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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Um país em estado de sítio

Sérgio Lavos, 20.01.12

 

«Serviços de internamento cheios obrigam a pôr doentes nos corredores do Sta. Maria.

 

Uma fonte próxima da principal unidade do Centro Hospitalar de Lisboa Norte (CHLN) disse mesmo ao PÚBLICO que “o Hospital de Santa Maria virou um autêntico hospital de campanha” nos serviços de internamento, “porque é o cenário que mais se assemelha à realidade vivida nestes serviços nos últimos tempos”

 

 “Além dos 21 utentes que podem receber em camas no internamento, quase todos os serviços estavam com 10 utentes internados ao longo do corredor numa maca”

 

José Pinto da Costa apontou ainda a crise como outra razão para o excesso de afl uência ao hospital, que levou a que muitas pessoas deixassem de ter um seguro de saúde.» 

 

 

De realçar o falhanço da estratégia do antigo gestor da Medis, Paulo Macedo, para convencer os utentes a recorrerem aos serviços de saúde privados, destruindo assim o SNS. Por causa da crise, e mesmo com um agravamento brutal das taxas cobradas pelos serviços de saúde públicos, não há dinheiro para CUF's ou Hospitais das Luzes. Só os ricos continuam a poder ter esse privilégio. Em tempos de acelerado empobrecimento, as desigualdades sociais crescem ainda mais no país mais desigual da UE.

3 comentários

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    Sérgio Lavos 20.01.2012

    Portanto, a Ana Luísa desmente a fonte do Hospital e o assessor de imprensa? É isso? Eles afirmam claramente que a situação é pior por causa do encerramento das urgências do Curry Cabral e do acréscimo de utentes que deixaram de poder pagar seguros de saúde, mas a Ana Luísa é que sabe do que fala.
    E pode estar descansada com a minha saúde, o meu ódio a estes políticos que estão a destruir um país (que já estava longe de ser perfeito) só me dá mais força.
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    fado alexandrino 20.01.2012

    Com tristeza apenas porque se trata de um benfiquista tenho que lhe dizer que nunca passou por um hospital público e que, peço desculpa pela rudeza, é profundamente ignorante.

     

    Quanto ao primeiro ponto de há anos que os corredores estão sempre cheios de macas, isto é apenas um facto que todos os que lá estiveram ou tiveram lá alguém sabem, na pele.

    Quanto ao segundo ponto de que as pessoas deixaram de pagar seguros de saúde e portanto não vão ao Hospital da Luz e similares cumpre-me informá-lo que o maior  empregador da Tugulândia a PT tem um acordo com eles e todos os seus funcionários podem lá ir.

    E há mais empresas que tem acordos com eles mas não as cito para não o ver a corar.

     

    Melhores cumprimentos e escreva sobre cinema.

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