionais a Constituição por parte do governo, havia a necessidade de continuarmos a ser "torturados sensorialmente" com os  "jingles" propagandistas de supostas entrevistas ao povo, numa TV paga pelo povo, que (nomeadamente na RTP1) encolhe os ombros a dizer que «tem que ser; são sacrificios necessarios» e outras alarvidades afins ... mostrando graficos desde 1960 até aos nossos dias para nos mostrar que afinal temos vivido acima das nossas posses como naquela abjecta rubrica do «nós por cá», só para nos mostrar que o modelo do Estado Novo ainda não está assim tão gasto?

Aquele Abraço
A.R.A




deixado a 27/12/11 às 15:01
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done

Ora aí está, por uma vez, o óbvio, Daniel Oliveira, "Os Trabalhadores são os únicos patriotas deste País", senhor Dr. Pedro Passos Coelho .

deixado a 26/12/11 às 15:15
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