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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Olá, olá, daqui fala o amor

Sérgio Lavos, 23.05.12

 

Talvez com medo de que o ministro fizesse uma figura parecida à que fez na comissão de inquérito às secretas, lá teve a maioria parlamentar PSD/CDS de chumbar a sua ida à Assembleia para esclarecer a razão da chantagem, das ameaças e das contradições no caso Público/Relvas. Tudo bem. Simboliza uma escolha: o Governo decide proteger um dos seus pontos mais fracos, arriscando um longo período de fogo lento na opinião pública. Lá terá as suas razões. Mas, e se as razões forem, na realidade, as melhores possíveis? E se na origem de tanto zelo estivesse o papel do próprio primeiro-ministro no problema que dá pelo nome de Silva Carvalho? E se Miguel Relvas estiver a expor o peito às balas para proteger Passos Coelho? No fim de contas, foi o próprio Público que noticiou as reuniões entre o ex-espião e Passos Coelho, há pelo menos um ano*. Talvez até tenha sido Relvas a proporcionar o bonito encontro de espíritos entre Silva Carvalho e Passos Coelho - via loja Mozart - mas a partir do momento em que o produto tóxico tocou as mãos do primeiro-ministro, tudo terá ficado contaminado. E que relação terá este bonito ménage à trois com a notícia do Público que o ministro da propaganda conseguiu abafar com os seus exaltados telefonemas? O amor é verdadeiramente uma coisa bonita - e ainda agora a história começou.

 

*Actualizado com link - obrigado ao comentador Joe Strummer.

7 comentários

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    José Peralta 24.05.2012

    Não vi nada aqui, sobre os peidos do relvas, e quem fala neles é o Reis Soares...e você lá sabe o "que anda a ouvir dizer" !

    A sua preocupação com os desempregados, é tão "comovente" quanto o relvas dizer que o desemprego "o faz perder o sono" !

    O que ao Reis Soares e a outros incomoda, é poder descobrir-se que o relvas fez chantagem com a jornalista.

    E é ver um tipo ex-comentador da SIC e agora deputado arregimentado do PSD, Carlos Abreu Amorim, (confessando agora, sem um mínimo de vergonha, ser "político profissional" !!!!) a estrebuchar vergonhosamente na defesa do relvas, e a fazer ruído de fundo para que os seus opositores não se ouvissem, para me convencer que a jornalista foi mesmo vítima de ignóbil chantagem.
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    Antónimo 24.05.2012

    acho que foi aqui pelo arrastão que em tempos tive um diálogo com esse fulano. Basicamente o gajo alterava a verdade para para fazer chegar a água ao seu moinho.

    já nem me lembro dos contornos mas tentou argumentar por eu ser anónimo e ele não, ao que eu lhe disse que na casa que me recebe têm o meu mail e até sabem o meu nome. E que não era o facto de eu estar por identificar que me tirava credibilidade ao contrário dele que distorcia as coisas.
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    José Peralta 25.05.2012

    Antónimo

    Reis Soares, como é patente aqui, não é o único a querer a todo o custo "levar a água ao seu moinho", tergiversando, invocando argumentos e falácias.

    Quanto à "negação e ruído"  de que Reis Soares diz que eu gosto, o jornal Público, certamente para me fazer a vontade e, já que o relvas negou a pressão e a chantagem e, na ERC, parece têr-se armado em vítima, desmente-o em toda a linha, publicando o teor, e reafirmando com pormenor, o "black-out" e a ameaça da publicação na Net, da vida privada da jornalista.

    Não deixando o jornal, de contar também o "pedido de desculpas", que o tal Carlos Abreu Amorim, diz (é um humorista...) que o relvas achou por bem fazer, porque "não costuma tratar "assim" uma senhora"...

    Tratar "assim" uma senhora como ? Ameaçando-a com a Internet, e o jornal com o "black-out"?

    Será muito importante saber-se, como relvas teve acesso ao conhecimento das relações privadas e pessoais da jornalista, já que é público que o espião, já na Ongoing, tinha "investigado" (com que objectivo ?) a vida privada da ex-mulher de um empresário.

    E acresce agora, a demissão de um jornalista, assessor do relvas, que o Ministério Público descobriu ter contactos com o espião.

    E fico-me na expectativa...

      
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    Antónimo 25.05.2012

    referia-me claro a conversa minha com o abreu amorim
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    José Peralta 25.05.2012

    Ok, Antónimo !

    Desta vez fiz eu confusão, e pensava que se referia a Reis Soares !

    Peço desculpa a Reis Soares, sem prejuzo da opinião que expendi sobre ele.

    Ah ! A propósito ! O jornalista que pediu a demissão, era adjunto político de relvas...

    A retêr : adjunto político !
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    Antónimo 25.05.2012

    Caro José Peralto, Creio que eu tinha sido pouco claro.

    De qualquer forma neste momento, após o esclarecimento de hoje do jornal Público, quase estou com pena do Relvas.

    Diria que revelar que a jornalista vive com um político da oposição cai na falta de ética e de atitudes (é um assunto de foro privado, mas ainda assim quase só condenado por beatas e pelos opus dei que vê com maus olhos a coabitação antes do casamento) mas não no campo da ameaça séria.
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