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Arrastão: Os suspeitos do costume.

FC Porto 3 Gil Vicente 1

Sérgio Lavos, 30.01.12


Dá-me um certo gozo ver os adeptos portistas queixando-se da arbitragem no jogo que deixou o FC Porto a cinco pontos do 1.º lugar.O André Azevedo Alves, por exemplo, até colou a etiqueta "double standards" no seu curto comentário à derrota. Só que a memória não é curta para todos, e por coincidência o resultado da primeira volta no FCP-Gil Vicente foi também 3-1. Com uma arbitragem também polémica, mas que estranhamente Vítor Pereira - e o resto da turba portista - não considerou "vergonhosa". Até o Público, como sempre, entra no bailinho: na crónica da partida da primeira volta, fala-se de "um encosto de Vilela" aproveitado por Hulk que o árbitro "considerou" penalty (caso não se tenha percebido, sim, estamos a falar daquele belo salto de carpa de Hulk dentro da área). Mas nem sequer é mencionado o vermelho que ficou por mostrar a Otamendi quando provocou o penalty marcado pelo Gil. Pudera. Já em relação a esta "polémica partida", o inefável Bruno Prata chama a título um estrondoso "FC Porto tinha perdido até com uma arbitragem competente" e continua por ali fora, "esquecendo-se" de dar o mesmo benefício da dúvida a Bruno Paixão que o seu colega tinha dado a Rui Silva na primeira volta. Para Prata - e para o resto da amnésica falange azul e branca - há, para além de qualquer dúvida razoável, dois penalties por assinalar a favor do FCP e um fora-de-jogo que Paixão não "anulou" - o sacana. Tanta clareza é certamente louvável. É pena que tal clarividência apenas surja de tempos a tempos, quando valores mais altos se levantam. 

 

"Vergonhosa", disse ele. A arbitragem. A indignação que o assaltou na primeira volta é capaz de ter sido mais discreta - tentei a sério, mas não encontro em lado algum ecos de tal coisa. Devem ser os tais double standards do André Azevedo Alves. Há quem diga que deveremos ser racionais na análise destas coisas. Concordo. Bruno Paixão é, e sempre foi, um péssimo árbitro - mesmo que em tempos o sr. Pinto de Costa o tenha querido para arbitrar um jogo do clube que dirige. Mas tem de haver limites para a tolice. Caramba, o FC Porto não tinha qualque remate à baliza aos 53 minutos do jogo de ontem, quando o Gil Vicente marca o seu terceiro golo. Assim, nem a boa vontade dos árbitros ajuda. Mas enfim, estou em crer que Vítor Pereira é um grande treinador, ainda que incompreendido. Renovem-lhe o contrato. Já.

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