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Arrastão: Os suspeitos do costume.

4 comentários

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    Anónimo 28.01.2012

    A que aldrabices se refere? Às dos dois submarinos vendidos a Portugal ou às dos sete (sete!!!) vendidos à Grécia? Ou refere-se às milhares de aldrabices que, sob o nome de Mercedes, BMW e Audi, circulam nas nossas estradas, cujo pagamento os alemães, coitadinhos!, ainda pacientemente aguardam?
     Claro que portugueses, gregos, italianos, espanhóis e demais "raças inferiores" merecem a danação eterna do Inferno da austeridade. Claro que essa pena infernal só terá os efeitos pedagogicamente desejados, quando esses povos regredirem aos tempos da pedra lascada. Afinal de contas, todos eles cometeram o pecado capital de viverem "acima das suas possibilidades". Comparadas com tal crime, as proezas germânicas do desencadear da Guerra Franco-Prussiana, da Primeira e Segunda Guerras Mundiais, nada são. Afinal de contas, nisto da história dos povos e das nações, há que ter sempre presente a noção de proporcionalidade...
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    JgMenos 28.01.2012

    Não nos podemos esqueçer que já Caim era provavelmente alemão!
    E nós, povo da esquerda, somos sempre as vítimas.
    Ou porque o leite materno foi de má qualidade, ou porque os capitalistas nos exploram deixandos-nos comprar umas coisinhas a crédito; somos sempre vítimas, sempre coitadinhos...
    Não há paciência!
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    antónio pedro pereira 28.01.2012

    (continuação)

    Mas ainda há alemães com lucidez para compensar os portugueses tontos como o senhor.

     

    Passou quase despercebido na comunicação social portuguesa, mas pela sua importância sobre a crise na Europa e o papel da Alemanha em tudo isto, vou aqui transcrever em português algumas partes do discurso de Helmut Schmidt (chanceler da RFA entre 1974-1982) no último Congresso do SPD, em Berlim:

     

    «(...) Mas simultaneamente desenvolveu-se um grave erro, nomeadamente os enormes excedentes da nossa balança comercial. Desde há anos que os excedentes representam 5% do nosso PIB. São comparáveis aos excedentes da China. Isto não nos é completamente claro porque os excedentes não se contabilizam em marcos, mas em euros. Mas é necessário que os nossos políticos se consciencializem desta circunstância. Porque todos os nossos excedentes são, na realidade, os défices dos outros. As exigências que temos para com os outros são as suas dívidas. Trata-se de uma violação irritante do que por nós é elevado a ideal legal do «equilíbrio da economia externa». Esta violação tem que inquietar os nossos parceiros. E quando ultimamente aparecem vozes estrangeiras, na maioria dos casos vozes americanas – entretanto vêm de muitos lados – que exigem da Alemanha um papel de condução europeia, então isso desperta nos nossos vizinhos mais desconfiança. E acorda más recordações. Esta evolução económica e a simultânea crise da capacidade de acção dos órgãos da união europeia empurraram de novo a Alemanha para um papel central. A chanceler aceitou solícita este papel juntamente com o presidente francês. Mas há, de novo, em muitas capitais europeias e também em muitos media uma crescente preocupação com o domínio alemão. Desta vez não se trata de uma potência militar e política central, mas sim de um potente centro económico.»

     

    [Excerto do discurso de Helmut Schmidt no Congresso do SPD, 4 Dezembro 2011, Berlim]

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