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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Pois é, caramba, José Afonso era mesmo um perigoso revolucionário. Ainda bem que alguém se lembrou disso agora, que estas coisas não podem cair no esquecimento.

Sérgio Lavos, 24.02.12

Passei os olhos por este post - simplesmente cretino, querer pôr-se em bicos de pés no dia em que se lembra um homem que deu mais ao país e ao mundo do que mil Euricos dariam em mil anos, mas enfim - e lembrei-me de um texto que o crítico escrevera há uns anos sobre o filme Os Amantes Regulares, de Philipp Garrel. Congratulo-o a ele e ao mundo em geral por agora poder publicar num blogue as baboseiras com ideologia na ponta das unhas que em tempos transpiravam por entre textos sobre cinema escritos com os dois pés esquerdos; e ambos com gota. Não sei contudo se, por agora poder expressar livremente o seu arrazoado ideológico de direita, perorando sobre os "princípios perigosamente lunáticos da esquerda mais radical" no falhado blogue do passismo, terá deixado de o fazer nos textos de crítica cinematográfica que, julgo eu, ainda escreve para o Diário de Notícias. Também não me interessa. Confirmo que nada mudou, e agora pode Eurico regressar ao medíocre anonimato de onde assomou por momentos. Bom timing: no fim de contas, a efeméride do dia de ontem apenas acontece uma vez na vida. Zeca Afonso, no entanto, é eterno.

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