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Arrastão: Os suspeitos do costume.

Tratar criminosos como pobres (e pobres como criminosos)

Sérgio Lavos, 30.05.12

Enquanto que por cá um ministro que mentiu várias vezes em público sobre matérias gravíssimas que dariam direito a demissão e julgamento em qualquer país com um mínimo de respeito por si próprio ainda ocupa a sua cadeira de governante, em Espanha o Governo, com o apoio do BCE, prepara-se para subsidiar mais parasitas do Estado; não, não estou a falar de artistas (pelo menos na vulgar acepção da palavra), mas sim do Bankia, dirigido até ao naufrágio por um antigo dirigente do PP espanhol. O Rato foi o primeiro a abandonar o navio, mas nem por isso os buracos da instituição financeira deixarão de ser tapados por Rajoy, tudo em nome da manutenção de um capitalismo predatório que não se exime a cortar nos rendimentos disponíveis da classe média e dos pobres e que luta para manter os privilégios da banca e do um por cento com maior rendimento. A Comissão Europeia, cumprindo o seu papel de garante deste estado de coisas, já veio dizer que a Espanha não terá de cumprir o objectivo do défice para este ano. Os milhões que irão ser injectados no Bankia - um valor superior ao que Espanha irá ganhar nos cortes previstos na Saúde e na Segurança Social - irão fazer mossa nas contas, mas como estamos a falar da manutenção do status quo, abre-se uma excepção. Já que parece que o nosso Governo também não vai conseguir cumprir o objectivo do défice, não haverá por aí um outro BPN para convencer a troika a facilitar um pouco as coisas?

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